Cidades

lentidão judicial

Operações da
PF empacam no MP e na Justiça

Operações da
PF empacam no MP e na Justiça

celso bejarano

24/03/2014 - 13h30
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Balanço apurado pela reportagem do Correio do Estado acerca das 30 principais operações deflagradas pela Polícia Federal, em Mato Grosso do Sul, de 2001 para cá, período de 13 anos, indica que a punição judicial, de fato, afeta de imediato somente as pessoas capturadas por ligações com o tráfico de drogas. Processos de outros crimes – como lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, fraude na papelada para criação de empresas, licitações públicas, como exemplos – emperram ou no Ministério Público Federal, Estadual ou na Justiça Federal e também na Estadual, por anos e até décadas.

Nas operações estudadas pelo jornal, nota-se que ao menos 300 pessoas foram detidas, entre as quais, apenas uma dezena permanece na prisão, por ligação com o tráfico de droga.
Siga o desfecho de algumas das principais operações da PF.

Semana passada, ocupou páginas dos jornais, programas de tevês e internet o reputado episódio da Servan, sociedade dos médicos anestesistas de Campo Grande. Investiga-se se a empresa monopoliza o mercado, isto é, impõe o chamado cartel. O caso virou inquérito na Polícia Federal, em 2009 e, em 2013, quatro anos depois, encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). O relatório da PF sugere que os médicos promoveram cartel. No entanto, o MPF, devolveu o inquérito à PF e a questão voltou à estaca zero.

No dia 31 de janeiro de 2012, policiais federais ocuparam a sede da Capital Mercantil Factoring, na cidade de São Gabriel do Oeste, empresa que “captava investimentos de pessoas, com a promessa de boa remuneração de alta taxa de juros”.

Trecho da nota emitida pela assessoria de comunicação da PF, um dia depois da operação batizada de “Pirita” [mineral brilhante, na cor amarelo-ouro, conhecido como pedra da sorte]: “Em outubro passado (2011), a empresa ‘fechou as portas’, deixando grandes prejuízos para os investidores, estimados inicialmente em cerca de R$ 50 milhões”.

São Gabriel do Oeste fica a cerca de 140 km de Campo Grande e tem menos de 30 mil habitantes. Até agora, embora as declarações confirmando as perdas financeiras, o dono da factoring nada sofreu judicialmente.

O empresário, que pegava dinheiro da população e prometia bons juros, sumiu da cidade. Na época, ele mantinha uma filial da factoring em Campo Grande.

Sete de julho de 2009, a partir das 6h da manhã, policiais federais prenderam 42 pessoas e cumpriram 85 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, Naviraí e Ponta Porã, em MS, e ainda em Guaíra e Umuarama, no Paraná.

Por dois anos, a PF descobriu que uma organização criminosa cometia crimes como formação de quadrilha, exercício ilegal de atividade financeira, agiotagem, contra a ordem econômica e o sistema financeiro. Dos 42 detidos, soltos logo depois, nenhum foi sentenciado até hoje. Nome da operação: “Owari”, ponto final em japonês.

Laranjas
Anos antes, em dezembro de 2004, a PF investiu na operação “Perseu” [herói da mitologia grega]. Onze pessoas foram presas por formação de quadrilha e sonegação de impostos. Na época, segundo a PF, o frigorífico Margem, segundo maior do País, tinha como donos “laranjas” [na linguagem popular, pessoas que emprestam o nome, documento ou conta bancária para ocultar a identidade de quem a contrata]. A empresa tinha uma dívida de R$ 155 milhões, R$ 85 milhões dos quais com o INSS. O esquema de sonegação implicava, segundo a PF, advogados, contadores, despachantes e agentes públicos. Os reais donos do frigorífico tocavam 21 unidades, 16 das quais em MS, onde eram abatidos 8 mil cabeças de gado por dia. Ninguém foi sentenciado. Dia 10 de março de 2005, a PF deflagrou a “Pegasus” [cavalo voador], operação também conhecida como “Caso Banestado”. Nessa investida, os policiais descobriram uma quadrilha que mandou, pela chamada conta CC-5, algo em torno de R$ 60 milhões para fora do País. O bando agia no Paraná e em MS, onde 55 “laranjas” enviaram dinheiro para países estrangeiros. A polícia desmantelou o esquema, mas não capturou culpados ao menos aqui em MS.

Verba

Campo Grande pode receber R$ 411,7 milhões para asfalto e infraestrutura

Projeto prevê pavimentação, drenagem e recuperação de vias em cerca de 20 bairros da Capital

31/10/2026 13h03

Marcelo Victor

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Campo Grande foi selecionada pelo Governo Federal para receber R$ 411,73 milhões do programa Avançar Cidades, destinados a obras de infraestrutura urbana. O projeto prevê intervenções em cerca de 20 bairros das sete regiões da Capital, incluindo pavimentação asfáltica, drenagem, recuperação viária, sinalização e acessibilidade.

A seleção representa um novo aporte de recursos para ampliar a infraestrutura urbana do município, especialmente em regiões que ainda enfrentam problemas relacionados à falta de pavimentação e às condições das vias.

Apesar da aprovação do projeto, o dinheiro ainda não está disponível para execução das obras. A Prefeitura aguarda o cumprimento dos trâmites federais necessários à liberação dos recursos.

O investimento de R$ 411,73 milhões é o principal destaque da semana na agenda de desenvolvimento urbano da Capital, que também registrou novos repasses federais para famílias atingidas pelo temporal de setembro e iniciativas nas áreas de educação, qualificação profissional e segurança pública.

Tempo

MS tem alerta de tempestade neste fim de semana, com risco de granizo

Avisos do Inmet preveem chuva de até 50 milímetros por dia; Campo Grande e municípios do interior devem ter pancadas e trovoadas

31/10/2026 11h00

Chuva está prevista para vários municípios de MS

Chuva está prevista para vários municípios de MS Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul deve ter um fim de semana de instabilidade, com previsão de pancadas de chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo em pontos isolados. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de tempestade, com validade entre as 23h deste sábado (31) e as 22h59 de domingo (1º), para municípios como Campo Grande e Dourados.

O aviso prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou acumulado de até 50 milímetros por dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. Segundo o instituto, há risco, considerado baixo, de alagamentos, queda de galhos de árvores, danos em plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

A previsão do Inmet indica que as chuvas devem atingir áreas do Centro-Oeste durante o fim de semana. No domingo, não está descartada a ocorrência de granizo em regiões de Mato Grosso do Sul. O cenário é favorecido pela combinação de calor, umidade e áreas de instabilidade na atmosfera.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a possibilidade de chuva é maior na metade norte do Estado neste sábado, mas as demais regiões também podem registrar precipitações isoladas.

Em Campo Grande, o sábado deve ser de muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada e temperaturas entre 21°C e 26°C. No domingo, a previsão é de mínima de 21°C e máxima de 31°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas, principalmente durante a tarde.

Em Dourados, os termômetros devem variar entre 19°C e 29°C neste sábado, com possibilidade de chuva. No domingo, a previsão indica temperaturas entre 20°C e 30°C, com pancadas e trovoadas, principalmente no período da tarde.

Na região do Pantanal, Corumbá deve registrar temperaturas entre 22°C e 29°C no sábado, com possibilidade de chuva. No domingo, a máxima pode chegar aos 34°C, com previsão de novas pancadas e trovoadas.

Em Três Lagoas, a previsão para sábado indica mínima de 20°C e máxima de 30°C. No domingo, os termômetros podem chegar aos 32°C, com aumento da nebulosidade e possibilidade de tempestades.

Já em Ponta Porã, a previsão para sábado é de temperaturas entre 18°C e 28°C, com possibilidade de pancadas isoladas. No domingo, a tendência é de continuidade da instabilidade, com possibilidade de chuva na região de fronteira.

Orientação 

Diante da possibilidade de tempestades, a Defesa Civil recomenda que a população adote medidas preventivas para evitar acidentes.

Durante rajadas de vento, a orientação é não procurar abrigo debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas. Também é importante evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão, placas de publicidade e estruturas que possam ser derrubadas pelo vento.

Outra recomendação é evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante tempestades. Se houver necessidade de desligar equipamentos e o quadro geral de energia, a medida deve ser adotada somente quando houver condições seguras.

Em caso de chuva intensa, os moradores devem evitar atravessar ruas alagadas e não se aproximar de córregos, rios ou locais sujeitos a enxurradas. Motoristas também devem reduzir a velocidade e redobrar a atenção em vias com acúmulo de água.

A Defesa Civil orienta ainda que a população acompanhe os avisos meteorológicos e fique atenta a sinais de risco, como elevação rápida do nível da água e movimentação de estruturas.

Como receber alertas e acionar os órgãos de emergência

A população pode receber avisos meteorológicos gratuitos por SMS. Para isso, basta enviar o CEP da região para o número 40199.

Em Mato Grosso do Sul, a Defesa Civil mantém atendimento de emergência pelo telefone 199 e WhatsApp 24 horas pelo número (67) 99607-1525.

Em situações que envolvam risco imediato à vida, como pessoas ilhadas, acidentes provocados por tempestades ou situações de resgate, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193.

Os alertas e atualizações podem ser consultados nos canais oficiais do Inmet e da Defesa Civil estadual.

 

 

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