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Pacote bilionário de tapa-buraco em rodovias atrai 38 empresas

Entre os interessados estão a Construtora Rial, cujo dono está preso após operação contra corrupção, e a empreiteira de André Patrola, também envolvida em escândalo

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A primeira das cinco licitações do pacotão bilionário para tapa-buraco nas rodovias de Mato Grosso do Sul atraiu 38 empresas interessadas nos quatro lotes. O conjunto de estradas deste certame somam R$ 446,7 milhões, e, ao todo, os lotes chegam a R$ 2,1 bilhões.

O certame prevê serviço de manutenção em rodovias não pavimentadas nas regiões Centro e Leste, englobando cidades como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Três Lagoas e Rochedo.

Os quatro primeiros pacotes preveem recuperação em mais de 2,6 mil quilômetros, desses, são 1.086 km de vias pavimentadas e pouco mais de 1,5 mil km de vias não pavimentadas.

Ao todo, serão investidos R$ 446,7 milhões nestes primeiros quatro lotes, que estão marcados para o dia 8, a partir das 8h30min (horário de MS).

A empresa vencedora tem previsão para executar as obras em 1.080 dias, mas o contrato terá mais 120 dias após o fim do prazo das obras, o que significa que serão 1.200 dias, pouco mais de 3 anos.

Na abertura das propostas, que aconteceu ontem, 38 empresas se mostraram interessadas na obra, porém, 26 delas foram desclassificadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), responsável pela concorrência.

Conforme a publicação, as Engepar Engenharia e Participações Ltda., Campoterra Construtora Ltda., Transenge Engenharia e Construções Ltda., MB3 Construções Ltda., Nk Construtora Ltda., Rodocon Construções Rodoviárias Ltda., Gta Projetos e Construções Ltda., Santa Cruz Construções e Terraplenagem Eireli, Teccon S.A. Construção e Pavimentação, Engenharia e Comércio Bandeirantes Ltda., Compasa do Brasil Distribuidora de Derivados de Petróleo Ltda., Construtora Rial Ltda., Avance Construtora Ltda., Gradual Engenharia e Consultoria Eireli, Ellenco Construções Ltda., Construtora Marins Ltda., Ar Pavimentação e Sinalização Ltda., Terranorte Engenharia e Serviços Ltda., Construtora Perfil Ltda., Kapa Infraestrutura S.A., Legatum Engenharia S.A., L.F. Engenharia Rodoviária Ltda. e Construtora Norte Brasil Ltda. foram desclassificadas “por não terem submetidos os documentos obrigatórios e sua proposta inicial, no prazo estabelecido no edital”.

Já as empreiteiras Construtora Caiapó Ltda., Sete Engenharia Ltda. e Infra+ S.A. não foram habilitadas a participar por “não submeteram suas propostas iniciais, conforme estabelecido no edital”.

Com isso, a licitação é disputada pelas empresas: Navicon Construções Ltda., Ética Construtora Ltda., Construtora Centro Leste S.A., André L. Dos Santos Ltda., Maqterra Transportes e Terraplenagem Ltda., Cosampa Construções Ltda., Primor Engenharia Ltda., Contek Engenharia S.A., Ethos Engenharia de Infraestrutura S.A., Constroeste Construtora e Participações Ltda., Agrimat Engenharia e Empreendimentos Ltda. e Metrafort Terraplenagem e Construções Ltda..

A sessão foi suspensa e a Agesul informou que seria “para análise minuciosa dos documentos de habilitação apresentados pelas empresas participantes”.

“Posteriormente, será comunicado a data da nova sessão para prosseguimento do certame através da publicação no Diário Oficial do Estado”, completou.

CONCORRENTES

Entre as empresas interessadas no certava estão a Construtora Rial e a André L. Dos Santos Ltda., empresa de André Luiz dos Santos, mais conhecido como André Patrola. Ambas as empresas estiveram envolvidas em escândalos de corrupção em Campo Grande.

As licitações foram publicadas pela Agesul, que teve o seu antigo diretor-presidente, Rudi Fiorese, preso também por suspeita de participar de suposto esquema de corrupção quando era titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Já no governo do Estado, em fevereiro deste ano, 12 dias depois de assumir o comando da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos em Mato Grosso do Sul (Agesul), o engenheiro renovou o contrato com a Construtora Rial para continuar fazendo por mais um ano manutenção de 417 quilômetros da regional de Camapuã.

A Construtora Rial foi alvo de operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) no mês passado em investigação que apura fraude em licitação e na medição dos serviços de tapa-buraco em Campo Grande.

No contrato com o governo do Estado, a renovação com a empresa de Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, que está preso desde a operação, garantiu faturamento anual de R$ 9,9 milhões. 

O contrato renovado com o governo é para manutenção de vias pavimentadas e não pavimentadas na regional de Três Lagoas durante um ano. O valor foi de R$ 11,5 milhões. 

Nesta renovação já constava a observação de que o contrato poderia ser rompido caso houvesse nova licitação.

E o anúncio destas licitações que a Agesul é justamente para substituir estes antigos contratados, que já haviam sido renovados sem licitação ao menos cinco vezes. 

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No caso de André Patrola, que também foi alvo do MPMS, a investigação envolvia o aluguel de maquinário para serviços da prefeitura e também a licitação de cascalhamento de ruas sem asfalto da Capital.

A suspeita é de que os serviços não seriam totalmente realizados, conforme constava no edital.

A empresa também esteve envolvida em investigação sobre rodovias no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

PACOTES

Ao todo, o governo do Estado lançou cinco licitações, com 18 lotes. Os certames começaram ontem a serem abertos e devem ser finalizados apenas no dia 15. Todas as regiões estão contempladas nas licitações.

* Saiba 

Segundo a licitação, a previsão é de que todas as regiões sejam beneficiadas neste pacotão de licitações.

Apenas a região Sudeste não terá lotes, porque ela já faz parte de outro projeto bilionário do governo do Estado, financiado por meio de empréstimo com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

Moradia

Emha divulga lista de beneficiários do Bônus Sonho de Morar; veja se seu nome está na lista

Convocados devem assinar o termo de compromisso nesta quinta-feira (6)

05/08/2026 13h15

Agência de habitação da Capital está no meio de investigação

Agência de habitação da Capital está no meio de investigação Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) divulgou nesta quarta-feira (5) a lista dos beneficiários contemplados pelo Programa Bônus Sonho de Morar. A relação está publicada nas páginas 10 e 11 do Diogrande nº 8.415.

Os convocados devem comparecer nesta quinta-feira (6), às 17h30, para assinar o Termo de Compromisso, etapa obrigatória para receber o benefício. O atendimento será realizado no auditório da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), na Rua Venâncio Borges do Nascimento, nº 377, no Jardim TV Morena.

Criado em 2018, o Bônus Sonho de Morar concede um aporte financeiro para ajudar famílias de baixa e média renda a pagar a entrada do financiamento habitacional, facilitando o acesso ao primeiro imóvel. O programa foi instituído pela Lei Municipal nº 6.045/2018 e, atualmente, pode conceder subsídio de até R$ 20 mil, conforme as regras vigentes da Emha.

Neste ano, o programa integrou o 10º Feirão Habita Campo Grande, realizado durante o Natal dos Sonhos 2025. Somadas, a 9ª e a 10ª edição do evento movimentaram mais de R$ 130 milhões em negócios e resultaram na comercialização de 570 unidades habitacionais, consolidando o feirão como o maior evento de habitação de interesse social do Centro-Oeste.

Como consultar a lista

A lista completa dos beneficiários está disponível nas páginas 10 e 11 do Diogrande nº 8.415. Os contemplados devem verificar se o nome consta na publicação e comparecer no horário e local informados para a assinatura do termo. A ausência pode comprometer a concessão do benefício.

"GUERRA SANTA"

Cristã, prefeita de Campo Grande troca nome de 'rua Alan Kardec' em homenagem a pastor

Troca aprovada pela Câmara Municipal acontece em memória ao líder evangélico da igreja que está na esquina da Av. Afonso Pena com a rua até então batizada em menção à figura espírita

05/08/2026 12h59

Sede da IEADMS em Campo Grande

Sede da IEADMS em Campo Grande Reprodução/Internet

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Projeto aprovado há cerca de um mês pela Câmara Municipal da Capital, a troca de nome da agora antiga "Rua Alan Kardec" em homenagem à figura do Pastor Eliseu Feitosa de Alencar foi oficializada hoje (05) através da publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), assinada pela prefeita Adriane Lopes. 

Cabe destacar que a ação homenageia o fundador da igreja Evangélica Assembleia de Deus de Mato Grosso do Sul (IEADMS), Eliseu Feitosa de Alencar, entidade criada em 6 de dezembro de 1972 pelo pastor e sua esposa, pastora Dulcila Araújo de Alencar. 

Ainda que trocas dessas denominações dadas a vias locais sejam comuns, essa em específico chama atenção por se tratar da alteração no trecho que compreende apenas uma quadra, entre a Barão do Rio Branco, onde o caminho deixa de se chamar "Alan Kardec", até a Rua Dr. João Rosa Pires onde na esquina com a Avenida Afonso Pena fica a sede da igreja.

Originalmente, esse projeto de lei nasceu das mãos do vereador Herculano Borges, que defendeu na Casa de Leis de Campo Grande a posição de Eliseu Feitosa de Alencar como "um grande evangelista", pelo seu trabalho como missionário, pregador, pastor e fundador do Ministério das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus de Mato Grosso do Sul, anteriormente denominada Mato Grosso.

Conforme o texto sancionado pela prefeita integrante do Partido Progressista (PP), Adriane Lopes, a alteração para esse trecho de uma quadra passa a valer a partir da atual data de publicação.

Declaradamente "cristã, evangélica e conservadora", a atual prefeita de Campo Grande faz questão de deixar a posição permear as ações de seu mandato, como exemplo no lançamento da Semana da Criança, que tinha organizadores também os Conselhos de Pastores de Mato Grosso do Sul e Campo Grande (Consepams e Consepacg).

Fé da prefeita

Para além dessa "guerra santa" da sobreposição do nome da importante figura espírita pela escolha da homenagem ao pastor evangélico, a atual chefe do Executivo de Campo Grande já teve seu nome entre assuntos polêmicos envolvendo religião. 

Há cerca de dois anos Campo Grande aderiu também ao 13 de maio em seu calendário municipal como "Dia do Preto Velho", projeto que precisou ser promulgado pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, já que, após passar na Casa de Leis, a prefeita Adriane Lopes ignorou a proposta que se tornou lei sem receber a sanção ou veto do Executivo.

Enquanto "se esquivava" enquanto prefeita da Capital sobre a criação do Dia do Preto Velho em Campo Grande, Adriane marcou presença no "café do conselho de pastores" para Lançamento da Marcha para Jesus 2024 - marcada para acontecer em 26 de agosto -, ocasião também em que recebeu uma "oração poderosa, direta do Trono de Deus", segundo a chefe do Executivo à época.

 

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