Cidades

Dia Nacional de Combate

PA, MG, MT e SP lideram suspeitas de trabalho escravo

PA, MG, MT e SP lideram suspeitas de trabalho escravo

G1

28/01/2014 - 07h18
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As investigações do Ministério Público Federal (MPF) sobre casos de trabalho escravo em quatro estados – Pará, Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo – representam quase metade de todas as apurações sobre o tema no país, informou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nas 27 unidades da federação, estão em andamento 1.480 investigações do MPF sobre o crime de condição análoga à de escravidão, que prevê punição de dois a oito anos de prisão e multa.

Juntos, os quatro estados têm 729 apurações em andamento, que representam 49,2% do total do país. O maior número de casos está no Pará (295 investigações), seguido de Minas Gerais (174), Mato Grosso (135) e São Paulo (125).

Os dados serão divulgados nesta terça-feira (28) pela PGR em razão das celebrações do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. O dia 28 de janeiro foi escolhido porque marca a Chacina de Unaí, como ficou conhecido o assassinato, em 2004, de três auditores do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho que investigavam trabalho escravo na cidade mineira.

Nesta terça, a Procuradoria-Geral lançará a Campanha de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil, na qual o Ministério Público pretende esclarecer à sociedade que ainda existe trabalho escravo no Brasil e as alternativas para a população denunciar o crime. A PGR também quer pedir a colaboração da Justiça para o encerramento dos processos judiciais e voltará a acompanhar as fiscalizações do Ministério do Trabalho sobre o tema.

Ainda segundo o estudo da PGR, além das investigações em andamento no âmbito do Ministério Público, desde 2010 foram instaurados 480 inquéritos policiais nos quais a Procuradoria da República atua. Entre 2010 e 2013, foram abertas 469 ações penais, que são processos oriundos de denúncias do MP.

Apesar do elevado número de investigações e dos inquéritos e ações penais abertos nos últimos anos, a PGR aponta que, desde 2010, ninguém começou a cumprir pena no Brasil pelo crime de reduzir um trabalhador à condição análoga à escravidão.

Segundo a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge, que coordena a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão – responsável por questões criminais e controle da atividade policial –, a "morosidade do Judiciário" favorece a impunidade nos casos de trabalho escravo.

Raquel Dodge enfatizou que não há execução das penas porque os condenados recorrem e os processos não chegam ao fim.

"Precisamos encurtar prazos processuais. É uma conduta inaceitável. Precisamos enfrentar punindo quem ainda pratica [o crime de trabalho escravo]. Tenho certeza que o Judiciário será sensível sobre a necessidade do encerramento dessas ações", afirmou a subprocuradora.

Ela destacou que uma das questões que barrava a resolução de casos era o impasse sobre se a competência para julgar o tema era da Justiça estadual ou da Justiça Federal. O tema foi decidido em 2009 pelo Supremo Tribunal Federal, que entendeu que era competência federal. Desde então, apesar de resolvido o impasse, as ações não transitam em julgado, ou seja, não chegam à fase em que não cabem mais recursos.

A subprocuradora lembrou o caso da Chacina de Unaí, na qual os acusados ainda não foram julgados. "Esperamos que esse julgamento ocorra e estamos confiantes na condenação porque as provas são fortes", enfatizou.

Escravidão contemporânea
Segundo Raquel Dogde, os tipos de trabalho escravo são diferentes em cada unidade da federação.

Enquanto no Pará os trabalhadores explorados atuam em pecuária e no desmatamento de áreas, em Minas Gerais o problema se concentra na produção de grãos. No Mato Grosso, pecuária e agricultura também são os principais motivos.

A diferença está em São Paulo, destacou a procuradora, onde os casos de trabalho escravo estão na área de confecção e da construção civil. "Estamos nos deparando com novas práticas de trabalho forçado, mesmo em atividades bem regulamentadas."

A subprocuradora lembrou que uma das preocupações do Ministério Público é com o aliciamento de trabalhadores em estados das regiões Norte e Nordeste, que são levados para o Sudeste e acabam sendo tratados em condições análogas à escravidão.

"Locais onde há casos de trabalho escravo são também fornecedores de mão de obra vulnerável: interior do Piauí, Maranhão, Pará, Norte do Tocantins e Norte do Mato Grosso", complementou Raquel Dogde.

MATO GROSSO DO SUL

Na terra em que Bolsonaro serviu, Flávio dispara: 'aqui fui concebido'

Jair Bolsonaro serviu no chamado 9° Grupo de Artilharia de Campanha do Exército Brasileiro, o 9º GAC - "Major Cantuária", como segundo tenente entre os anos de 1979 à 1981

10/04/2026 12h44

Fala foi feita em encontro com pré-candidatos do Partido Liberal e siglas aliadas

Fala foi feita em encontro com pré-candidatos do Partido Liberal e siglas aliadas Marcelo Victor/Correio do Estado

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Em visita à terra na qual o pai serviu ao Exército Brasileiro (EB), o senador federal Flávio Bolsonaro reuniu-se com membros do Partido Liberal na sede do PL em Mato Grosso do Sul, citando a passagem do ex-presidente pelo Estado e disparando uma confissão do passado: "aqui fui concebido".  

A fala foi feita em encontro com pré-candidatos do Partido Liberal e siglas aliadas, contando com a presença de medalhões da política local, com o ex-governador Reinaldo Azambuja, e o atual chefe do Executivo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, além de: 

  • Tereza Cristina 
  • Marcos Pollon 
  • Rodolfo Nogueira 
  • Jaime Verruck 
  • Coronel Davi 
  • Capitão Contar 
  • Rinaldo Modesto
  • Beto Pereira
  • Rafael Tavares
  • Márcio Fernandes 
  • Roberto Hashioka
  • Rodrigo Basso, prefeito de Sidrolândia

Na ocasião, Flávio mencionou Mato Grosso do Sul de forma "carinhosa" quando questionado sobre a importância do Estado para sua trajetória política, tendo em vista que o colégio eleitoral sul-mato-grossense está longe de possuir o peso de regiões como o sudeste e nordeste. 

"Aqui é um estado, inclusive, onde eu fui concebido... em Nioaque, quando meu pai servia aqui no Mato Grosso do Sul, mas depois nasci no Rio de Janeiro", afirmou o senador carioca.

Entenda

Flávio Bolsonaro fez nesta semana sua primeira visita a Campo Grande como pré-candidato à Presidência da República, Estado em que veio deliberar tanto sobre a possível melhor escolha para o Senado por Mato Grosso do Sul, como ainda uma possível vice-presidência para sua chapa. 

Como bem revelou Flávio, Mato Grosso do Sul faz parte da história de sua família, já que o município de Nioaque, distante cerca de 184 quilômetros da Capital, foi o segundo local de serviço durante a carreira militar do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Jair Bolsonaro serviu no chamado 9° Grupo de Artilharia de Campanha do Exército Brasileiro, o 9º GAC - "Major Cantuária", como segundo tenente entre os anos de 1979 à 1981.

Ainda em seu primeiro ano como presidente, inclusive, Jair Bolsonaro chegou a enviar uma mensagem de áudio aos militares do 9º GAC, relembrando os momentos que dizem "ter feito parte de sua história". 

“É motivo de satisfação e de orgulho dirigir a palavra a todos vocês e dizer que os momentos que passei aí, por 3 anos, onde tive o primeiro filho, obviamente marcaram minha vida", disse Jair Bolsonaro à época. 

Para Flávio, o encontro com representantes da política local tende a fortalecer as bases da direita, rumo ao projeto de governo do pré-candidato. 

"O objetivo é só um, é resgatar o Brasil. E pra gente poder apresentar esse projeto de prosperidade pro nosso país, a gente primeiro tem uma eleição para vencer.", concluiu.

 

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CAMPO GRANDE

PRF culpa organização por congestionamentos quilométricos em show do 'Guns'

Responsáveis teriam descumprido o conselho da Polícia Rodoviária Federal e implantado leitura de QR Code na entrada, com carros entrando um por vez no estacionamento em única via de acesso

10/04/2026 11h32

 Segundo a PRF

Segundo a PRF "verificou-se cenário distinto do planejado", com quatro pontos que foram diferentes do apresentado pela organização Divulgação

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Após o show da banda estadunidense Guns N' Roses em Campo Grande ficar marcada por enormes filas de carros, tanto na ida quanto na volta, em trechos da rodovia BR-262, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicou que os congestionamentos quilométricos no único acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura foram causados por culpa das decisões da organização do evento. 

Desde a noite de quinta-feira (10), como bem acompanha o Correio do Estado, o congestionamento quilométrico até o local do evento passou a ganhar espaço nas redes sociais, antes mesmo da banda subir ao palco para a estimativa de 35 mil pessoas. 

Depois disso, quem acompanhou a banda liderada por Axl Rose e composta Slash e Duff McKagan até o final ainda precisou enfrentar quase cinco horas para sair do show, problemas esses que a Polícia Rodoviária Federal coloca a responsabilidade sobre a organização do evento. 

Esperando cerca de 35 mil pessoas, a PRF relembrou na manhã desta sexta-feira (10) que participou de reuniões e analisou o projeto apresentado pela organização. 

Culpa de quem? 

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, estavam previstas múltiplas vias de acesso aos estacionamentos, com entradas simultâneas de veículos e fluxo contínuo. 

"No entanto, no dia do evento, verificou-se cenário distinto do planejado", confirmou a Polícia Rodoviária Federal em nota, destacando quatro pontos que foram diferentes do apresentado pela organização. 

Entre esses, que contribuíram inclusive para o congestionamento na ida para o show, é descrito que a abertura dos estacionamentos aconteceu com atraso em relação ao horário previamente divulgado. 

Segundo a PRF isso comprometeu a distribuição do fluxo ao longo do dia, contando ainda com apenas uma via efetiva de acesso aos estacionamentos, com entrada de veículos acontecendo ainda de forma individualizada, "o que gerou retenção". 

Como se não bastasse, a organização teria ido contra o conselho da própria Polícia Rodoviária Federal e implementado um controle de acesso com leitura de QR Code, o que gerou um maior volume de filas. 

Além disso, a PRF cita que não havia sinalização adequada para orientar os condutores no caminho, o que também ocasionou paradas de carros em busca de informação e, por sua vez, contribuiu para o aumento do congestionamento.

"Os principais pontos de retenção registrados não estavam relacionados à gestão do fluxo na rodovia, mas sim à capacidade de acesso e organização interna do evento. A instituição reforça que todas as suas ações, entre elas a flexibilização de deslocamento de pedestres e operação 'pare e siga' nas saídas dos estacionamentos,  foram pautadas em critérios técnicos e na preservação de vidas", conclui a PRF em nota. 

 Até o momento a organizadora responsável, Santo Show, não se manifestou a respeito das polêmicas que envolvem desde a morte de um ambulante até, inclusive, pessoas que reivindicam reembolso por não conseguirem acompanhar a apresentação. 

 

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