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Novos projetos de modernizar Campo Grande estão parados

O Executivo assinou dois contratos de crédito com a Caixa Econômica Federal em 2020, que totalizam R$ 52 milhões, mas eles ainda não saíram do papel

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A atual gestão da Prefeitura de Campo Grande assinou, em 2020, dois grandes contratos de operações de crédito com a Caixa Econômica Federal para investir em projetos de modernização tecnológica e de um novo corredor gastronômico na Avenida Bom Pastor. No entanto, até o momento, eles continuam só no papel. 

Os dois contratos somados superam os R$ 52 milhões, sendo R$ 28,5 milhões para a instalação de fibra óptica, que, segundo o Executivo, conectará mais de 400 unidades administrativas de Campo Grande. 

O montante será aplicado também na construção da Central de Tecnologia, Inteligência, Planejamento e Monitoramento da Gestão Pública e em capacitações em cidades inteligentes. 

O segundo acordo é referente à revitalização da Avenida Bom Pastor. Na obra, serão investidos R$ 23,8 milhões para alargamento da pista, reforço na drenagem, recapeamento asfáltico, instalação de rede elétrica e de cabeamento de fibra óptica subterrânea, iluminação ornamental e novo paisagismo.

As reformas serão feitas entre a Avenida Eduardo Elias Zahran e a Rua Domingues Jorge Velho. 

No entanto, ambos os projetos ainda estão no papel, com previsão para abertura das licitações em 2023.

Enquanto isso, as ações que estão em andamento pela prefeitura foram acordadas em 2012, na gestão do ex-prefeito Nelson Trad Filho (PSD), e licitadas em 2017, pelo ex-prefeito Marquinhos Trad (PSD).

Em 2008, o então prefeito Nelson Trad assinou com o Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) um contrato de empréstimo, dentro do programa Pró-Cidades, que visava ações de revitalizações da área central de Campo Grande, o que veio a se tornar o Reviva. 

De acordo com a prefeitura, foram feitos dois projetos do Reviva. O primeiro, assinado em 2008, contemplava a Avenida Júlio de Castilho, a Orla Morena, a Orla Ferroviária e a Via Morena, que já foram concluídos. 

Já o Reviva Centro, licitado em 2017, teve a obra de requalificação da Rua 14 de Julho entregue, assim como também a revitalização do quadrilátero da área central, que atualmente está em cerca de R$ 60 milhões de investimento. 

Entretanto, a Vila dos Idosos, que faz parte do Reviva Centro, ainda está em execução. Sobre o projeto de habitação no microcentro, não foi informado o andamento, porém, não há obra iniciada. 

O segundo grande pacote de obras da Capital foi assinado em 2012, também no governo passado, e previa a instalação dos corredores de ônibus em alguns trechos da cidade, o que ainda não foi concluído.

O pacote também indicava a construção de novos terminais de transporte nos bairros Parati, Tiradentes, São Francisco e na Av. dos Cafezais. 

As construções dos terminais não foram iniciadas até hoje, e o motivo não foi informado pela prefeitura até a publicação da matéria. 

Foram enviados R$ 180 milhões em recursos para as obras, que são provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, liberados pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o PAC foi desmembrado a partir de 2019, e os convênios já existentes seguiram em execução, de acordo com a Pasta ao qual foram direcionados. 

No MDR, ficaram projetos nas áreas de mobilidade, desenvolvimento regional e urbano, prevenção de desastres, saneamento e habitação. 

PARQUE TECNOLÓGICO 

No pacote de futuras obras está também a criação do Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande.

De acordo com a prefeitura, a iniciativa abrange a restauração do Complexo Ferroviário (Rotunda e armazéns anexos, Estação Ferroviária, Armazém Cultural, Casa da Esplanada e o sobrado do Instituto Histórico e Geográfico de MS). 

Além disso, também abrange a transformação das quatro incubadoras existentes em hubs de inovação, vinculadas ao futuro parque. No Parque Tecnológico, haverá exposições virtuais, de acervo existente, e um núcleo de produção audiovisual para podcasts e vídeos. 

Ainda não há informações sobre a vinda de recursos para a criação do parque, mas a prefeitura já sinalizou que serão necessários R$ 91 milhões para a execução do projeto.

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APREENSÃO

DOF apreende mais de 400kg de drogas transportadas em comboio de carros

Quatro veículos realizavam o transporte da carga do interior de Mato Grosso do Sul para à Capital Paulist; os quatro motoristas foram presos em flagrante

08/06/2026 12h15

Divulgação/DOF

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Durante a última quinta-feira (04) de feriado, policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) preenderam quatro pessoas em flagrante que realizavam transporte de quase 415 kg de drogas em um comboio de carros. A prisão aconteceu em rodovia estadual no interior de Mato Grosso do Sul.

Próximo a uma estrada vicinal da MS-286, na zona rural de Aral Moreira a 405 qulômetros de Campo Grande, os militares realizavam patrulhamento quando quatro carros em seguida passaram em alta velocidade. Apesar da tentativa de abordagem o comboio desobedeceu a ordem de parada.

Depois de cercar os carros e interceptar inicialmente um Jeep Renegade e um VW Polo, os policiais localizaram fardos de maconha e haxixe marroquino dentro dos veículos. Os outros dois veículos, um Honda Civic e um VW Virtus estavam junto e realizavam a função de "batedores", fiscalizando possíveis ações policiais.

Foto: Divulgação/DOF

Os presos, três homens e uma mulher possuem idade entre 30 e 44 anos, e são moradores de São Paulo (SP). Eles confessaram terem sidos contratados para transportar a droga e os veículos até a capital paulista. O serviço pagaria a eles valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

Foto: Divulgação/DOF

A apreensão dos 414,1 quilos de drogas e os quatro carros foi encaminhada à Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) de Dourados, cidade a 150 quilômetros do município.

No local foi realizado a pesagem dos tabletes, resultante em 412 quilos de maconha e 2,1 quilos de haxixe marroquino. Conforme o DOF o montante de toda a apreensão foi estimado no valor de R$ 1,5 milhão.

A ação de apreensão e prisão em flagrante dos envolvidos aconteceu em parceira com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), dentro do Programa de Brasil Contra o Crime Organizado.

O DOF relembra a população que é possível realizar denúncias anônimas por meio do telefone 0800 647-6300.

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Comidas juninas

Procon aponta variação de até 266% em itens de festa junina em Campo Grande

A pesquisa realizada em 13 supermercados de Campo Grande inclui especiarias juninas a bebidas alcoólicas utilizadas para fazer quentão

08/06/2026 11h20

Divulgação

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Em pesquisa realizada pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), itens alimentícios de festa junina apresentaram variação de mais de 260% em 13 redes de mercados diferentes de Campo Grande. De amendoim a bebidas para quentão, a recomendação é comparar os preços na hora de montar o cardápio.

A instituição vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) realizou a pesquisa dos alimentos durante o período de dois dias, em 25 e 26 de maio deste ano. Ao todo, a pesquisa divulga o 803 produtos que foram pesquisados e disponibilizados em uma tabela.

Conforme ánalise, a canela em pó de 10g de determinada marca foi o item que apresentou maior disparidade entre os 13 supermercados, com a variação de 266% nos valores de um estabelecimento para outro. O maior preço em um determinado supermercado foi de R$ 5,49, enquanto no de menor preço o valor era de R$ 1,50.

A busca realizada pelo Procon inclui produtos com gramas, marcas e versões diferentes. A segunda maior variação na categoria de temperos da especiaria canela é a da versão em casca de 10g. Seu menor preço é de R$ 2,75 enquanto o maior possui valor de R$ 5,49, com uma variação de 99,64% entre um supermercado e outro.

Os consumidores também deve voltar a atenção a um dos queridinhos das comidas típicas, o milho verde de bandeja registrou a variação de 73,20% de um estabelecimento para outro, de R$ 7,50 a R$ 12,99. O coco ralado adoçado de 100g também aparece entre as grandes variações no preço, com 116,63% de R$ 4,15 a R$ 6,01.

Já o fubá mimoso de 500g, de seis marcas diferentes pesquisadas algumas não apontaram nenhuma variação de preço de um mercado para outro, enquanto outra teve 100,29% diferença, com menor preço em R$ 3,49 e maior em R$ 6,99.

Outras oscilações que destacam-se são a de amendoim cru de 400g, com 146,43% de mudança nos preços, canjica amarela de 400g, com 118,81%, e canjica branca de 400g, com 100,99% de variação.

Entre as variações nas bebidas alcoólicas, a cachaça de 965ml apresentou a maior variação entre os mercados de 101,37%, com o menor preço em R$ 13,90 e o maior em R$ 27,99 e o vinho tinto suave de 750ml com 85,27%, variando os preços de R$ 15,95 a R$ 29,55.

Aqueles que desejam organizar as compras em base dos valores médios, a tradicional paçoca rolha de 210g aparece com preço médio de R$ 10,38, enquanto as canjicas amarela e branca de 500g estão cerca de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente.

O Procon ressalta que os produtos estão sujeitos a alterações e confirmam a necessidade dos consumidores compararem os preços antes de fazer as compras de festas juninas. Além de manter a atenção em prazos de validade e emissão da nota fiscal. A sugestão é que a compra seja feita em comércio local para reduzir custos com deslocamento.

Outros produtos que são utilizados na produção de alimentos típicos da festa como leite, arroz, leite condensado, molhos e temperos podem ser conferidos na Tabela de Pesquisa de Itens para Festa Junina.

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