Cidades

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Novo sistema para vender gado será lançado no dia 12

Novo sistema para vender gado será lançado no dia 12

Redação

05/04/2010 - 21h55
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Maurício Hugo

Agora, tudo indica que vai acontecer. Depois de muitos anos reféns de um sistema injusto de comercialização de seu principal produto, o boi gordo, os pecuaristas de Mato Grosso do Sul e do Brasil apostam num novo sistema nacional de comercialização do gado que lhes permitirá melhores condições, mais segurança e preços mais justos.

No próximo dia 12 será lançada em Campo Grande a Bolsa de Carnes do Brasil. A solenidade acontecerá na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de MS - Famasul. A iniciativa promete fazer com que as relações de compra e venda entre pecuaristas e a rede frigorífica sejam mais transparentes e com garantia de liquidez. O projeto é de autoria da Comissão Técnica da Bovinocultura de Corte da Famasul e da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM).
Conforme a explicação do coordenador da comissão, José Lemos Monteiro, nas transações na Bolsa de Carne, vendedor e comprador vão fixar o preço do produto antes de os bois serem embarcados do seu local de origem. Os frigoríficos vão ter que fazer  o depósito de 90% do valor que fica fixado na operação, em uma conta de liquidação financeira da BBM, e somente depois dessa garantia o rebanho será liberado para o comprador. O acerto final será feito após o abate dos animais, com o repasse do valor pela conta de liquidação. Ambas as partes estão acreditando que a iniciativa dê certo.

Motivada pelos prejuízos
A Famasul investiu na elaboração do projeto motivada pelos últimos acontecimentos envolvendo a falta de pagamento por parte de redes frigoríficas que tiveram problemas de liquidez e, em alguns casos, até fecharam suas empresas. “O que queremos é dar ao produtor uma oportunidade diferente de comercialização dos produtos, garantindo melhores condições de recebimento”, destaca Lemos Monteiro.
Uma das consequências da proposta é tornar o boi uma commoditie, assim como é a soja, o milho e o etanol. O vice-presidente da BBM no Estado, Carlos Eduardo Dupas, afirma que a bolsa é capaz de fazer essa aproximação entre os dois agentes da relação, garantindo mais transparência e liquidez nas operações.

Dupas destaca que “anteriormente, os problemas de falta de pagamento nessas transações eram pontuais, mas de uns dois anos para cá se tornaram recorrentes, prejudicando seriamente a classe produtora. Com esta operação via BBM, ambos os lados (pecuaristas e frigoríficos) serão beneficiados”, diz.
O representante da Bolsa também ressalta que com a nova transação os pecuaristas terão garantia de recebimento, maior competição dos preços, haverá maior número de frigoríficos competindo e sem distinção entre os frigoríficos menores e as grandes indústrias, além de maior transparência. Os frigoríficos de pequeno porte terão mais credibilidade, regularidade de oferta e melhor gestão de compra de animais.

De acordo com a BBM, nos negócios à vista o sistema de liquidação pode ser feito na forma “Delivery versus Payment”. O negócio será realizado no sistema eletrônico, o frigorífico faz o pagamento na conta de liquidação da bolsa, após isso, o pecuarista será autorizado a entregar os animais conforme escala pré-definida pelo comprador e o pagamento ao vendedor só será feito após a remessa do laudo de abate que terá a concordância das partes.
As ofertas podem ser feitas em quantidade de arrobas líquidas de peso morto, os pagamentos pelas quantidades ofertadas e as liquidações, a partir da arbitragem do laudo de abate. Existe a possibilidade de se determinar um percentual  sobre o valor total da operação, ficando o acerto final para ser ajustado entre as partes. Tanto nos negócios físicos, quanto nos negócios a termo firmados entre as partes a bolsa oferece o registro de balcão, por intermédio de corretoras associadas.

Para Dupas, o interesse que está sendo demonstrado por parte dos produtores e dos frigoríficos indica que o projeto deverá ser um sucesso, com previsão de iniciar os primeiros negócios já no próximo mês. “Este é primeiro de um dos maiores problemas da pecuária sul-mato-grossense que está prestes a ser resolvido”, conclui.
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Famasul)

Declaração

Juiz que prendeu Beira-Mar e condenou 100 traficantes na fronteira diz que PCC e CV são terroristas

Magistrado ganhou fama ao condenar o megatraficante Fernandinho Beira-Mar

29/05/2026 18h00

Foto: Divulgação

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Odilon de Oliveira, juiz federal durante 30 anos em Mato Grosso do Sul, hoje aposentado, concorda com enquadramento do governo Trump de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) são organizações terroristas. 

O magistrado ganhou fama ao condenar o megatraficante Fernandinho Beira-Mar e mandou prender mais de uma centena de traficantes e gigantes do contrabando no Paraguai e Bolívia. 

‘Estranho é o Brasil se colocar ao lado dessas facções e implorar que os Estados Unidos não as classifiquem como terroristas’, disse o juiz, atualmente com 76 anos. 

Cabe destacar que a partir de 5 de julho, PCC e CV serão designados por Washington, como organizações terroristas estrangeiras, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (28) pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.

"Cada país, amparado por sua soberania, é livre para conceituar terrorismo e classificar como tal atos praticados por qualquer grupo, independentemente da base territorial onde esteja radicado”, disse.

Em entrevista ao Estadão, declarou acreditar que está “jurado de morte” pelo crime organizado. Odilon reside na Capital. Em sua casa sente-se como em uma “prisão domiciliar”, cercada de telas eletrificadas e outras defesas para afugentar intrusos. Dali procura sair muito pouco para “evitar” surpresas.

“Não acho que essa classificação seja fundamental para o governo americano desrespeitar a nossa soberania. Donald Trump está apenas usando da faculdade de enquadrar o PCC e o CV como grupos terroristas, e não obrigando o Brasil a fazê-lo. São duas coisas diferentes.”, disse. 

Ele alerta sobre o poder de fogo das facções que espalham seus tentáculos País afora. “A criminalidade organizada vem se infiltrando na administração pública. A eliminação do PCC e do CV é impossível. A redução de suas atividades delinquenciais, sim.”, falou. 

Antes de se tornar magistrado federal, Odilon de Oliveira foi promotor de justiça, juiz estadual e procurador federal, sempre em Mato Grosso do Sul.

*Com informações de Estadão 

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DERF

Polícia Civil prende sete crimonosos por furto em 48 horas

A Derf também atua no Programa Brasil Contra o Crime Organizado na fronteira do Estado; já foram feitas, pelo menos, sete prisões no período

29/05/2026 17h45

Ações da Derf cumpriram sete prisões nas últimas 48h

Ações da Derf cumpriram sete prisões nas últimas 48h FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Entre os dias 27 e 29 de maio, a polícia civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) realizou uma série de ações policiais voltadas ao enfrentamento aos crimes de roubo e furto, resultando em sete prisões e apreensões no período. 

Os agentes da Derf atuaram em barreiras policiais, investigações e cumprimento de ordens judiciais, resultando em prisões e apreensões de armas de fogo, munições e veículos irregulares. 

Ao todo, foram cumpridos mandados e flagrantes em Iguatemi, Eldorado e em Campo Grande.

Em Iguatemi, a aproximadamente 400 quilômetros de Campo Grande, os policiais prenderam um homem de 39 anos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi abordado em uma rodovia estadual. Foram apreendidos um revólver calibre .38, cinco munições intactas, uma espingarda de pressão e um veículo VW/Gol. 

Em Eldorado, a 440 quilômetros ao sul de Campo Grande, os agentes localizaram uma motocicleta Honda CG Titan com sinais de adulteração. O veículo foi encontrado abandonado após a fuga de seus ocupantes e foi apreendido. 

Na Capital, foram cumpridos seis mandados de apreensão pelos crimes de roubo e latrocínio. 

Entre as prisões preventivas cumpridas, foram presos um homem de 23 anos e um de 22 anos pelo crime de latrocínio tentado no Bairro Jardim Columbia. 

No Bairro Aero Rancho, um homem de 31 anos foi preso pelo crime de roubo. 

Ainda no Bairro Aero Rancho e no Bairro Universitário, foram capturados dois indivíduos, de 26 anos e 20 anos, pelo crime de furto qualificado na região norte da cidade, incluindo a casa de um desembargador do Tribunal Eleitoral do Estado no início do mês. 

Em investigação envolvendo outro crime de latrocínio tentado em um motel, uma mulher de 35 anos foi preso em uma chácara localizada às margens da rodovia BR-262. 

Programa Brasil Contra o Crime Organizado

De acordo com o delegado de polícia, José Roberto de Oliveira Junior, a Derf participa, juntamente com outras delegacias especializadas, de ações contra o crime organizado nas fronteiras. 

"Nós começamos a atuar há duas semanas e o programa vai durar pelo menos três meses, podendo ser estendido. Então, toda semana a equipe da Derf estará em vários locais das fronteiras de Mato Grosso do Sul", afirmou o delegado nesta sexta-feira (29). 

Neste período, já foram duas prisões efetuadas pela Derf e, ao menos, mais seis pela Delegacia de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) nas cidades de Dois Irmãos de Buriti, Miranda e Campo Grande. 

Entre os mandados, os policiais recapturaram um sentenciado pelo crime de tráfico e associação para o tráfico, apreenderam um indivíduo por estupro de vulnerável, uma mulher pelo crime de tráfico de drogas, um indivíduo por contrabando e um alvo por inadimplência de pensão alimentícia e registro por tráfico de drogas. 

Além disso, já foram apreendidas grandes quantidades de drogas. 

"A Derf é uma delegacia que conta com policiais com grande experiência. O foco dessa operação é, obviamente, o tráfico de drogas e o contrabando. A Derf tem expertise dos crimes contra o patrimônio e são esses crimes que abastecem o tráfico de droga. Então, a participação da Derf é muito importante nesse sentido. Nós semmpre damos apoio em operações do interior e dessa vez fomos designados para atuar nessa operação", ressaltou o delegado. 

O programa Brasil Contra o Crime Organizado foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 12 de maio, onde anunciou medidas voltadas à segurança pública. 

O pacote prevê investimentos de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões vindos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados. 

A estruturação do programa se dá em quatro eixos estratégicos: 

O programa será estruturado em quatro eixos estratégicos:

asfixia financeira das organizações criminosas;
fortalecimento da segurança no sistema prisional;
qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios; e
combate ao tráfico de armas.
 

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