Cidades

Porto Murtinho

Orla portuária será opção de entretenimento e turismo em Porto Murtinho

Obras fazem parte do desenvolvimento da região, que será o "Portal" da Rota Bioceânica

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Considerada o Portal da Rota Bioceânica, Porto Murtinho se prepara para receber um grande fluxo de pessoas com o desenvolvimento da ponte sobre o Rio Paraguai, que liga o município a Carmelo Peralta, no Paraguai.

Uma das obras mais emblemáticas executadas neste momento é a revitalização da orla portuária, local que se tornará, além de um espaço de contemplação do Rio Paraguai, um importante ponto de entretenimento para a população, atraindo também os turistas que passarem pelo local.

O "point" é uma promessa da gestão de Nelson Cintra, prefeito do município, e um marco do desenvolvimento da região. Para a obra, estão sendo investidos R$ 2,8 milhões, oriundos de recursos próprios. O projeto prevê construção de rampas de acessibilidade, escadaria, atração para pequenas embarcações, quadras de esportes, áreas de eventos e espaços para convivência.

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Divulgação

A ideia é que futuramente o local também tenha uma praça de alimentação e uma pista de caminhada sobre o dique de contenção de cheias, que se situa entre o rio e a cidade, além de um moderno sistema de iluminação em toda a orla. 

A primeira etapa das obras foi concluída em tempo recorde para receber o Rally de Jet Ski, realizado em novembro, com a participação de pilotos de nove estados. 

Transformação

As obras urbanísticas e paisagísticas do porto vão transformar o local, e melhorar a qualidade de vida da população,

“Estamos trabalhando muito para melhorar a infraestrutura da cidade, que está passando por um boom de crescimento com a construção da ponte que vai ligar o Brasil ao Paraguai e abrir o corredor bioceânico, transformação Murtinho no novo Canal do Panamá”, destacou o prefeito Nelson Cintra. 

A cidade, como corredor das exportações entre os oceanos Atlântico (Brasil) e Pacífico (Chile), com destino à Ásia, atrai a atenção do empresariado e dos governos federal e estadual.

Hoje, Porto Murtinho é um canteiro de obras, com mais de R$ 70 milhões de investimentos em infraestrutura e nas demais áreas – parte dos recursos da União e do Estado viabilizados pelo prefeito com apoio da Câmara de Vereadores e bancada federal.

“Deixamos de ser fim de linha para tornar-se o centro de um dos maiores projetos de integração e desenvolvimento transfronteiriço”, sustenta o prefeito murtinhense. “É um novo ciclo econômico que está chegando e precisamos estar preparados, com infraestrutura e capacitação de mão-de-obra para absorver as oportunidades”, acrescenta. “A orla portuária está sendo devolvida à cidade, com a construção do dique ficamos sem o acesso ao rio.”

Ponte sobre o Rio Paraguai

Com valor estimado de US$ 85 milhões a estrutura terá uma extensão de 1.294 metros, dividida em três pontos, dois constituirão os viadutos de acesso de ambos os lados, e um corresponderá à parte estaiada, com 632 metros de comprimento, com vão central de 350 metros.

A porta de entrada do Brasil será por Porto Murtinho, onde está sendo construída a ponte, na divisa com a cidade de Carmelo Peralta. Depois o corredor segue pelo norte do Paraguai, entra na Argentina e chega nos portos chilenos, encurtando o caminho ao Oceano Pacífico.

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Expansão

Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável

Áreas somam cerca de 669 mil hectares de unidades de conservação

08/09/2026 23h00

Foto: Fabíola Sinimbú / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas. A medida protege a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais, em categoria de unidade de conservação que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores.

As reservas são Tupana Igapó-Açu I, no município de Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. Somadas, as reservas chegam a cerca de 669 mil hectares.

Lula também assinou decreto que amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí,  totalizando a área em 13.502 hectares. Em discurso, o presidente disse que a proteção total do meio ambiente só ocorrerá quando a sociedade perceber o quão lucrativo é o turismo em áreas preservadas para “descansar e conhecer a nossa riqueza”.

“[A sociedade] vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada”. A assinatura dos decretos ocorreu em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.

Na ocasião, o Serviço Florestal Brasileiro assinou os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas, com prazo de 40 anos. Os contratos abrangem 162,7 mil hectares e concluem a concessão das três unidades da Flona de Humaitá, que totalizam 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.

Quilombolas

O evento também marcou a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, ao projeto Naturezas Quilombolas. A verba deverá apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios. O projeto, com prazo de 60 meses, será executado pela Fundação Guamá.

Justiça

Diretores da PF apoiam Andrei Rodrigues e colocam cargos à disposição

Diretor-geral foi afastado preventivamente por André Mendonça

08/09/2026 22h00

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Onze diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma carta manifestando “total apoio” ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que foi afastado preventivamente do cargo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na carta, os diretores expressam apoio também ao diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, que também foi afastado. Eles colocaram o cargo à disposição do diretor interino da PF, William Marcel Murad. 

“Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável”, diz o texto. 

Andrei foi afastado por Mendonça na manhã desta terça. Segundo a decisão, o diretor-geral da PF teve participação no monitoramento ilegal do ministro durante o mês de agosto, quando ao menos seis relatórios internos foram produzidos. 

O texto assinado pelos diretores da PF continua afirmando que “narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”. 

A nota fala ainda de “ataques” à PF e “usurpação de funções”, completando ser do interesse público que os diretores defendam uma instituição capaz de assegurar o Estado Democrático de Direito.

“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, conclui o texto. 

A decisão monocrática que afastou Andrei chegou a ser colocada em julgamento na Segunda Turma do STF, que formou maioria de três entre cinco ministros para confirmar a medida. O desfecho da análise foi adiado por um pedido de vista (mais tempo de análise) feito pelo ministro Gilmar Mendes. 

Além de Mendes e Mendonça, compõem a turma os ministros Luiz Fux e Nunes Marques, que votaram a favor do afastamento, e Dias Toffoli, que ainda não se posicionou.

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