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Novo modelo de transporte deve levar 1 ano para ser elaborado

Para o arquiteto e urbanista Ângelo Arruda, consultoria para alterações deve vir acompanhada de medidas que incentivem os motoristas a deixarem seus carros em casa

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A discussão, a pesquisa e a elaboração de um novo sistema de transporte público para Campo Grande levariam mais de um ano para serem concluídas. Isso porque seria necessário contratar uma empresa especializada nesse tipo de consultoria para diagnosticar os problemas e as necessidades e apontar o caminho a ser seguido, conforme o arquiteto e urbanista Ângelo Arruda.

A informação veio após matéria do Correio do Estado mostrar que o governador Eduardo Riedel (PSDB) declarou, em entrevista exclusiva, que o governo do Estado está disposto a oferecer ajuda à Prefeitura de Campo Grande para resolver o problema do transporte coletivo na cidade, por meio da criação de uma nova modelagem de serviço.

Segundo o governador, o Estado emprestaria a sua expertise em modelar parcerias com a iniciativa privada para viabilizar investimentos a partir de estudos factíveis, o que poderia resultar no rompimento do atual modelo de contrato existente com o Consórcio Guaicurus.

Para Ângelo Arruda, a ideia de uma mudança no transporte público é importante porque o atual formato não tem acompanhado as mudanças pelas quais a cidade passou.

“A cidade sofreu ajustes e adaptações a partir do modo de vida do cidadão. Houve uma evolução de renda e de vida e muita gente saiu à procura de outro modal para se locomover, como a motocicleta, o que já criou outro problema. Então, houve uma mudança sociológica, e o transporte não acompanhou essa evolução. Ao mesmo tempo em que se perde qualidade, o cliente não quer mais andar de ônibus”, explica o arquiteto e urbanista.
Segundo ele, se o governo quiser mesmo investir nessa mudança, um caminho seria a contratação de empresa especializada em diagnosticar os deficits do transporte para então encontrar uma solução. Porém, apesar de ser o caminho mais recomendado por ele, esse tipo de mudança não aconteceria do dia para a noite.

“É um assunto complexo, porque, primeiro, a consultoria precisaria fazer um diagnóstico do transporte da cidade, isso demora um ano, porque é feito em todos os meses do ano, para o acompanhamento de quantidade de passageiros, que sofre mudanças mensalmente em razão de férias, festas e outras variáveis. Depois desse diagnóstico, são feitas as proposituras do que pode ser feito, com cenários, inclusive a longo prazo, do que deveria ser feito”, detalhou.

“Não há uma saída mágica para saber a medida mais viável, se vai ser o BRT [da sigla em inglês bus rapid transit, ônibus de trânsito rápido em português], onde e como vai funcionar, só fazendo esse levantamento”, completa o arquiteto e urbanista.

Essa consultoria, segundo Ângelo Arruda, custa cerca de R$ 10 milhões, o mesmo valor que no ano passado foi destinado pelo governo do Estado para o Consórcio Guaicurus como forma de subsidiar a passagem gratuita dos estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE).

OUTRAS MUDANÇAS

Além das mudanças no formato do transporte público, o arquiteto e urbanista ressalta que outras alterações também devem ser feitas para que os passageiros voltem a usar o transporte coletivo. Entre eles, o incentivo para que os motoristas deixem seus veículos em casa e se locomovam de transporte público.

“Campo Grande está abarrotada de motos e carros e é necessário criar soluções para esses problemas também.  Essas três coisas andam paralelas, criar corredores para as motos, criar políticas públicas de incentivo para que as pessoas consigam deixar seus veículos em casa e estudar o que é preciso fazer com o transporte público”, declarou Ângelo Arruda.

Uma das alternativas apontadas pelo arquiteto e urbanista é utilizar os canteiros das avenidas como caminho para que o BRT passe por ali.

No caso do veículo leve sobre trilhos (VLT), a dificuldade seria maior, aponta o profissional, porque seria necessário implantar novamente os trilhos na cidade.

CONCESSÃO

Atualmente, o transporte público de Campo Grande é administrado por quatro empresas, a Viação Cidade Morena, a Viação São Francisco, a Jaguar Transportes Urbanos e a Viação Campo Grande. Juntas, elas criaram, em 2012, o Consórcio Guaicurus, que venceu a concorrência para explorar o serviço por 20 anos.
Ao longo desses quase 12 anos de concessão, as brigas constantes entre concessionária e poder concedente – no caso, o Município de Campo Grande – marcam o acordo.

São dezenas de processos entre as partes, com acusações mútuas de quebra de contrato – o qual não foi rompido. A última briga ocorreu em virtude da tarifa de ônibus. O consórcio solicitava reajuste do valor até outubro de 2023, porém, este foi congelado por decisão judicial até o julgamento final do mérito. 
A reportagem procurou a prefeitura para falar sobre a oferta do governo do Estado em relação ao novo modelo, mas não obteve retorno.

Aos 96 anos

Morre Tarsila Barros de Souza, artista que participou da criação dos símbolos de MS

Artista plástica e professora dedicou mais de três décadas ao ensino e teve obras marcantes na história cultural do Estado

13/04/2026 19h15

Foto: Arquivo Pessoal

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Figura importante na construção do Estado, morreu nesta segunda-feira (13), aos 96 anos, a artista plástica Tarsila Barros de Souza, única mulher entre as mentes que pensaram a criação dos símbolos oficiais de Mato Grosso do Sul.

Com Alzheimer há 16 anos, ela estava há seis meses no Hospital São Julião, na Capital e morreu em razão de uma infecção generalizada. Ela deixa um legado na formação de artistas e na produção cultural do Estado.

Tarsila integrou o processo de escolha dos símbolos oficiais (brasão, bandeira e hino) sul-mato-grossense durante a divisão do Estado, oficializada pela Lei Complementar nº 31/1977, separação oficializada em 1º de janeiro de 1979.

Natural de Campo Grande, a artista (também conhecida como Sila Passarelli), iniciou seu interesse pela pintura aos 15 anos. Com o apoio da mãe, teve aulas com Elga Barone e, posteriormente, com Ignês Corrêa da Costa. Um dos marcos de sua carreira foi a pintura de uma criança de mãos juntas, exibida na loja Casa Moderna, em 1950.

Ao longo de 35 anos, a artista se dedicou ao ensino de artes plásticas. Durante esse período, incentivou a formação de novos talentos e fazia questão de incluir obras de suas alunas em exposições, como destacou ao Correio do Estado sua filha Deborah Passarelli.

"Minha mãe foi uma figura muito importante na construção do Estado, se tem uma coisa que eu sou grata é sobre a maneira como Mato Grosso do Sul reconhece e homenageia o trabalho dos meus familiares", disse Déborah, filha do poeta e escritor Germano de Barros Souza, membro fundador da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

As obras de Tarsila foram exibidas em diversos espaços da Capital, além de cidades como Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Ponta Porã. Um de seus trabalhos integra o acervo do Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco).

Além da pintura em tela, ela também se destacou na pintura em porcelana. Foi responsável por pintar os ladrilhos da Igreja São João Bosco.

Integra, entre tantos nomes, o livro “Mato Grosso do Sul – Criação e Instalação 30 anos”, publicado em 2010, documento histórico sobre a história do Estado com base no acervo fotográfico do jornalista Roberto Higa.

Saiba*

O velório da artista plástica acontece das 8h às 14h no cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande.

 

tempo

Temporal causa alagamentos e previsão indica mais chuvas durante a semana

Chuvas rápidas e fortes devem ocorrer pelo menos até quinta-feira em Mato Grosso do Sul

13/04/2026 18h30

Água invadiu a calçada em vários pontos da região central

Água invadiu a calçada em vários pontos da região central Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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As chuvas que caíram em Campo Grande na tarde desta segunda-feira (13) causaram alagamentos em alguns pontos da cidade. Durante o temporal, os ventos chegaram a quase 50 km/h e mais de 650 raios caíram sobre a Capital.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, o maior acumulado de chuva foi na região central, com 47,3 mm, seguido pelas regiões do Shopping Campo Grande e Carandá, onde choveu 47,3 mm.

Ainda segundo o meteorologista, choveu 5,8 mm na região sul da cidade, e 3,8 mm na região do Jardim Panamá.

Na Avenida Fernando Correa da Costa, esquina com a Avenida Calógeras, a água tomou conta da rua e também invadiu a calçada em alguns pontos. 

A mesma situação ocorreu em outros pontos do centro, onde ruas viraram rios, com água da chuva quase entrando em comércios.

Conforme vídeos publicados nas redes sociais, houve alagamento em trechos da Rua Rui Barbosa e da Avenida Salgado Filho. Na região sul, há relatos de transtornos do tipo na Rua da Divisão.

As chuvas fortes já estavam previstas para esta segunda-feira, conforme alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que segue vigente também para a terça-feira (14) e quarta-feira (15).

Mais chuva

O alerta vigente do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de perigo potencial de tempestades para diversos municípios, incluindo Campo Grande.

Conforme o alerta, a previsão é de chuva entre 20 e 30 mm/h ou 50 mm/dia, ventos intensos entre 40 e 60 km/h, e queda de granizo. Devido à estas condições, há risco de queda de galhos de árvores e alagamentos.

Previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), na terça-feira (14) deve haver sol e variação de nebulosidade em todo o Estado.

As temperaturas seguem em elevação, com máximas previstas entre 32°C e 35°C.

Entre quarta (15) e quinta-feira (16), há possibilidade de aumento de nuvens, com ocorrência de chuva e tempestades que podem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Essa condição meteorológica é favorecida pela atuação de um centro de baixa pressão atmosférica que terá origem no nordeste da Argentina. Além disso, o intenso transporte de calor e umidade, aliado ao deslocamento de cavados, contribui para a formação de instabilidades em Mato Grosso do Sul.

Para o período, são previstos acumulados significativos de chuva, acima de 30 mm/24h, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

Por outro lado, na região nordeste do estado o tempo deverá ficar mais firme, com
temperaturas que podem atingir os 36°C.

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