Cidades

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Nelsinho lança amanhã obras do Pólo Empresarial Sul nas Moreninhas

Nelsinho lança amanhã obras do Pólo Empresarial Sul nas Moreninhas

Redação

29/08/2010 - 21h45
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     O prefeito Nelsinho Trad lança amanhã (30), às 10h30min - no Trevo Três Barras, localizado no anel rodoviário na BR 040 - as obras do Pólo Empresarial Sul Wilmar Lewandowsky.
                Projeto que transformará a vida de milhares de pessoas por meio do desenvolvimento econômico e social, o núcleo industrial está em fase de implantação na região urbana do Córrego Bandeira, próximo às Moreninhas, uma das maiores concentrações populacionais da Capital. ?O início das obras marca uma nova era no desenvolvimento de Campo Grande?, garante o prefeito Nelson Trad Filho.
                O projeto do Pólo Empresarial Sul foi lançado em julho de 2009 e sua execução avança neste ano. A ação é o cumprimento de mais uma das 15 metas assumidas pelo prefeito perante a população. Com seu lançamento, a Capital passa a contar com cinco pólos empresariais, nos quais foram investidos mais de R$ 804 milhões e promovida a geração de mais de 11.200 empregos diretos.
                
                Gente e Renda
                A previsão é que o Pólo Empresarial Sul gere cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos por meio da implantação de empresas diversas. Com área total de 52 hectares, o local tem posição estratégica. Situado às margens do anel rodoviário, nas proximidades da saída para Três Barras, funcionará como eixo fundamental para a interligação dos sistemas rodoviário e ferroviário de Campo Grande com as BRs 163, 262 e 060.
                A proximidade com as Moreninhas facilitará o desenvolvimento econômico do conglomerado de bairros e ainda fornecerá qualidade de vida a milhares de trabalhadores com acesso ao local de trabalho a menos de 2 km de casa. ?A região tem um dos maiores contingentes de trabalhadores e grande potencial econômico. Sempre recebemos pedidos de criar mais um pólo na região das Moreninhas e a partir de agora conseguiremos preencher esta lacuna?, lembrou o prefeito.
                
                Moradia
                As famílias da região ainda serão beneficiadas com novas unidades habitacionais que vão ser construídas pela Emha (Empresa Municipal de Habitação). Serão disponibilizados 800 lotes individuais de 10m x 20m.
                A cessão da área para as novas casas faz parte da contrapartida exigida pela Prefeitura Municipal no acordo de utilização do local para a implantação do Pólo, chamado operação urbana consorciada. Prevista no Plano Diretor de Campo Grande, a operação urbana consorciada tem objetivo de envolver iniciativa privada e poder público em prol da execução de projetos de interesse social.
                
                Infraestrutura e Investimentos
                A implantação do Pólo Industrial Sul contará com investimentos das empresas que irão se instalar no local. Serão construídos vias, ciclovias e acessos, drenagem e pavimentação asfáltica, redes de água e esgoto e energia elétrica. A Sedesc (secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio) coordena os estudos para definir o perfil da atividade industrial que vai ser desenvolvida no novo pólo.
                O ponto de partido dos estudos é que as indústrias trabalhem com responsabilidade sócio-ambiental, já que a área é próxima a um dos mananciais da cidade (o Lageado). A área dispõe de licença prévia para construção já aprovada pela Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). O total de 52 hectares poderá ser dividido entre 66 lotes de 5 mil m² ou 165 lotes de 2 mil m².
                O projeto do loteamento a ser desenvolvido no Pólo Industrial tem prazo de aprovação estimado em 30 dias. A previsão é que a área onde será construído o Pólo, bem como o terreno onde serão edificadas as casas da Emha, estejam disponíveis à população dentro do prazo de oito meses.
                
                Realizando sonhos
                Ainda não é possível estimar os tremendos lucros que serão gerados para Campo Grande com o funcionamento do Pólo Industrial Sul, mas a comunidade do entorno já afirma que a implantação representa a realização de um sonho. A região do córrego Bandeira é a maior beneficiada. Formada pelos bairros Carlota, Doutor Albuquerque, Jardim Paulista, Maria Aparecida Pedrossian, Moreninhas, Rita Vieira, São Lourenço, Tiradentes, TV Morena, Universitário e Vilas Boas, somam juntas mais de 100 mil habitantes.
                Só o complexo Moreninhas, formado por 10 bairros, tem 70 mil habitantes. ?Lutamos para que a região tenha seu próprio Pólo Industrial há mais de 15 anos porque sabemos o quanto trabalhar em um setor especializado faz diferença para o crescimento econômico e qualidade de vida das famílias. Somos muito gratos à administração do prefeito Nelson Trad Filho que possibilitou que este sonho se tornasse realidade?, diz o presidente do conselho da Região Urbana do Bandeira, Jurandir Domingues de Oliveira.
                Para ele, os benefícios para o trabalhador das Moreninhas serão imensos e diversos. ?Hoje em dia contabilizamos mais de 30 mil pessoas que se deslocam todos os dias das Moreninhas para a região central e outros bairros para trabalhar. Isso representa um gasto de 20% a 30% do salário somente em transporte urbano e alimentação, o que é absurdo?.
                Para Jurandir, a implantação do Pólo Industrial Sul vai, inclusive, diminuir o número de acidentes no trânsito na BR 163 e Avenida Gury Marques. ?A distância percorrida do trabalho até em casa será muito menor, permitindo o deslocamento até a pé ou de bicicleta. Com certeza o Pólo vai mudar a vida de muita gente para melhor e até unir mais as famílias?.
                O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio, Natal Meira Barros, ainda cita outro ponto importante no advento do núcleo industrial: a qualificação do trabalhador. ?Indústrias especializadas atraem salários com valores altos, o que eleva o nível de renda, fazendo crescer investimentos na região, oferta de emprego e, conseqüentemente, qualidade de vida para a população do entorno do Pólo. Com o aumento do consumo de alimentos, itens do vestuário e outros bens, a economia se mantém viva e forte?.
                
                Meio ambiente preservado
                Para que o desenvolvimento não afete o meio ambiente do entorno do Pólo Industrial Sul, a Prefeitura de Campo Grande vai construir o Parque Linear do Córrego Lageado, um dos principais mananciais de abastecimento da região do Anhanduizinho. O córrego margeia a Avenida Guaicurus, indo dos bairros Lageado a Alves Pereira.
                Estão previstas a pavimentação e drenagem do Lageado, com investimentos estimados em R$ 47.160.341,21, sendo aproximadamente R$ 42 milhões de recursos do Governo Federal. A população terá acesso aos benefícios de obras do entorno do córrego, como pistas de caminhada e área de lazer, bem como a mata ciliar preservada.
                O acesso à região também será facilitado. A Prefeitura Municipal prevê construir novo acesso às Moreninhas. Os investimentos giram em torno de R$ 61.302.740,33, sendo aproximadamente R$ 57 milhões de recursos Governo Federal. O entorno do Pólo Industrial Sul também ganhará melhorias e nova organização com a construção de pequenos e grandes anéis e rotatórias de acesso.
                

OFENSIVA

MPF investiga usina de MT por supostos impactos sociais à comunidade de MS

Órgão instaurou procedimento administrativo após relatos de escassez de recursos naturais e falta de água de quilombolas de Sonora

07/03/2026 17h15

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT)

Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT) Foto: Engie/Reprodução

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para acompanhar o licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada em Itiquira (MT), que estaria causando impactos sociais à Comunidade Quilombola Porto dos Bispos, presente em Sonora, a menos de 120 quilômetros da cidade mato-grossense.

A abertura do procedimento foi publicada no diário oficial do órgão na última quarta-feira (4). Assinada pelo promotor Luiz Eduardo Camargo Outeiro Hernandes, a portaria cita que a história começa no ano passado, depois da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise elaborar uma notícia de fato com evidências dos impactos à comunidade em decorrência da usina hidrelétrica no estado vizinho.

Diante disso, o MPF teria solicitado manifestação sobre o caso ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul (Incra/MS), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis de Mato Grosso (Ibama/MT) e, por fim, à empresa Engie Brasil Energia S.A, que administra a usina.

Em resposta, o Incra disse que solicitou à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que acompanhasse a situação de perto, especialmente pelos relatos de escassez de recursos naturais e falta de água da comunidade quilombola devido à instalação da usina na região.

Já o Ibama disse que, embora as licenças necessárias para operação legal da usina foram emitidas corretamente, será "solicitado ao empreendedor a inclusão da comunidade Quilombola Família Bispo como público-alvo do Programa de Educação Ambiental em atendimento à condicionante estabelecida na licença, já que, apesar de não ter havido a necessidade de realocação da comunidade, esta se encontra inserida no entorno do empreendimento".

A empresa Engie se limitou a afirmar que "inexiste alteração relevante do regime hidrológico do Rio Correntes atribuível à operação da UHE Ponte de Pedra", pois "a usina opera em regime a fio d’água, com manutenção das vazões defluentes em patamares equivalentes às vazões afluentes e estrita observância da vazão mínima remanescente fixada em outorga", o que o afastaria de ser responsável por possíveis impactos sociais negativos sentidos pela comunidade de Sonora.

Mesmo diante da explicação da operadora, o promotor resolveu instaurar o procedimento administrativo, que terá duração de um ano, com o objetivo de acompanhar o licenciamento ambiental da usina hidrelétrica.

Além disso, o promotor enviou ofício à Superintendência Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar no Mato Grosso do Sul para que informe as providências que serão tomadas após a notícia de fato.

Outro ofício também foi enviado à Diretoria de Territórios Quilombolas do INCRA, requisitando que se manifeste sobre o teor dos relatos e que informe se foi realizada a consulta livre, prévia e informada à Comunidade Quilombola e se a entidade participou desse processo, bem como as providências tomadas em relação ao procedimento de licenciamento do empreendimento “para garantir a compensação e mitigação dos impactos sociais à comunidade”.

A USINA

A Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no rio Correntes, no município de Itiquira, teve seu início de operação em 2005, com a Engie tendo concessão válida até 2035.

Segundo consta no site da empresa, a usina possui três unidades geradoras com turbinas verticais tipo Francis de 58,7 MW cada, abrigadas em uma casa de força subterrânea escavada em rocha. Sua capacidade instalada é de 176,1 MW e a garantia física para comercialização é de 133,6 MW médios.

Há 10 anos, a usina é operada de forma remota pela Engie, a partir do Centro de Operação da Geração (COG), localizado na sede da empresa, em Florianópolis (SC).

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Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 14h15

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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