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Padre de MS atribui tragédias no RS à 'proliferação de centros de macumba'

Após associar tragédias no Rio Grande do Sul "porque Estado é satanista", católico da Paróquia de Nova Andradina enfrenta denúncia de deputado do Rio Grande do Sul junto ao Ministério Público Federal

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Padre católico da Paróquia São Vicente de Paulo, em Nova Andradina, Paulo Santos Silva se tornou alvo de representação junto ao Ministério Público Federal, após fala em que associa tragédias do Rio Grande do Sul ao fato de que, segundo ele, o Estado "é santanista" e "abraçou satanismo e bruxaria".

A fala foi feita durante missa solidária e novena perpétua batizada como "Maria, Ensina teu povo a rezar", que aconteceu no Santuário Diocesano Imaculado Coração de Maria, a Diocese de Naviraí, ainda no dia 08 deste mês. 

Mais recente, há cerca de um dia, deputado estadual do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (PT-RS), Leonel Guterres Radde, começou uma jornada nas redes sociais buscando identificar o religioso. 

"Mesmo com toda essa catástrofe no Rio Grande do Sul, ainda temos que buscar criminosos para serem responsabilizados pela Justiça", disse o deputado, que posteriormente usou das redes para indicar que a denúncia no MPF já tinha sido registrada.  

Conforme a representação, o padre "efetua uma pregação criminosa, visto repleta de preconceitos religiosos", já que sua fala associa as tragédias no RS ao abandono do povo local "a religião correta, visto que, em suas palavras: 'o Estado abraçou o satanismo e a bruxaria'". 

Representação de Leonel junto ao MPF. Reprodução: Redes sociais

Discurso do católico

O padre destinou pouco mais de quatro minutos de discurso sobre a situação que afeta ao Estado no qual nasceu, até trechos desse discurso passarem a circular pelas redes sociais, chamando atenção ao "alerta" que o Padre faz, dizendo que o RS "há muito tempo abraçou a bruxaria e o satanismo" 

O padre afirma que "Deus não precisa mandar sofrimento", mas que a sociedade busca "coisas ruins" para si, complementando que "há muito tempo o povo tem se afastado de Deus". 

"O secularismo chegou ao Rio Grande do Sul, o Estado mais ateu da Federação. Existem mais centros de macumba na cidade de Porto Alegre do que no Estado da Bahia inteiro. Inteiro! Precisamos buscar a Deus porque quando vier a adversidade e a dor o que vai nos manter de pé é a fé", expõe o religioso. 

Evidenciando sua origem gaúcha, como sua família vive naquele Estado, ele expôs o drama enfrentado pela própria mãe no início do mês de maio, dizendo que sua matriarca por vezes reclamou de sede e fome.  

"Fico muito impressionado quando vou de férias para a casa dos familiares, ajudar os sacerdotes nas favelas, periferias ou mesmo em grande igrejas, e vejo uma missa dominical com cerca de 17 pessoas. Meu povo está abandonando a fé. O Estado se chamava Província de São Pedro", disse ele.

Abaixo você confere a fala do padre na íntegra, com pouco mais de quatro minutos, em que ele aparece junto à bandeira do Rio Grande do Sul e encerra com uma intercessão, convidando a igreja a orar de joelhos. 

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Controle biológico

Suzano usa joaninhas para combater pragas em eucaliptos de MS

Empresa abriu laboratório em Ribas do Rio Pardo para aumentar capacidade produtiva do inseto

31/03/2025 15h30

Joaninhas consomem até mil ovos da praga psilídeo-de-concha por dia

Joaninhas consomem até mil ovos da praga psilídeo-de-concha por dia Divulgação

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A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos de eucalipto, está revolucionando o manejo florestal no Brasil com uma iniciativa pioneira: o uso de joaninhas no controle biológico de pragas.

Em 2024, a empresa liberou mais de 210 mil joaninhas da espécie Olla v-nigrum em suas florestas nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Maranhão, cobrindo uma área total de 57 mil hectares.

A estratégia permitiu evitar o uso de 17,1 mil quilos de defensivos agrícolas, resultando em uma economia superior a R$ 3 milhões para a companhia.

A espécie

A joaninha Olla v-nigrum foi escolhida por sua eficácia contra o psilídeo-de-concha (Glycaspis brimblecombei), uma das pragas mais prejudiciais ao cultivo de eucalipto.

O inseto predador é capaz de consumir até mil ovos da praga por dia, contribuindo para um equilíbrio natural no ambiente sem causar superpopulação.

Para garantir o sucesso da iniciativa, a Suzano realizou dois anos de estudos detalhados sobre o comportamento do inseto, incluindo sua adaptação a diferentes temperaturas e dietas. As pesquisas foram conduzidas em parceria com instituições renomadas como a UNESP, Embrapa Florestas e Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Impactos ambientais e econômicos

Além de reduzir significativamente o uso de pesticidas químicos, o projeto fortalece a biodiversidade local e promove práticas agrícolas mais sustentáveis.

Segundo Maurício Magalhães Domingues, pesquisador da Suzano, "inovação e sustentabilidade caminham juntas na companhia". Ele ressalta que a iniciativa não apenas contribui para a preservação ambiental, mas também gera benefícios sociais como a valorização da ciência e a criação de empregos relacionados à produção dos insetos em laboratórios.

Resultados

Desde o início das pesquisas em 2022 até a liberação em larga escala em 2024, os resultados têm sido satisfatórios. A técnica já está sendo aplicada em diversas unidades florestais da Suzano, com planos de expansão para 2025.

A empresa pretende aumentar a capacidade produtiva das joaninhas em seu novo laboratório em Ribas do Rio Pardo (MS) e ampliar o número de hectares cobertos pelo controle biológico.

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Campo Grande

Entregadores participam de motociata na Capital em prol de melhorias para a categoria

Movimento "Breque Nacional dos Apps 2025" foi convocado por trabalhadores de aplicativos de entregas em diversas cidades do país

31/03/2025 15h04

Paralização reuniu aproximadamente 50 entregadores na Capital

Paralização reuniu aproximadamente 50 entregadores na Capital Gerson Oliveira

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Na manhã desta segunda-feira, 31, aproximadamente 50 moto entregadores realizaram uma motociata pedindo melhores condições de trabalho nas principais plataformas de serviço de delivery, como iFood, Uber Flash e 99 Entrega. O ponto de partida se deu na Avenida Joaquim Dornelas, no Bairro Amambaí, e, de lá, os entregadores seguiram até a Praça do Rádio Clube. 

Essa foi a primeira de quatro motociatas programadas em quase 60 cidades do Brasil. A categoria alega precarização do trabalho e pedem aumento da tarifa de entrega paga pelos aplicativos. 

Para João Pedro Corrêa, entregador freelancer, o valor da tarifa mínima não acompanhou o aumento dos preços de manutenção dos veículos, peças, combustível, alimentos e até o salário mínimo. "O iFood, por exemplo, paga R$1,50 por quilômetro. Muitas vezes, acaba não compensando fazer a entrega e se arriscar pelo valor baixo", comenta. 

Para quem usa a entrega como principal fonte de renda, o desgaste é intenso. "Quando a entrega era minha fonte de renda, tinha que trabalhar dia e noite para conseguir pagar as contas. São 10, 12 horas por dia se arriscando muito", relembra o jovem. 

Ele também afirmou que o iFood não oferece suporte em caso de imprevistos mecânicos ou acidentes. "Até existe um 'auxílio', mas eu nunca ouvi ninguém dizer que conseguiu acionar. A gente manda foto do acidente e todas as informações, mas não acontece nada."

O movimento "Breque Nacional dos Apps 2025" foi convocado por trabalhadores de aplicativos de entregas em diversas cidades do país. Entre as principais pautas estão:

  •  Aumento da taxa mínima de entrega para R$ 10,00;
  • Reajuste do valor por quilômetro rodado de R$1,50 para R$ 2,50;
  • Limitação das rotas de bicicleta a um máximo de 3 km;
  • Pagamento integral da taxa por entrega, sem redução em pedidos agrupados.

Esse movimento também busca dar continuidade às pautas e discussões entre as plataformas digitais e os representantes dos trabalhadores no ano de 2024, mas que não avançaram para resoluções que agradassem os entregadores.
 

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