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RODOVIAS

Na Rota da Celulose, pista dupla e pedágio só começam em 2027

Concessão das BRs 262 e 267 e das MSs 040 e 338 liderada pela XP Investimentos, que recebeu o nome de Caminhões da Celulose, teve início na semana passada

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Um dos pontos de maior interesse dos sul-mato-grossenses que transitam pelas estradas que englobam, as rodovias que estão inseridas na concessão da Rota da Celulose devem receber 89,5 quilômetros de duplicação nos primeiros seis anos contratualizados, o que corresponde a quase 90% do cronograma de intervenções apresentado. As obras de duplicação só começam no segundo ano da concessão, em 2027.

Ontem, o governo do Estado e o consórcio Caminhos da Celulose divulgaram o contrato assinado na semana passada, que prevê melhoria de 870 quilômetros em cinco rodovias de Mato Grosso do Sul, são elas as estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267.

Na cerimônia repleta de autoridades, foi apresentado o planejamento das intervenções que serão realizadas pelas próximas três décadas.

Estes 89,5 quilômetros de duplicação estão localizados entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo e parte do contorno de Três Lagoas.

Entre duplicações, acostamento e faixa adicional, o plano prevê 814,74 quilômetros de obras. Nos primeiros seis anos, serão 89,57 km de duplicação, além de 259,85 km de acostamento e 96,17 km de faixa adicional.

“A concessão nasce com o entendimento que deve investir em obras e que investir em obras é essencial. Duplicações, terceiras faixas, acostamento, como sabemos, é um dos grandes deficits desse trecho que nós estamos assumindo hoje. Mas, acreditamos também que investir em presença, cuidado e comunicação é igualmente estratégico”, disse o diretor-presidente do consórcio, Luiz Fernando Vasconcellos De Donno.

Além do planejamento inicial, o diretor-presidente falou sobre a questão do contrato ser flexível, o que significa que este cronograma pode sofrer alterações e mudanças com o passar do tempo, partindo de estudos técnicos para analisar a necessidade de novas duplicações, acostamento e faixa adicional que não estavam previstas anteriormente.

“Os estudos técnicos com a evolução do tráfego podem encarar novos investimentos, que podem ser incorporados e serão incorporados à medida que o contrato é flexível. Conforme o volume de tráfego, conforme a capacidade da via vai se esgotando, novas intervenções vão sendo promovidas. Então, esses números são iniciais do projeto”, destacou De Donno.

As obras de duplicação devem ter início no segundo ano da concessão, já com a cobrança de pedágio em vigor. O contrato prevê que as duplicações na BR-262, em um trecho de 86 km entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, e de 3,2 km próximo a Três Lagoas, estejam concluídas até o sexto ano da concessão.

A MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, é uma das rodovias concedidasA MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, é uma das rodovias concedidas - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

O trecho de duplicação da BR-267, entre Bataguassu e o Rio Paraná, com extensão de 13,5 km, deve começar no sétimo ano da concessão e ser concluído no oitavo ano. Do nono ano até o 30º não estão previstas mais duplicações.

Ao todo, a concessão contempla 870 km e R$ 10,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, desses, R$ 6,9 bilhões estão destinados a despesas de capital e R$ 3,2 bilhões a custos operacionais.

“Ela [concessão] vai conseguir entregar mais segurança, nem que não seja não duplicada no primeiro momento, mas uma [MS-]040 que você garanta acostamento nela na integralidade, terceira faixa, sinalização e principalmente suporte, é uma mudança completa para o nível de tráfego que tem a [MS-] 040”, ressaltou o governador Eduardo Riedel sobre as consequências positivas da assinatura do contrato.

Pedágio

O contrato prevê que a Rota da Celulose só passe a cobrar pedágio depois de atender a todas as exigências contratuais para tal, o que, segundo De Donno, deverá acontecer somente após o 12º mês de contrato, ou seja, a partir do próximo ano.

“Existe uma gama de implementações, de projetos, que devem ser cumpridos antes do início da cobrança de pedágio, que está prevista para ocorrer após o 12º mês”, afirmou.

Até o início das cobranças, as rodovias terão de apresentar padrões mínimos de regularidade do pavimento; sinalização horizontal e vertical em conformidade com as normas vigentes, inclusive com elementos retrorrefletivos; revisão completa dos sistemas de drenagem, com ausência total de trechos com empoçamento de água; correção de todos os aterros da rodovia, de modo a zerar qualquer risco de deslizamento; além da adoção de práticas de manutenção permanente, como roçada das margens da rodovia e correção do pavimento.

Free Flow

Depois que as exigências forem cumpridas, a Rota da Celulose instalará o sistema de pedágio no modelo free flow, um sistema eletrônico que elimina praças físicas e cancelas e permite que os veículos passem sem parar, com a cobrança feita automaticamente por pórticos que leem tags ou placas (OCR) e registram a passagem e o trecho percorrido.

“O valor vai variar, a gente tem o que nós chamamos de trecho de cobertura de praça, cada trecho ele tem um valor diferenciado, vai variar em torno de R$ 15 e R$ 15,50”, reforça De Donno. Também foi anunciado que motoristas que tiverem tag no veículo, terão desconto de 5% na cobrança do pedágio.

Diretor-presidente do Consórcio Caminhos da Celulose, Luiz Fernando de Donno, com o governador Eduardo Riedel, a ministra Simone Tebet, e mais representantes do governo e da XPDiretor-presidente do Consórcio Caminhos da Celulose, Luiz Fernando de Donno, com o governador Eduardo Riedel, a ministra Simone Tebet, e mais representantes do governo e da XP - Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

Primeiros cuidados

Nos primeiros 100 dias, serão realizados diversos tipos de serviços considerados essenciais neste primeiro momento para a “saúde” das rodovias, como instalação de sinalização horizontal e vertical, remoção de lixo e entulho, limpeza de drenagem, estabelecimento de defensa metálica e, principalmente, pavimentação emergencial de 150 km.

“As estradas mais seguras desde o primeiro contato, é isso que nós estamos trazendo hoje para vocês aqui, a segurança viária. Esses reparos emergenciais vão reduzir o risco de acidentes”, falou De Donno.

*Saiba

Veja as empresas que integram o consórcio

O Consórcio Caminhos da Celulose é formado pelas empresas XP Infra V Fundo de Investimento em Participações, CLD Construtora, Laços Detetores e Eletrônica Ltda., Conter Construções e Comércio S.A., Construtora Caiapó Ltda., Ética Construtora Ltda., Distribuidora Brasileira de Asfalto Ltda. e Conster Construções e Terraplanagem Ltda.

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OLÊ OLÁ

Bloquinhos levam mais de 40 mil às ruas da Capital durante o Carnaval

Nesta terça-feira, a festa foi comandada pelo Cordão Valu na Esplanada Ferroviária

17/02/2026 17h30

Esplanada Ferroviária nesta terça-feira

Esplanada Ferroviária nesta terça-feira FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Carnaval de rua em Campo Grande reuniu um público de, aproximadamente, 44 mil foliões nos bloquinhos da Capital, segundo dados estimados pela Guarda Civil Metropolitana. 

As comemorações começaram, oficialmente, na noite de sexta-feira (13), na Esplanada Ferroviária, e um público estimado em 20 mil pessoas. 

Os dados do segundo dia não foram divulgados pela Guarda nem pelos canais oficiais da Prefeitura. 

No domingo (15), 12 mil pessoas passaram pela Esplanada, entre famílias, amigos e foliões, no bloco Capivara Blasé. A festa começou de manhã, a chamada ‘matinê’, voltada para as crianças. O bloco principal iniciou às 15h e seguiu até a meia noite.

O organizador do bloco, Vitor Samudio, ressaltou a importância da festa para a cultura de Mato Grosso do Sul. 

“O nosso carnaval da Esplanada esse ano foi considerado um patrimônio imaterial da cultura de Mato Grosso do Sul. Esse carnaval que a gente faz é muito importante do ponto de vista da cultura de Mato Grosso do Sul, fortalecendo o Carnaval feito em MS”, disse. 

O Capivara Blasé também puxou a festa durante a segunda-feira (16), com um público de mais 15 mil foliões, que não desanimaram nem com a chuva. A festança reuniu gente fantasiada de todo jeito, desde o cantor Freddie Mercury até o ator Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar. 

Durante a noite, mais 15 mil espectadores se reuniram na Praça do Papa para o primeiro dia dos desfiles das escolas de samba de Campo Grande. Desfilaram durante a segunda-feira as escolas Herdeiros, Igrejinha, Unidos da Vila Carvalho e Unidos do Cruzeiro. 

Terça de Carnaval

A festa ainda não acabou e muitos foliões continuam animados para curtirem até o último minuto do feriado. 

Nesta terça-feira, quem comandou a festa foi o bloco Cordão Valu, que comemora 20 anos em 2026. O bloco, que também comandou a festa no sábado (14), colocou todo mundo para dançar com frevo, samba e maracatu. 

“A festa está linda, muitas crianças brincando, muita gente dançando. Ainda vamos ter dois cortejos até o final da noite, vindos da [avenida] Mato Grosso até o palco”, contou Silvana Valu, fundadora do Cordão Valu.  

Esplanada Ferroviária nesta terça-feiraSilvana Valu / FOTO: Gerson Oliveira

Para ela, a comemoração dos 20 anos do bloco é algo especial e emocionante, que reúne amigos de longa data e lembranças saudosas. 

“Esse ano tem sido muito mais especial comemorar no bloco. Estamos mais velhos, mais cansados, mas a festa continua muito emocionante. Passamos algumas fotos no telão desde os primeiros anos e muita gente chorou, se emocionou. É uma alegria poder estar junto porque é uma galera que vem comigo há 20 anos, que frequentam a minha casa, e a cada ano essa galera vai aumentando e essa amizade vai se consolidando”, relatou. 

A folia reúne todas as pessoas, desde os menores, que aproveitam para bagunçar e brincar, até os mais antigos. Além disso, a cada ano, mais pessoas aparecem nos blocos para conhecer a festa. 

Amanda Barros, de 32 anos, é frequentadora assídua da festa juntamente com a filha, de seis anos. Neste ano, ela trouxe o marido, Alex Mendes, pela primeira vez. 

“Eu não sou muito fã e ficava um pouco inseguro com a segurança. Mas está bem tranquilo. Eu vou onde as meninas vão”, relatou Alex. 

Esplanada Ferroviária nesta terça-feiraAmanda e Alex / FOTO: Gerson Oliveira

Gabriel da Silva, de 26 anos, conseguiu vir para a festa no último dia de folia por causa do trabalho. Junto com a galera, foi a primeira vez que conseguiram chegar no bloco na parte da tarde. 

“Eu trabalhei todos os outros dias e hoje consegui vir. A gente gosta de vir, aproveitar o rolê, beber um pouco e se divertir. Só não dá para ficar até à noite porque eu trabalho 5 horas da manhã amanhã”, contou à reportagem em risos. 

Esplanada Ferroviária nesta terça-feiraGabriel da Silva / FOTO: Gerson Oliveira

Para o deputado Pedro Kemp (PT), a festa faz parte da cultura do Brasil e é considerada a maior festa popular do País. 

“Campo Grande ficou muito tempo sem carnaval de rua e agora a gente tem um bom carnaval dos blocos. Eu, particularmente, considero a maior festa popular do nosso País e a gente tem que prestigiar. Tem a parte de conscientização, do ‘não é não’, de respeitar as mulheres, de não discriminar ninguém. É uma festa democrática, da diversidade, cada um vem do seu jeito, do jeito que gosta, então tem que haver respeito acima de tudo para garantir alegria e festa para todo mundo”, afirmou à reportagem. 

A Guarda Civil ainda não divulgou uma expectativa de público. 

Além do Cordão da Valu na Esplanada Ferroviária, a noite desta terça-feira também tem o último dia dos desfiles das escolas de samba campo-grandenses. 

Se apresentam hoje na Praça do Papa as escolas Os Catedráticos do Samba, Deixa Falar e Cinderela Tradição. 

A apuração das notas está marcada para amanhã (18), a partir das 17 horas, no Teatro de Arena do Horto Florestal, quando será anunciada a escola campeã. 

A festa só acaba no sábado (21), com os dois últimos blocos.

  • 14h - Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h - Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)
 

'sinal para ajuda'

Homem é preso após mulher usar gesto universal para denunciar violência doméstica

Policiais faziam rondas quando avistaram a mulher e identificaram o sinal de socorro, em Sidrolândia

17/02/2026 17h00

Flagrante aconteceu durante policiamento de rotina

Flagrante aconteceu durante policiamento de rotina Foto: Divulgação / PMMS

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi preso por violência doméstica após a companheira usar um sinal manual para pedir ajuda a policiais militares, na noite dessa segunda-feira (16), em Sidrolândia.

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe realizada policiamento preventivo e ostensivo pela cidade, quando visualizou uma mulher acompanhado de um homem.

Ao ver os policiais, a mulher fez um gesto com a mão, semelhante ao sinal universal de pedido de ajuda utilizado por vítimas de violência doméstica, que consiste em dobrar o polegar para dentro da palma da mão e fechar os outros quatro dedos sobre ele.

Os militares identificaram o pedido de socorro e realizaram a abordagem imediata, separando o casal para garantir que a mulher pudesse relatar, com segurança, o que estava acontecendo.

A vítima informou que vinha sendo perseguida pelo ex-companheiro e que, horas antes, havia sofrido agressões físicas, violência psicológica e ameaça de morte.

Conforme o relato da vítima, o agressor teria puxado seus cabelos, tentado forçá-la a entrar em uma residência e provocado queimaduras em seus braços com bitucas de cigarro.

A mulher declarou ainda possuir medida protetiva de urgência contra o agressor.

O homem foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia. Já a vítima foi acolhida e encaminhada para atendimento especializado.

Sinal de socorro

O gesto manual ‘Sinal para Ajuda’ (do inglês Signal for Help), surgiu como uma maneira discreta de pedir socorro em situações de violência doméstica, especialmente quando a vítima está em companhia do agressor.

Para fazer o gesto, basta levantar a  a mão com a palma voltada para fora, dobrar o polegar sobre a palma e fechar os dedos sobre ele, como se estivesse “prendendo” o polegar.

Ao reconhecer o gesto silencioso de pedido de ajuda, a recomendação é estabelecer uma comunicação discreta e segura com a pessoa (180) ou a Guarda Civil Metropolitana (153).

Flagrante aconteceu durante policiamento de rotinaSinal universal de socorro em casos de violência doméstica

   

Outro símbolo usado para pedir ajuda em situação de perigo vivida por uma mulher é o chamado 'sinal vermelho, que consiste em fazer um “X”, preferencialmente na cor vermelha, na mão, para alertar que estão vivendo uma situação de vulnerabilidade.

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