Cidades

INVESTIGAÇÃO

Oposição critica despacho de Janot sobre 'inconveniência'
da Justiça Eleitoral

Documento foi assinado após indicação de Dilma para recondução do procurador-geral

FOLHAPRESS

30/08/2015 - 18h22
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Os partidos de oposição ao governo federal reagiram neste domingo (30) à crítica feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a "inconveniência" da Justiça Eleitoral de tornar-se protagonista exagerada do espetáculo da democracia.

Em nota, os líderes do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade na Câmara dos Deputados afirmaram que causou "grande estranheza" o tom adotado pelo procurador-geral e avaliaram que ele parece "querer dar lições" ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e aos partidos de oposição.

"No processo eleitoral, eleitores, partidos, Justiça Eleitoral e Procuradoria têm papéis distintos e complementares e é fundamental que todos cumpram o que lhes cabe, com equilíbrio e isenção. Inconveniente seria se não o fizessem", ressaltaram.

A crítica de Janot foi feita em parecer pelo arquivamento de pedido feito pelo vice-presidente do TSE, Gilmar Mendes, para investigar uma das fornecedoras da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT).

O documento foi assinado na semana seguinte à indicação da petista para a recondução do procurador-geral ao cargo e no momento em que a Justiça Eleitoral discute a abertura de ações da oposição ao governo federal que pedem a cassação da chapa presidencial.

Em referência à defesa feita por Janot de que a "pacificação social" é uma das funções do Poder Judiciário, os partidos de oposição afirmaram que ela só poderá ocorrer se não "pairarem dúvidas sobre os métodos utilizados pelos candidatos para vencer eleições".

"Sobretudo, quando um dos concorrentes, no caso a presidente Dilma Rousseff, ter anunciado, um ano antes do início do processo eleitoral, que eles poderiam fazer o diabo quando é hora de eleição", disseram.

No final da nota, os líderes da Câmara dos Deputados ressaltam que continuarão aguardando e confiando na "imparcialidade" da Procuradoria-Geral da República para exercer o papel de "guardiã dos interesses da sociedade".

PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO

Relator da prestação de contas da campanha da presidente à reeleição, Mendes acionou nas últimas semanas a PGR, a Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo para investigar possíveis irregularidades na prestação de serviços, além de indícios de que recursos desviados no esquema de corrupção da Petrobras também abasteceram o caixa petista.

Procurado pela reportagem, Mendes disse que ainda não tinha tomado conhecimento da decisão de Janot.

Coordenador jurídico da campanha de Dilma, o advogado Flávio Caetano, disse que a posição de Janot é correta.

"Nós temos dito que o processo de prestação de contas tem começo meio e fim, e o final dele foi em dezembro quando foi julgado por unanimidade e aprovado. Não houve recurso do PSDB", disse.

Investigação

MPMS investiga falta de farmacêuticos na rede de saúde de Campo Grande

Investigação aponta déficit de profissionais, cobertura parcial nas unidades e possível dispensação de medicamentos por servidores sem habilitação em Campo Grande

23/06/2026 17h32

Foto: Divulgação

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A assistência farmacêutica oferecida à população de Campo Grande entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O órgão instaurou um inquérito civil para investigar a falta de farmacêuticos em unidades da rede municipal de saúde e possíveis irregularidades na dispensação de medicamentos, serviço considerado essencial para garantir a segurança e a eficácia dos tratamentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A apuração teve início após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do MPMS relatarem que medicamentos estariam sendo entregues por servidores sem formação específica na área farmacêutica, em alguns casos sem a supervisão direta de um profissional habilitado.

 

A recomendação técnica do Ministério da Saúde prevê a presença de pelo menos um farmacêutico por unidade de saúde ou por equipe de referência, durante todo o horário de funcionamento, garantindo a assistência adequada aos usuários e a segurança na dispensação de medicamentos.

A situação levantou preocupações sobre o cumprimento das normas técnicas que regulam a assistência farmacêutica e sobre os riscos que a prática pode representar aos usuários da rede pública.

Os levantamentos preliminares realizados pelo Ministério Público apontam que o problema não está restrito a uma única unidade de saúde. Um dos focos da investigação é o Distrito Sanitário Segredo, onde apenas parte dos postos possui farmacêuticos e, mesmo assim, em horários limitados.

A cobertura parcial dificulta o acompanhamento adequado dos pacientes e amplia a dependência de profissionais administrativos para atividades relacionadas à entrega de medicamentos.

Informações encaminhadas pela própria Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmam que nem todas as unidades contam com farmacêuticos em tempo integral.

A pasta reconhece que servidores administrativos atuam como apoio no processo de dispensação de medicamentos, embora haja restrições para a entrega de remédios sujeitos a controle especial.

Para o MPMS, a questão vai além da simples distribuição de medicamentos. A legislação prevê que a assistência farmacêutica envolve uma série de atribuições técnicas, incluindo a análise das prescrições médicas, a orientação correta sobre o uso dos remédios, a identificação de possíveis interações medicamentosas e o acompanhamento do tratamento dos pacientes.

A ausência desse acompanhamento especializado pode comprometer a qualidade da assistência prestada e aumentar os riscos relacionados ao uso inadequado de medicamentos, especialmente entre pacientes com doenças crônicas ou que utilizam múltiplos remédios simultaneamente.

Déficit de farmacêuticos

Outro ponto identificado durante a investigação é o déficit de farmacêuticos na rede municipal. O Ministério Público verificou a existência de cargos vagos e a falta de concurso público vigente para reposição desses profissionais.

A situação, segundo o órgão, contribui para a sobrecarga dos servidores em atividade e dificulta a ampliação da cobertura nas unidades de saúde.

Além da escassez de profissionais, a distribuição desigual dos farmacêuticos também chamou a atenção dos investigadores.

Enquanto algumas unidades conseguem oferecer atendimento especializado em determinados períodos do dia, outras permanecem sem qualquer cobertura farmacêutica, criando diferenças no acesso aos serviços entre os usuários da rede municipal.

Diante das irregularidades apontadas, o MPMS requisitou informações detalhadas à Sesau sobre as medidas adotadas para recompor o quadro de farmacêuticos e garantir a presença desses profissionais nas unidades de saúde.

O órgão também solicitou ao Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul a realização de vistorias para verificar as condições de funcionamento dos serviços e a regularidade da dispensação de medicamentos.

A fiscalização deverá avaliar se as unidades estão cumprindo as normas previstas para a assistência farmacêutica e se existem situações que possam colocar em risco a saúde dos pacientes atendidos pelo SUS.

O inquérito civil permanece em andamento e poderá resultar em recomendações, termos de ajustamento de conduta ou outras medidas administrativas e judiciais caso sejam confirmadas irregularidades.

O objetivo, segundo o Ministério Público, é assegurar que a população tenha acesso a um serviço farmacêutico adequado, com orientação técnica qualificada e profissionais suficientes para atender à demanda da rede pública de saúde de Campo Grande.

Cidades inteligentes

Agetran espera implantar patinetes e bikes elétricas compartilhadas em agosto

A Agência depende do interesse de empresas para a realização do serviço e o início da fase experimental

23/06/2026 17h00

Serviço prevê aluguel de patinetes e bicicletas elétricas

Serviço prevê aluguel de patinetes e bicicletas elétricas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) espera implantar o período experimental para a operação de sistemas de patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em Campo Grande até o mês de agosto deste ano. 

Os testes terão duração de 90 dias e serão fiscalizados pela Agetran, podendo ser ampliado para 180 dias até a regulamentação do trânsito de ciclomotores nas ciclovias. 

O início dos testes dependem do interesse de empresas em se cadastrarem para a realização do trabalho. A elas fica a responsabilidade da realização de campanhas educativas e divulgação dos trabalhos a serem feitos, em conjunto com a Agetran. 

"A princípio, a gente tem buscado o que acontece em outras capitais do nosso País onde as empresas estarão disponibilizando esse material, sejam patinetes ou bicicletas elétricas. Nesse período de experiência estaremos avaliando qual dessas modalidades serão mais utilizadas pelo campo-grandenses", afirmou o diretor de trânsito da Agetran, Ideu Vilela.

A ideia é que Campo Grande se una a grandes cidades que possuem o serviço de aluguel de bicicletas e patinetes elétricos, onde o acesso é feito via aplicativo e o usuário paga pelo tempo de uso.

Entre as cidades com os serviços ativos estão São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Recife (PE), Ilhéus (BA) e Vitória (ES). 

Em Campo Grande, a Agetran estima a ampliação para mais de 135 quilômetros de ciclofaixas para a realização do serviço.

As empresas interessadas já podem apresentar um Plano Operacional à Agetran, contendo a área de atuação, quantitativo de equipamentos, mecanismos de monitoramento, manutenção, atendimento ao usuário e gestão operacional, conforme publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) na última segunda-feira (22). 

Ficará a cargo da empresa contratada toda a parte de infraestrutura para funcionamento do projeto, bem como a manutenção e recolhimento dos equipamentos, rastreamento de frota, a observância da legislação de trânsito, mobilidade urbana e acessibilidade e compartilhamento de informações operacionais solicitadas pelo Município. 

À Agetran, além de realizar a fiscalização durante o período experimental, fica a incumbência de delimitar as áreas onde os patinentes e bicicletas poderão circular. 

"Nós vamos fazer esse teste buscando entender o movimento e a quantidade desse modal que temos na cidade, para entender e trazer uma regulamentação. Com a regulamentação, nós conseguimos entrar com campanhas educativas para o trânsito. Nós pretendemos deixar cursos à disposição de ciclitas e pessoas que estarão utilizando essa modalidade de transporte", explicou o diretor presidente da Agetran, Ciro Vieira. 

"A partir do momento que nós, se tivermos alguma empresa que se cadastrar para fazer esse teste conosco, aí sim, nós já vamos começar. Um dos requisitos é justamente que ele faça uma campanha prévia para poder operar, já trazendo essas orientações de segurança para a sociedade que estiver transitando ali nas cicloias ou ciclofaixas", finalizou. 


 

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