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Novo presidente brasileiro assumirá oitava economia do mundo

Novo presidente brasileiro assumirá oitava economia do mundo

DA REDAÇÃO

04/10/2010 - 01h00
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O presidente eleito no segundo turno em 31 de outubro assumirá a oitava economia do mundo e a maior da América Latina, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com ranking organizado pela agência classificadora de risco Austin Rating com base em dados do FMI, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, do Brasil, a preços correntes, deve alcançar US$ 1,91 trilhão, em 2010, e continuar na oitava colocação. No topo da lista estão os Estados Unidos (US$ 14,79 trilhões), seguidos pela China (US$ 5,36 trilhões) e pelo Japão (US$ 5,27 trilhões). Acima do Brasil, em sétimo lugar, está a Itália (US$ 2,12 trilhões).

Segundo essas projeções, que vão até 2015, o Brasil deve permanecer na oitava posição pelo menos por esse período. Entretanto, está prevista uma mudança no cenário em 2015. O Brasil deve ultrapassar a Itália (US$ 2,40 trilhões) ao chegar a US$ 2,59 trilhões. Mas a Rússia irá superar o Brasil ao chegar a US$ 3,06 trilhões. Com isso, será mantida a oitava posição do Brasil.

Neste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira teve, no primeiro semestre, crescimento recorde desde o início da série histórica em 1996. Nos seis primeiros meses de 2010, o PIB produzido no país cresceu 8,9% em relação ao primeiro semestre de 2009.

O IBGE também divulgou, em setembro, um comparativo do PIB do segundo trimestre de 2010 do Brasil com os dos outros países do Bric (grupo integrado pela Rússia, Índia e China, além do Brasil). O crescimento brasileiro de 8,8% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período do ano passado foi igual ao da Índia, inferior ao da China (10,3%) e superior ao da Rússia (5,2%).

A projeção para o crescimento da economia este ano é 7,2%, segundo a proposta de Orçamento para 2011 enviada pelo governo ao Congresso Nacional. Para 2011, a expectativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) é de expansão de 4,5%.

A tarefa de manter o crescimento sustentável da economia no próximo governo envolve o controle dos preços na economia. A inflação oficial no país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 4,49% em 12 meses encerrados em agosto, próxima da meta estabelecida pelo governo para este ano e 2011, de 4,5%. Essa meta tem margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, a limite inferior é de 2,5% e o superior, de 6,5%.

Cabe ao BC, cujo presidente será escolhido pelo próximo chefe de governo e aprovado pelo Senado, perseguir essa meta de inflação . Para isso, a instituição usa como um instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que deve encerrar 2010 no atual patamar de 10,75% ao ano, de acordo com a expectativa de analistas do mercado financeiro.

O Brasil que o próximo presidente assumir é o 24º país no ranking dos principais exportadores, segundo déficit em conta-corrente, registro das operações de compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o mundo, ficou em R$ 31,122 bilhões de janeiro a agosto deste ano e deve fechar 2010 em R$ 49 bilhões ou 2,49% do PIB, segundo previsão do BC. Para 2011, a expectativa é que esse déficit suba para R$ 60 bilhões ou 2,78% do PIB.

Quando o país tem déficit em conta-corrente, precisa financiar o resultado negativo com empréstimos ou receber investimentos do exterior. O investimento estrangeiro direto no país este ano até agosto foi de US$ 17,130 bilhões, segundo o BC. A expectativa é que esse investimento que vai para o setor produtivo da economia chegue a US$ 30 bilhões até o final do ano, o que corresponderá a 1,53% do PIB, de acordo com a previsão do BC. Para 2011, a expectativa é de US$ 45 bilhões ou 2,08% do PIB.

Para completar o financiamento do déficit em conta-corrente, o país atrai também investimentos estrangeiros em carteira (ações e títulos públicos), que este ano até agosto ficou em US$ 26,716 bilhões. A projeção do BC é que esse valor chegue a US$ 38 bilhões ao final de 2010. Para 2011, a previsão é de US$ 36 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

acidente

Trabalhador morre ao cair em tanque de piche durante obras na BR-163

Acidente aconteceu em Jaraguari e vítima foi retirada de dentro do tanque já sem vida

13/08/2026 18h44

Trabalhador morreu após cair em tanque de piche

Trabalhador morreu após cair em tanque de piche Foto: Vinícius Santos / Nova Lima News

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, morreu durante acidente de trabalho na BR-163, na tarde desta quinta-feira (13), na altura do km 535, próximo a uma praça de pedágio em Jaraguari.

Em nota, a Motiva Pantanal, que administra a rodovia em Mato Grosso do Sul, informou que o trabalhador era de uma empresa prestadora de serviços e, por volta das 15h, caiu dentro de um caminhão carregado com emulsão asfáltica.

O tanque estava parado em uma área não pavimentada às margens da rodovia e, segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, a queda ocorreu durante um processo de transferência da emulsão de um dos tanques para outro.

Não há informações sobre as circunstâncias que fizeram o trabalhador cair dentro do compartimento.

Equipes de resgate da concessionária iniciaram os atendimentos à vítima, mas devido à complexidade, solicitaram auxílio do Corpo de Bombeiros para o resgate.

O corpo do trabalhador foi retirado de dentro do tanque, mas ele já estava em óbito. Segundo informações, o produto, além de químico, chega a temperaturas acima de 100°C quando em uso.

Como ocorreu fora da pista de rolamento, a ocorrência não afetou o tráfego na rodovia, conforme informou a concessionária.

"A Motiva Pantanal lamenta profundamente o ocorrido e está prestando todo o apoio necessário junto à empresa prestadora de serviços", disse a concessionária na nota.

A Polícia Civil foi acionada e o caso será investigado como morte a esclarecer.

Trabalhador morreu após cair em tanque de piche Queda aconteceu durante transferência de emulsão asfáltica entre tanques (Foto: Vinícius Santos / Nova Lima News)

Investigação

Fraude em exames teve R$ 6,8 milhões pagos pela Prefeitura de Nioaque à Prontomed

Dados do município mostram que a Prefeitura empenhou R$ 6,8 milhões à clínica entre 2018 e 2025, valor que saltou mais de 5.000% sob a mesma inexigibilidade de licitação de 2019

13/08/2026 18h30

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Levantamento nos dados da Prefeitura de Nioaque identificou 111 empenhos emitidos pelo Fundo Municipal de Saúde em favor da Prontomed entre 7 de novembro de 2018 e 31 de março de 2025, somando R$ 6.800.399,00, valor integralmente liquidado e pago pelo município.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) executou, nesta quinta-feira (13), a segunda fase da Operação Auditus, com o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna. Segundo o órgão, as investigações, que miram contratos da Prefeitura de Nioaque com a empresa Prontomed Clínica Médica Ltda. para serviços médicos, reuniram elementos de "um esquema criminoso estruturado, voltado ao direcionamento de contratações, ao pagamento por serviços médicos não realizados e ao desvio de recursos públicos, mediante o sistemático pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos".

A reportagem teve acesso aos três contratos assinados entre 2019 e 2022 que nascem do mesmo processo, uma inexigibilidade de licitação.

Os documentos não indicam a abertura de uma nova licitação para sustentar os reajustes: o valor global saltou de R$ 21.600,00 em 2019 para R$ 1.144.000,00 em 2021 (+5.196%) e R$ 2.127.960,00 em 2022 (+86% sobre o contrato anterior).

Contratações por inexigibilidade têm, por definição, concorrência limitada, reajustes dessa magnitude, mantendo a mesma justificativa jurídica de 2019, tendem a chamar atenção de órgãos de controle, independentemente de qualquer apuração de fraude.

Somente em 2022 e 2023, a Prefeitura empenhou R$ 4.511.583,00 à Prontomed, 66% de tudo o que foi pago à empresa em quase sete anos de relação contratual. O MPMS afirma que o gasto com os serviços médicos teve alta de 1.713% no período das "contratações fraudulentas", entre 2022 e 2025.

O valor de R$ 6,8 milhões apurado pela Argos é o que a Prefeitura efetivamente empenhou e pagou à Prontomed, segundo os empenhos individuais registrados no Portal de Dados Abertos.

Falsos exames

Segundo o Ministério Público, a Prontomed foi contratada em maio de 2019 para prestar consultas, exames, procedimentos e cirurgias à rede municipal de saúde. A primeira fase da Operação Auditus, deflagrada em 1º de julho de 2025, cumpriu dez mandados de busca e apreensão na sede da empresa, em Jardim, e na Secretaria Municipal de Saúde de Nioaque. As investigações, conduzidas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apontaram cobranças por exames não realizados, entre eles o teste da orelhinha (triagem auditiva neonatal), que dá nome à operação, com prejuízo então estimado em mais de R$ 3 milhões entre 2019 e 2024.

O Anexo de Procedimentos do Contrato 42/2022, obtido pela reportagem, relaciona o exame com preço e volume estimado definidos: "TESTE DA ORELHINHA (executado pela fonoaudióloga)", 30 unidades por mês, 180 em seis meses, R$ 160,00 cada, R$ 28.800,00 no período.

Também constam "TESTE DO OLHINHO" (R$ 16.200,00/6 meses) e "TESTE DA LINGUINHA" (R$ 16.200,00/6 meses), exames neonatais de baixo custo unitário e alto volume estimado, sem que o contrato preveja qualquer mecanismo de auditoria, glosa ou conferência in loco.

Em 5 de agosto de 2025, o Ministério Público de Contas propôs ao Tribunal de Contas de MS (TCE-MS) a abertura de uma averiguação prévia sobre os contratos entre a Prefeitura e a Prontomed, pedido aprovado por unanimidade pelo Pleno do TCE-MS, que passou a poder realizar inspeção in loco e coleta de documentos.

O MPMS afirma ter reunido, a partir do material apreendido na primeira fase e de diligências posteriores, evidências de que 83% dos exames e consultas pagos pelo município foram simulados.

A reportagem apurou que a Prontomed segue fechando contratos públicos: em 27 de novembro de 2025, quase cinco meses depois da primeira fase da Operação Auditus, a empresa assinou o Contrato nº 14/2025 com a 4ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada do Exército Brasileiro, sediada em Jardim.

Com vigência de 60 meses (renovável por mais 60), para atendimento ambulatorial de militares, pensionistas, servidores civis e dependentes pelo Fundo de Saúde do Exército (FuSEx/SAMMED/PASS), com valor estimado de R$ 70.560,00, modesto perto dos valores pagos por Nioaque, mas notável pela duração de cinco anos e por uma governança contratual bem mais rígida que a dos contratos municipais.

O contrato militar traz uma tabela de glosa com 80 hipóteses de irregularidade (entre elas, "procedimento/exame não realizado"), previsão de auditoria presencial periódica e cláusulas específicas de proteção de dados. Ou seja, a empresa sabia de itens de compliance necessários para fechar contratos com o Poder Público.

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