Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Pai do ET Bilu move enxurrada de ações contra jornalistas

Empresário Urandir Fernandes recorre à Justiça contra profissionais da imprensa após reportagens sobre processo movido por investidora e operação do Gaeco

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Conhecido nacionalmente pela história do ET Bilu, o empresário Urandir Fernandes de Oliveira decidiu levar aos tribunais a insatisfação com reportagens publicadas envolvendo seu nome e empresas ligadas a ele em Mato Grosso do Sul. Somente em julho deste ano, foram protocoladas 14 ações por supostos crimes contra a honra.

Entre os profissionais acionados estão três jornalistas do Correio do Estado, além de profissionais de outros veículos de comunicação de Mato Grosso do Sul. As ações passaram a ser apresentadas depois de uma sequência de notícias publicadas ao longo do primeiro semestre de 2026.

As reportagens tratavam, entre outros assuntos, da relação de Urandir com um dos alvos das operações Collusion e Simulatum, deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), e de uma disputa judicial envolvendo uma investidora que afirma ter aplicado R$ 300 mil em uma empresa ligada ao empresário.

Urandir é proprietário da Associação Civil Dakila e ligado ao banco digital BDM. Ele ganhou notoriedade nacional há mais de duas décadas por afirmar ter mantido contato com um extraterrestre, episódio que ficou conhecido como o “ET Bilu”. O empresário também está à frente de projetos do chamado Ecossistema Dakila.

Operações

Em janeiro deste ano, o nome de Urandir apareceu em reportagens sobre as operações Collusion e Simulatum, realizadas pelo Gaeco para investigar suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos relacionados à Câmara Municipal de Terenos.

O empresário não foi alvo das operações. A ligação citada nas notícias ocorreu porque Francisco Elivaldo de Souza, conhecido como Eli, estava entre os alvos e mantinha relação empresarial com Urandir na BDM Dourado Digital.

Durante as operações, foram cumpridos seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Rio Negro. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, as investigações apuram suspeitas de irregularidades em contratos públicos firmados desde 2021.

Na ocasião, o grupo Dakila negou qualquer envolvimento com os fatos investigados e afirmou que nem Urandir nem empresas do grupo eram alvos das diligências.

Disputa por investimento

Outro episódio que colocou o empresário novamente no noticiário foi uma ação apresentada por uma investidora de Campo Grande.

Ana Carolina Vieira Franco de Godoy Reginato afirma ter feito, em abril de 2019, um aporte de R$ 300 mil como investidora-anjo em um negócio relacionado a Urandir Fernandes de Oliveira e Alan Fernandes de Oliveira.

Segundo a ação, o contrato previa a possibilidade de resgate do dinheiro a partir de abril de 2021 e estabelecia prazo para a devolução do valor. A investidora sustenta que não recebeu o montante e posteriormente recorreu à Justiça para cobrar a dívida.

Com correção, juros e multa previstos contratualmente, ela apontou que o débito chegava a R$ 805,6 mil em novembro de 2025.

A mulher também alegou ter encontrado problemas ao pesquisar os dados cadastrais da BKC Distribuição Ltda., empresa indicada no contrato. As afirmações fazem parte da versão apresentada pela autora à Justiça e ainda são objeto da disputa judicial.

Após a repercussão das notícias, Urandir publicou um vídeo em uma rede social no qual fez acusações contra a investidora. Ela então ingressou com outra ação e pediu à Justiça a retirada do conteúdo.

Em fevereiro, o juiz Juliano Rodrigues Valentim, da 3ª Vara Cível Residual de Campo Grande, concedeu tutela de urgência e determinou a remoção da publicação.

A decisão também determinou que o empresário se abstivesse de fazer novas publicações atribuindo à mulher a prática de crime ou condutas semelhantes às discutidas no processo, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

Na ação, a empresária sustenta que Urandir a acusou de “apropriação indébita” de 69 mil ativos digitais e insinuou que ela teria pago veículos de comunicação para divulgar notícias contra ele. Além da retirada das publicações, ela pede indenização de R$ 60 mil por danos morais.

Depois da sequência de reportagens, Urandir passou a recorrer à Justiça contra profissionais responsáveis pelas publicações.

As queixas sustentam, de maneira geral, que algumas matérias teriam ultrapassado o direito de informar ao apresentar acusações ainda discutidas judicialmente.

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CAMPO GRANDE

Prefeitura cria lei que proíbe estacionamento de patinetes em calçadas

Apesar das novas diretrizes, cerca de 11 patinetes foram flagrados obstruindo a via entre a avenida Calógeras e a rua 26 de agosto, na manhã desta quarta-feira (16)

16/09/2026 12h00

 A Prefeitura poderá delimitar zonas de

A Prefeitura poderá delimitar zonas de "Proibido Estacionar" Foto: João Pedro Flores

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A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou uma lei complementar para disciplinar o estacionamento de patinetes elétricos nas vias públicas da cidade. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município (Diogrande), em edição desta quarta-feira (16).

A nova norma altera a Lei n. 2.909, de 28 de julho de 1992, que institui o Código de Polícia Administrativa do Município de Campo Grande.

Com isso, o estacionamento e a disposição de veículos de micromobilidade, como patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas sem estação física, conhecidas como dockless, não poderão obstruir a livre circulação de pedestres, devendo observar as seguintes regras:

I - é vedado o abandono ou estacionamento desses equipamentos na faixa livre destinada à circulação de pedestres, que deve manter a largura mínima estabelecida nas normas de acessibilidade vigentes no Código;

II - o Executivo Municipal poderá delimitar zonas de “Proibido Estacionar” para veículos de micromobilidade em calçadas ou em locais de grande fluxo de pedestres;

III - as empresas operadoras desses serviços são direta e objetivamente responsáveis pela remoção e organização dos equipamentos que estiverem em desacordo com este artigo, sujeitando-se às penalidades de apreensão e multa previstas no art. 156 desta Lei.

Na manhã desta quarta-feira (16), a reportagem do Correio do Estado flagrou 11 patinetes eléticos parados na esquina da avenida Calógeras com a rua 26 de agosto.

Além da violação das novas diretrizes, os veículos estavam sobre o piso tátil, utilizado por deficientes visuais, e também estavam estacionados na frente de rampas, o que pode dificultar a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebês.

 A Prefeitura poderá delimitar zonas de "Proibido Estacionar"
Patinetes elétricos estacionados de forma irregular na esquina da Calógeras com a 26 de agosto / Foto: João Pedro Flores

A lei entra em vigor a partir desta quarta-feira (16) e a Prefeitura regulamentará os detalhes operacionais dispostos na nova legislação.

INTERIOR

Obra que leva asfalto até perto do ET Bilu fica 13% mais cara em um ano

Trecho trata-se da pavimentação da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho

16/09/2026 11h25

Asfalto vai facilicar o acesso à Cidade Zigurats, conhecida por suas casas redondas e por conta do ET Bilu, no município de Corguinho

Asfalto vai facilicar o acesso à Cidade Zigurats, conhecida por suas casas redondas e por conta do ET Bilu, no município de Corguinho Reprodução

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Pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, a obra conhecida como a empreitada que levará asfalto até perto do "ET Bilu" já está 13% mais cara no intervalo de quase um ano desde que o contrato foi firmado.

Conforme informações divulgadas no Portal da Transparência do Estado de Mato Grosso do Sul, esse acordo entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) com a Construtora Tripolo foi inicialmente firmado pela quantia de R$77.776.882,46. 

Através de seu Diário Oficial Eletrônico, o Governo do Estado indica o que seria um primeiro termo aditivo que faz o contrato atingir a quantia de R$87.916.890,12. Na ponta do lápis, isso indicaria um aumento de 13% no valor do acordo publicado originalmente em 25 de setembro de 2025 que foi assinado digitalmente entre as partes cerca de três dias antes. 

Entretanto, ainda que tenha sido aprovado pela quantia de R$77,7 milhões, como mostra a publicação de hoje (16) do Diário Oficial, o montante já teria passado por uma correção de cerca de 1,5%, pois aparece com o valor inicial fixado em R$78.965.845,73.

Ainda conforme consta no Portal da Transparência, a contratação aparece com situação ativa vigente para o período entre 09 de outubro de 2025 até 27 de novembro do ano que vem, o que tecnicamente indicaria uma obra 13% mais cara 11 meses após a data inicial do acordo. 

Esse percentual estaria acima, inclusive, do próprio Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), que atingiu a taxa acumulada de 6,56% em 12 meses. 

Relembre

Como bem acompanha o Correio do Estado a empresa com sede em Rondonópolis, no Mato Grosso, Tripolo foi quem venceu a licitação que prevê pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, região popularmente conhecida por uma série de atrativos naturais e como a "terra do ET Bilu". 

Depois de pronta, porém, essa nova rodovia não chega até a chamada cidade de Zigurats, mas reduz os trechos de rodovia sem asfalto até os atrativos, onde famílias de uma infinidade de estados e países decidiram fixar residência.

Cabe frisar que esta é a nona construtora diferente a vencer a licitação do pacote de obras que está sendo bancado com os R$2,3 bilhões liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para Mato Grosso do Sul. 

O lance máximo para a obra havia sido estipulado em R$ 79,52 milhões, mas a Construtora Tripolo ofereceu deságio de 2,2% e venceu a disputa ao se oferecer a fazer o asfalto por R$ 77,77 milhões, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (3). 

Com o distrito de Taboco localizado a 46 quilômetros da MS-080 (saindo das imediações de Rochedo). A licitação concluída, porém, é relativa somente ao primeiro lote e para que o asfalto chegue aos moradores do distrito será necessário pavimentar outros 23 quilômetros.

"Que busquem conhecimento"

Há mais de uma década, nacionalmente, emissoras de TV rondavam a região de Corguinho, onde há aproximadamente 29 anos começou a ser erguida a cidade de Zigurats. 

Na oportunidade, em um intervalo de 12 meses, tanto a Bandeirantes (com o diário Custe o Que Custar "CQC"), quanto a Record (no semanal Domingo Espetacular), passaram pelas instalações para apurar a presença do extraterrestre chamado ET Bilu.  

Além de um momento icônico para a história da televisão brasileira, no informativo da Record, a peculiar figura deixou cravada sua mensagem para toda a humanidade terrestre: "apenas que... busquem conhecimento". 

Conforme destaque da Agência Senado, o Brasil desponta no cenário ufológico como a primeira nação a admitir oficialmente que os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) de procedência extraterrestre existem de fato. 

Ainda, no Brasil, é possível encontrar mais de 20 mil páginas - divulgadas pela Aeronáutica e governo brasileiro -, expostas no Arquivo Nacional (Brasília), que evidenciam casos de aparições não compreendidas.

Como já citado no Correio do Estado, Zigurats estrutura-se para a sustentabilidade e independência, pois possui sistema econômico (BDM Digital e Bank), além de empreendimentos como loja de materiais de construção, comercialização de vinhos, cosméticos, hotelaria e até empresa de viagens. 

Além disso, o jornal já abordou também os avanços no planejamento de até mesmo uma universidade própria, com base na ciência Lilarial, em Zigurats, que o instituto Think Tank Dakila Pesquisas classifica como algo "muito além da nossa ciência tradicional", definida como "processo pelo qual o Ser humano se relaciona com a natureza" e englobando disciplinas como: antropologia, arqueologia, geografia, astronomia e mais. 

Importante frisar que, no caminho pela educação, além das possíveis disciplinas que estudam o cosmos, e demais assuntos que movem a comunidade ufológica, foi reconhecido em Taboco distrito da região, desenhos rupestres catalogados inclusive na revista científica Clio Arqueológica, prato cheio para a grade da instituição. 

Mestre em histórias que brincam com o imaginário popular, Urandir Fernandes de Oliveira, diretor do longa-metragem "Terra Convexa" e responsável por propagar o ET Bilu, de Corguinho para o mundo, e voltou aos holofotes da mídia com a "revelação de Ratanabá", a cidade perdida no meio da Amazônia que convenceu até mesmo o ex-secretário Especial da Cultura, Mario Frias. 

 

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