A empresa RR Barros Serviços e Construções Ltda. vai “herdar” os quatro contratos de tapa-buracos que estavam sob a responsabilidade da Construtora Rial (agora Força Engenharia), porém, além deles, ela já responde por outros quatro acordo comerciais em andamento com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, que somados chegam a quase R$ 116 milhões (R$ 115,9 milhões).
O novo “barão” do tapa-buraco já realizava o serviço em três regiões da Capital: Centro, Prosa e Lagoa.
Agora, com o acerto feito com a prefeitura após o escândalo de corrupção envolvendo a antiga Construtura Rial, o grupo ficará responsável também pelas regiões Anhanduizinho, Segredo, Bandeira e Imbirussu, como mostrou matéria do Correio do Estado de ontem.
Segundo o Portal da Transparência da Prefeitura de Campo Grande, a empresa tem vínculo ativo com o município em quatro frentes. Além dos três contratos de tapa-buraco, ela também é responsável pelo recapeamento de ruas na região do Bandeira, contrato que foi celebrado este ano e tem validade de um ano.
O maior contrato da RR Barros Serviços e Construções Ltda. é justamente um que prevê tapa-buraco. A empresa deve receber R$ 53,1 milhões pela manutenção das vias na região do Prosa.
No entanto, este valor representa o acumulado de cinco anos, já que ele foi assinado em 2022 e recentemente recebeu um aditivo que o coloca válido até julho de 2027.
Ainda conforme o Portal da Transparência, a empresa ainda acumula outros quatro contratos que já foram encerrados, no valor de R$ 27.192.667,27.
A RR Barros ainda teve um contrato de remoção de ondulações transversais, no valor de R$ 818.495,99, rescindido com o município, em agosto de 2022, apenas seis meses após a assinatura.

TAPA-BURACO
Reportagem do Correio do Estado mostrou que a empresa assumirá o serviço de tapa-buraco nas outras quatro regiões de Campo Grande, ficando ela responsável unicamente por toda a operação na Capital, em razão de um pedido da Construtora Rial para suspender a execução dos contratos.
O fato ocorreu justamente após a Operação Buraco Sem Fim, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que levou à prisão o proprietário da empresa, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, que só foi solto no mês passado, após um mês na cadeia.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a decisão de entregar os trechos para a RR Barros Serviços e Construções Ltda. foi tomada após a Procuradoria-Geral do Município (PGM) autorizar “a adoção de medidas emergenciais para garantir a continuidade dos serviços essenciais de manutenção urbana em regiões que ficaram sem cobertura contratual”.
A prefeitura ainda afirmou que este contrato não será um novo acordo, apenas a extensão do celebrado com a antiga Construtora Rial. O termo terá duração de seis meses, segundo a Sisep.

