Cidades

JUSTIÇA

Operação contra sonegadores em SP cumpre mandados em MS

Nova fase da Operação Ícaro cumpre mandados em Mato Grosso do Sul e prende ex-número 3 da Fazenda de SP e advogado

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul voltou ao radar da investigação sobre um esquema bilionário de corrupção na Secretaria de Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP). Nesta quinta-feira (3), uma nova fase da Operação Ícaro chegou ao Estado, pouco mais de um ano depois de a apuração prender um empresário ligado a Campo Grande e apontado como operador financeiro do grupo.

A ação cumpre mandados de busca e apreensão em 47 endereços espalhadas pela capital paulista, Grande São Paulo, interio de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Até o momento, o MPSP não revelou quem são os alvos nem em quais municípios sul-mato-grossenses ocorrem as diligências.

Durante a operação, dois foram presos, André Weiss, ex-diretor-geral executivo da Administração Tributária paulista, e o advogado João André Buttini de Moraes. 

Weiss ocupava, até maio deste ano, o terceiro posto mais alto da estrutura da administração tributária de São Paulo, subordinado apenas ao subsecretário da Receita Estadual e ao secretário da Fazenda. 

Já Buttini, é indicado como líder do núcleo privado da organização investigada e suspeito de negociar facilidades para empresas interessadas na liberação de créditos tributários.

Outro ex-integrante da cúpula da Fazenda paulista, Vitor Manuel dos Santos Alves Jr., também foi alvo de buscas, mas não foi preso. 

Operação em MS

A Operação Ícaro não começou nesta quinta em MS, em agosto do ano passado, o empresário Celso Éder Gonzaga de Araújo foi apontado como lobista e operador financeiro do esquema que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas. 

Éder foi preso na primeira fase da Operação Ícaro, juntamente com outros investigados. Na época, também foram presos o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, além de empresários e auditores fiscais. 

A investigação paulista chegou até Celso anos depois de ele já ter entrado na mira das autoridades estaduais. 

Em 2017, ele havia sido denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), no contexto da Operação Ouro de Ofir, investigação sobre um suposto esquema milionário que funcionava em Campo Grande.

O caso envolvia a promessa de liberação de valores supostamente originados de uma negociação de ouro. Os interessados realizavam aportes financeiros sob a promessa de receber quantias muito superiorres posteriormente. 

Celso chegou a figurar em processos relacionados ao caso e a Company Consultoria Empresarial, da qual era sócio, tinha atuação em Campo Grande. A ação penal principal relacionada à Operação Ouro de Ofir, entretanto, foi trancada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A ligação com MS ganhou novo capítulo quando Celso voltou a ser investigado, desta vez no esquema tributário paulista.

Quando Celso Éder foi preso pela Operação Ícaro, em agosto de 2025, investigadores encontraram pacotes de esmeraldas durante as buscas.

O empresário permaneceu preso por cerca de sete meses até obter do STJ, em março deste ano, autorização para cumprir prisão domiciliar.

R$ 13,6 milhões

De acordo com o portal G1 São Paulo, agora, esta nova etapa da operação é baseada na colaboração premiada de Paulo Sérgio Siqueira Prado, ex-delegado regional tributário do Butantã, responsável por uma unidade da Fazenda paulista por onde passavam pedidos de ressarcimento investigados.

Segundo a apuração, João Buttini teria repassado aproximadamente R$ 13,6 milhões a Prado entre 2021 e agosto de 2025 para interferir na tramitação de pedidos de ressarcimento apresentados por clientes de seu escritório.

Prado afirmou aos investigadores que aproximadamente R$ 4,5 milhões teriam sido posteriormente repassados a André Weiss.

As entregas, conforme o G1, teriam ocorrido em dinheiro vivo, colocado em mochilas e levado principalmente a restaurantes de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo.

Além da colaboração premiada, os investigadores reuniram quebras de sigilos bancário e fiscal, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), registros de divisão de valores, informações extraídas de aparelhos eletrônicos e gravações submetidas à perícia.

O esquema investigado estaria instalado em procedimentos de ressarcimento de ICMS retido por substituição tributária (ICMS-ST) e no aproveitamento de créditos acumulados.

O mecanismo tributário é legal e permite, em determinadas situações, que contribuintes recuperem valores recolhidos a mais.

A suspeita do Ministério Público, porém, é de que integrantes do grupo tenham transformado o procedimento em um mercado clandestino de facilidades.

Empresas interessadas em acelerar ou facilitar a liberação dos créditos teriam pago propinas calculadas sobre os próprios valores que pretendiam recuperar. Nos episódios investigados, os pagamentos indevidos teriam variado entre 1% e 10% dos créditos fiscais.

A organização seria dividida em dois braços.

No núcleo privado, profissionais seriam responsáveis por captar empresas, negociar as vantagens e destinar parte dos valores aos servidores envolvidos.

Do outro lado, agentes públicos teriam condições de interferir na fiscalização e na tramitação dos pedidos, acelerando, centralizando ou facilitando a aprovação dos processos.

A investigação aponta que a influência do esquema teria alcançado diferentes níveis da administração tributária paulista, inclusive integrantes da cúpula da Fazenda.

Além das duas prisões e das buscas realizadas nesta quinta-feira, a Justiça determinou o afastamento de seis servidores.

Também foram impostas medidas como retenção de passaportes, proibição de saída do país e impedimento de contato entre investigados.

Grandes empresas, entre elas Ultrafarma e Fast Shop, já apareceram nas investigações, que também deram origem a operações como Mágico de Oz e Fisco Paralelo.
 

disputa acirrada

Justiça suspende licitação de R$ 450 milhões para limpeza de postos

Pregão da prefeitura de Campo Grande está na fase final e faltava somente a homologação do resultado para declarar como vencedora uma empresa carioca

03/09/2026 11h38

Contrato da prefeitura de Campo Grnade com a atual prestadora de serviços acabou em abril, mas a empresa segue trabalhando

Contrato da prefeitura de Campo Grnade com a atual prestadora de serviços acabou em abril, mas a empresa segue trabalhando

Continue Lendo...

Publicação do Diogrande, o diário oficial da prefeitura de Campo Grande, desta quinta-feira (03) informa que a Justiça mandou suspender a licitação para contratação de empresa que fará a limpeza das unidades de saúde da Capital, um contrato que previa desembolso de até R$ 36.652.707,37 por ano e que pode se estender por até R$ 15 anos.

O pregão eletrônico estava na fase final, faltando apenas a publicação da homologação da empresa vencedora, a carioca Integral Construtora e Empreendimentos, que estava disposta a prestar os serviços por R$ 29.889.000,00 por ano, ou R$ 2,490 milhões mensais.

O resultado, que com deságio de 18,4% sobre o valor máximo, foi anunciado no dia 12 de agosto, faltando somente o anúncio oficial do vencedor. Quando for assinado, o contrato terá validade inicial de cinco anos, podendo ser renovado por mais dez. Ou seja, se a Integral for declarada vencedora, vai faturar quase R$ 450 milhões em uma década e meia.

Porém, a empresa Produserv, que atualmente presta o serviço, tenta se manter. Ela participou da licitação e chegou a apresentar a melhor proposta financeira. Ela estava disposta a fazer a limpeza por R$ 26.874.402,94 ao ano, o que representava deságio superior a 26,6% sobre o valor inicial, ou R$ 2,239 milhões mensais.

Na fase da apresentação dos documentos, contudo, acabou sendo desclassificada e os pregoeiros chamaram a segunda colocada, a Uniserve. Esta, por sua vez, acabou desistindo do serviço por entender que não conseguiria prestar os serviços por aquele valor, embora tivesse feito a proposta no dia do leilão, em 10 de março.

Por conta desta desistência, o terceiro colocado (Construtora Integral) foi chamado e acabou sendo declarado vencedor do certame no dia 12 de agosto. A Produserv chegou a recorrer administrativamente, mas seu recurso foi indeferido e por isso recorreu à Justiça para tentar se manter na atividade.

O contrato da Produserv acabou em abril, mas ela segue prestando o serviço e em maio recebeu R$ 2,828 milhões. Esse valor está R$ 440 mil acima daquilo que está previsto na proposta que até então era a vencedora da licitação.

Diferentemente da última licitação para a limpeza das unidades de saúde, que teve prazo máximo de até cinco anos, este contrato terá validade inicial de cinco anos e poderá ser renovado por dois períodos iguais, chegando a 15 anos de vigência, o que explica a grande disputa pelo contrato.

A disputa teve cinco empresas interessadas e na fase de apresentação de preços, realizada em 10 de março, o pregão se estendeu por 9 horas e 23 minutos, intervalo no qual foram apresentadas um total de 814 lances, sempre para desbancar a proposta dos concorrentes. 

No termo de referência da licitação, publicado em fevereiro, a prefeitura deixou claro que havia urgência para conclusão do certame. "Ressalta-se que o atual Contrato nº 83/2020 terá sua vigência máxima encerrada em 01/04/2026. Diante do imperativo temporal e da natureza ininterrupta dos serviços de saúde, torna-se urgente a conclusão do novo processo licitatório para evitar lacunas contratuais que gerariam riscos imediatos à operação de toda a Rede Municipal de Saúde", diz trecho do documento oficial. 

Além disso, alegou que precisa terceirizar o serviço por conta da falta de servidores próprios. "A necessidade da contratação decorre, adicionalmente, da inexistência de servidores efetivos em quantidade e especialidade técnica suficientes na estrutura administrativa para a execução direta dessas atividades operacionais. A terceirização, neste caso, apresenta-se como a solução que garante a eficiência e a especialização exigida pelo ambiente hospitalar, conforme as diretrizes da Lei nº 14.133/2021". justifica a administração.

 

campo grande

Feriado de 7 de setembro vai movimentar 18 mil pessoas na rodoviária

Destinos preferidos são Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Três Lagoas (MS), Dourados (MS), Bonito (MS), Cuiabá (MT), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ)

03/09/2026 11h30

População cheia de malas para viajar

População cheia de malas para viajar MARCELO VICTOR

Continue Lendo...

Dia da Independência do Brasil, feriado nacional celebrado anualmente em 7 de setembro, movimenta tanto rodovias, quanto aeroportos e rodoviárias.

Quem tem condições financeiras, oportunidade e disponibilidade, não perde tempo para curtir o feriadão em outra cidade.

Com isso, o movimento promete ser intenso no Terminal Rodoviário de Campo Grande.

De acordo com a Socicam, concessionária que administra o terminal, a expectativa é que 18 mil pessoas embarquem e desembarquem, entre sexta-feira (4) e terça-feira (8), no local.

Cerca de 4 mil embarques estão previstos para sexta-feira (4) e sábado (5). O dia mais movimentado é a sexta-feira (4), com mais de 2 mil embarques.

Os destinos preferidos são Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Três Lagoas (MS), Dourados (MS), Bonito (MS), Cuiabá (MT), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Caso necessário, ônibus extras serão disponibilizados para suprir a demanda.

ORIENTAÇÕES

A empresa que administra a Rodoviária da Capital orienta que o passageiro:

  • Apresente documento oficial com foto no momento de embarque, mesmo que seja criança;
  • Chegue com 1 hora de antecedência do horário do embarque;
  • Obedeça o limite de bagagem: 30kg por pessoa no bagageiro e 5kg de bagagem de mão;
  • Remarcação e reembolso de passagens são feitos com até 3 horas de antecedência, diretamente com a empresa de ônibus;
  • Crianças e adolescentes menores de 16 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis. Caso viajem desacompanhados ou com terceiros, precisam de autorização.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).