Cidades

BOLETIM

Pantanal teve 9,7 mil hectares queimados em 2 dias nesta semana

Segundo boletins divulgados nesta segunda (22) e terça (23), cerca de 4 a 6 focos continuam ativos, mas sob controle dos militares; 18 mil hectares já foram devastados desde o dia 18 de julho

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Quatro a seis focos de incêndio continuam ativos no Pantanal sul-mato-grossense, segundo boletins de segunda-feira (22) e terça-feira (23) e quase 10 mil hectares já foram queimados nesses dois dias. Ainda, o bioma completou sete dias desde a volta das queimadas, que aconteceu dia 17 de julho, e 103 dias de operação.

No informativo do dia 22, foi divulgado que as ações dos militares foram direcionadas a seis focos ativos. Primeiro, na região Rabicho, próxima ao Rio Paraguai, as equipes fizeram combate direto e recorreram aos aceiros com maquinários da Marinha do Brasil, porém, as áreas de difícil acesso foram um obstáculo aos brigadistas, os fazendo recuar para reavaliar a situação. 

Este determinado local enfrenta condições climáticas adversas por conta das altas temperaturas e ventos fortes. Inclusive, no dia seguinte, as equipes continuaram na região da Área de Adestramento do Rabicho e conseguiram controlar o incêndio, mas ainda seguem no local para monitoramento contínuo.

Já no Porto da Manga realizaram combate direto, linha de controle e rescaldo. No período noturno, uma vigilância foi feita nas áreas afetadas pelo fogo. Uma linha de fogo paralela que vem se deslocando em direção à região - margeando em flancos o Rio Paraguai e a rodovia MS-228 - precisou ser intervenida in loco, devido à gravidade e sua extensão. No dia 23, as ações continuaram.

Na segunda-feira, na região do Paiaguás, as equipes continuaram com a prevenção da propagação das chamas, com variadas medidas de vigilância. Em Maracangalha, os militares se deslocaram ao local para combater os focos de calor por meio de sopradores nos arredores das propriedades. Na terça, as equipes deram continuidade à ação na região.

Em Bodoquena, na área rural do município, precisaram deslocar-se ao local, no dia 22, para combater incêndios na vegetação. Já no território, se depararam com leiras de madeira e montes de capim com madeiras, algumas estando somente em brasas e outras partes que ainda não pegaram fogo por completo. Mesmo ainda sem focos ativos na região, houve muita fumaça e a área queimada na zona foi de 66 hectares (ha).

Nas proximidades de Bonito foram detectados incêndios nos dias 18 a 20, do qual foram necessários a presença dos militares no local para monitoramento. Mesmo avistando alguns troncos esfumados e com o topo do morro também pegando fogo, a equipe não avaliou o risco de queimada e retornou à base. Na estrada Parque de Piraputanga, são combatidos vários princípios de incêndios na beira da rodovia, principalmente na região próxima à vegetação do Canavial. 

Importante ressaltar que o bioma ficou alguns dias da segunda semana de julho sem apresentar áreas queimadas, mas no dia 18 voltou a aumentar gradativamente o número de hectares afetados. Desde então, segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa - UFRJ), 18.075 ha foram queimados, sendo 9,75 mil apenas nesta segunda e terça. Ao todo, o Pantanal já teve 6.069.750 devastados, ou seja, 6,23% da extensão territorial do bioma.

Mobilização

Nesta terça-feira (23), o Governo Federal anunciou que mais de 700 profissionais estão mobilizados na Operação Pantanal deste ano. Ainda segundo o informativo, essa equipe já resultou na extinção ou controle de 89,5% dos focos de incêndio na região, além de já terem resgatados 548 animais silvestres.

“São 145 brigadistas que já estão contratados. A gente contratou quase metade do contingente no mês de junho, porque o objetivo principal era fazer uma boa prevenção, preparação para a temporada de incêndio que normalmente começa em agosto. Mas desde o primeiro dia desses brigadistas eles já começaram a atuar no combate”, ressaltou Márcio Yule, coordenador-geral do Prevfogo/MS e responsável por todas as operações de combate aos incêndios do Pantanal.

O Governo ainda atualiza o número de profissionais e equipamentos que estão atuando na operação:

Profissionais

  • 268 das Forças Armadas,
  • 344 do Ibama e ICMBio,
  • 72 da Força Nacional de Segurança Pública
  • 16 do MS e PF

Aeronaves:

  • 4 aviões
  • 3 helicópteros do Ibama e ICMBio
  • 2 aviões e 7 helicópteros das Forças Armadas

Embarcações

  • 22 das Forças Armadas
  • 7 do Ibama e ICMBio
  • 1 da PF

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Momentos de Tensão

Homem morre após atirar contra PM, invadir casa de idosa e ser baleado em MS

Um dos tiros atingiu o colete de um policial; suspeito entrou em residência durante tentativa de fuga e morreu após ser socorrido em Bataguassu.

15/09/2026 18h28

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu.

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu. Foto: Reprodução Redes sociais.

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Um homem identificado como Wesley morreu após um confronto com policiais militares em Bataguassu, depois de ser denunciado por moradores por supostamente andar armado pelas ruas, ameaçar pessoas e efetuar um disparo em via pública. Durante a ocorrência, ele ainda teria atirado contra a equipe policial e invadido a casa de uma idosa na tentativa de fugir.

De acordo com as informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada depois que moradores relataram a presença de um homem armado no bairro.

Segundo testemunhas, Wesley caminhava pela região com um revólver, apontava a arma para pessoas que estavam na rua e dizia em voz alta que mataria alguém.

Antes mesmo da chegada da viatura, vizinhos ouviram um disparo. Os relatos feitos aos policiais indicavam que o homem continuava armado e ameaçando quem passava pelo local.

A situação se agravou quando a equipe da Polícia Militar chegou à região. Conforme as informações preliminares da ocorrência, Wesley percebeu a aproximação da viatura e efetuou disparos contra os policiais.

Um dos tiros atingiu o colete à prova de balas de um dos integrantes da equipe. O policial não foi atingido diretamente pelo projétil.

Na sequência, Wesley tentou escapar e correu em direção a uma residência localizada na Rua Diamantino, esquina com a Rua 13 de Outubro.

No momento da fuga, uma idosa deixava o imóvel. Wesley teria aproveitado a abertura da residência para entrar na casa, enquanto os policiais acompanhavam a movimentação.

Diante da possibilidade de a idosa ser mantida como refém, ela foi retirada da residência e deixou o imóvel em segurança. Durante o restante da ocorrência, a moradora permaneceu em uma casa próxima, onde recebeu apoio de vizinhos.

Com a moradora fora do imóvel, os policiais prosseguiram com a intervenção. Segundo a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, houve um novo confronto dentro da residência, e dois disparos efetuados pela equipe atingiram Wesley.

Mesmo depois do confronto, o homem foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Com Wesley, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, que deverá passar pelos procedimentos periciais relacionados à investigação.

A área onde ocorreu o confronto foi isolada para preservar a cena. Peritos do Núcleo de Perícias de Bataguassu estiveram no endereço e realizaram os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.

A idosa que teve a residência invadida não ficou ferida e permaneceu em uma casa próxima durante o atendimento da ocorrência. A avó de Wesley também mora na mesma quadra, na Rua 13 de Outubro.

Investigação vai apurar origem da arma

As circunstâncias da ocorrência deverão ser investigadas, incluindo a dinâmica dos disparos efetuados antes e durante a intervenção policial.

Entre os pontos a serem esclarecidos está a origem do revólver calibre .38 encontrado com Wesley. A investigação também deverá buscar identificar quem seria a pessoa que ele supostamente ameaçava matar antes da chegada dos policiais.

O histórico policial de Wesley também deverá integrar a apuração. Conforme as informações disponíveis, ele já possuía registros anteriores envolvendo porte de drogas, dano, resistência, lesão corporal e violência doméstica.

Em um dos episódios anteriores, a avó de Wesley precisou ser hospitalizada depois de tentar defender a própria filha durante uma situação de agressão atribuída a ele. O episódio foi registrado na delegacia de Bataguassu e passou a integrar seu histórico policial.

Agora, além de esclarecer o que ocorreu dentro da residência, a investigação deverá confrontar os relatos dos policiais e das testemunhas com os elementos recolhidos pela perícia, incluindo a arma apreendida, para estabelecer a sequência dos disparos e as circunstâncias que terminaram com a morte de Wesley.

Saúde

Mais de 21 mil crianças já receberam vacina contra pneumonia em MS

Pneumo 20 passou a fazer parte do calendário infantil em 2026 e protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo

15/09/2026 18h00

Reprodução/Agência Brasil-Tomaz Silva

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Mais de 21,7 mil crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 em Mato Grosso do Sul desde o início da estratégia de vacinação, em junho. O imunizante passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

No Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária já foram vacinadas desde o início da estratégia. A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e também oferece proteção contra otite média, que pode provocar complicações, inclusive perda auditiva.

A vacinação contra o pneumococo é voltada principalmente à prevenção das formas graves da doença, que podem evoluir para complicações e levar à internação, especialmente entre crianças pequenas.

Entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no Brasil, com 1,4 mil mortes. A taxa de letalidade no período foi de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 589 casos e 187 óbitos.

Esquema de vacinação

A substituição da Pneumo 10 pela Pneumo 20 ocorre de forma gradual, enquanto os estoques da vacina anterior ainda são utilizados na rede pública. Por isso, o esquema infantil passa temporariamente pela combinação dos dois imunizantes.

Para crianças que estão iniciando a vacinação, a orientação é receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram a vacinação com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças na caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso haja alguma dose pendente. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

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