Cidades

CIÊNCIA-PALEONTOLOGIA

No Dia do Paleontólogo, conheça 8 mulheres que fizeram história no estudo dos fósseis

A paleontologia é uma área da ciência que estuda os organismos (plantas, animais) que viveram no passado através dos seus vestígios,

Continue lendo...

Em comemoração ao dia 7 de março, Dia do Paleontólogo, conheça oito mulheres paleontólogas que fizeram —algumas delas ainda fazem— história no estudo dos fósseis. Entre elas estão Mary Anning, Mary Buckland e Joan Wiffen.

A paleontologia é uma área da ciência que estuda os organismos (plantas, animais) que viveram no passado através dos seus vestígios, que podem ser restos de ossos, partes duras (como carapaças) ou traços, como impressões de folhas e penas.

Existem fósseis por toda parte no mundo, mas encontrá-los e identificar a quais organismos pertenceram no passado —e contar a sua história evolutiva na Terra— são os maiores desafios.

E seja no campo, seja no laboratório, as mulheres paleontólogas contribuem tão bem quanto ou até mais que seus pares masculinos.

O machismo na ciência, especialmente no início dos séculos 19 e 20, colocou poucas mulheres paleontólogas em evidência, enquanto apagou as descobertas científicas de outras. Mas isso não significa que as paleontólogas não estejam por aí.


MARY ANNING (1799–1847)

Nascida em 1799 na cidade de Lyme Regis, no sul da Inglaterra, o pai de Mary Anning tinha uma loja onde vendia fósseis descobertos na costa de Dorset.
Anning é considerada a primeira mulher paleontóloga e foi responsável pela descoberta de dezenas de fósseis na região, principalmente esqueletos de ictiossauros e plesiossauros, répteis marinhos extintos que chegavam a 17 metros de comprimento.

Suas descobertas cada vez mais frequentes a tornaram cada vez mais conhecida no círculo de paleontólogos. Mas, por ser mulher, outros cientistas —homens— passaram a publicar suas descobertas em periódicos. Atualmente, o Museu de História Natural de Londres tem uma exibição em uma sala inteira dos fósseis de Anning.

MARY BUCKLAND (1797–1857)

Conhecida principalmente pelo trabalho em conjunto com o marido, William Buckland, Mary Buckland era uma excelente ilustradora científica e contribuiu com estudos, desenhos e preparação dos fósseis encontrados por eles.
Nascida em Abingdon, Inglaterra, começou sua carreira como ilustradora para o pai da paleontologia, George Cuvier.

Mary e o marido foram pesquisadores no Museu de História Natural da Universidade de Oxford. Após a morte dele, ela continuou trabalhando ali, sendo responsável por uma ampla coleção de fósseis de corais e outros organismos marinhos extintos.

JOAN WIFFEN (1922–2009)

Joan Wiffen nasceu em Havelock North, na Nova Zelândia, e foi responsável por colocar a paleontologia do país no século 20 no mapa.
Como seu pai acreditava que as mulheres não deveriam estudar, Wiffen não completou o ensino superior, o que não a impediu de seguir a carreira de paleontóloga.

Ela descobriu o primeiro fóssil de dinossauro do país em 1975, um osso da cauda de um terópode, e depois diversos outros animais já extintos, como ossos de pterossauros, anquilossauros (dinossauros com armadura), mosassauro (lagartos marinhos gigantes) e plesiossauros.

Em 1995, Wiffen recebeu o título de Comandante da Ordem do Império Britânico em ciências, a mais alta condecoração no país, pela sua contribuição para a paleontologia no país.

MARY LEAKEY (1913–1996)

Mary Leakey foi uma paleoantropóloga e primatóloga que contribuiu para o conhecimento da evolução dos humanos e demais primatas.

Leakey foi responsável pelo achado do crânio de Proconsul, um primata extinto que representa um dos ancestrais dos hominídeos.

Em seus mais de 60 anos dedicados à antropologia, Leakey colaborou com o marido, Louis Leakey, principalmente em escavações nas cavernas de Olduvai e Laetoli, na Tanzânia, onde foram encontrados fósseis de ancestrais dos hominídeos, incluindo a espécie Australopithecus boisei e outras que hoje são importantes elos na história evolutiva dos primatas.

DIANA MUSSA (1932–2007)

A brasileira Diana Mussa foi a primeira paleobotânica do país e contribuiu com o conhecimento das plantas fósseis no mundo, principalmente do período Devoniano (há cerca de 408 a 360 milhões de anos).

Nascida em Campos de Goytacazes, Mussa formou-se em geologia e dedicou sua carreira acadêmica à paleobotânica.

Entre os anos 1970 e 80, realizou expedições no Amazonas, onde estudou madeiras fósseis.

Ela foi também pesquisadora do extinto DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), hoje ANM (Agência Nacional de Mineração), sócia-fundadora da Sociedade Brasileira de Geologia, e professora-adjunta no Museu Nacional, ligado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

MAGDALENA BORSUK-BIA YNICKA (1940-PRESENTE)

Figura importante da paleontologia polonesa, Maria Magdalena Borsuk-Białynicka nasceu em 1940, em Varsóvia, capital do país.
Responsável pela descoberta de dezenas de fósseis no Leste Europeu dos mais variados grupos, passando por lagartos, anfíbios, dinossauros e outros répteis precursores dos grupos atuais, ela também foi editora da revista científica Acta Palaeontologica Polonica, uma das mais importantes da Europa para estudos de fósseis.

ELISABETH VRBA (1942-PRESENTE)

Elisabeth Vrba é uma paleontóloga alemã, nascida em Hamburgo, e atualmente professora em Yale. Ela dedica sua vida aos estudos de fósseis na África do Sul, especialmente de mamíferos, e já colaborou com estudos na área da biologia evolutiva junto com o evolucionista Stephen Jay Gould.

Vrba cocriou a teoria de exaptação, derivada do conceito darwiniano de evolução das espécies por meio da seleção natural, que diz que alguns traços das espécies podem evoluir para uma função no organismo, em um primeiro momento, e depois terem uma função secundária que pode também moldar a evolução.
Ela continua com uma cadeira importante em Yale, onde ensina macroevolução.

ZULMA GASPARINI (1944-PRESENTE)

Nascida em La Plata, Argentina, Zulma Gasparini é um dos maiores nomes do país na paleontologia do Mesozoico (230 a 65 milhões de anos).

Ela liderou diversas expedições científicas, entre as quais a que levou à descoberta do Gasparinisaura, um gênero de dinossauros herbívoros nomeados em sua homenagem, na província de rio Negro.

Gasparini começou a sua carreira como pesquisadora do Conicet, principal agência de fomento à pesquisa na Argentina, e é atualmente professora aposentada de paleontologia na Universidade Nacional de La Plata, província de Buenos Aires.

 

Assine o Correio do Estado

POLÍCIA | DEPCA

Sequestradora queria criar Ayla como 'filha' no Paraguai

Acusada já foi mãe por outras três vezes, crianças essas que foram criadas por avós já que Suzilaine esteve presa durante boa parte da infância e adolescência dos próprios filhos

14/08/2026 11h45

Além da criminosa, delegada afirma que Alex Melo de Abreu, que possui condenação no AM, sempre esteve ciente da situação. 

Além da criminosa, delegada afirma que Alex Melo de Abreu, que possui condenação no AM, sempre esteve ciente da situação.  Reprodução

Continue Lendo...

Em conclusão da linha investigativa do caso da pequena Ayla, que ganhou repercussão nacional, a  Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) apontou que Suzilaine da Graça Costa, mentora responsável por planejar e executar o sequestro, pretendia criar a bebê de apenas um mês no Paraguai como sendo sua filha. 

Conforme dito nesta sexta-feira (14) pela titular da Depca, Anne Karine Sanches Trevizan Duarte, a responsável pelo crime havia inicialmente se apresentado para a mãe da recém-nascida com o nome de "Carol". Essa mulher teria passado cerca de um mês ganhando a confiança da adolescente. 

"Com doação de roupinhas, fraldas, visitas na casa, demonstrou uma pessoa muito solícita e assim ela foi conquistando a família e a adolescente", afirma.

A delegada confirma ainda a versão que havia sido repassada pela madrinha da bebê ao Correio do Estado, de que a criminosa havia oferecido ainda um ensaio fotográfico.

"Ela falou também que produzia fotos, tentou no dia anterior à criança ser sequestrada fazer uma produção fotográfica, mas em virtude do frio os familiares da bebê não deixaram", complementa a delegada. 

Suzilaine teria simulado então uma oferta de trabalho já no dia seguinte, em que a mãe de Ayla ganharia cem reais para cuidar de seu bebê, que a polícia descobriu posteriormente tratar-se da neta da acusada pelo sequestro. 

Em contato com familiares, apesar de não saber o endereço exato, as autoridades brasileiras identificaram que a autora estaria há pouco tempo morando no Paraguai, e conseguiram acompanhar o passo a passo que havia sido feito pela dupla de sequestradores até Pedro Juan Caballero. 

Como bem esclarece a delegada, todo o resto dito em torno do sequestro não se comprovou verdadeiro, sendo descartada hipótese de atuação de facção e possibilidade de tráfico internacional, bem como a mãe de Ayla não teria doado a bebê, que é descrita como um "criança esperada e programada pela família". 

"Ela [Suzilaine] realmente planejou esse sequestro porque ela tinha o intuito de ter uma filha. Com o veículo que era dela foi com as meninas para deixá-las no mato, voltou para a casa e trocou a roupa da criança, com uma vestimenta que parecesse um menino, trocou até o bebê conforto e foi com destino ao Paraguai", complementa a titular da Depca. 

Caso planejado

Antes mesmo de praticar o crime contra a família de Ayla, conforme repassado pela delegada, o planejamento de Suzilaine fica comprovado pelo fato da acusada ter buscado também outras gestantes que dariam à luz na mesma época. 

"Só que ela queria uma menina. Então buscou, arquitetou tudo isso durante um bom tempo para conseguir ter a posse da Ayla. Nós demoramos um pouco a diligência porque nós tínhamos que ter certeza qual a dinâmica dos fatos para que essa criança realmente fosse voltar para o convívio familiar", cita Anne Karine Sanches Trevizan Duarte. 

Além disso, a acusada já teria sido mãe por outras três vezes anteriormente, crianças essas que foram criadas por avós, já que Suzilaine esteve presa durante boa parte da infância e adolescência dos próprios filhos. 

Quanto ao homem envolvido, Alex Melo de Abreu - que possui condenação no Amazonas, como bem acompanha o Correio do Estado, e usava em MS o nome falso de Weliton Aparecido -, a delegada afirma que ele sempre esteve ciente da situação. 

"Especificamente tem o marido da sequestradora, ele tinha um mandado de prisão por homicídio, Ele também estava utilizando um documento falso, então tem alguns crimes pontuais para cada um, mas o crime maior é o sequestro", diz.

Como descrito, o casal havia encerrado sua união estável e, com o intuito de manter o relacionamento, a mulher falava para seu ex-convivente que estava grávida. Para a polícia chegou a dizer falsamente que havia perdido o bebê e feito, inclusive, uma curetagem na Santa Casa, procedimento que os agentes apuraram não ter existido.

"Ela tinha intenção de sustentar o casamento dela. Aqui a gente acredita que ela nunca esteve grávida. A família fala que foi muito tempo que ela supostamente esteve gestante", diz. 

A acusada teria buscado as duas adolescentes e Ayla para levá-las até o local do cativeiro. Lá ela teve ajuda do outro autor, com quem é casada. Além deles, um terceiro indivíduo, que teria alugado a casa para uso como cativeiro, é colocado na cena do crime e teria auxiliado a dupla. 

"Foi programado o sequestro dessa bebê, com as características e data de nascimento da Ayla. É um caso isolado, a sequestradora não pratica outros sequestros, ela queria essa bebê", confirma. 

Sem a presença do pai ao nascer, Ayla havia recebido até então apenas uma certidão de nascido vivo e não havia sido registrada até então. 

Relembre

Como bem acompanha o Correio do Estado, toda essa situação passou a ser contada a partir da ótica de um caso de cárcere de uma adolescente e sua irmã, de 17 e 13 anos respectivamente. 

Desaparecida desde a última quinta-feira (06), o alerta em busca da pequena Ayla chegou a circular na plataforma "Amber Alert Brasil", Programa estabelecido nos Estados Unidos e adotado no País pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública que ativa um comunicado especial encaminhado para as plataformas da Meta, que passa a publicar o alerta em um raio de até 160 quilômetros do local de onde o fato foi registrado. 

Ainda nas primeiras horas da madrugada do último domingo (09), a pequena Ayla Emanuelly Pereira de Souza que havia desaparecido antes mesmo de completar um mês de vida, foi localizada e resgatada no Paraguai, na cidade de Pedro Juan Caballero (PJC). 

Fronteiriça por divisa seca, Ayla foi encontrada em uma residência na cidade gêmea do município sul-mato-grossense de Ponta Porã, no Paraguai, localizada no cruzamento das ruas batizadas de Alejo García e Coronel Martínez, que fica no bairro chamado Virgen de Caacupé.

 

Assine o Correio do Estado

LICITAÇÃO SUSPENSA

Empresas de limpeza denunciam prefeitura de MS e TCE suspende pregão

A Prefeitura de Figueirão terá que suspender o pregão eletrônico após duas empresas denunciarem supostas irregularidades na competição

14/08/2026 11h20

A Prefeitura de Figueirão terá que suspender imediatamente o pregão eletrônico, segundo a determinação do TCE-MS

A Prefeitura de Figueirão terá que suspender imediatamente o pregão eletrônico, segundo a determinação do TCE-MS Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) decidiu pela suspensão, de forma cautelar, um pregão eletrônico da prefeitura de Figueirão, cujo objeto consiste na contratação de empresa especializada na prestação de serviços contínuos de limpeza urbana.

A medida tem caráter provisório e poderá ser revista ou modificada a qualquer tempo, conforme os elementos que sejam produzidos no curso da instrução.

Caso o contrato já tenha sido homologado, o conselheiro Osmar Domingues Jeronymo determinou que o Executivo se abstenha de formalizar a contratação até a deliberação da Corte de Contas. 

A execução da suspensão cautelar deve ser imediata, caso já tenha sido formalizado contrato decorrente do certame, inclusive quanto à emissão de ordens de serviço, realização de pagamentos ou prática de quaisquer outros atos destinados à execução do ajuste.

O prefeito de Figueirão, Juvenal Consolaro, foi intimado para que, no prazo de cinco dias úteis, comprove o cumprimento dos itens da decisão, e apresente esclarecimentos sobre os fatos narrados nas denúncias, especialmente aqueles relacionados à: condução da sessão pública, aos registros da plataforma eletrônica utilizada, à análise da exequibilidade das propostas e ao julgamento dos recursos administrativos, sob pena de responsabilização, reparação de eventual dano ao erário e aplicação de multa de 1.800 UFERMS.

Primeira denúncia

Duas empresas que estavam concorrendo no pregão eletrônica apresentaram denúncias ao TCE-MS. Com pedido de medida cautelar, a E.O. de Farias Ltda denunciou a prefeitura de Figueirão, pois afirma que durante o procedimento licitatório, sua identidade teria sido revelada indevidamente, com a divulgação antecipada dos valores das propostas iniciais dos licitantes, bem como a inversão indevida da fase de intenção recursal antes da realização da etapa competitiva.

A lei define que a intenção de recorrer deve ser imediata após o julgamento das propostas e da habilitação.

Alega, ainda, que a Administração reconheceu tais falhas quando do julgamento de seu recurso administrativo, no entanto, limitou-se a afirmar que não haveria prejuízo concreto apto a justificar a repetição da fase competitiva ou a anulação do procedimento.

Segunda denúncia

A empresa LCP de Souza também aponta a existência de supostas irregularidades no mesmo procedimento licitatório. A denúncia sustenta que a proposta teria sido indevidamente desclassificada por suposta inexequibilidade, com fundamento exclusivo em parecer jurídico e sem manifestação técnica da área de engenharia.

Alega, ainda, tratamento não isonômico na análise das propostas, mediante aplicação de critérios mais rigorosos e de exigências não previstas no edital, apenas à sua oferta, enquanto teriam sido admitidas, na proposta posteriormente aceita, alterações na planilha de custos, redução do quantitativo de trabalhadores, BDI inferior aos parâmetros referenciais e ausência de detalhamento dos encargos sociais.

Essas situações, na visão da empresa, violam a isonomia, o julgamento objetivo, a vinculação ao edital e a economicidade. Segundo a denúncia, o órgão público havia calculado um valor de referência para o serviço, mas a proposta vencedora que foi adjudicada ficou R$ 909.557,68 acima desse valor planejado.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).