Cidades

SITUAÇÃO PRECÁRIA

Obra que promete fim aos alagamentos na Av. Guaicurus custará quase R$ 4 milhões

Prefeitura publicou contrato para serviço de drenagem e pavimentação da Rua dos Gonçalves e, agora, aguarda liberação de verba da Agesul para iniciar os trabalhos

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Para dar fim aos alagamentos que acontecem na Avenida Guaicurus, devido às fortes chuvas, uma obra que prevê drenagem e pavimentação da Rua dos Gonçalves (com quase 1,5 km de extensão) já tem contrato assinado desde o primeiro mês deste ano, e custará um montante de quase R$ 4 milhões. 

Importante ressaltar que, justamente o transbordamento do Córrego Bálsamo na região, é um dos motivos dos constantes alagamentos que acontecem na avenida, já que a passagem de água que desemboca ali, não possui a vazão necessária.

Veio a público hoje (02) o extrato do contrato - celebrado dia 27 de janeiro de 2023 -, através da publicação no Diário Oficial de Campo Grande, que mostra um valor global de R$ 3.998.050,77.  (três milhões, novecentos e noventa e oito mil, cinquenta reais e setenta e sete centavos).

Conforme o Executivo Municipal, a obra de pavimentação e drenagem da Rua dos Gonçalves aguarda o repasse de verba da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para dar início aos trabalhos. 

Ainda, a Prefeitura de Campo Grande faz questão de ressaltar que "essa obra vai solucionar parte do alagamento que acontece [no fim do trecho que ladeia Cemitério Popular Park Monte das Oliveiras], cruzamento da Rua dos Gonçalves com a Guaicurus". 

Pelo edital, vencido pela Equipe Engenharia Ltda., espera-se: 

  • Execução de pavimento com aplicação de concreto asfáltico; 
  • Fornecimento e assentamento de tubos de concreto de diâmetro maior ou igual a 600mm
  • Transporte com caminhão basculante

Ainda, o documento esclarece que - recebida a Ordem de Serviço - a empresa tem 5 dias para começar os serviços que, por sua vez, tem 180 dias de prazo total, aproximadamente cerca de seis meses.

Longa espera

Moradora da região, Jucilene Silva, de 45 anos, expõe a necessidade de pavimentação do trecho, dizendo que essa é uma rua facilitará grandemente os acessos da população local. 

"Porém, no momento, está sem condições de transitar; buracos; mato e infelizmente estão fazendo grandes depósitos de descarte", comenta. 

Ela lembra ainda de um ponto que não pode passar desapercebido, que é justamente a necessidade da iluminação também no espaço. 

"Posso citar que a essa rua sendo asfaltada será um benefício para todos, sendo visto que, iluminação, limpeza e pavimentação também é segurança e saúde", diz. 

Jucilene complementa que, com o documento assinado, é possível encaminhar a licitação como uma resposta concreta para a comunidade, que tão ansiosos pela realização da obra. 

R.dos Gonçalves deveria ladear cemitério até a Guaicurus. Foto: M.V

Milton Bento dos Santos, morador na rua dos Gonçalves há quase uma década, é dono da RB Radiadores, oficina localizada justamente na esquina onde inicia o terreno do cemitério. 

"Era para esse mês estarem entregando a obra [tendo em vista o prazo e quando foi assinado o contrato]. E desde então, nem patrola não passou aqui, quanto mais o asfalto", revela. 

Passado um semestre inteiro, Milton fala que os buracos só estão aumentando, sendo que a situação só não está pior, porque os próprios moradores ajudam cobrindo as crateras que surgem com as chuvas. 

"Eles jogam entulho de construção, e a chuva desce forte, vai parando tudo aqui [entrada de sua oficina]. Na última chuva forte, a água entrou tudo aqui e já subiu entorno de 70 centímetros depois disso", explica ele, devido ao acúmulo de entulhos no local. 

Conforme o morador, a própria prefeitura ergueu morros de terra na esquina do cemitério, com a intenção de desviar as águas das chuvas, sendo que o acúmulo já "engoliu" a altura do muro pela metade. 

"Ela saía lá na Guaicurus, a prefeitura que fechou aí e ficou pior. Fecharam justamente porque, toda vez que chovia, levava um monte de terra e aterro lá na Guaicurus, sendo necessário o emprego de uns seis caminhões para retirar", conta. 

Ele frisa que a obra foi paliativa, com a intenção de "amenizar" a falta de uma obra de drenagem.

"Até agora disseram que era por causa da chuva. A água desce do Pioneiros e acumula aqui. Espero que esse mês comecem a mexer", conclui. 

 

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aero rancho

Estrutura de supermercado desaba e duas pessoas morrem em Campo Grande

Unidade está em construção e estrutura de concreto e ferro caiu no Aero Rancho; outras duas pessoas ficaram feridas

04/09/2026 15h32

Estrutura de mercado em construção desabou sobre funcionários da obra

Estrutura de mercado em construção desabou sobre funcionários da obra Foto: Paulo Ribas

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Duas pessoas morreram após o desabamento de uma estrutura de um supermercado que está em construção na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho, em Campo Grande.

No local, está em construção uma nova unidade do Supermercado Mister Júnior.

De acordo com informações apuradas pelo Correio do Estado, a estrutura metálica caiu em cadeia, como se fosse um efeito dominó, e funcionários de uma empresa terceirizada que trabalhavam na obra foram atingidos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que duas pessoas já estavam em óbito. As vítimas não foram identificadas, mas se tratam de dois homens.

Outras dois homens, também não identificados, ficaram feridos e foram encaminhados para a Santa Casa de Campo Grande. Um deles teve uma fratura no fêmur.

"Nossa viatura avançada foi a primeira chegar e acabamos nos deparando com toda a estrutura da obra ao solo. Encontramos quatro homens, dois em óbito no local, e as outras duas vítimas estão estáveis, mas potencialmente graves", disse o tenente Luiz Jacques, do Corpo de Bombeiros.

O tenente disse ainda que o resgate foi feito com todo o cuidado e equipamentos necessários para deixar o local "o mais breve possível", tendo em vista que ainda há risco de desabamento.

"A área vai ser totalmente isolada, a Polícia Civil vai fazer uma perícia para a conclusão dos trabalhos deles, mas há sim risco de novo desabamento", acrescentou.

Uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) esteve no local, mas não deu declarações a imprensa.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as documentações e liberações para as obras, inicialmente, estão corretas, mas serão analisadas por peritos.

Não há informações sobre as circunstâncias que causaram o desabamento. O caso será investigado pela Policia Civil.

Parceria Público-Privada

MS garante empréstimo de US$ 80 milhões para Hospital Regional

Operação com o BID terá garantia da União e será usada parcialmente no projeto de parceria com empresa privada

04/09/2026 15h15

 Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu autorização para contratar um empréstimo de US$ 80 milhões, cerca de R$ 415 milhões, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será destinado parcialmente ao projeto de parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

A autorização para a garantia da União foi publicada nesta sexta-feira (4) no Diário Oficial da União, em despacho do Ministério da Fazenda. O documento trata da operação de crédito externo entre o Estado e o BID e estabelece que a garantia federal fica “condicionada à prévia formalização do contrato de contragarantia entre a União e o Ente”.

No despacho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, autoriza a garantia para a operação de “US$ 80.000.000,00 (oitenta milhões de dólares dos Estados Unidos da América), de principal”. Segundo o documento, os recursos serão usados para “financiar, parcialmente, o Projeto ‘Parceria Público-Privada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul’”.

A operação foi autorizada após manifestações favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A PPP prevê a participação de uma empresa privada na estrutura e nos serviços de apoio do Hospital Regional, incluindo obras, manutenção e investimentos. O hospital, no entanto, continua público e com atendimento gratuito pelo SUS, enquanto o Estado permanece responsável pela assistência aos pacientes.

Histórico da PPP

A proposta começou a ganhar forma em 2024, quando o Governo de Mato Grosso do Sul passou a estudar a participação da iniciativa privada na administração dos hospitais estaduais. Para o Hospital Regional, a ideia era entregar à empresa privada os serviços de apoio, enquanto o Estado manteria a gestão da assistência médica.

Em junho de 2025, o governo apresentou o projeto aos deputados estaduais. O modelo escolhido foi o chamado “bata cinza”, que inclui serviços como limpeza, segurança, lavanderia, alimentação, manutenção e recepção, sem transferir à empresa privada a assistência médica. Na época, o projeto previa ampliar o hospital de 362 para 577 leitos e elevar a área construída de 37 mil para 71 mil metros quadrados.

O projeto avançou para o leilão em dezembro de 2025. Cinco grupos participaram da disputa, vencida pela Construcap, que apresentou proposta de R$ 15,9 milhões mensais, com desconto de 22% sobre o valor de referência.

Em janeiro de 2026, a contratação foi homologada e, em maio, o Estado assinou o contrato de concessão com a Inova Saúde, subsidiária da Construcap. O acordo tem duração de 30 anos e prevê obras, modernização da estrutura e administração dos serviços não assistenciais. A previsão é de que a empresa assuma gradualmente os serviços, com início da operação previsto para janeiro de 2027.

 

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