Cidades

Covid-19

No STF, Mato Grosso do Sul se junta a outros Estados pela Sputinik V

É aguardada a decisão do ministro Ricardo Lewandowski

Continue lendo...

O estado do Mato Grosso do Sul apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma petição para compra da vacina russa Sputnik V.  

Pensando na insuficiência das doses da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac e a Astrazeneca da Universiade de Oxford, o estado tomou a iniciativa de negociar as doses russa juntamente com outros sete. 

Últimas Notícias  

Os governos da Bahia, Piauí, Espírito Santo, Paraíba, Sergipe, Maranhão e Pernambuco já apresentaram petições para a aquisição da vacina. 

A possível compra do imunizante pode acelerar a vacinação no Estado sul-matogrossense, evitando a falta de imunizantes para os grupos prioritários.  

O imunizante que já foi aprovado para uso emergencial da população das nações da Rússia,  Emirados Árabes Unidos, Venezuela, Bolívia, Bielorrúsia, Sérvia, Argélia, Hungria, Argentina e Paraguai, ainda não obteve o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  

Em sua solicitação, o estado defende que a demanda é essencial para as suas estratégias na confrontação da pandemia da Covid-19. O caso está nas mãos do ministro Ricardo Lewandowski.

MS já recebeu um total de 190.746 vacinas, 76.700 doses já foram aplicadas, o Estado apresenta um percentual de 2,73% da pessoas vacinadas, o terceiro maior do país.  

Assine o Correio do Estado

AÇÃO

Grupo de criminosos bolivianos morre em confronto policial em MS

Na semana passada, os quatro integrantes mataram um policial no país vizinho e estavam no avião interceptado pelo Bope em São Gabriel do Oeste

08/08/2026 08h30

Armas, relógios, celulares e dinheiro em espécie foram encontrados com os traficantes após o confronto

Armas, relógios, celulares e dinheiro em espécie foram encontrados com os traficantes após o confronto Foto: Reprodução/Bope

Continue Lendo...

Um grupo criminoso boliviano morreu durante confronto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na noite desta sexta-feira (07). Os quatro integrantes teriam matado um policial no país vizinho e estavam no avião interceptado pelas forças de segurança de Mato Grosso do Sul, em São Gabriel do Oeste, na semana passada.

No dia 31 de julho, a Força Aérea Brasileira (FAB), a Polícia Federal (PF), o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e o Bope identificou um avião de pequeno porte que ingressou o espaço aéreo brasileiro proveniente do sul da Bolívia sem apresentar plano de voo, sem manter comunicação com os órgãos de controle de tráfego aéreo e com matrícula não identificada.

Diante das irregularidades, o avião foi classificado como suspeito e passou a ser monitorado pelo sistema de defesa aeroespacial. O Comando de Operações Aeroespaciais (Comae) acionou dois caças A-29 Super Tucano, responsáveis pela execução das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), protocolo adotado em situações envolvendo aeronaves consideradas irregulares ou suspeitas.

Durante a interceptação, os pilotos militares seguiram todas as etapas previstas nos protocolos operacionais, incluindo procedimentos de identificação, comunicação e ordens para mudança de rota e pouso. Conforme a FAB, a aeronave ignorou repetidamente as determinações da Defesa Aeroespacial, levando à adoção da medida extrema prevista na legislação.

Diante da resistência do piloto em cumprir as determinações, foi empregado o Tiro de Detenção (TDE), procedimento que consiste em disparos de advertência com o objetivo de impedir a continuidade do voo e obrigar a aeronave a realizar o pouso, sendo considerado a última etapa das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo.

Após a intervenção da Força Aérea, a aeronave foi obrigada a realizar um pouso forçado em uma pista “improvisada”, situada em uma área rural entre os municípios de São Gabriel do Oeste e Camapuã. Ao chegarem à aeronave, os policiais constataram que o avião havia sido abandonado.

Sete dias depois do ocorrido, na tarde de ontem, uma patrulha do Bope teria sido recebida a tiros de fuzil em uma área de mata fechada próxima ao Rio Coxim. “Acredita-se que os quatro criminosos tenham margeado o rio o tempo todo, em busca de água e alimentos, bem como da proteção tática e visual que a vegetação proporciona”, disse o Batalhão em nota.

Ainda segundo a força policial, os quatro criminosos foram atingidos e morreram durante o confronto, com nenhum policial ferido na ação. Até o momento, o único suspeito identificado é o narcotraficante boliviano José Mariano Paes, um dos mais procurados no país vizinho.

Na manhã deste sábado (08), o Bope vai conceder coletiva de imprensa para dar mais detalhes sobre a ação e os quatro criminosos mortos.

Suspeitos

O avião de pequeno porte interceptado pela FAB pode ter sido utilizado para retirar do território boliviano integrantes do grupo armado suspeito de promover uma sequência de ataques violentos em San Matías, município localizado na fronteira com Mato Grosso do Sul.

 nova linha de investigação é tratada por autoridades da Bolívia e do Brasil e foi revelada pelo jornal boliviano El Deber.

Segundo fontes ligadas às apurações, há indícios de que os ocupantes da aeronave sejam os mesmos criminosos envolvidos no massacre ocorrido em uma fazenda e na emboscada contra policiais bolivianos, que resultou na morte de um segundo-tenente.

A hipótese ganhou força após a análise da cronologia dos fatos. Os ataques aconteceram entre quarta-feira (29) e quinta-feira (30), enquanto a aeronave entrou no espaço aéreo brasileiro na manhã de sexta-feira, poucas horas depois da ofensiva contra a polícia e no momento em que uma grande operação de busca era desencadeada na região de fronteira.

Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi que, ao contrário do que costuma ocorrer em voos clandestinos vindos da fronteira boliviana, nenhuma carga de drogas foi encontrada na aeronave. Essa ausência de entorpecentes reforçou a suspeita de que o voo tinha outra finalidade: retirar do país integrantes da organização criminosa após os ataques registrados em San Matías.

A onda de violência começou na tarde do dia 29, quando homens fortemente armados invadiram a fazenda Campo Nuevo, de propriedade do produtor Jhonny Arce. Três pessoas morreram no local. Uma quarta vítima, gravemente ferida durante o ataque, chegou a ser socorrida e transferida para um hospital em Cáceres, no Brasil, mas não resistiu aos ferimentos.

Na manhã seguinte, uma equipe do Centro Especial de Investigação Policial (CEIP), enviada para reforçar as investigações do massacre, foi surpreendida por uma emboscada. Durante o ataque, o segundo-tenente Yerson Salazar Aliendres foi morto a tiros, enquanto outro policial ficou ferido.

Assine o Correio do Estado

ALERTA

A cada seis dias uma pessoa morre no trânsito da Capital

De janeiro até esta sexta-feira, pelo menos 40 pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito em Campo Grande

08/08/2026 07h30

Marcelo Victor / João Pedro Flores

Continue Lendo...

Campo Grande já registrou 40 mortes no trânsito até agora, o que significa que a cada seis dias uma pessoa morreu em acidentes na Capital. Desse total, dois óbitos ocorreram na manhã desta sexta-feira.

Segundo dados atualizados até o dia 3 de julho pelo Grupo de Análise de Sinistros de Trânsito (Gaat) e Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), 38 pessoas morreram no trânsito de Campo Grande, das quais 27 eram motociclistas. Com os dois últimos óbitos esses dados saltam para 40 mortes, sendo 28 de pessoas de moto.

O ritmo de mortes no trânsito da Capital segue o mesmo do ano passado, quando 71 pessoas morreram de janeiro a dezembro, o que também significou uma morte a cada seis dias.

Porém, está menor que o registrado em 2024, quando foram 80 óbitos causados por acidentes de trânsito. Naquele ano era uma morte a cada cinco dias.

Esses dados consideram vítimas que vieram a óbito no local da colisão e são repassadas pelo Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) e as que morreram no período de até 30 dias em decorrência do acidente, considerando dados dos hospitais.

No recorte deste ano, 28 vítimas morreram no local da colisão e outras 12 vieram a óbito durante o seu atendimento ou já na Santa Casa de Campo Grande, hospital referência para vítimas de traumas em Mato Grosso do Sul.

ACIDENTES

Os acidentes registrados nesta sexta-feira vitimaram um condutor e um motociclista, os dois ocorreram antes de 12h e envolviam uso de bebidas alcoólicas.

O primeiro acidente ocorreu por volta das 4h30min, na Avenida Guaicurus, no Bairro Jardim Monumento, região sul de Campo Grande. Jonathan Pereira de Oliveira, de 27 anos, conduzia um Corsa Sedan, quando perdeu o controle do carro e colidiu contra um muro.

Conforme informações da polícia, no carro, além de Jonathan, havia outras duas pessoas, uma menina, de 17 anos, e um outro homem, de 24 anos, mas ambos foram encaminhados à Santa Casa sem ferimentos graves.

Segundo os policiais foram encontradas latas de cerveja no carro e, supostamente, o grupo estava em uma conveniência anteriormente.

A vítima morreu no momento da colisão, e em imagens capturadas por câmera de segurança é possível ver o carro colidir contra o muro e capotar.

Já no segundo acidente, que aconteceu por volta de 10h30min, um motorista alcoolizado atropelou e matou um motociclista no cruzamento das Ruas Montese e Júlio Anffe, na região da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Wilder dos Santos Rodriguez tinha 37 anos e estava em uma motocicleta quando foi atropelado por um motorista embriagado
Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

A vítima foi identificada como Wilder dos Santos Rodriguez, de 37 anos. Ele conduzia uma motocicleta Honda CG 160 pela Rua Montese quando foi atropelado por um Volkswagen Golf, conduzido por Gustavo Henrique de Oliveira Dias, de 28 anos.

Conforme as informações da polícia, o Golf estava na Rua Montese, em frente ao bar Escobar e o motorista decidiu dar ré para acessar a Rua Júlio Anffe, ao lado do bar Batata+, onde pretendia estacionar. Durante a manobra ele atropelou o motociclista.

Testemunhas relataram que o motociclista trafegava em alta velocidade momentos antes do acidente. As circunstâncias e a dinâmica exata da colisão, no entanto, ainda deverão ser esclarecidas pela perícia.

O motorista do Golf apresentava sinais de embriaguez e realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado positivo de 0,88 mg/L de álcool por litro de ar alveolar, ultrapassando o limite de 0,34 mg/L que define crime de trânsito no Brasil.

Foi constatado também que o condutor de 27 anos não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, tanto o Golf quanto a Honda CG 160 estavam com o licenciamento atrasado.

O condutor do Golf foi preso em flagrante por dirigir embriagado.

(Colaboraram João Pedro Flores e Alicia Miyashiro)

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).