Cidades

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Neste ano, 63 pessoas morreram de Covid-19 em Campo Grande

Apesar de baixa preocupação da população e queda na procura pela vacina, doença segue matando na Capital

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Nos primeiros dez meses deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) notificou 63 óbitos por Covid-19 em Campo Grande. Os números preocupam as autoridades de saúde, já que a população não parece mais se preocupar com o vírus e houve queda na busca pelo reforço da vacina.

Também chama atenção da pasta o aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave. Até o momento, foram notificados 2.751 casos em Campo Grande, destes, 271 em decorrência da infecção pela Covid-19.

"A gente vê isso com uma preocupação, considerando as baixas coberturas vacinais. As doses de reforço foram preconizadas pelo Ministério da Saúde, estudos foram feitos, e neles verificava-se uma baixa da eficiência ao longo do tempo. A gente precisa atingir o mínimo preconizado pelo Ministério, que é de pelo menos 80% da nossa população vacinada", comentou a Superintendente da Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, ao Correio do Estado.

Em Campo Grande, nem a 2º dose atingiu os 80% preconizados pelo Ministério da Saúde, com 741.071 vacinados. Destes, apenas 403.651 tomaram a 3º dose da vacina (ou primeira dose de reforço). O número de pessoas que tomou a 4º dose é ainda inferior, com apenas 184.333 aplicadas.

"Mais uma vez a gente reforça a importância das pessoas procurarem a vacina. A Covid ainda não parou de acontecer, e ela não vai parar de acontecer. Então a gente precisa garantir a proteção dessa população", reforçou Lahdo.

A superintendente lembra ainda que em 2024, o Ministério da Saúde irá preconizar a vacina da Covid-19 apenas para os grupos prioritários, ou seja, ela não estará mais disponível para a população.

"Então, você que ainda está com o calendário de vacinação atrasado, seja para terceira, para quarta, não tomou a bivalente, procure as nossas unidades de saúde, complete o seu esquema vacinal. A vacina ela vem como uma forma de evitar que essa pessoa que tem infecção pela Covid venha a ter complicações, sequelas ou até mesmo óbito. Então faça uso dessa ferramenta que é tão importante para prevenção", pediu Lahdo.

Sintomas da Covid-19

É possível que o cidadão esteja infectado com o vírus da Covid-19 caso apresente os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Perda do olfato
  • Perda do paladar
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Dor ou pressão do peito

Transmissão

O meio de transmissão da Covid-19 se dá por inalação ou contato com gotículas de saliva, secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Portanto, a transmissão pode ocorrer por meio de:

  • Tosse
  • Espirro
  • Catarro
  • Apertos de mão
  • Contato pessoal próximo
  • Contato com objetos contaminados
     

Prevenção

Existem inúmeras formas de se prevenir o contágio e proliferação da Covid-19. Confira:

  • Vacinação contra Covid-19
  • Uso de máscara
  • Uso de álcool gel
  • Lavagem das mãos com água e sabão
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca
  • Não compartilhar objetos pessoais
  • Ventilar ambientes
  • Evitar aglomerações e espaços fechados

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tempo

Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%

Nova projeção aponta que o fenômeno será o mais forte desde 1950

11/09/2026 23h00

Foto: Ilustração Nottus/Divulgação

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A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) divulgada na quinta-feira (10). 

A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950. 

O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%. Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.

Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. 

Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.

Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. 

Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

em todo o país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado

Paralisação teve início às 22h de quinta-feira (10)

11/09/2026 21h00

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve teve início às 22h dessa quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria deve decidir hoje sobre a greve.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, disse.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

“A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta.

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