Cidades

Estudos de Viabilidade Técnica

Itaipu libera recursos para construção de nova ponte entre Mato Grosso do Sul e Paraná

A ponte vai se tornar o novo corredor de escoamento da produção agrícola entre os dois estados

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A empresa Itaipu Binacional anunciou que vai disponibilizar R$ 3.012.788 para realizar Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a construção de uma nova ponte sobre o Rio Paraná, ligando Mato Grosso do Sul ao estado do Paraná pela BR-376, entre Paranavaí e Taquarussu.

Ao todo, o custo da obra pode chegar a R$ 850 milhões, incluindo a construção da ponte e duplicação de 95 quilômetros da BR-376 no trecho paranaense e outros 30 quilômetros em pista simples de Mato Grosso do Sul. 

As discussões para a construção começou no início de 2021, entre Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e diretoria da Itaipu. A expectativa é que a nova ponte amplie a atuação da empresa em território sul-mato-grossense. 

Atualmente, o caminho entre Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá passa por duas Barragens [Primavera e Rosana] e estradas com congestionamentos. 

Depois de finalizada, além de melhorar a qualidade do trajeto, o investimento vai econizar tempo nas viagens, que é feito atualmente através de Maringá, se tornando um novo corredor de transporte para o escoamento da produção agrícola entre os dois estados.

Agora, a Itaipu Binacional ficou responsável por formalizar o Convênio que proporcionar a execução do EVTEA, que permitirá o início das obras.

O orçamento ficou a encargo do governo do Paraná, que considerou as ligações rodoviárias necessárias em ambos os estados, além da ponte.

Duplicação de rodovias

Além da ponte, a rodovia BR-376 será duplicada, permitindo que os caminhões transitem por Porto São José, no município de São Pedro do Paraná, facilitando o transporte de mercadorias de Mato Grosso do Sul.

A ligação pela rodovia seguiria a partir de Paranavaí, que recebeu 33 quilômetros duplicados, com recursos acertados pelo Governo do Estado com a Concessionária que administra o trecho.

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prejuízo

Drone de R$ 50 milhões cai durante exercício da FAB em Campo Grande

Aeronave não tripulada com cerca de uma tonelada caiu em área desabitada durante o treinamento, mas o local exato não foi informado pelos militares

31/03/2026 10h08

Drone que caiu tem em torno de 15 metros de comprimento e capacidade para ficar no ar durante até 30 horas ininterruptas

Drone que caiu tem em torno de 15 metros de comprimento e capacidade para ficar no ar durante até 30 horas ininterruptas

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Um drone de fabricação israelense que custou em torno de R$ 50 milhões caiu na semana passada próximo a Campo Grande durante o chamado Exercício Cooperación XI, que ocorreu entre os dias 16 e 27 reuniu cerca de 1,2 mil militares de 14 países na base da Força Aérea Brasileira (FAB). 

O incidente ocorreu na quarta--feira, dia 25, mas somente nesta segunda-feira (30) vieram a público as primeiras informações a respeito. Procurada pela reportagem do Correio do Estado nesta terça-feira (31), a FAB confirmou a ocorrência, mas repassou poucas informações. 

Em nota, informou apenas que "uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), da Força Aérea Brasileira (FAB), que participava do Exercício Cooperación XI, em Campo Grande (MS), colidiu com o solo, em região desabitada, na quarta-feira (25/03). Não houve feridos".

Além disso, informou que "o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) vai investigar os fatores contribuintes da ocorrência aeronáutica." O Cenipa é responsável por conduzir análises técnicas detalhadas, com foco na prevenção de novos incidentes, sem caráter punitivo.

Antes do início das atividades, a FAB havia informado que um drone RQ-900 seria utilizado durante as atividades, apontadas como sendo um dos principais treinamentos multinacionais da América Latina. 

O evento reuniu forças aéreas de diversos países sob coordenação do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), com foco em operações combinadas de ajuda humanitária, busca e salvamento e resposta a desastres naturais.

Desenvolvido pela empresa israelense Elbit Systems, o Hermes 900 é classificado como um drone da categoria MALE (média altitude e longa permanência), sendo considerado um dos principais instrumentos de vigilância da FAB.

Com envergadura de aproximadamente 15 metros e peso máximo de decolagem superior a uma tonelada, o equipamento pode operar por mais de 30 horas contínuas, dependendo da missão.

Além disso, sua tecnologia embarcada permite o uso de sensores eletro-ópticos, radares de abertura sintética e sistemas avançados de inteligência. Dessa forma, o Hermes 900 é capaz de monitorar grandes áreas em tempo real, sendo essencial tanto para missões militares quanto para operações de apoio civil.

No Brasil, o drone é operado pelo Esquadrão Hórus (1º/12º GAV), sediado na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Essa unidade desempenha um papel estratégico ao atuar em missões como vigilância de fronteiras, combate a ilícitos e apoio a ações de defesa civil.

Nos últimos anos, o Hermes 900 tem sido utilizado de forma intensiva em cenários reais, incluindo as enchentes que atingiram o Sul do país em 2024. Na ocasião, o equipamento contribuiu diretamente na localização de vítimas e no mapeamento de áreas isoladas, demonstrando sua importância em situações críticas.

A queda da semana passada não é um caso isolado.  Este é o segundo acidente envolvendo o modelo em menos de dois anos. Em maio de 2024, a aeronave FAB 7810 já havia sido perdida durante missões de busca e salvamento no Rio Grande do Sul.

Após aquele episódio, a FAB iniciou o processo de recomposição da frota por meio da aquisição de uma nova unidade, em parceria com a AEL Sistemas, responsável pela integração e suporte logístico dos drones Hermes no Brasil. Contudo, o novo equipamento ainda não foi entregue, o que agrava o cenário atual.

Como consequência direta, com a perda do FAB 7811, a FAB passa a contar com apenas uma aeronave Hermes 900 ativa, de matrícula FAB 7812. Essa redução drástica da frota levanta preocupações importantes sobre a capacidade operacional do país em áreas estratégicas.

Além disso, especialistas apontam que sistemas não tripulados de alta complexidade exigem manutenção especializada, reposição rápida e investimentos contínuos — fatores que nem sempre acompanham a demanda operacional de um país com dimensões continentais como o Brasil.

SILÊNCIO

No evento de encerramento dos treinamentos, no dia 27, os militares não fizeram nenhuma menção sobre o acidente. Em texto publicado no site da instituição, a FAB informou que o treinamento foi realizado pela primeira vez no Brasil e reuniu cerca de 18 meios aéreos, mais de 1.200 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e das Forças Aéreas ou equivalentes.

O evento atraiu militares da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai, além de representantes da Marinha do Brasil (MB) e do Exército Brasileiro (EB).

No decorrer do treinamento, foram realizados cerca de 70 voos para missões simuladas de combate a incêndios, busca e salvamento e evacuação aeromédica, evidenciando a intensidade e a efetividade das ações conduzidas durante o adestramento.

O intuito, segundo a FAB, foi aprimorar a coordenação de apoio mútuo, melhorar procedimentos de Comando e Controle (C2) das Operações Aeroespaciais em resposta a incêndios e fortalecer a capacidade de coordenação do país afetado diante de desastres naturais ou antrópicos.

A cerimônia de encerramento foi presidida pelo Diretor do Exercício e Comandante da BACG, Brigadeiro do Ar Newton Abreu Fonseca Filho, e contou com a presença de Oficiais Superiores das Forças Armadas e Representantes das Delegações de Nações Amigas que participaram do treinamento. Na ocasião, foi realizada a entrega de diversas homenagens e lembranças a militares e Forças Aéreas das Nações Amigas que se destacaram durante o Exercício. 

“Ao longo desses dias, testemunhamos não apenas a execução de um Exercício operacional, mas também a materialização de um propósito maior: fortalecimento da cooperação internacional em apoio à assistência humanitária, resposta a desastres e integração entre Nações que compartilham valores comuns de solidariedade, profissionalismo e compromisso. As conquistas institucionais e operacionais são inegáveis. Aperfeiçoamos os procedimentos, reforçamos a doutrina, testamos as capacidades, identificamos oportunidades de melhoria e, acima de tudo, fortalecemos. Cada missão realizada, cada planejamento conjunto e cada desafio superado contribuíram para elevar nosso nível de prontidão, mesmo diante de adversidades e dificuldades”, pontuou o Brigadeiro do Ar Newton.

(Com informações do site Click Petróleo e Gás)

De Boston ao Brasil

Menopausa e lipedema: o alerta de Harvard que muda tudo

Dra. Mariana Vilela defende em sua prática clínica: o cuidado com a saúde da mulher especialmente no contexto da menopausa e das alterações metabólicas exige precisão, individualização e uma base científica sólida

31/03/2026 10h05

Dra. Mariana Vilela, uma referência consolidada na saúde feminina no Brasil, esteve em Boston como uma das únicas representantes do Centro-Oeste na Harvard Medical School

Dra. Mariana Vilela, uma referência consolidada na saúde feminina no Brasil, esteve em Boston como uma das únicas representantes do Centro-Oeste na Harvard Medical School Reprodução

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Na última semana, a Dra. Mariana Vilela, uma referência consolidada na saúde feminina no Brasil, esteve em Boston como uma das únicas representantes do Centro-Oeste na Harvard Medical School. Ela participou do WHAM (Women’s Health and Menopause), um dos encontros mais significativos do mundo sobre saúde feminina, longevidade e medicina baseada em evidências.

Mais do que uma simples viagem, essa experiência foi uma verdadeira imersão. Boston tem uma atmosfera singular: é uma cidade onde a ciência não é apenas discurso é prática. Aqui, ideias não são apenas discutidas, mas testadas, refinadas e, quando validadas, transformadas em diretrizes que impactam o mundo inteiro. 

Esse cenário mudou tudo. O que se observa é uma medicina que não se deixa guiar por tendências, modismos ou opiniões isoladas. Trata-se de uma abordagem construída sobre fisiologia, dados robustos e responsabilidade clínica. É uma medicina que busca profundidade e não atalhos.

Durante essa imersão, ficou ainda mais evidente um ponto que a Dra. Mariana Vilela defende em sua prática clínica: o cuidado com a saúde da mulher especialmente no contexto da menopausa e das alterações metabólicas  exige precisão, individualização e uma base científica sólida. Não há espaço para simplificações.

Os grandes nomes da endocrinologia e da saúde feminina discutem, hoje, não apenas reposição hormonal, mas também:

  • Estratégias Metabólicas Integradas: A importância de considerar todos os aspectos da saúde.
  • Impacto Inflamatório Sistêmico: Como a inflamação afeta a saúde global.
  • Relação entre Composição Corporal e Risco Cardiovascular: A conexão vital entre saúde metabólica e cardiovascular.
  • Novas Abordagens Farmacológicas: Inovações como as terapias incretínicas.
  • Construção de Longevidade com Qualidade: Viver mais e viver melhor.

Há um movimento claro em direção a uma medicina preditiva e personalizada, baseada em dados. Essa mudança já começou.

A Dra. Mariana Vilela retorna ao Brasil com a convicção de que não se trata apenas de seguir o mercado, mas de definir o padrão. Quando se entende profundamente a fisiologia, a conduta deixa de ser tentativa e passa a ser uma estratégia bem fundamentada. Quando a ciência é levada a sério, promessas se transformam em resultados concretos.

Essa é a medicina em que ela acredita. Essa é a medicina que aplica. E é essa abordagem  mais rigorosa, responsável e comprometida com resultados reais  que está trazendo na bagagem.

Nosso lema é que a saúde se constrói, e buscamos a qualidade ouro para nossos pacientes selecionados. Se isso faz sentido para você, siga-nos nas redes sociais e descubra mais sobre nosso dia a dia!

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