Cidades

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Onça invade quintal e é capturada em Corumbá

Onça invade quintal e é capturada em Corumbá

Redação

17/05/2009 - 22h55
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        Sílvio Andrade

Um filhote de onça parda macho mobilizou os órgãos ambientais, a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e até o Ministério público numa operação de resgate do animal, que ficou mais de 15 horas no alto de uma árvore Sete Copas, no bairro Aeroporto. Centenas de pessoas acompanharam a ação de risco, nesta tarde, que foi um sucesso e preservou o animal.

O felino entrou no quintal de uma residência, situada entre as ruas Gonçalves Dias e Joaquim Wenceslau de Barros. Quando o morador, identificado como Nelson, foi ao banheiro, fora da casa, às 23h de sábado, deu de cara com o animal sob uma caixa de água no chão. Recuperado do susto, chamou os bombeiros. Acuada, a onça subiu na árvore.

Segundo os moradores, o animal, de aproximadamente dois anos e pesando 45 quilos, já rondava a região nos últimos três dias e estava matando galinhas para se alimentar. Ontem, ela resistiu a fome e sede no topo da árvore, a cerca de dez metros de altura, assustada com a presença de muitas pessoas atraídas pela novidade.

O resgate foi difícil e arriscado: o animal, estressado, poderia descer e atacar as pessoas, causando um tumulto generalizado. As pessoas não respeitavam a área de isolamento e a polícia. O Ministério Público entrou no caso pedindo muita cautela e uma ação planejada para não colocar em risco a vida do filhote. Foi uma operação de muita adrenalina.

Dardo certeiro

O pesquisador Walfrido Tomás, da Embrapa Pantanal, especialista em fauna silvestre, estava em Campo Grande e retornou de avião para coordenar o resgate. Experiente em captura de onça e integrante do Projeto Onça Pantaneira, João Batista Elias Silva, 47, foi trazido da fazenda São Bento, situada na Estrada-Parque, para atirar o dardo com anestésico.

"Onça parda é menos perigosa que a pintada. Se ela descer (da árvore), vai fugir. Se é a pintada, ela ataca o primeiro cachorro ou pessoa que estiver na sua frente", conta João Batista, que trabalha na captura de onça há dez anos. "Já ajudei a pegar umas 30 onças", conta. Antes de atirar o dardo na paleta da parda, ele confessou: "tô emocionado".

        Com a ajuda de uma escada, João Batista se aproximou da onça e a cerca de uma distância de oito metros disparou o dardo de um rifle do Ibama. O animal pulou de galho e minutos depois, sob efeito do medicamento, foi empurrada pelos bombeiros, caindo numa rede próximo ao solo. Depois de medicada na Embrapa Pantanal, foi solta no início da noite no Pantanal.

Trabalho escravo

MPT resgata 12 trabalhadores no Pantanal e garante indenização de R$ 1,9 milhão

Os trabalhadores foram resgatados em propriedades rurais de Aquidauana e Corumbá, em situações análogas à escravidão

11/03/2026 16h30

Trabalhadores foram indenizados e devidamente formalizados

Trabalhadores foram indenizados e devidamente formalizados Divulgação/MPT

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O Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT/MS) por meio de força-tarefa ao combate escravo resgatou 12 trabalhadores em propriedades rurais localizadas nos municípios de Aquidauana e Corumbá, na região do Pantanal e assegurou indenização de pouco mais de R$ 1,9 milhão às vítimas. 

No dia 2 de março, a ação coordenada pela Auditoria Fiscal do Trabalho realizou o resgate de três trabalhadores em uma propriedade rural em Aquidauana.

Dois deles eram idosos e realizam atividades em uma carvoaria e em uma fazenda de pecuária. Neste último local, realizavam tarefas como combate a pragas, construção e manutenção de cercas. 

Uma das vítimas relatou trabalhar na propriedade há cerca de 35 anos e nunca ter o vínculo trabalhista formalizado, assim como os demais trabalhadores. O pagamento era feito por diária, no valor de R$ 120. 

Dois trabalhadores estavam instalados em um cômodo atrelado à sede da fazenda, com camas improvisadas de madeira, ao lado de um depósito de sal usado na alimentação do gado.

O outro resgatado pernoitava em um barraco de lona distante da sede, no meio do mato, sem acesso à água potável ou sanitários. 

No dia seguinte (3), nove trabalhadores foram encontrados em situação degradante em uma propriedade rural localizada em Corumbá. Eles teriam sido contratados em Miranda para aplicar agrotóxicos na retirada de plantas daninhas no pasto. 

O grupo foi levado de ônibus até a fazenda e realizava as atividades de roçada e aplicação do produto sem o uso de qualquer equipamento de proteção ou seguindo as normas de segurança e saúde no trabalho. 

Os trabalhadores estavam alojados em um barraco improvisado com lona, dormindo diretamente no chão de terra. Eles relataram fazer suas necessidades fisiológicas diretamente no mato, já que não havia instalações sanitárias no local. Um deles chegou a dizer já ter encontrado uma jararaca embaixo do lençol em sua cama. 

Também não havia estrutura adequada para higiene ou alimentação e a água consumida vinha de um poço artesiano. 

Acordos

Após colher os depoimentos dos trabalhadores resgatados e constatar as infrações cometidas, o procurador do trabalho, o MPT deu andamento nas audiências para tentar um acordo extrajudicial com os empregadores e os trabalhadores. 

No caso da propriedade localizada em Aquidauana, foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com uma série de obrigações visando inibir novas irregularidades e o pagamento de R$ 194 mil aos três trabalhadores resgatados. 

O valor assinado foi calculado com base na remuneração de cada um e correspondente a 20 vezes o salário acordado com o empregador, a fim de reparar financeiramente os trabalhadores pelos serviços prestados e pelos danos morais sofridos. 

Também foi fixada uma indenização por dano moral coletivo, que será revertida em prol da sociedade. 

Entre as obrigações, o proprietário deve adequar a fazenda com equipamentos para prestação de primeiros socorros, instalações sanitárias, disponibilização de água potável e fresca, além de um local apropriado para refeição e descanso. 

Além disso, ele também assume o compromisso de registrar retroativamente os trabalhadores resgatados e providenciar toda a documentação rescisória, recolher o FGTS incidente sobre os valores retroativos e o pagamento de multa rescisória de 40% no prazo máximo de 60 dias. 

No caso da propriedade rural em Corumbá, o TAC firmado estabelece medidas semelhantes. O acordo determina o pagamento de R$ 1,2 milhão aos nove trabalhadores resgatados, valor correspondente a 20 vezes o salário de cada um, calculado com base na remuneração ajustada. 

Também fica definido a obrigação do proprietário da sede de regularização das relações de trabalho e adequação das condições laborais às normas de saúde e segurança do trabalho, assim como na situação de Aquidauana. 

Em caso de descumprimento, as multas aplicadas serão destinadas a campanhas educativas e preventivas na área trabalhista ou revertidas em benefícios à sociedade, conforme definição pelo MPT. 
 

EM CAMPO GRANDE

Chefão de facção criminosa tem Porsche avaliado em R$ 1 milhão apreendido

Criminoso está foragido desde 2023 e investigação constatou que ele usa documento falso para continuar movimentando recursos provenientes do crime

11/03/2026 16h00

Porsche Panarama foi apreendido em Campo Grande

Porsche Panarama foi apreendido em Campo Grande Foto: Divulgação / Polícia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio do Departamento Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul,  apreendeu um Porsche Panamera de um dos chegões de uma facção criminosa, conhecido como Vovozona, em Campo Grande.

De acordo com a Polícia Civil, o Porsche, avaliado em aproximadamente R4 1 milhão, era alvo de medida de sequestro de expedido pela Justiça, dentro das investigações da Operação Imperium, deflagrada em fevereiro em Cuiabá.

A operação teve como foco o núcleo financeiro da facção criminosa, responsável pela movimentação e ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

O veículo apreendido estava em nome da esposa de “Vovozona”. Ela é apontada como integrante do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da facção criminosa. 

O automóvel foi localizado após trabalho conjunto entre as polícias de ambos os estados.

Vovozona é considerado um criminoso de alta periculosidade e apontado como liderança da facção criminosa em Rondonópolis e região. 

Ele está foragido desde 14 de julho de 2023, quando fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT). Na ocasião, ele e outro reeducando tiveram a saída autorizada da penitenciária, supostamente para realizar serviço extramuros e não retornaram à penitenciária.

Após a fuga, a investigação constatou que o foragido, sua esposa e pessoas sob sua influência direta faziam uso de diversos documentos falsos para abertura de contas bancárias e empresas de fachada, com o objetivo de movimentar dinheiro oriundo do crime e adquirir bens móveis e imóveis, para uso pessoal e demonstração de riqueza. 

Operação Imperium

Deflagrada no último dia 10 de fevereiro, a Operação Imperium teve como objetivo desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação na região sul de Mato Grosso, responsável pela gestão e movimentação de recursos provenientes do crime.

Durante a operação foram cumpridos diversos mandados judiciais, entre prisões, buscas e sequestro de bens, com foco em atingir a estrutura patrimonial utilizada para sustentar e fortalecer a atuação da organização criminosa.

As investigações demonstraram que empresas situadas em Rondonópolis, área de maior influência e atuação do faccionado, eram registradas com o seu nome falso e em nome de pessoa diretamente ligada a ele.

No esquema de lavagem, as empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reintroduziam em circulação, para compra de veículos, imóveis e repasses dos lucros aos membros da facção. 

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