Cidades

susto

Objeto gigante do espaço cai em sítio próximo a município de MS

Moradores de várias regiões registraram brilho no céu, que seria de lixo espacial

GABRIEL MAYMONE E LÚCIA MOREL

28/12/2014 - 12h20
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O lixo espacial (possivelmente pedaço de um foguete) que cruzou o céu de Mato Grosso do Sul e causou curiosidade e encantamento em muitas pessoas pode ter caído em uma propriedade no município de Santa Rita do Pardo, distante 410 km de Campo Grande. O brilho no céu (semelhante a uma estrela cadente) foi visto por volta das 2h30min por moradores de vários municípios como Ponta Porã, Campo Grande e região de Dourados.

O comerciante Adailton Ribeiro da Silva relatou ao Portal Correio do Estado que escutou um barulho muito forte, por volta das 3h. Ele é amigo do dono de um sítio, onde o objeto caiu. No local da queda, o impacto causou um buraco.

"Parece um botijão de gás. Tem cerca de 1,60m de altura. O material parece fibra de vidro e tem um bico em cima, como se fosse cano plástico, tipo entrada de combustível", relata o comerciante sobre o objeto.

Por pouco o objeto não causa um estrago maior ou até mesmo uma tragédia, já que o sítio fica no perímetro urbano do município, ao lado do estádio municipal.

A Polícia Militar está no local e os curiosos não podem se aproximar muito. Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Bataguassu foi acionada para o local.

 

saúde

Com aval do MPMS, Santa Casa restringe atendimentos

Tendência é de que a restrição se mantenha enquanto hospital e secretarias não entrarem em acordo sobre o novo contrato

16/10/2026 08h20

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A partir de hoje, a Santa Casa de Campo Grande restringe os atendimentos e vai priorizar apenas os casos emergenciais e urgentes, medida acordada com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e com os outros entes públicos depois de o hospital recusar a última proposta de renovação do contrato por desacordos financeiros.

Na quarta-feira, uma audiência entre representantes da Santa Casa, da Justiça, do MPMS, da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) terminou mais uma vez sem um acordo definitivo. A proposta das secretarias previa um incremento de cerca de R$ 4,5 milhões nos repasses mensais sob vigência de três anos, o que não agradou a direção do hospital, que ainda requer mais.

Essa resistência da Santa Casa em aceitar a renovação nestes moldes se dá, especialmente, pelo deficit mensal que varia entre R$ 15 milhões e R$ 19,7 milhões, o que ainda não seria resolvido com o aumento financeiro oferecido pelo Município e pelo Estado.

Conforme o gestor interino do hospital, Luiz Alberto Kanamura, “apesar de a parte técnica ter evoluído, nós não chegamos a uma adequação da parte financeira”.

Apenas pacientes de urgência e emergência serão atendidos - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Vale lembrar que, atualmente, em razão do contrato ter vencido em setembro do ano passado, a continuidade do atendimento via do Sistema Único de Saúde (SUS) do hospital é garantido por meio de um acordo temporário que vence no dia 20, no mesmo valor que estava previsto na antiga contratualização, ou seja, R$ 32,8 milhões por mês, além de quase R$ 2,5 milhões de parcerias privadas.

Diante desse impasse, ficou acordado que os serviços do hospital serão restritos a casos de emergência e que os pacientes serão atendidos apenas com a apresentação de uma oficialização emitida pelo Complexo Regulador Estadual (Core), medida que visa preservar os recursos para as emergências.

Ainda de acordo com Kanamura, para que a Santa Casa se adéque ao orçamento, sete áreas de alta complexidade e referência estadual serão priorizadas, como politraumatizados graves, neurocirurgia clínica e cirúrgica, ortopedia, cardiologia clínica e cirúrgica, cirurgia vascular e grandes queimados.

Os pacientes que não precisam de atendimento emergencial serão transferidos ou atendidos em outras unidades hospitalares da rede. Segundo apuração da reportagem, a tendência é de que essa medida se mantenha até as partes entrarem em um consenso no quesito financeiro do contrato, ou seja, por tempo indeterminado.

ARGUMENTO

Outro ponto importante que pesou na recusa da Santa Casa sobre a proposta apresentada pela Sesau e a SES foi o aumento significativo da meta de procedimentos que viriam a ser realizados com o novo contrato. Para se ter ideia, somente em ressonância magnética o aumento seria de 3.000%, passando de 20 exames por mês para 620 exames mensais.

Tomografia computadorizada (135,5%), consulta ortopédica (200%) e radiologia intervencionista (400%) também são exemplos de procedimentos que teriam que estar mais presentes no dia a dia do hospital, o que a nova direção chamou de “aumentos severos” na argumentação apresentada às secretarias na audiência.

Ao todo, as consultas especializadas passariam por um salto mensal de 3.308 para 7.335 consultas, variação de 121,34%, enquanto os exames ambulatoriais aumentariam de 1.309 para 5.889 por mês, o que representaria variação de 349,9%.

Por este motivo, a Santa Casa disse que a aceitação da proposta provocaria a “asfixia financeira imediata” do hospital, “gerando risco iminente de paralisação das atividades hospitalares e colapso no atendimento à Saúde do Estado”.

ATRASOS

Como reportado pelo Correio do Estado nesta semana, outro grande problema da Santa Casa neste ano tem sido os atrasos salariais aos médicos que trabalham nos moldes da Pessoa Jurídica (PJ), especialmente os anestesistas, com inadimplência que ultrapassam os quatro meses e R$ 2,3 milhões.

A situação chegou na mão da Justiça, que determinou que as empresas prestadoras de serviço de anestesia sigam por mais 45 dias corridos no hospital, contados a partir da decisão. Com isso, os anestesistas devem permanecer até o fim de novembro. Este assunto também foi tratado por Kanamura em coletiva de imprensa.

“Não é novidade que nós estamos num deficit financeiro e com vários fornecedores, equipes médicas em atraso. Esse atraso está gerando várias equipes solicitando a saída do corpo clínico. Nós temos hoje falta de OPM [Órteses, Próteses e Materiais Especiais] em várias áreas. Na área de hemodinâmica está faltando, algumas áreas ortopédicas e cirurgia vascular [também]. Isso nos impede de prestar o mínimo de atendimento adequado à população”, relatou.

A Justiça também fixou o mínimo de 14 anestesistas durante o período diurno e oito anestesistas durante o período noturno e nos fins de semana, “como parâmetro mínimo para assegurar a continuidade, a regularidade e a segurança da cobertura anestesiológica da instituição, sem prejuízo de eventual ampliação do quantitativo, caso demonstrada, tecnicamente, a necessidade assistencial”.

* Saiba 

Uma das missões do gestor provisório será reduzir em 20% a folha de pagamento do hospital, visando cortar gastos diante da crise financeira que a instituição enfrenta. Esse corte deverá atingir os funcionários que atuam no regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Pé-d'água

Campo Grande bate recorde de chuva para outubro

Acumulado em 15 dias chegou a 198,6 milímetros, o maior já registrado no mês, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia

16/10/2026 07h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Em pouco mais de cinco horas choveu 66 milímetros em Campo Grande, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com isso, a Capital chegou a um acumulado de 198,6 mm em apenas 15 dias, o maior volume já registrado na cidade para o período.

Conforme os dados do Inmet, que são registrados desde 2002, nos primeiros 15 dias de outubro nunca houve um acumulado maior que o deste ano. Até então, o ano mais chuvoso neste período foi 2011, quando foram 158,8 mm de precipitação.

O acumulado é 31,8% acima do que era esperado para todo o mês, que tem uma média história de 150,6 mm na Capital.

Ontem foi o dia mais chuvoso do mês até agora, com acumulado de 66 mm até as 18h, segundo o Inmet. Institutos que medem o acumulado em outras regiões da cidade afirmam que o valor é ainda maior.

De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), por exemplo, o acumulado de chuvas ontem chegou aos 74,2 mm no Rio Anhaduí, na região do Aero Rancho.

Já o meteorologista Natálio Abrahão, da Uniderp, afirma que o total de chuva foi de 137,9 mm na região do Bairro Carandá Bosque e do Shopping Campo Grande.

Todo esse acumulado resultou em diversas ruas alagadas e muito estrago.

IMPACTOS DA CHUVA

Entre os alagamentos estava a Avenida Rachid Neder, que é considerada um ponto crítico sempre que chove na Capital.

Na Av. Euler de Azevedo, próximo à Av. Rachid Neder, a água do córrego tomou a avenida ontem - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Na região, o Córrego Segredo transbordou e a avenida virou um rio, com a água invadindo um grande trecho da via.

Na região da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), próximo ao ginásio Moreninho e da Rotatória da Coca-Cola, o Córrego Bandeira transbordou, deixando parte da rua intransitável. O Bandeira é um dos córregos que formam e abastecem o Lago do Amor, que também transbordou ontem.

Considerado ponto crítico, o transbordamento do Lago do Amor causou alagamento na Avenida Filinto Muller. Alguns motoristas se arriscaram a passar pelo trecho, tiveram problemas e carros afogaram no meio da via.

Outro lago que transbordou foi o do Parque das Nações Indígenas. Na região, a Avenida Nelly Martins, conhecida como Via Park, ficou intransitável durante a tarde de ontem.

As Avenidas Gunter Hans e Guaicurus também registraram pontos de alagamento. Alguns carros chegaram a ficar ilhados.

Na Avenida Ernesto Geisel, o Córrego Segredo e o Rio Anhanduí subiram muito o nível, mas não chegaram a transbordar até a tarde de ontem.

Relatos feitos nas redes sociais mostraram ainda que houve alagamento em trechos da Avenida Calógeras, ruas dos Bairros Jardim Centro Oeste, Caiobá, Jardim Canguru, Los Angeles, Aero Rancho, entre outros diversos pontos da Capital.

O temporal já estava previsto para Campo Grande, conforme divulgado pela Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil Municipal, que emitiu um alerta na quarta-feira para possibilidade de chuvas fortes, associadas a ventos intensos e granizo. 

PREVISÃO 

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), ainda há previsão de chuvas para hoje, em decorrência da atuação de uma frente fria, associada à formação de um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico.

As chances de chuva são maiores nas regiões norte, nordeste e leste do Estado, onde podem ocorrer chuvas mais intensas com acumulados significativos, além de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento pontuais.

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