A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon/MS, no período de 1° de janeiro a 5 de outubro deste ano, recebeu 250 reclamações de alunos sobre as autoescolas de Campo Grande.
Este número é o dobro das reclamações recebidas no mesmo período do ano passado, que foram registradas 115 ao todo. Os números resultam em um aumento de 54%.
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A maior reclamação é sobre cobranças indevidas (69). Em seguida, contrato - rescisão/alteração unilateral (51); SAC - resolução de demandas (47); serviço não fornecido (38) e descumprimento de prazos (24).
O superintendente do Procon, Marcelo Salomão, disse ao Correio do Estado que as reclamações são altas e que o órgão não consegue barrar as autoescolas no mercado devido a quantidade.
“O aluno tem que verificar qual empresa está contratando para realizar as aulas, conversar com outros alunos, verificar sobre os instrutores", disse.
No começo deste ano, um Centro de Formação de Condutor (CFC) foi fechado temporariamente devido a má prestação de serviços.
De acordo com o Procon, a autoescola Excelência não pôde realizar contratos de novos alunos, por determinado período, por insistir em cometer irregularidades em prejuízo aos consumidores.
Na tarde desta quarta-feira (13), o Procon esteve reunido com o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso do Sul (SindCFCMS) e o Departamento de Trânsito do Estado (Detran).
No local, os representantes definiram que irão expedir uma notificação recomendatória para as autoescolas.
"Vamos pedir coisas que eles se negam a dizer, como informações sobre a capacidade da autoescola, quantos carros tem, se tem reclamações no Procon e vai ter que discriminar o que é taxa do Detran e o que é despesas da autoescola, entre outras demandas”, afirmou Salomão.
O superintendente alerta que, caso o consumidor se sinta lesado, deverá acionar o Procon imediatamente, pelo Reclame Aqui.



