Cidades

MODERNIZAÇÃO

Proprietários de veículos agora podem atualizar endereços pela internet

Mais uma inovação do Portal Meu Detran que visa modernizar o sistema e evitar aglomerações em meio à pandemia

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) está com mais uma novidade: agora usuários podem atualizar seu endereço pela internet, e não mais apenas de forma presencial.

O objetivo é priorizar o distanciamento social, agilizar serviços, dar autonomia ao cliente, desburocratizar processos, reduzir custos e proporcionar rapidez ao cliente.

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A modernização tecnológica foi executada pela Diretoria de Tecnologia da Informação (Dirti). 

Para atualizar o endereço, o usuário deve acessar este site, ou o aplicativo do órgão, realizar o cadastro e selecionar a opção "Alteração de endereço de condutor e Alteração de endereço de veículo". 

O diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, destaca que o cliente pode receber as notificações em casa sem erro.

Ainda de acordo com ele, a modernização terá um alcance enorme para os clientes. Ele pede para que todos façam as atualizações necessárias.

“A nova ferramenta é muito necessária e chega em boa hora, uma vez que estamos evitando sair de casa por conta da pandemia do Novo Coronavírus”, diz a diretora de Habilitação, Lina Issa Zeinab. 

“É extremamente necessário que atualização seja feita tanto para o documento de habilitação, quanto, para o documento de veículo”, complementa.

A série de execuções tecnológicas que o Detran vem tomando serve para diminuir atendimentos presenciais e evitar deslocamentos desnecessários de clientes até as agências.

O diretor de Tecnologia da Informação, Robson Alencar, afirma que durante esse primeiro semestre do ano ainda serão lançados vários outros serviços digitais. “Por orientação da nova diretoria estamos trabalhando a transformação digital dos serviços do órgão, simplificando os processos burocráticos, transformando em digitais”.

Atendimento mediante agendamento

Agora o agendamento online é obrigatório para o atendimento presencial nas agências do Detran.

O intuito é evitar deslocamentos desnecessários de clientes e conter aglomerações, além de priorizar o distanciamento social. 

O agendamento pode ser feito por meio do Portal “Meu Detran”, que disponibiliza mais de 50 funções que facilitam e agilizam serviços tanto para os servidores do órgão, quanto para os usuários. 

A gerente regional do Departamento, Laiza Machado, afirma que os atendimentos presenciais seguem todas as medidas de segurança exigidas em combate ao vírus.

“É importante que o cliente que não tenha agendado o seu atendimento não compareça nas agências, a fim de que não aglomerem os locais e atrasem os atendimentos agendados”, aconselha.

O usuário que não puder comparecer na agência no horário marcado, deve cancelar o agendamento, também por meio online.

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Fluxo Oculto

Operação da Receita Federal mira empresa em Iguatemi ligada ao PCC

As seis fintechs investigadas movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025

28/05/2026 08h30

Receita Federal cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados

Receita Federal cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados Divulgação: Receita Federal

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A Operação Fluxo Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28), investiga esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Em Mato Grosso do Sul, um mandado de busca e apreensão contra uma empresa foi cumprido no município de Iguatemi.  

Os focos principais nessa operação são mais seis fintechs (empresas de tecnologia que prestam serviços financeiros), as quais atuavam supostamente como bancos paralelos para movimentar os recursos financeiros do Primero Comando da Capital (PCC), e a adulteração de combustível com uso de nafta.

Segundo a Receita Federal, as seis fintechs movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Houve a constatação de operações suspeitas, principalmente com depósitos realizados em espécie, procedimento estranho à natureza de uma instituição de pagamento, e contas abertas em outras instituições de pagamento, gerando uma dupla camada de ocultação. Entre 2022 e 2024, uma dessas instituições recebeu depósitos de mais de R$ 1 bilhão em espécie.

Em relação a adulteração de combustíveis, as investigações apontam que somente com o esquema do uso de nafta petroquímica, os prejuízos aos cofres públicos chegaram a R$ 200 milhões em tributos sonegados em dois anos.

O esquema usado pela organização criminosa, ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis. O uso de fintechs permitia dissimular os recursos de origem criminosa. A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores e a sociedade.

Receita Federal cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados
Esquema usado pela organização criminosa. Divulgação: Receita Federal

Ao todo, são cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em pessoas físicas e jurídicas.  Além de Mato Grosso do Sul, em outros quatro estados também está ocorrendo a operação: São Paulo (capital, Arujá, Atibaia, Barueri, Itupeva, Jardinópolis, Mogi das Cruzes, Paulínia, Rafard, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Votorantim), Paraná (Cascavel e Paranavaí), Minas Gerais (Belo Horizonte) e Rio de Janeiro (capital).

Esta é a 2ª fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada há exatos nove meses. A ação é composta pela Receita Federal, em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e as Polícias Militar e Civil.

Empresa de MS investigada

Durante a 1ª fase da Carbono Oculto, um dos principais alvos foi a Copape, formuladora de combustíveis que tem sede em Campo Grande e deve R$ 563,5 milhões ao fisco federal, conforme dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Nesta operação, a Receita Federal mirou oito alvos no Estado, sendo empresas do núcleo operacional da cadeia de combustíveis.

A Copape é um dos elos com fintechs sediadas na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo (SP). As autoridades ligadas à investigação informaram que o BK Bank teve R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas.

A Receita Federal estima que o esquema criminoso tenha sonegado R$ 1,4 bilhão em tributos federais, enquanto os tributos estaduais sonegados são estimados em R$ 7,6 bilhões. Só em Mato Grosso do Sul, a Copape, formuladora de combustíveis ligada à Aster, sonegou quase metade dos tributos federais.

O inquérito aponta que o principal cliente do BK Bank no período investigado foi a distribuidora de combustíveis Aster. Dos R$ 17,7 bilhões em movimentações suspeitas, R$ 2,22 bilhões foram destinados à empresa.

Segundo as investigações, o grupo formado por Copape e Aster era dirigido por um testa de ferro: Renato Steinle de Camargo, diretor administrativo das empresas, que, na prática, seriam geridas por Mohamed Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva.

Essas duas empresas teriam ligação com o PCC, que, segundo a investigação, achava donos de postos de combustíveis de bandeiras independentes para venderem suas lojas, sob ameaça de morte. Nesses locais, ainda conforme a investigação, eram vendidos também combustíveis adulterados.

Utilização de fintechs

As fintechs são usadas pelas organizações criminosas para a prática de sonegação fiscal, blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro.

Esse fenômeno ocorre, sobretudo, devido à ausência de um compliance mais rigoroso e à participação de sócios e gestores que exploram esse nicho de mercado que permite estruturas opacas de movimentação financeira.

Destaca-se, nesse contexto, o uso das chamadas “contas bolsão”, que centralizavam e posteriormente dispersavam recursos ilícitos, o que dificultava significativamente o rastreamento das operações e a identificação dos beneficiários finais das transações.

As fintechs eram utilizadas para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, além de empresas e fundos de investimentos administrados pelo PCC. Também serviam para pagar os colaboradores, os gastos e investimentos pessoais dos principais operadores. 

Até 2025, as instituições de pagamento não eram obrigadas a apresentar a e-Financeira, declaração que as instituições financeiras devem enviar periodicamente à Receita Federal. Sem a obrigatoriedade da e-Financeira, os órgãos de controle e de fiscalização não tinham acesso à identificação da movimentação dos clientes das instituições de pagamento.

Após o implemento dessa obrigação, ocorrido na sequência da Operação Carbono Oculto, mais de 450 instituições adicionais começaram a apresentar a declaração. Elas já passaram à Receita Federal, desde agosto de 2025, grande volume de informações sobre suas operações, que tem sido chave no combate aos crimes financeiros das organizações criminosas.

Das seis fintechs objeto da Operação Fluxo Oculto, três entregaram a e-Financeira informando cerca de R$ 8 bilhões movimentados de janeiro a dezembro de 2025. As outras três serão autuadas em fiscalização da Receita Federal pela não entrega da obrigação.

Também já foram identificadas transações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos das instituições de pagamento investigadas com empresas suspeitas de lavagem de dinheiro para organizações criminosas investigadas no âmbito de outras operações.

Adulteração de combustíveis

Segundo as investigações, através das vantagens tributárias incidentes sobre a comercialização de nafta petroquímico, a organização criminosa, por intermédio de empresas de fachada, simulava a aquisição do produto junto a empresas do setor químico com o pretexto de destinação química/industrial.

Na sequência, a nafta era desviada para terminais de armazenamento, onde era adicionada a tanques de combustíveis automotivos, promovendo a adulteração do produto.

Posteriormente, o combustível adulterado era transportado para postos revendedores vinculados a integrantes da organização criminosa.

O dinheiro obtidos com o esquema era destinado a fundos de investimentos para ocultar os reais beneficiários da fraude.

Foram identificados quatro fundos que participariam do esquema e que são objeto da presente operação, juntamente com duas administradoras de recursos e duas gestoras.

Os quatro fundos investigados no esquema de desvio de nafta possuem, atualmente, patrimônio estimado em aproximadamente R$ 205 milhões. Em pouco mais de um ano, houve incremento patrimonial superior a 200% nesse montante.

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Mato Grosso do Sul

PF fecha cerco a prefeituras que investiram no Banco Master

Operações da Polícia Federal deflagradas ontem investigam aplicações milionárias de institutos de previdência no banco de Daniel Vorcaro

28/05/2026 08h00

Policial federal cumprindo mandado de busca e apreensão

Policial federal cumprindo mandado de busca e apreensão Divulgação/Polícia Federal

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A Polícia Federal (PF) avança nas investigações sobre como institutos de previdência municipais de Mato Grosso do Sul investiram milhões no Banco Master.

Em duas apurações distintas, mas com a mesma finalidade, a PF apura em que circunstâncias os regimes próprios de previdência das cidades de Fátima do Sul e Angélica colocaram milhões de reais de aposentados e pensionistas no Banco Master, pouco tempo antes de a instituição ser liquidada.

O Banco Master pertence ao banqueiro Daniel Vorcaro, que atualmente está preso na PF, em Brasília (DF), e que, dados os bilhões de reais envolvidos na investigação da operação Compliance Zero, pode ser o autor da maior fraude bancária da história do Brasil.

Em Mato Grosso do Sul, a PF denominou as operações que investigam aportes de R$ 9 milhões no Banco Master de Zehirut e Charitzut.

A suspeita é de irregularidades nas aplicações destes fundos de previdência municipais no banco de Daniel Vorcaro, liquidado no ano passado pelo Banco Central do Brasil.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Angélica (7 mandados), Fátima do Sul (6 mandados) e São Paulo (SP). As aplicações destes fundos de previdência ocorreram por meio da compra de títulos (letras financeiras) do banco privado em 2024. Há a suspeita de que os títulos seriam podres.

A PF também apura se responsáveis por estes institutos municipais de previdência teriam recebido propina de corretoras para aplicar o dinheiro da previdência de seus servidores no Banco Master.

Entre os endereços onde ontem foram cumpridos mandados de busca e apreensão estão os institutos de previdência de Angélica e de Fátima do Sul (Iprefsul).

Foram apreendidos 11 telefones celulares com pessoas que foram alvo da investigação: servidores públicos e corretores de investimentos.

Também estão em poder da PF quatro pendrives, seis microcomputadores, quatro discos rígidos e ainda pastas com várias atas de reuniões relacionadas ao Banco Master.

“Após procedimentos de perícia e análise dos dados, será possível dimensionar o tamanho da fraude envolvendo o Banco Master e os administradores dos institutos de previdência”.

A prefeitura de Angélica, cujo prefeito é Edinho Cassuci (PSDB), informou que o instituto de previdência é uma autarquia municipal, com autonomia administrativa e financeira.

A prefeitura ainda sustentou que os R$ 2 milhões investidos no Banco Master teriam sido resgatados em novembro de 2025, antes até mesmo da prisão de Daniel Vorcaro.

Em Fátima do Sul, onde o Iprefsul investiu R$ 7 milhões no Banco Master, também existe a versão sobre a autonomia do instituto.

Corretora

Em Angélica, os recursos foram captados pela “Crédito e Mercado Consultoria de Investimentos”, empresa com sede em São Paulo (SP) que fez captações em prefeituras em todo o País, inclusive na capital sul-mato-grossense, onde o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) aportou R$ 1,2 milhão no Banco Master.

No caso da capital de MS, a Justiça local autorizou, em dezembro do ano passado, uma compensação de valores.

Como a Prefeitura Municipal de Campo Grande também tinha acordo com o braço de crédito popular do banco de Daniel Vorcaro, o Credcesta, a Justiça autorizou a retenção dos valores consignados dos servidores, que seriam direcionados ao Credcesta ou a outros consignados do Banco Master, para cobrir o rombo do IMPCG.

O caso, contudo, ainda não está plenamente resolvido.

Ao todo, institutos de previdência municipais de MS aportaram R$ 15,7 milhões no Banco Master. Fátima do Sul fez o maior aporte: R$ 7 milhões, seguida de São Gabriel do Oeste (R$ 3 milhões), Jateí (R$ 2,5 milhões), Angélica (R$ 2 milhões) e Campo Grande (R$ 1,2 milhão).

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