Nesta quarta-feira (15), dia dos professores, os profissionais da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande acordaram sem garantia de aumento. Ontem, eles aprovaram indicativo de greve a partir de 3 de novembro, pelo não cumprimento da lei 5.189 que determina o reajuste salarial de 8,46%, para equiparação com o piso nacional. A decisão foi tomada em assembleia, com aproximadamente 600 docentes, na sede do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP).
“Todos estão insatisfeitos com o não cumprimento da lei aprovada na Câmara dos Vereadores. Isso foi comprovado hoje por unanimidade na assembleia”, lamentou o presidente do sindicato, Geraldo Alves Gonçalves. Assim que decidiram pela greve, os professores seguiram em passeata da sede do sindicato até o Paço Municipal. A ideia era forçar uma reunião com o prefeito Gilmar Olarte. Mas como ele não estava, uma comissão com dez representantes da categoria, acabou sendo recebida por secretários municipais, dentre os quais o de Governo, Rodrigo Pimentel.
Foram quase duas horas de negociação. E os professores deixaram a prefeitura sem conseguir o reajuste. A única garantia foi de que uma nova reunião seria agendada até sexta-feira (17), quando então os docentes teriam uma nova oportunidade de tratar o assunto diretamente com Olarte.

A reportagem, de Rafael Bueno, está na edição de hoje (15) do jornal Correio do Estado.
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