Cidades

CORUMBÁ

Onça-pintada agora ataca em unidades de conservação

Onça-pintada agora ataca em unidades de conservação

SÍLVIO ANDRADE/CORUMBÁ

02/08/2011 - 00h05
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O ataque de onça-pintada ao homem e ao gado do Pantanal, cada vez mais freqüente, tem sido atribuído às alterações do seu habitat e redução de animais silvestres de sua dieta alimentar. O comportamento do felino, no entanto, não tem sido diferente em áreas ambientalmente equilibradas, como em unidades de conservação, onde está matando animais domésticos, dentre eles o cavalo.

Na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Acurizal, da Fundação Ecotrópica, do rebanho de 25 cavalos pantaneiros restam apenas quatro animais e um deles foi atacado de madrugada na semana passada, salvando-se por intervenção de um empregado, que espantou o predador com rojões. Outras propriedades da região também atribuem a morte de eqüinos às onças.

Na Acurizal, situada entre o Parque Nacional do Pantanal e a Serra do Amolar, ao norte de Corumbá, o predador está atacando os animais em campo limpo, próximo à sede. Pelo menos dois cavalos foram mortos enquanto pastavam na cabeceira da pista de pouso. A onça foi identificada: um macho de 100 quilos, já capturada em armadilha por pesquisadores para colocação de coleira de monitoramento.

Em junho, quatro cavalos foram mortos na reserva e o sobrevivente, de nome Conhaque, um reprodutor de sete anos, foi seriamente ferido, com mordidas na cabeça e cortes profundos pelo corpo causados pelas garras do felino. Segundo o veterinário Ronaldo Morato, do Centro Nacional de Pesquisa para Conservação de Predadores Naturais, a onça pode matar um cavalo com uma única dentada.

 Como evitar?

O Correio do Estado não conseguiu depoimentos de técnicos de órgãos de pesquisas estaduais sobre essa ocorrência, mas o biólogo Peter Crawshaw, maior estudioso brasileiro da espécie, deu seu parecer: como predador oportunista, a onça se habitua a predar animais domésticos e, enquanto estes estiverem disponíveis, ela volta ao local, sempre que sentir fome.

"No caso de Acurizal – diz Crawshaw -, a fauna nativa é protegida, não havendo caça por pessoas na reserva, mas, por algum motivo – talvez até simplesmente a facilidade para a captura dos cavalo na pista – uma ou outra onças se habituaram a predar esses animais". Para conter os ataques, ele sugere desencorajar a onça, tornando a captura mais difícil com cerca elétrica, luzes, pastoreio noturno.

RIOS EM ALERTA

Chuvas elevam rios de MS e Miranda fica a 24 cm do nível de emergência

Levantamento do Imasul mostra aumento no nível de rios do Estado; Rio Miranda subiu 81 centímetros em dois dias e já ultrapassou a cota de alerta.

14/10/2026 18h01

Vista aérea do Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul; nível das águas subiu 81 centímetros em dois dias e está a apenas 24 centímetros da cota de emergência.

Vista aérea do Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul; nível das águas subiu 81 centímetros em dois dias e está a apenas 24 centímetros da cota de emergência. Foto: Álvaro Rezende/Governo de MS.

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O nível do Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul, subiu 81 centímetros em apenas dois dias e está a somente 24 centímetros de atingir a cota de emergência. A situação é um dos principais pontos de atenção do monitoramento realizado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), conforme boletim divulgado às 15h desta quarta-feira (14), em meio ao período de chuvas intensas que atinge diferentes regiões do Estado.

De acordo com o levantamento elaborado pela Sala de Situação do Imasul, o Rio Miranda alcançou 6,76 metros na medição realizada às 7h desta quarta-feira, ultrapassando em 76 centímetros a cota de alerta, estabelecida em 6 metros. O nível considerado de emergência é de 7 metros.

A elevação foi registrada de maneira consecutiva. Na segunda-feira (12), o rio estava em 5,95 metros, passando para 6,49 metros na terça-feira (13) e chegando aos atuais 6,76 metros. Somente nas últimas 24 horas, a alta foi de 27 centímetros.

O avanço das águas chama a atenção pela proximidade com o nível considerado crítico. Apesar disso, o boletim não informa a ocorrência de transbordamentos, famílias desalojadas ou danos provocados pela elevação do rio.

O monitoramento ocorre em um momento de instabilidade no tempo em Mato Grosso do Sul, com previsão de novas tempestades, rajadas de vento e possibilidade de acumulados superiores a 50 milímetros de chuva em 24 horas em determinadas localidades.

A preocupação das autoridades está relacionada à possibilidade de novas alterações nos níveis dos rios, especialmente nos pontos que já ultrapassaram ou se aproximam dos limites de alerta.

Rio Dourados também sobe e se aproxima da cota de alerta

Além do Rio Miranda, outros rios de Mato Grosso do Sul também registraram aumento no nível das águas nos últimos dias. Um deles é o Rio Dourados, que atingiu 2,85 metros nesta quarta-feira (14), ficando a apenas 25 centímetros da cota de alerta, estabelecida em 3,10 metros.

Vista aérea do Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul; nível das águas subiu 81 centímetros em dois dias e está a apenas 24 centímetros da cota de emergência.
Rio Dourados registra elevação no nível das águas e chega a 25 centímetros da cota de alerta, conforme monitoramento do Imasul nesta quarta-feira (14). Foto: Reprodução Rede Social.

O comportamento das águas apresentou oscilações ao longo da semana. Na segunda-feira, o nível estava em 2,68 metros, recuando para 2,55 metros na terça-feira. Entretanto, na medição desta quarta-feira, houve uma recuperação de 30 centímetros em relação ao dia anterior.

Apesar do crescimento, o rio permanece abaixo do limite de alerta e distante da cota de emergência, fixada em 4 metros.

Situação semelhante foi observada no Rio Pardo, na estação de Fazenda Buriti. O nível passou de 4,45 metros na segunda-feira para 4,53 metros na terça e alcançou 4,61 metros nesta quarta-feira, representando um aumento de 16 centímetros em dois dias.

A medição mais recente permanece 69 centímetros abaixo da cota de alerta, estabelecida em 5,30 metros. O limite de emergência da estação é de 6,30 metros.

No Rio Piquiri, a estação de São José do Piquiri apresentou crescimento mais discreto, passando de 1,85 para 1,89 metro no mesmo período.

Mesmo com a elevação, o nível continua próximo da média histórica de outubro, calculada em 1,95 metro, e distante das cotas de alerta e emergência, estabelecidas em 5,20 e 5,80 metros, respectivamente.

Na estação de Pousada Taquari, também localizada no Rio Piquiri, as medições avançaram de 2,35 para 2,39 metros entre segunda e quarta-feira.

O resultado permanece abaixo da média histórica de outubro, de 2,75 metros. O Imasul também identificou que a média móvel do nível nessa estação está fora dos padrões considerados normais para o período.

Rio Paraguai registra elevação em três pontos do Pantanal

Na região do Pantanal, o Rio Paraguai também apresentou aumento no nível das águas nas três estações acompanhadas pelo boletim. Apesar disso, nenhuma delas atingiu as respectivas cotas de alerta.

Em Ladário, o rio alcançou 1,27 metro nesta quarta-feira, depois de permanecer em 1,25 metro nos dois dias anteriores. O nível segue distante do limite de alerta, estabelecido em 4,50 metros, e da cota de emergência, de 4,60 metros.

Na estação de Porto Esperança, o crescimento foi gradual. A medição passou de 60 centímetros na segunda-feira para 62 centímetros na terça e chegou a 65 centímetros nesta quarta-feira.

Nesse ponto, a cota de alerta é de 5 metros, enquanto o nível de emergência está estabelecido em 5,60 metros.

Já em Porto Murtinho, o Rio Paraguai atingiu 2,83 metros, após registrar 2,82 metros nos dois dias anteriores. A estação tem limite de alerta de 6,40 metros e cota de emergência de 7 metros.

Os dados de Porto Murtinho são obtidos por meio das informações disponibilizadas pela Marinha do Brasil.

Embora os três pontos apresentem tendência de elevação, as medições permanecem significativamente abaixo dos limites utilizados para identificar possíveis situações de risco.

O acompanhamento é importante porque o comportamento do Rio Paraguai varia ao longo de seu percurso e pode apresentar diferenças entre as localidades monitoradas, especialmente em razão das características do Pantanal.

Chuva acumulada ultrapassa 80 milímetros em áreas monitoradas

Além dos níveis dos rios, o boletim divulgado pelo Imasul apresenta informações sobre os volumes de chuva registrados em estações distribuídas pelo Estado.

Em Ladário, no Pantanal, foram contabilizados 80,2 milímetros de chuva nos últimos sete dias. Desse total, 34,4 milímetros ocorreram nas últimas 96 horas e 9 milímetros nas 24 horas anteriores à medição.

Na estação de Palmeiras, no Rio Aquidauana, o acumulado semanal chegou a 71,6 milímetros. Somente nas últimas 24 horas, foram registrados 21,6 milímetros.

Já em São Francisco, no Rio Paraguai, o volume acumulado alcançou 60,4 milímetros em sete dias, sendo 37,2 milímetros registrados nas últimas 96 horas.

Em Miranda, apesar da elevação expressiva do rio, a estação meteorológica registrou apenas 9,8 milímetros de chuva nos últimos sete dias, dos quais 0,4 milímetro ocorreu nas últimas 24 horas.

A diferença entre os volumes registrados e o comportamento dos rios mostra a importância de considerar não apenas as chuvas locais, mas também as condições das áreas que contribuem para a formação e a elevação dos cursos d'água.

Isso ocorre porque a água que chega a determinado trecho de um rio pode ter origem em precipitações registradas em outras localidades de sua bacia hidrográfica.

Rio Apa

Em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, o volume de água acumulado durante a madrugada e a manhã de terça-feira provocou a elevação do Rio Apa, comprometendo a ponte localizada no Assentamento Boa Vista.

Vista aérea do Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul; nível das águas subiu 81 centímetros em dois dias e está a apenas 24 centímetros da cota de emergência.

Ponte do Assentamento Boa Vista, em Ponta Porã, sofre danos após a elevação do nível do Rio Apa e é interditada pela Prefeitura. Foto: Reprodução.

 

Diante dos danos identificados na estrutura, a Prefeitura determinou a interrupção da passagem de veículos e pedestres como medida preventiva.

Servidores da Secretaria Municipal de Obras estiveram no local para avaliar as condições e impedir a circulação até que haja segurança para a utilização da ponte.

A situação permanece sob acompanhamento das autoridades municipais, principalmente porque as chuvas voltaram a atingir a região durante a madrugada, após um período de redução das precipitações.

Previsão de novas tempestades mantém monitoramento

A possibilidade de continuidade das chuvas nos próximos dias mantém a atenção sobre o comportamento dos rios de Mato Grosso do Sul.

Segundo as informações meteorológicas apresentadas pelo Imasul, algumas localidades podem registrar acumulados superiores a 50 milímetros em um intervalo de 24 horas, acompanhados de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

Esse cenário exige acompanhamento principalmente nos pontos que já apresentam níveis elevados, como o Rio Miranda, e naqueles que se aproximam dos limites de alerta.

Atualmente, a rede estadual reúne 14 estações de monitoramento distribuídas pelas bacias dos rios Paraguai e Paraná. Os dados são obtidos pelo Sistema Hidro, mantido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), e permitem verificar diariamente as mudanças nos níveis.

As medições também são comparadas com os limites de alerta e emergência estabelecidos para cada estação, que variam conforme as características dos locais monitorados.

No Rio Aporé, em Cassilândia, a estação está em processo de desativação e não apresentou atualização nesta quarta-feira. Para esse ponto, as cotas de referência são de 1,50 metro para alerta e 2 metros para emergência.

O acompanhamento realizado pela Sala de Situação do Imasul permite identificar antecipadamente mudanças que merecem atenção, especialmente diante da previsão de novos episódios de chuva intensa.

No caso do Rio Miranda, a próxima medição será particularmente importante para verificar se a tendência de elevação continuará e se o nível das águas poderá se aproximar ainda mais da cota de emergência.

Nem todos os rios estão subindo: Taquari e Aquidauana registram queda

Enquanto parte dos rios de Mato Grosso do Sul apresenta elevação, outros seguem em movimento contrário.

É o caso do Rio Taquari, em Coxim, que registrou queda de 21 centímetros entre segunda e quarta-feira.

No primeiro dia do levantamento, o nível estava em 4,11 metros, acima da cota de alerta, estabelecida em 4 metros. Na terça-feira, a medição caiu para exatamente 4 metros e, nesta quarta-feira, recuou novamente, chegando a 3,90 metros.

Com isso, o rio passou a ficar 10 centímetros abaixo do limite de alerta e 1,10 metro distante da cota de emergência, fixada em 5 metros.

A redução também foi observada no Rio Aquidauana, na estação localizada no distrito de Palmeiras.

Nesse ponto, o nível caiu de 3,28 metros na segunda-feira para 2,84 metros na terça e 2,77 metros nesta quarta-feira. A diferença representa uma diminuição de 51 centímetros em dois dias.

A estação possui cota de alerta de 4,50 metros e de emergência de 6,50 metros, permanecendo abaixo dos dois limites.

As diferenças entre os rios mostram que o comportamento das águas não é uniforme em Mato Grosso do Sul, mesmo durante períodos de instabilidade climática.

TEMPESTADES

Após estragos em MS, Campo Grande pode ter temporal com ventos de 100 km/h

Chuvas já provocaram casas destelhadas, lavouras alagadas e ponte interditada no interior; Inmet prevê até 100 mm de chuva e granizo.

14/10/2026 17h33

Nuvens carregadas tomam conta do céu de Campo Grande, que está sob alerta para tempestades com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo.

Nuvens carregadas tomam conta do céu de Campo Grande, que está sob alerta para tempestades com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo. Foto:Paulo Ribas/Correio do Estado

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Campo Grande permanece em alerta laranja para tempestades, com previsão de chuvas que podem atingir 100 milímetros em um único dia, rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora e possibilidade de queda de granizo.

O aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), reforçado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil nesta quarta-feira (14), mantém a Capital sob risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica até quinta-feira (15).

A preocupação não se limita à Capital. Mato Grosso do Sul enfrenta uma sequência de dias de instabilidade, que já provocou estragos em diferentes regiões do Estado.

Em Três Lagoas, o acumulado de chuva ultrapassou a média histórica de outubro, enquanto municípios do sul sul-mato-grossense registraram casas destelhadas, quedas de árvores, prejuízos em lavouras e até a interdição de uma ponte após a elevação do nível de um rio.

Conforme o Inmet, o alerta laranja indica perigo e prevê chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao longo de um dia.

Os temporais podem ser acompanhados por ventos entre 60 e 100 km/h, descargas elétricas e granizo, aumentando o risco de danos a imóveis, estruturas urbanas e plantações.

O alerta laranja representa uma situação de perigo, sendo o segundo nível mais grave na escala de avisos meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), atrás apenas do alerta vermelho.

Nessa classificação, são previstas chuvas intensas, entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros em um único dia, acompanhadas de ventos que podem atingir 100 km/h e queda de granizo.

Essas condições aumentam o risco de alagamentos, quedas de árvores, danos em imóveis e plantações, além de interrupções no fornecimento de energia elétrica.

O alerta divulgado nesta quarta-feira abrange Campo Grande e outros 53 municípios sul-mato-grossenses, incluindo Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã. Outras 25 cidades, entre elas Corumbá, estão sob alerta amarelo, que representa perigo potencial e prevê chuvas de menor intensidade.

A Defesa Civil de Campo Grande divulgou um novo comunicado com vigência das 23h01 desta quarta-feira até as 22h59 de quinta-feira (15).

Embora a publicação municipal classifique o novo aviso como amarelo, os volumes informados correspondem aos parâmetros do alerta laranja. A atualização meteorológica do Inmet também mantém aviso laranja para a Capital na quinta-feira.

Diante desse cenário, a orientação é que os moradores evitem áreas sujeitas a alagamentos, permaneçam atentos às condições das vias e não procurem abrigo debaixo de árvores durante tempestades.

Tempestades devem continuar e temperaturas podem cair

A previsão indica que Mato Grosso do Sul continuará enfrentando tempo instável nos próximos dias, com possibilidade de novas tempestades.

A combinação de umidade elevada e condições favoráveis à formação de nuvens carregadas mantém o risco de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas e ventos fortes.

Em Campo Grande, a quinta-feira (15) deve ser marcada por céu predominantemente nublado e possibilidade de tempestades, com temperaturas próximas de 17°C na mínima e 23°C na máxima.

Para sexta-feira (16), a tendência é de temperaturas ainda mais amenas, com possibilidade de chuva em determinados períodos do dia. A previsão aponta mínima próxima de 15°C e máxima de 21°C.

O cenário favorece mudanças nas temperaturas e na distribuição das chuvas, embora a intensidade das precipitações possa variar significativamente entre os municípios de Mato Grosso do Sul.

Veja a previsão de chuva para cinco regiões de MS

Os alertas emitidos pelo Inmet nesta quarta-feira apresentam diferentes níveis de risco para municípios sul-mato-grossenses.

Os volumes informados correspondem às faixas previstas nos avisos meteorológicos e não representam necessariamente a quantidade de chuva que será registrada em cada cidade.

Campo Grande: permanece sob alerta laranja, com possibilidade de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao longo de um dia. Há risco de ventos fortes, granizo, alagamentos e quedas de árvores.

Dourados: está sob alerta laranja nesta quarta-feira, com possibilidade de precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros em um dia, acompanhadas por rajadas de vento e eventual queda de granizo.

Três Lagoas: também integra a relação de municípios em alerta laranja, com previsão de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia. A região leste do Estado permanece sujeita à formação de tempestades.

Ponta Porã: integra a área de alerta laranja, com previsão de chuvas que podem alcançar 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros ao longo do dia. A região de fronteira também está sujeita a rajadas intensas de vento.

Corumbá: diferentemente dos outros municípios, está sob alerta amarelo nesta quarta-feira. A previsão correspondente indica chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros em um dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de granizo.

As condições podem mudar rapidamente, principalmente durante a primavera, período marcado por variações de temperatura e formação de tempestades localizadas.

Temporal com granizo provoca estragos em Três Lagoas

Os efeitos do período chuvoso já foram sentidos em Três Lagoas, na região leste de Mato Grosso do Sul. Na tarde de terça-feira (13), uma forte tempestade, acompanhada de granizo e rajadas de vento, atingiu o município e provocou danos em estruturas.

Entre os locais afetados está o Centro Poliesportivo Professor Eduardo Antônio Milanez, nas proximidades da Lagoa Maior. A força do temporal arrancou chapas de zinco da cobertura da quadra de futsal, deixando parte da estrutura danificada.

Nuvens carregadas tomam conta do céu de Campo Grande, que está sob alerta para tempestades com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo.Temporal com chuva intensa e fortes rajadas de vento provoca danos e arranca estruturas metálicas em Três Lagoas, na região leste de Mato Grosso do Sul. Foto: Reprodução Intagran.

O episódio ocorreu em um momento em que a cidade já registra um volume de chuva superior ao esperado para todo o mês.

Até terça-feira (13), Três Lagoas havia acumulado 172 milímetros de chuva, o equivalente a 145% da média histórica de outubro, estimada em 119 milímetros.

Nuvens carregadas tomam conta do céu de Campo Grande, que está sob alerta para tempestades com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo.Trecho da Circular da Lagoa Maior, em Três Lagoas, fica alagado após forte temporal que atingiu o município nesta terça-feira (13). Foto: Reprodução MinutoMS.

Isso significa que, antes mesmo de chegar à metade do mês, o município já havia recebido uma quantidade de chuva aproximadamente 45% superior à média histórica mensal.

As projeções meteorológicas para o período de 7 a 22 de outubro indicam acumulados de chuva que podem variar de 30 a 300 milímetros em Mato Grosso do Sul.

Os maiores volumes são esperados nas regiões sul, sudoeste e sudeste, onde determinadas localidades podem superar 250 milímetros.

Nas regiões central e leste, a expectativa é de acumulados entre 80 e 150 milímetros, enquanto no norte e nordeste os volumes previstos são menores, predominantemente entre 30 e 70 milímetros.

A ocorrência de chuvas concentradas em curtos intervalos preocupa principalmente pela possibilidade de alagamentos, danos em coberturas, queda de árvores e problemas no fornecimento de energia elétrica.

Temporais deixam casas destelhadas, lavouras alagadas e ponte interditada no sul de MS

Além dos estragos registrados em Três Lagoas, municípios da região sul de Mato Grosso do Sul também enfrentam as consequências das chuvas que atingem o Estado desde o início da semana.

Entre segunda-feira (12) e terça-feira (13), temporais acompanhados de ventos fortes provocaram danos em residências, propriedades rurais, redes elétricas e estruturas utilizadas pela população.

Em Antônio João, a intensidade da enxurrada comprometeu parte de uma área agrícola. A água avançou sobre uma lavoura, ultrapassou as barreiras de terra utilizadas para conter o escoamento e abriu canais em meio à plantação.

Nuvens carregadas tomam conta do céu de Campo Grande, que está sob alerta para tempestades com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo.
Enxurrada invade lavoura em Antônio João, no sul de Mato Grosso do Sul, após fortes chuvas nesta terça-feira (13), causando prejuízos à produção agrícola. Foto: Reprodução.

O avanço da água foi registrado em imagens feitas pelo próprio produtor rural, que relatou a perda de parte da produção. Apesar dos danos na propriedade, não houve registro de feridos. 

Em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, o volume de água acumulado durante a madrugada e a manhã de terça-feira provocou a elevação do Rio Apa, comprometendo a ponte localizada no Assentamento Boa Vista.

Nuvens carregadas tomam conta do céu de Campo Grande, que está sob alerta para tempestades com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo.
Ponte do Assentamento Boa Vista, em Ponta Porã, sofre danos após a elevação do nível do Rio Apa e é interditada pela Prefeitura. Foto: Reprodução.

Diante dos danos identificados na estrutura, a Prefeitura determinou a interrupção da passagem de veículos e pedestres como medida preventiva.

Servidores da Secretaria Municipal de Obras estiveram no local para avaliar as condições e impedir a circulação até que haja segurança para a utilização da ponte.

A situação permanece sob acompanhamento das autoridades municipais, principalmente porque as chuvas voltaram a atingir a região durante a madrugada, após um período de redução das precipitações.

Vendaval danifica pelo menos 30 casas em Amambai

Em Amambai, os transtornos começaram na segunda-feira (12), quando um vendaval atingiu diferentes pontos da cidade e deixou moradores com prejuízos materiais.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, pelo menos 30 residências foram afetadas pela força dos ventos. Parte dos imóveis teve a cobertura danificada, enquanto quedas de árvores também comprometeram o fornecimento de energia elétrica.

Diante da situação, a administração municipal iniciou o atendimento às famílias atingidas, com a entrega de lonas e materiais destinados à proteção emergencial das casas.

Queda de árvores provoca bloqueios e falta de energia em Dourados

Em Dourados, maior município do interior de Mato Grosso do Sul, os efeitos do mau tempo foram sentidos principalmente nas ruas e na rede de distribuição de energia elétrica.

A cidade registrou 18,1 milímetros de chuva, acompanhados de rajadas de vento que provocaram a queda de árvores em pelo menos cinco bairros.

Algumas ocorrências dificultaram a circulação de veículos e exigiram a atuação de equipes municipais para a retirada de troncos e galhos.

No Jardim Universitário, um ipê caiu dentro de um conjunto residencial, atingiu a fiação elétrica e interrompeu a passagem pela via.

Nuvens carregadas tomam conta do céu de Campo Grande, que está sob alerta para tempestades com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo.Árvore Árvore de grande porte cai e bloqueia trecho de rua em Dourados após fortes chuvas e rajadas de vento que atingiram o município. Foto: Divulgação/Assecom.

O incidente deixou moradores sem energia durante parte da manhã, mobilizando equipes da Energisa e da Defesa Civil.

Ainda nas proximidades, outra árvore caiu sobre a área de acesso a um conjunto de casas, impedindo temporariamente a entrada e a saída dos moradores.

No Parque dos Ipês, uma árvore de grande porte também foi derrubada pela força dos ventos, mas não chegou a bloquear o trânsito.

Situações semelhantes foram identificadas nos bairros Segundo Plano, Jardim Itaipu e Vila Esplanada, onde equipes trabalharam na remoção da vegetação e na liberação dos trechos afetados.

Os episódios registrados nos municípios do sul e do leste de Mato Grosso do Sul demonstram os diferentes impactos provocados pelas tempestades, que podem causar transtornos mesmo em localidades onde os acumulados de chuva são inferiores aos maiores volumes previstos pelos órgãos meteorológicos.

Defesa Civil orienta moradores durante tempestades

Diante da continuidade das condições de instabilidade, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil recomenda que a população redobre os cuidados durante as chuvas, principalmente em regiões com histórico de alagamentos e pontos vulneráveis à queda de árvores.

Durante as tempestades, a orientação é evitar circular por ruas alagadas, não permanecer debaixo de árvores e manter distância de postes e estruturas metálicas que possam oferecer riscos.

Motoristas também devem evitar estacionar veículos próximos a árvores de grande porte, torres de transmissão e placas de publicidade, especialmente durante rajadas de vento.

Em situações de emergência, os moradores podem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.

Para solicitar serviços municipais, como remoção de árvores e desobstrução de vias, o atendimento está disponível pelo número 156.

Nos casos em que árvores ou galhos atinjam a rede elétrica, oferecendo risco de choque, a orientação é manter distância e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

A Defesa Civil reforça a importância de acompanhar os comunicados oficiais, uma vez que a intensidade das chuvas e os níveis de risco podem ser atualizados conforme a evolução das condições meteorológicas.

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