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Novos lotes de vacina chegam a partir do dia 7 de fevereiro em Mato Grosso do Sul

Segundo secretário municipal de Saúde, imunizantes devem chegar na semana que vem e drive-thru abre nesta quarta-feira

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Mato Grosso do Sul deve receber novos lotes de vacina do Ministério da Saúde, entre os dias 7 e 13 deste mês, de acordo com informações do secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho.

Mauro Filho afirma que o governo do Estado comunicou à Secretaria Municipal de Saúde que a chegada de novas vacinas para a Capital ocorrerá na segunda semana de fevereiro. De acordo com o secretário, caso não cheguem novos imunizantes, o cronograma de vacinação será interrompido até o recebimento de um novo lote.  

“Por isso que segmentamos por idade, para controlarmos o público que temos e quem vai ser vacinado. Assim conseguimos retornar à imunização a partir da idade em que parou, quando chegarem novas vacinas”, afirma.

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Caso sejam entregues mais de 36 mil doses de vacina, o necessário para imunizar todo o primeiro grupo prioritário de idosos, o calendário de vacinação poderá ser antecipado para outros grupos. “Assim conseguimos antecipar o calendário, abrir para idades menores, acima de 75 anos”, frisa o secretário.

O chefe da Sesau ainda relata que, nesta quarta-feira, o drive-thru para vacinação, localizado no Parque Ayrton Senna, será aberto para atender o público. 

“Vamos abrir o drive-thru na quarta para quem fez o cadastro e ver as prioridades. Só estamos esperando as últimas aprovações. Já o polo do Guanandizão será aberto apenas quando o público-alvo for maior”, pontua.

Vacinação

Idosos que fazem parte do grupo prioritário na primeira fase de imunização já podem ser vacinados a partir de hoje. A Prefeitura Municipal de Campo Grande montou uma estratégia para vacinar o grupo de pessoas com 80 anos ou mais em 18 unidades de saúde estratégicas espalhadas pelas sete regiões urbanas do município.

Para imunização do primeiro grupo prioritário, o governo de Mato Grosso do Sul disponibilizou 3.600 doses da vacina Coronavac, que chegou no último lote do imunizante. Segundo o Plano Municipal de Vacinação Contra a Covid-19, da Sesau, idosos com 80 anos ou mais somam 18.015 pessoas na Capital. 

As doses iniciais serão aplicadas seguindo o cronograma de idades estabelecido até os imunizantes esgotarem.

De acordo com José Mauro Filho, o governo do Estado orientou que as últimas doses recebidas devem ser utilizadas apenas para a primeira dose, por ser uma quantidade pequena em relação ao total de pessoas que devem ser imunizadas. 

“Neste último carregamento que foi disponibilizado para Campo Grande, 3,6 mil doses, foi orientado utilizar todas as vacinas, não reservar a segunda porque é um número muito pequeno, o que daria para vacinar apenas umas 1.500 pessoas”.

Conforme planejamento estabelecido pela Secretaria, os idosos foram separados por faixa etária e datas em ordem decrescente de idade, para evitar aglomeração nos pontos de vacinação. 

Os locais de vacinação funcionarão de segunda-feira a sexta-feira, das 13h às 17h, nas 18 Unidades de Saúde Familiar (USFs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas da Família.

A cada dia de fevereiro, uma idade diferente será vacinada, começando por hoje, em que pessoas com idade a partir 99 anos devem ser vacinadas. Amanhã, por exemplo, será a vez dos idosos com 98 anos, seguindo nesse ritmo até sábado, com pessoas a partir de 90 anos.

A partir do dia 15, serão imunizadas pessoas a partir dos 80 anos na seguinte ordem: idosos a partir de 89 anos, na segunda-feira (15); 88 anos, na terça-feira (16); 87 anos, na quarta-feira (17); e assim por diante até sábado (27), quando serão vacinadas as pessoas com idade a partir de 80 anos.

Os locais de vacinação serão distribuídos entre as regiões urbanas de Campo Grande.

O atendimento será por demanda espontânea, sem a necessidade de agendamento. No entanto, a Sesau recomenda que as pessoas pertencentes aos grupos prioritários, incluindo os idosos, façam o cadastro no sistema desenvolvido pela prefeitura, por meio do site vacina.campogrande.ms.gov.br, para agilizar o processo de identificação no dia da vacinação. 

Vacinação no Estado

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), desde o início da campanha de imunização, 44.152 pessoas foram vacinadas contra Covid-19 em Mato Grosso do Sul. O porcentual de vacinados em relação à população do Estado é de 1,57% de cobertura, maior entre os estados do País.  

Ao todo, foram vacinados em MS 24.409 profissionais de saúde, 18.058 indígenas, 1.533 idosos institucionalizados e 152 pessoas com deficiência que vivem em residências inclusivas, o que representa 39,02% da meta de imunização dos grupos prioritários definidos pelo Programa Nacional de Imunização (PNI).

Os municípios com mais imunizados são Campo Grande, com 8.796 doses aplicadas, Dourados, 3.623, Amambai 2.467, Aquidauana, 2.209, e Três Lagoas, 1.613.

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Feminicídio

Fardada, subtenente da PM é encontrada morta em casa com tiro no pescoço

O namorado da vítima, de 50 anos, foi preso e a polícia investiga o crime como feminicídio

06/04/2026 17h00

Marlene de Brito Rodrigues estava há 37 anos na Polícia Militar de MS

Marlene de Brito Rodrigues estava há 37 anos na Polícia Militar de MS Reprodução/Redes Sociais

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A subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi encontrada morta dentro de casa no final desta segunda-feira (6), no bairro Estrela D’alva, em Campo Grande. 

A policial estava fardada e a polícia investiga o crime como um possível feminicídio. O principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. 

Vizinhos relataram que Gilberto saiu para buscar Marlene no trabalho no fim da manhã. Ao retornarem, por volta das 11h30, foi ouvido um disparo. O vizinho do casal, que também é policial, pulou o muro da casa e viu Gilberto com a arma na mão. 

O namorado afirmou que Marlene havia cometido suicídio, relato que apresentou contradições quando contado à polícia. 

A mulher foi encontrada caída, fardada, com uma marca de tiro na região do pescoço. Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar, e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado.

Se confirmado como feminicídio, Marlene se torna a 9ª vítima do crime em 2026 em Mato Grosso do Sul e a primeira vítima em Campo Grande. 

Em nota, a Polícia Militar do Estado lamentou a morte da subtenente e prestou solidariedades à família. 

“Diante da gravidade do ocorrido, a PMMS solicita encarecidamente o respeito à dor da família. Pedimos que seja preservada a privacidade dos entes queridos e que se evite a propagação de informações não confirmadas ou imagens que possam ampliar o sofrimento dos familiares. Informamos que as circunstâncias que envolveram o óbito ainda estão sendo devidamente apuradas. A Corporação, por meio de seus setores competentes, está acompanhando o caso de perto para que todos os fatos sejam esclarecidos com a precisão e a seriedade necessárias”, afirmou um trecho. 

Feminicídios em 2026

primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

 

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Contaminação

Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento por risco de salmonella

Produto com moringa é alvo de alerta após contaminação resistente a antibióticos; agência lista números dos lotes e orienta não consumir

06/04/2026 16h56

Reprodução

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu 52 lotes do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules, após alerta de risco de contaminação por bactéria Salmonella resistente a antibióticos.

O produto é fabricado pela empresa Ambrosia Brands e contém a planta Moringa oleifera, cujo uso em alimentos já é proibido no Brasil desde 2019.

Segundo a Anvisa, o suplemento está envolvido em um surto nos Estados Unidos com uma cepa resistente, o que pode dificultar o tratamento em casos graves. A salmonelose costuma provocar diarreia, febre e cólicas abdominais entre 12 e 72 horas após a ingestão, com maior risco para crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade. Em situações mais severas, podem ocorrer complicações como endocardite e artrite.

Mesmo sem registro no Brasil, a agência identificou anúncios do produto em plataformas de e-commerce com possibilidade de importação direta por consumidores. A medida tem caráter preventivo e impede importação, comercialização, distribuição e uso dos lotes listados. A Anvisa também alerta que produtos à base de moringa são frequentemente divulgados com promessas de cura para doenças, o que é proibido e irregular.

Lotes proibidos pela Anvisa

Lotes 5020*

5020591, 5020592, 5020593, 5020594, 5020595, 5020596

Lotes 5030*

5030246, 5030247, 5030248, 5030249, 5030250, 5030251

Lotes 5040*

5040270, 5040271, 5040272, 5040273, 5040274, 5040275, 5040276, 5040277, 5040278, 5040279

Lotes 5050*

5050053, 5050054, 5050055, 5050056

Lotes 5060*

5060069, 5060070, 5060071, 5060072, 5060073, 5060074, 5060075, 5060076, 5060077, 5060078, 5060079, 5060080

Lotes 5080*

5080084, 5080085, 5080086

Lotes 5090*

5090107, 5090108, 5090109, 5090113, 5090114, 5090115, 5090116, 5090117, 5090118

Lotes 5100*

5100039, 5100048

A recomendação é que consumidores não adquiram o suplemento e suspendam imediatamente o uso caso tenham algum dos lotes listados. Denúncias podem ser feitas às vigilâncias sanitárias locais ou diretamente à Anvisa.

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