Cidades

CAMPO GRANDE

Motoristas de ônibus ameaçam greve por salário que ainda nem venceu

Transporte coletivo pode parar caso o Consórcio Guaicurus não deposite o salário do 5º dia útil (atrasado), segunda parcela do 13º salário (ainda não venceu) e vale (ainda não venceu)

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Campo Grande pode ficar sem ônibus na próxima semana.

Transporte coletivo pode entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir de segunda-feira (15).

Motoristas do Consórcio Guaicurus realizaram assembleia geral, na madrugada desta quinta-feira (11) e optaram pela paralisação. Eles reivindicam por:

  • Pagamento do 5º dia útil, que deveria ter sido depositado em 5 de dezembro – está atrasado
  • Pagamento da segunda parcela do 13º salário – vai vencer em 20 de dezembro
  • Pagamento do vale (adiantamento) – vai vencer em 20 de dezembro

Caso o Consórcio Guaicurus não deposite as três remunerações, de uma vez só, até domingo (14), os ônibus vão parar a partir de segunda-feira (15).

Ao Correio do Estado, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU-CG), Demétrio Freitas, afirmou que “não tem conversa” e que “não vai ceder” caso o Consórcio Guaicurus queira negociar.

"Estivemos em duas garagens essa madrugada, Viação Cidade Morena e Viação Campo Grande e foi decidido por 100% dos funcionários a paralisação. O Consórcio Guaicurus deve efetuar o pagamento do salário (já está vencido há seis dias), mais o 13º salário e o adiantamento do dia 20. Os pagamentos devem ser feitos juntos. Porque não tem sentido a gente deliberar por uma paralisação só pelo pagamento que está atrasado. Semana que vem vence o décimo terceiro e o adiantamento. Já fomos avisados que eles não tem dinheiro para pagar o 13º. Um já está vencido e os outros dois estão perto de vencer. Se até domingo, fizer o pagamento, todo mundo vai trabalhar, Mas se não fizer, todo mundo estará de greve até o Consórcio Guaicurus quitar essas verbas", explicou.

O Consórcio Guaicurus, em nota enviada ao Correio do Estado, informou que está sem dinheiro para honrar com:

  • Folha salarial
  • 13º salário
  • Custos Operacionais Básicos (combustível, manutenção da frota e encargos)

Segundo a concessionária, a ameaça de greve é causada pela crise financeira, decorrente da inadimplência nos repasses devidos pelo Poder Público (Prefeitura de Campo Grande). Os repasses abrangem o vale-transporte, subsídios e demais componentes tarifários definidos para a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do sistema.

"É crucial destacar que, apesar do acordo estabelecido com a participação e anuência do Poder Concedente (Município), a tarifa não está sendo praticada, pois os repasses necessários não estão sendo efetuados de maneira adequada e nos valores devidos. A falta de regularização imediata desses pagamentos críticos ameaça diretamente a continuidade e a qualidade da prestação dos serviços. Sem o fluxo de caixa necessário, o Consórcio está impossibilitado de honrar obrigações financeiras essenciais com vencimento iminente. O sistema opera atualmente no limite de suas capacidades, e a ausência destes repasses torna a operação inviável a curto prazo. O Consórcio Guaicurus reitera o apelo para que as autoridades competentes ajam com a máxima urgência para regularizar os débitos em atraso. A manutenção da inadimplência nos repasses inviabiliza o cumprimento dos pagamentos salariais. Desta forma, o Consórcio alerta que os trabalhadores poderão interromper legalmente suas atividades em razão do não cumprimento destas obrigações, conforme previsto no Artigo 624 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O não cumprimento destas obrigações contratuais e salariais, que derivam de um compromisso que envolvia o Poder Concedente, pode resultar na interrupção total dos serviços, o que afetará drasticamente a mobilidade urbana e a vida dos cidadãos de Campo Grande", informou o Consórcio Guaicurus por meio de nota.

PARALISAÇÃO

Em 22 de outubro de 2025, quarta-feira, Campo Grande amanheceu sem ônibus, com terminais fechados e pontos vazios.

Os motoristas do transporte coletivo paralisaram atividades por duas horas, das 4h30min às 6h30min, o que refletiu em atrasos o dia todo.

O fato pegou usuários de surpresa, que acordaram para ir trabalhar e não tinham meio de locomoção.

A paralisação aconteceu pelo mesmo motivo: atraso no pagamento do vale de aproximadamente mil motoristas.

A remuneração só foi cair na conta dos motoristas em 25 de outubro, cinco dias após a data limite.

Em 25 de novembro de 2025, terça-feira, o vale atrasou de novo e os motoristas cogitaram nova paralisação. Mas, o pagamento foi efetuado e não houve greve.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o atraso o ocorreu pela falta de pagamento de R$ 9 milhões, sendo R$ 6 milhões do Governo de MS e R$ 3 milhões da Prefeitura de Campo Grande, ao Consórcio Guiacurus.

O Goverdo do Estado estava com o dinheiro disponível em caixa, mas não conseguiu repassá-lo à prefeitura porque a administração municipal deixou de emitir uma certidão, que é exigida para que o convênio seja cumprido. 

Em nota enviada à imprensa em 22 de outubro de 2025, a Prefeitura afirmou que está em dia com o pagamento ao Consórcio Guaicurus. 

"A Prefeitura de Campo Grande informa que está rigorosamente em dia com todas as suas obrigações de pagamento junto ao Consórcio Guaicurus. É importante destacar que o financiamento do transporte coletivo urbano envolve também outros entes públicos e a própria sociedade, por meio da tarifa paga pelos usuários.

No que compete ao Município, todos os compromissos estão sendo cumpridos. A administração mantém diálogo constante com o Consórcio para buscar as melhores soluções e assegurar a continuidade e a qualidade do serviço, evitando prejuízos à população".

A expectativa é que o pagamento seja feito até quarta-feira (26), para que não aconteça paralisação. 

Operação Finados 2026

PRF reforça fiscalizações durante feriado de Finados em MS

Não haverá qualquer restrição de tráfego nas rodovias federais que cortam o Estado

28/10/2026 14h00

Foto: Divulgação / PRF

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A PRF (Polícia Rodoviária Federal) inicia na sexta-feira (30) a Operação Finados 2026 em Mato Grosso do Sul, ação que segue até a próxima segunda-feira (2).

Com o aumento no fluxo de veículos esperado para o período, as equipes da PRF estarão posicionadas em trechos estratégicos, fiscalização focada em coibir condutas de alto risco ao volante, tais como ultrapassagens proibidas ou indevidas; excesso de velocidade; condução sob efeito de álcool ausência do cinto de segurança e da cadeirinha infantil. 

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal informou que não haverá qualquer restrição de tráfego nas rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul. 

Além da fiscalização viária, a PRF manterá ações voltadas ao combate à criminalidade, atuando no enfrentamento ao tráfico de drogas, de armas e de outros ilícitos. Além disso, recomenda que os condutores a adotarem atitudes preventivas antes e durante o deslocamento tais como: checar pneus, freios, sistema de iluminação e níveis de óleo e água. 

A equipe também orienta que os condutores verifiquem se a documentação do veículo e pessoal está em dia, assim como programem paradas para descanso a cada duas horas de viagem, a fim de que reduzam a fadiga provocada pelo translado.

Os motoristas também devem preventivamente reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança em caso de chuva ou neblina, ao passo que em caso de emergência, a orientação é para que liguem 191. 

Propaganda

Anvisa suspende propaganda enganosa de suplementos alimentares

Glifit e Glicofit eram divulgados com indicações irregulares

28/10/2026 13h30

Divulgação: Anvisa

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a propaganda dos suplementos alimentares em gotas Glifit e Glicofit, fabricados pela empresa Vita Nutriom Saúde & Bem Estar Ltda. A decisão foi publicada na Resolução-RE nº4224, de 26 de outubro de 2026.

Em nota, a agência reguladora informou que as propagandas dos produtos veiculadas na internet apresentam indicações terapêuticas, alegações funcionais e de saúde “não aprovadas e enganosas”. 

Entre as alegações citadas pela agência estão “O autêntico regulador de glicose”; “Controle rápido dos níveis de açúcar no sangue”; “Melhora a sensibilidade à insulina”; “Mantém o pâncreas limpo e funcional” e “Eliminando os picos de glicose”. 

“Quem faz publicidade enganosa comete infração sanitária e pratica crime previsto no Código de Defesa do Consumidor”, alertou a Anvisa.

O comunicado destaca ainda que a legislação sanitária brasileira proíbe que suplementos alimentares façam alegações como:

  • perda de peso (emagrecimento);
  • aumento do foco e da concentração;
  • aumento da imunidade
  • melhora no desempenho sexual;
  • melhora de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual ou à menopausa;
  • tratamento para doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson; para transtorno do espectro autista; para câncer; e para fibromialgia, entre outros.

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