Cidades

Cidades

Operação Tapete Persa prende 20 por abuso sexual e pedofilia, diz PF

Operação Tapete Persa prende 20 por abuso sexual e pedofilia, diz PF

Redação

27/07/2010 - 16h00
Continue lendo...

     

Levantamento parcial divulgado pela Polícia Federal nesta terça-feira (27) mostra que 20 suspeitos de abuso sexual e pedofilia na internet foram presos durante a Operação Tapete Persa, deflagrada simultaneamente em 54 cidades de nove estados brasileiros

Entre os presos há pelo menos duas pessoas com mais de 60 anos e um coronel de Polícia Militar. A PF informou que também deteve um menor de 18 anos.

Segundo a PF, o número de prisões é recorde no país para casos de pedofilia e ainda pode aumentar, já que pouco mais da metade dos 81 mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos pelos agentes até a divulgação do balanço. O resultado final da operação deve ser divulgado no fim do dia.

"Já temos um recorde de prisões em flagrante em relação a todas as outras operações que a PF já fez no tocante à pornografia infantil na internet. É um marco negativo, porque a gente gostaria que não tivesse prisões, que as pessoas não praticassem esse delito abjeto", afirma o chefe do Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet (Gecop), delegado Stênio Santos Souza

Cerca de 400 agentes federais foram destacados para atuar na operação, realizada em Alagoas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.

Segundo Souza, São Paulo é o estado com o maior número de prisões até o momento. Apenas em Minas e em Santa Catarina os agentes não haviam registrado prisões. Três suspeitos que não foram localizados também foram indiciados pela PF.

Além de encontrar material de pedofilia nas residências dos suspeitos, os agentes encontraram drogas, armas e imagens que constatam a exploração de crianças por parte de parentes e vizinhos dos suspeitos.

Segundo a PF, há evidencias de que além de fazer uso e repassar material pornográfico, os supostos pedófilos também abusavam de crianças. A soma dos crimes cometidos pelos suspeitos pode chegar a 15 anos, além das penas por eventuais crimes de estupro de vulnerável.

"Tivemos diversas imagens compiladas em vídeo que envolvem crianças e, às vezes, bebês sendo abusados por adultos, que faz com que a gente pense que temos hoje menos humanidade no mundo do que em tempos atrás", disse Souza.

A Operação Tapete Persa foi deflagrada na manhã desta terça, mas a investigação que deu origem ao trabalho começou em janeiro de 2009. A ação é realizada em cooperação com a Interpol e a Polícia Criminal de Baden-Württenberg, no sudoeste da Alemanha.

Durante a Operação Perserttepich & Collection, deflagrada em junho de 2009, a polícia alemã realizou o monitoramento de programas baseados em redes ponto-a-ponto (P2P) na internet, utilizadas para o compartilhamento de arquivos digitais, dentre eles imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

O nome da operação faz alusão a um dos vídeos compartilhados pelos pedófilos, em que se aparecem imagens de uma criança de cerca de 5 anos sendo abusada sexualmente. Ao fundo há um tapete persa ("perserttepich", em alemão).

Após varredura na web em busca de pessoas que estariam distribuindo, compartilhando e divulgando material de pedofilia, a polícia alemã identificou milhares de usuários em todo o mundo, inclusive no Brasil, envolvidos com o crime.

Mediante cooperação internacional, os fatos foram informados à representação da Interpol no final de 2008 e, a partir daí, a denúncia chegou à Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal.

Ainda no primeiro semestre de 2009, a unidade central da PF para crimes de pedofilia iniciou investigações para identificação dos locais utilizados pelos suspeitos no Brasil e individualização de cada um.

Decisão Judicial

Acusado de matar jovem em emboscada é condenado a 17 anos de prisão

Segundo o MPMS, crime foi motivado por ciúmes e ocorreu após o fim do relacionamento do réu com uma amiga da vítima

05/10/2026 11h40

Divulgação: MPMS

Continue Lendo...

O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou a 17 anos de prisão, um homem acusado de feminicídio contra uma jovem baleada nas costas em 2024. A pena deve ser cumprida de forma imediata, e o condenado terá de pagar R$ 10 mil de reparação mínima à família da vítima, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O MPMS teve sua tese acolhida pelo Conselho de Sentença e e reconheceu as três qualificadoras da denúncia, motivo torpe, emboscada que impediu a defesa da vítima e crime cometido em razão da condição de gênero.

O réu também respondia por porte ilegal de arma de fogo. No plenário, a acusação foi feita pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant'Anna Pinheiro, da 21ª Promotoria de Justiça da Capital.

Como foi o crime?

A vítima morava com uma amiga que namorava o réu. Segundo a Polícia Civil e as provas periciais, ele criava conflitos constantes na casa, movido por ciúmes da amizade entre as duas mulheres. A convivência ficou insustentável, o namoro terminou e ele saiu do imóvel.

Cerca de duas semanas depois, a jovem esperava um carro de aplicativo na calçada quando foi surpreendida pelo agressor armado. Ela levou dois tiros no pescoço, pelas costas, sem chance de defesa. O homem fugiu e a vítima ficou quatro meses internada, onde veio a falecer, deixando um filho pequeno.

Contra o acusado havia mandado de prisão preventiva, mas ele permaneceu foragido por quase um ano, até ser localizado e preso. Com a prisão, o processo foi retomado.

O acusado negou o homicídio e afirmou ter viajado para Presidente Prudente (SP) antes do crime. De acordo com o MPMS, ele não apresentou dados nem testemunhas que comprovem a viagem. A promotoria sustentou que a versão era contraditória e incompatível com as provas do processo.

A defesa recorreu pedindo a anulação do julgamento, mas o MPMS contestou o recurso, e a sessão do Tribunal do Júri foi realizada.

Ainda internada, a vítima prestou depoimento à Polícia Civil, reconheceu o agressor por fotografia e relatou as ameaças de morte que já havia recebido. Testemunhas confirmaram na Justiça a rotina de conflitos na casa.
 

BURAQUEIRA

Em Ivinhema, forte chuva causa estrago e abre cratera em avenida

Prefeito Juliano Ferro publicou um vídeo, onde mostra que a rede de esgoto foi mal instalada por uma empresa terceirizada da Sanesul

05/10/2026 11h30

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema Reprodução: Ivinotícias

Continue Lendo...

A forte chuva que atingiu o município de Ivinhema, neste domingo (4), abriu uma cratera no cruzamento das avenidas Antônio Travain e Fermino Alves de Souza, no bairro Piravevê. O prefeito Juliano Ferro (PL), o "Mais Louco do Brasil", visitou o local e explicou a causa do problema. 

Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o 'Mais Louco' diz que uma empresa, contratada pela Sanesul para prestar serviço de implantação de esgoto na cidade, passou o cano da rede por dentro do tubo de água da chuva e não fechou de maneira adequada o buraco. Com isso, o volume acumulado da precipitação passou por debaixo do asfalto e causou o estrago, abrindo a cratera na avenida.

O prefeito disse que o trecho será interditado e acionou a Sanesul, a qual informou ao gestor que enviará uma equipe de Campo Grande para resolver o problema.

Segundo a Defesa Civil, o município recebeu cerca de 55 milímetros de chuva durante a madrugada de sábado (3) para domingo (4), com ventos de aproximadamente 90 km/h.

O temporal também causou danos em Nova Andradina, onde árvores, outdoors e placas foram derrubados. Houve destelhamentos em diferentes regiões da cidade e interrupções no fornecimento de energia, problema registrado também em Batayporã.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).