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'Operação Bomba Oculta' desdobra investigação sobre centro de sonegação em MS

No aniversário da "Carbono Oculto", equipes voltam às ruas para desmantelar esquema clandestino de comércio de combustível que têm Mato grosso do Sul como centro de sonagenção

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Batizada de "Carbono Oculto", a ação federal que busca desmantelar esquema clandestino nacional de comércio de combustível completa um ano neste 28 de agosto, sexta-feira esta de hoje que os órgãos públicos de monitoramento aproveitam para deflagrar a "Operação Bomba Oculta", com objetivo de interditar postos e até bloquear inscrições estaduais e Cadastros Nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) em investigação que trouxe à tona um verdadeiro centro de sonegação instalado em Mato Grosso do Sul. 

Entre os órgãos que deflagram hoje (28) a Operação Bomba Oculta aparecem: 

  1. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP);
  2. Polícia Civil (PC)
  3. Receita Federal (RF)
  4. Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)
  5. Secretaria da Fazenda e Planejamento Estadual de São Paulo (PGE/SP)
  6. Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE/SP)

Entre os alvos da operação, os agentes começam nesta sexta-feira (28) o bloqueio e interdição de postos de combustíveis clandestinos, principalmente na cidade de São Paulo, que, segundo investigação, seguiram operando sem a devida autorização da ANP. 

Desdobramento da "Carbono Oculto", deflagrada em 28 de agosto de 2025, as ações conjuntas seguem no intuito de desmantelar um esquema de sonegação, fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. 

Dados da ANP apontam que, desde 2019, mais de dez mil postos de combustíveis tiveram sua autorização de funcionamento revogada por parte da Agência Nacional, o que os trabalhos investigativos identificaram não ser suficiente para barrar a atuação de forma clandestina de muitas dessas empresas. 

Através do CNPJ ativo, a compra e comércio de combustíveis seguiam mantendo a atuação dessas empresas. Justamente esse trabalho colaborativo entre os órgãos de poder foi o que possibilitou a identificação daqueles que seguiam com a venda ilícita, sincronizando informações cadastrais para lacrar dessas unidades clandestinas. 

Nesse contexto da cooperação entre as forças, a Instrução Normativa  RFB nº 2.340, publicada em 24 de agosto de 2026, alterou as hipóteses de declaração de inaptidão no CNPJ, prevendo situações em que pessoas jurídicas envoltas em atividades irregulares, ou com atuação sem as autorizações exigidas, podem ser declaradas inaptas, "inclusive a partir da atuação conjunta da Receita Federal com órgãos reguladores", complementa a PGFN.

Relembre

Como bem revelado através da Carbono Oculto, o crime organizado já teria se infiltrado "em toda a cadeia de combustíveis nacional", segundo a PGFN, com uma atuação que iria desde a importação e produção até chegar aos postos revendedores. 

"Devido à grande pulverização da cadeia, com mais de 130 mil agentes, o setor virou instrumento para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, além de sonegação contumaz e adulteração de combustíveis, prejudicando o consumidor, os cofres públicos e as empresas que operam de acordo com a legislação", cita a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. 

A Operação Carbono Oculto revelou a existência de uma antiga destilaria em Mato Grosso do Sul que teria se tornado uma verdadeira "incubadora do crime", no quilômetro 18 da conhecida Estrada da Balsinha, trecho que liga o município de Naviraí a Iguatemi.

Em balanço recentemente abordado pelo Correio do Estado, nota-se que esse espaço tornou-se uma espécie de "coworking" de distribuidoras "noteiras" de combustíveis, estrutura essa criada há quase três décadas para abrigar a Destilaria Centro-Oeste Iguatemi. 

Ainda no último dia 10 deste mês, a Secretaria de Estado de Fazenda conseguiu cancelar inscrição de uma empresa que tem como endereço uma espécie de "ninho de cobras", como bem acompanha o Correio do Estado, da mesma forma que acontece através da publicação de hoje (21). 

Enquanto esse primeiro cancelamento referente à empresa Velox, há exatamente uma semana mais uma das distribuidoras instalada nessa "barriga de aluguel" teve sua inscrição estadual cancelada: a Integração Combustíveis Ltda.

Esse termo "barriga de aluguel" é empregado pela própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), para uma série de empresas alvo em 28 de agosto de 2025 na operação que identificou essa base fantasma nacional da distribuição de combustíveis.

Cabe frisar que essa Operação Carbono Oculto é considerada por especialistas como a maior ação contra o crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital, da história policial brasileira. 

Vale destacar também que nem a Velox, a Ecológica ou a Integração apareciam entre as investigadas na Operação Carbono Oculto, mas a base seria, de fato, "barriga de aluguel" para as empresas, graças à declaração à própria ANP de que haveria o cumprimento dos requisitos necessários para obter-se uma autorização de distribuidora. Para isso seria necessário um espaço de armazenagem mínimo de 750 m³. 

Entretanto, armazenagem e movimentação de combustível estariam longe de serem observados na base, o que iria contra as normas da Agência. A fraude consistiria em utilizar a empresa registrada em Iguatemi como matriz, onde há um menor custo para adquirir propriedade em parte de uma base, para, na prática, comercializar combustível em São Paulo, por exemplo.

Como a distribuição de combustíveis é considerada de utilidade pública, sem o comércio de combustíveis na localidade essas empresas lesam a sociedade ao atuarem efetivamente em outras Unidades da Federação.

Entre outros pontos, a operação evidenciou a expansão da atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e sua infiltração de forma sistemática na chamada "economia formal". As ramificações desses tentáculos da organização criminosa, como revelado na Carbono Oculto, chegam ao setor de combustíveis, mercado financeiro paulista e diretamente à Faria Lima. 

Como detalhado pelo Ministério Público e autoridades fiscais, esse esquema criminoso teria gerado aproximadamente R$10 bilhões em importações ilícitas de combustíveis; R$52 bilhões em vendas no varejo feitas em mais de mil postos, além de outros R$46 bilhões em transações feitas por fintechs clandestinas que, no intervalo de 2020 a 2024, serviam de banco paralelo. 

 

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Crescimento Populacional

Campo Grande chega a 970 mil habitantes e se aproxima de 1 milhão

Cidade ganhou quase 8 mil moradores em um ano, supera capitais como Teresina e Cuiabá e se aproxima da marca de 1 milhão.

28/08/2026 09h08

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE. Foto: Arquivo/Correio do Estado.

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Campo Grande chegou a 970.843 habitantes em 2026 e ficou mais próxima de alcançar a marca de 1 milhão de moradores. A nova estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a Capital ganhou 7.960 habitantes em relação ao ano passado.

Em 2025, Campo Grande possuía população estimada em 962.883 pessoas. O aumento registrado em um ano foi de 0,83%, percentual superior ao crescimento de Mato Grosso do Sul, de 0,74%, e mais que o dobro da média nacional, de 0,37%.

Com o novo resultado, faltam 29.157 habitantes para Campo Grande alcançar oficialmente a marca de 1 milhão. A Capital também se consolidou como a 15ª mais populosa do Brasil e o 17º maior município do País, quando o ranking inclui cidades que não são capitais.

Campo Grande continua sendo, com ampla diferença, o município mais populoso de Mato Grosso do Sul. Sozinha, reúne 32,95% dos 2.946.317 habitantes do Estado. Isso significa que praticamente um em cada três sul-mato-grossenses vive na Capital.

Mais de 106 mil habitantes em dez anos

A comparação com 2016 revela uma expansão ainda mais expressiva. Naquele ano, Campo Grande possuía população estimada em 863.982 habitantes. Em uma década, a cidade ganhou 106.861 moradores e cresceu 12,37%.

O aumento equivale à incorporação de uma população superior à registrada atualmente em Ponta Porã, quarta maior cidade de Mato Grosso do Sul, com 99.572 habitantes.

Em média, a estimativa populacional da Capital aumentou em aproximadamente 10,6 mil moradores por ano ao longo da última década.

O resultado, entretanto, não significa necessariamente a chegada direta desse número de pessoas por ano, pois os cálculos também consideram nascimentos, mortes, migrações e revisões demográficas.

O crescimento de Campo Grande ficou acima do registrado pelo Estado no mesmo período. Mato Grosso do Sul passou de 2.682.386 habitantes, em 2016, para 2.946.317 em 2026, aumento de 9,84%. Na Capital, a expansão foi de 12,37%.

Capital concentra crescimento de MS

Dos 21.686 habitantes acrescentados à população de Mato Grosso do Sul entre 2025 e 2026, 7.960 estão em Campo Grande. A Capital respondeu, portanto, por aproximadamente 36,7% de todo o crescimento populacional estimado no Estado durante o período.

Na análise de dez anos, a concentração é ainda mais evidente. Mato Grosso do Sul ganhou 263.931 habitantes desde 2016, enquanto Campo Grande incorporou 106.861 pessoas. Isso significa que a Capital concentrou cerca de 40,5% de todo o aumento populacional estadual na década.

A população campo-grandense também supera a soma dos moradores de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá, Naviraí e Nova Andradina, as seis cidades que aparecem logo depois no ranking estadual.

Juntas, essas cidades possuem 812.758 habitantes, contingente 158.085 pessoas menor que o registrado em Campo Grande.

Campo Grande é a 15ª maior capital do Brasil

Com 970.843 habitantes, Campo Grande ocupa a 15ª posição no ranking das capitais brasileiras. A cidade aparece logo abaixo de Maceió, que possui 995.134 moradores, e acima de Teresina, com 908.012.

A diferença entre Campo Grande e Maceió é de 24.291 habitantes. Já na comparação com Teresina, a Capital sul-mato-grossense possui 62.831 moradores a mais.

A lista é liderada por São Paulo, com 11.911.337 habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 6.731.133, e por Brasília, com 3.009.996. Fortaleza, com 2.582.360, e Salvador, com 2.559.945, completam as cinco primeiras posições.

Campo Grande possui população maior que 12 capitais: Teresina, João Pessoa, Natal, Cuiabá, Aracaju, Florianópolis, Porto Velho, Boa Vista, Macapá, Rio Branco, Vitória e Palmas.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

É o 17º maior município do País

Quando a comparação considera todos os municípios brasileiros, incluindo capitais e cidades do interior, Campo Grande ocupa a 17ª posição.

A Capital está logo abaixo de Maceió e acima de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, que possui 959.977 habitantes. A diferença entre Campo Grande e a cidade fluminense é de 10.866 pessoas.

Campo Grande também possui população superior à de Teresina, João Pessoa, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Bernardo do Campo.

Apenas duas cidades que não são capitais aparecem à frente de Campo Grande no ranking nacional: Guarulhos, com 1.351.284 habitantes, e Campinas, com 1.189.761. Ambas estão localizadas no estado de São Paulo.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

Terceira maior cidade do Centro-Oeste

No Centro-Oeste, Campo Grande é o terceiro município mais populoso. A Capital fica atrás de Brasília, com 3.009.996 habitantes, e Goiânia, com 1.511.709.

Campo Grande supera Cuiabá, que possui 698.917 moradores, em 271.926 habitantes. A população campo-grandense também é maior que a de Aparecida de Goiânia, com 560.996, e de Anápolis, com 424.647.

Entre as quatro capitais do Centro-Oeste, Campo Grande também ocupa a terceira posição. Brasília lidera o ranking regional, seguida por Goiânia, Campo Grande e Cuiabá.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

Quando Campo Grande pode chegar a 1 milhão?

Caso repetisse anualmente o aumento registrado entre 2025 e 2026, de 7.960 habitantes, Campo Grande levaria pouco menos de quatro anos para superar a marca de 1 milhão.

Nesse cenário matemático, o patamar poderia ser alcançado por volta de 2030. O cálculo, contudo, não representa uma previsão oficial do IBGE, porque o ritmo de crescimento pode acelerar ou diminuir nos próximos anos.

Considerando a média da última década, de aproximadamente 10,6 mil habitantes adicionais por ano, a Capital poderia alcançar 1 milhão antes desse período. Novamente, trata-se apenas de uma projeção linear, que não considera eventuais mudanças demográficas ou metodológicas.

Crescimento pressiona serviços públicos

A aproximação da marca de 1 milhão de habitantes amplia os desafios relacionados à infraestrutura urbana e à prestação de serviços públicos.

Uma população maior demanda mais vagas em escolas e creches, unidades de saúde, moradias, transporte coletivo, redes de água e esgoto, drenagem e programas de assistência social.

O aumento populacional também interfere no trânsito e na ocupação urbana. À medida que a cidade cresce, aumenta a necessidade de planejamento para evitar uma expansão desordenada, reduzir os deslocamentos entre os bairros e garantir que novos empreendimentos sejam acompanhados de infraestrutura adequada.

Na saúde, o crescimento pressiona unidades básicas, centros especializados, hospitais e serviços de urgência. Na educação, exige o acompanhamento constante da demanda por vagas, principalmente nas regiões que concentram novos loteamentos e empreendimentos imobiliários.

A expansão também influencia a procura por imóveis, terrenos e programas habitacionais, além de interferir no preço dos aluguéis e no surgimento de novos bairros.

População influencia recursos e investimentos

As estimativas populacionais são utilizadas pelo poder público para orientar políticas e dimensionar investimentos. Os dados ajudam no cálculo de indicadores sociais, econômicos e de saúde, além de servirem de referência para a distribuição de recursos públicos.

Os números produzidos pelo IBGE são encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e considerados no cálculo das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

No caso das capitais, a definição dos coeficientes também considera fatores relacionados à população e à renda per capita estadual.

Para o setor privado, a proximidade de 1 milhão de habitantes pode influenciar decisões sobre a instalação de empresas, indústrias, lojas, hospitais, escolas e empreendimentos imobiliários.

Uma cidade com mercado consumidor maior tende a atrair novos investimentos. Ao mesmo tempo, precisa garantir que sua infraestrutura acompanhe o aumento da população e da demanda por serviços.

Como é feita a estimativa

As estimativas populacionais de 2026 têm como referência 1º de julho e foram calculadas pelo IBGE a partir das projeções populacionais revisadas em 2024 e dos dados dos Censos Demográficos de 2010 e 2022.

Para os municípios, o instituto utiliza o Método de Tendência do Crescimento Populacional (AiBi), que considera a trajetória de crescimento de cada cidade entre os dois censos em relação à evolução da população do respectivo Estado.

Os dados censitários também passam por ajustes para garantir comparabilidade, e o cálculo incorpora informações da Pesquisa de Pós-Enumeração do Censo 2022 e eventuais alterações nos limites territoriais dos municípios.

Estimativa não é contagem direta

A população divulgada anualmente não resulta de uma contagem individual dos moradores, como ocorre no Censo Demográfico. O IBGE calcula as estimativas com base nos resultados censitários, nas projeções populacionais e em informações relacionadas a nascimentos, mortes e migrações.

Por isso, o número de 970.843 habitantes representa a estimativa oficial da população residente em Campo Grande em 1º de julho de 2026, e não uma contagem realizada de casa em casa.

Ainda assim, o levantamento constitui a principal referência populacional nos períodos entre os censos. Os números são fundamentais para o planejamento público, a distribuição de recursos e a compreensão da expansão urbana de uma Capital cada vez mais próxima de ultrapassar a marca de 1 milhão de habitantes.

População

MS chega a 2,94 milhões de habitantes e cresce acima da média do Brasil

Estimativa do IBGE aponta avanço populacional em Mato Grosso do Sul, com ritmo de crescimento superior ao registrado no país.

28/08/2026 09h01

Mato Grosso do Sul chegou a 2,94 milhões de habitantes em 2026, segundo estimativa do IBGE.

Mato Grosso do Sul chegou a 2,94 milhões de habitantes em 2026, segundo estimativa do IBGE. Arquivo/Correio do Estado.

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Mato Grosso do Sul chegou a 2.946.317 habitantes em 2026, segundo a nova estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado ganhou 21.686 moradores em relação ao levantamento anterior, que apontava uma população de 2.924.631 pessoas em 2025.

Em termos percentuais, a população sul-mato-grossense cresceu 0,74% em um ano. O avanço foi praticamente o dobro da média nacional: o Brasil passou de 213.421.037 para 214.211.951 habitantes, acréscimo de 790.914 pessoas, equivalente a 0,37%.

Com o novo resultado, Mato Grosso do Sul permanece na 21ª posição entre as 27 unidades da Federação. O Estado aparece logo abaixo do Distrito Federal, que possui 3.009.996 habitantes, e à frente de Sergipe, cuja população está estimada em 2.307.255 pessoas.

No ranking nacional, São Paulo permanece como o estado mais populoso do Brasil, com 46.179.008 habitantes. O número representa 21,56% dos 214.211.951 moradores estimados no País, mais de um em cada cinco brasileiros.

Minas Gerais aparece na segunda posição, com 21.460.311 habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 17.225.410. Bahia, com 14.889.472 moradores, e Paraná, com 11.952.456, completam a lista dos cinco estados mais populosos do Brasil.

Apesar do crescimento acima da média brasileira, Mato Grosso do Sul continua sendo a unidade menos populosa da Região Centro-Oeste. Goiás lidera, com 7.495.033 habitantes, seguido por Mato Grosso, com 3.950.330; Distrito Federal, com 3.009.996; e Mato Grosso do Sul.

Os dados têm como referência o dia 1º de julho de 2026 e mostram que o avanço populacional permanece concentrado principalmente em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e em municípios do interior que vêm passando por expansão econômica.

Quase 264 mil habitantes a mais em dez anos

Em uma comparação mais ampla, Mato Grosso do Sul ganhou 263.931 habitantes na última década. A população estadual passou de 2.682.386 pessoas, em 2016, para 2.946.317 em 2026, crescimento de 9,84%.

No mesmo intervalo, o Brasil passou de aproximadamente 206,1 milhões para 214,2 milhões de habitantes, aumento próximo de 3,95%. Isso significa que, proporcionalmente, a população de Mato Grosso do Sul cresceu mais que o dobro da média nacional ao longo dos últimos dez anos.

A expansão, no entanto, não foi distribuída de maneira uniforme pelo território estadual. Enquanto algumas cidades cresceram mais de 40% na década, outras registraram redução no número estimado de moradores.

Campo Grande se aproxima de 1 milhão

Campo Grande continua sendo, com ampla diferença, o município mais populoso de Mato Grosso do Sul. A Capital chegou a 970.843 habitantes em 2026 e ganhou 7.960 moradores em relação aos 962.883 estimados no ano passado. A alta anual foi de 0,83%.

A cidade reúne sozinha 32,95% de toda a população estadual. Em outras palavras, aproximadamente um em cada três moradores de Mato Grosso do Sul vive na Capital.

Na comparação com 2016, Campo Grande ganhou 106.861 habitantes. A população saltou de 863.982 para 970.843 pessoas em dez anos, avanço de 12,37%.

A Capital ainda precisa incorporar 29.157 moradores para alcançar oficialmente a marca de 1 milhão de habitantes. Caso mantenha ritmo semelhante ao observado no último ano, poderá atingir esse patamar nos próximos anos.

Dourados e Três Lagoas ampliam população

Dourados permanece como a segunda maior cidade do Estado, com 266.950 habitantes. O município ganhou 2.933 moradores em relação a 2025, quando possuía população estimada de 264.017 pessoas. O crescimento anual foi de 1,11%.

Em dez anos, Dourados incorporou 51.464 habitantes. A população aumentou 23,88% em comparação com os 215.486 moradores estimados em 2016.

Três Lagoas manteve a terceira posição no ranking estadual e chegou a 145.514 habitantes. Foram 1.991 moradores a mais em relação aos 143.523 registrados no ano passado, alta de 1,39%.

Entre as três maiores cidades do Estado, Três Lagoas teve o maior crescimento percentual na década. A população passou de 115.561 habitantes em 2016 para os atuais 145.514, acréscimo de 29.953 pessoas e expansão de 25,92%.

Ponta Porã ultrapassa Corumbá

Uma das principais mudanças no ranking populacional ocorreu entre Ponta Porã e Corumbá. A cidade fronteiriça chegou a 99.572 habitantes e assumiu a quarta posição entre os municípios mais populosos de Mato Grosso do Sul.

Ponta Porã ganhou 974 moradores em relação a 2025, avanço de 0,99%, e ficou a apenas 428 habitantes de alcançar a marca de 100 mil.

Na comparação com 2016, quando possuía 88.164 moradores, o município ganhou 11.408 habitantes. O crescimento acumulado na década foi de 12,94%.

Corumbá percorreu o caminho inverso. A população caiu de 98.751 habitantes em 2025 para 96.334 em 2026. A redução anual foi de 2.417 pessoas, equivalente a 2,45%, a maior queda absoluta entre os municípios sul-mato-grossenses.

Em dez anos, a diferença é ainda maior. Corumbá tinha 109.294 habitantes em 2016 e perdeu 12.960 moradores na comparação com a estimativa atual, recuo de 11,86%. Com esse movimento, o município caiu da quarta para a quinta posição no ranking estadual.

Mato Grosso do Sul chegou a 2,94 milhões de habitantes em 2026, segundo estimativa do IBGE.

Depois das cinco maiores aparecem Naviraí, com 53.307 habitantes; Nova Andradina, com 51.081; Sidrolândia, com 50.079; Aquidauana, com 48.810; e Maracaju, com 48.564 moradores.

Ladário lidera crescimento em um ano

Embora Campo Grande tenha registrado o maior aumento em números absolutos, Ladário apresentou o maior crescimento percentual entre 2025 e 2026.

A população ladarense passou de 22.425 para 24.631 habitantes, acréscimo de 2.206 pessoas e alta de 9,84% em apenas um ano.

Na sequência aparecem Chapadão do Sul, que cresceu 2,25% e chegou a 35.384 habitantes; Costa Rica, com alta de 1,92% e população de 29.292; Itaporã, com avanço de 1,86% e 25.732 moradores; e São Gabriel do Oeste, que cresceu 1,52% e alcançou 32.696 habitantes.

Em números absolutos, os maiores aumentos anuais ocorreram em Campo Grande, com 7.960 habitantes a mais; Dourados, com 2.933; Ladário, com 2.206; Três Lagoas, com 1.991; e Ponta Porã, com 974.

Cidades do interior crescem mais de 40% na década

A comparação com 2016 mostra que o maior crescimento proporcional da década ocorreu em Chapadão do Sul. A população passou de 23.284 para 35.384 habitantes, acréscimo de 12.100 pessoas e alta de 51,97%.

Costa Rica aparece na segunda posição, com crescimento de 47,68%. O município saltou de 19.835 para 29.292 habitantes, diferença de 9.457 moradores.

Selvíria apresentou avanço de 36,56%, passando de 6.469 para 8.834 habitantes. Ivinhema cresceu 32,19%, de 22.975 para 30.371; e São Gabriel do Oeste avançou 28,51%, de 25.443 para 32.696 moradores.

Três Lagoas aparece logo depois, com crescimento de 25,92% na década, seguida por Figueirão, com 25,50%; Bandeirantes, com 23,93%; Dourados, com 23,88%; e Água Clara, com 23,14%.

Os resultados evidenciam uma expansão populacional mais intensa em municípios associados ao agronegócio, à indústria e a novos investimentos. As estimativas, porém, não permitem atribuir o crescimento exclusivamente a um único fator, pois consideram diferentes componentes da dinâmica demográfica.

Menores municípios têm menos de 5 mil habitantes

Na outra ponta do levantamento, Jateí permanece como o município menos populoso de Mato Grosso do Sul. A cidade possui 3.573 habitantes, 23 a menos do que os 3.596 estimados em 2025. A queda anual foi de 0,64%.

Na comparação com 2016, Jateí perdeu 458 habitantes. A população estimada diminuiu de 4.031 para 3.573 pessoas, recuo de 11,36%.

Taquarussu é o segundo menor município, com 3.748 moradores. A cidade ganhou apenas oito habitantes em relação ao ano passado, aumento de 0,21%. Em dez anos, o acréscimo foi de 178 moradores, ou 4,99%.

Figueirão aparece em seguida, com 3.790 habitantes. Apesar de permanecer entre os menores municípios, registrou crescimento de 25,50% na década, ao passar de 3.020 para 3.790 moradores.

Alcinópolis possui 4.651 habitantes, somente dois a mais do que em 2025. Em relação a 2016, entretanto, houve redução de 463 pessoas, ou 9,05%.

Novo Horizonte do Sul completa a relação das cinco menores cidades, com 4.791 habitantes. O município perdeu dez moradores em um ano, mas ainda apresenta crescimento de 14,81% na década, quando comparado aos 4.173 habitantes de 2016.

Mato Grosso do Sul chegou a 2,94 milhões de habitantes em 2026, segundo estimativa do IBGE.

Como é feita a estimativa

As estimativas populacionais de 2026 têm como referência 1° de julho e foram calculadas pelo IBGE a partir das projeções populacionais revisadas em 2024 e dos dados dos Censos Demográficos de 2010 e 2022.

Para os municípios, o instituto utiliza o Método de Tendência do Crescimento Populacional (AiBi), que considera a trajetória de crescimento de cada cidade entre os dois censos em relação à evolução da população do respectivo Estado.

Os dados censitários também passam por ajustes para garantir comparabilidade, e o cálculo incorpora informações da Pesquisa de Pós-Enumeração do Censo 2022 e eventuais alterações nos limites territoriais dos municípios.

População interfere em repasses e serviços

As estimativas populacionais não servem apenas para indicar quantas pessoas vivem em cada município. Os números orientam o planejamento e a execução de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, habitação, transporte, saneamento, infraestrutura e assistência social.

Um município em forte expansão populacional, por exemplo, pode passar a demandar mais vagas em escolas, unidades de saúde, moradias, transporte coletivo e redes de água e esgoto.

Nas cidades que perdem habitantes, os números ajudam a identificar mudanças econômicas, migratórias e sociais que exigem respostas específicas do poder público.

Os dados também são encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e utilizados no cálculo das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Como parte dos coeficientes é definida por faixas populacionais, o aumento ou a redução do número de habitantes pode influenciar os repasses federais destinados às prefeituras.

Para empresas e investidores, as informações ajudam a identificar novos mercados e orientar decisões sobre a instalação de indústrias, lojas, hospitais, escolas, empreendimentos imobiliários e outros serviços.

Para a sociedade, permitem acompanhar a expansão ou a redução das cidades e cobrar investimentos compatíveis com a população atendida.

Estimativa não é contagem direta

Diferentemente do Censo Demográfico, as estimativas anuais não resultam de uma contagem direta dos moradores de cada cidade. Os números são calculados pelo IBGE com base nos resultados censitários, nas projeções demográficas e em informações relacionadas a nascimentos, mortes e movimentos migratórios.

Por isso, as variações verificadas entre 2016, 2025 e 2026 representam mudanças nas estimativas oficiais e não podem ser atribuídas apenas à chegada ou à saída de moradores. Revisões metodológicas e a incorporação de novos dados também podem influenciar os resultados.

Ainda assim, as estimativas constituem a principal referência oficial sobre a população dos estados e municípios nos períodos entre os censos e são fundamentais para o planejamento público, a distribuição de recursos e a compreensão das transformações demográficas de Mato Grosso do Sul.

Mato Grosso do Sul chegou a 2,94 milhões de habitantes em 2026, segundo estimativa do IBGE.

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