Cidades

Cerimônia no Vaticano

Papa nomeia 19 novos cardeais, entre eles Dom Orani Tempesta

Papa nomeia 19 novos cardeais, entre eles Dom Orani Tempesta

G1

22/02/2014 - 07h18
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O Papa Francisco nomeou oficialmente neste sábado (22) 19 novos cardeais em um consistório realizado na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Entre eles está o brasileiro Dom Orani Tempesta, agora cardeal arcebispo do Rio de Janeiro.

Durante a cerimônia, cada um dos cardeais foi recebido pessoalmente por Francisco, que entregou a eles o solidéu, o barrete (chapéu vermelho dos cardeais) e o anel a cada um deles.

Os cardeais também receberam o título de uma igreja de Roma. A designada para Dom Orani foi a Igreja de Santa Maria Mãe da Providência. O brasão dele será colocado na igreja, além de uma foto.

O título das igrejas de Roma é uma tradição do início do papado, quando os cardeais, principais colaboradores do Papa, eram párocos de Igrejas da capital italiana. Com a expansão da Igreja e a criação de cardeais de todo o mundo, permaneceu a tradição, e cada um deles ganha o título de uma paróquia. O título é principalmente formal – os párocos de cada uma das Igrejas continuam sendo responsáveis pela administração local.

Os novos cardeais são dos seguintes países, além do Brasil: Itália, Alemanha, Reino Unido, Nicarágua, Canadá, Costa do Marfim, Argentina, Coreia do Sul, Chile, Burkina Faso, Filipinas, Haiti, Espanha e Santa Lúcia.

Dos 19 anunciados, 16 têm menos de 80 anos e poderão votar no Conclave que elegerá o sucessor do atual Papa.

Após o fim da cerimônia, Dom Orani receberá cumprimentos na Aula Paulo VI, no Vaticano.

Ele deve receber os convidados que foram até o Vaticano para sua posse, entre eles a presidente Dilma Rousseff.
Bento XVI

O Papa Emérito Bento XVI participou da cerimônia. Bento XVI cumprimentou Francisco, foi bastante requisitado pelas cardeais e foi homenageado pelos presentes no início da cerimônia.

A presença do papa emérito no consistório não era esperada e foi uma surpresa. É a primeira vez que ele aparece em um evento público desde que renunciou em fevereiro de 2013.

Durante seu discurso na cerimônia, o Papa Francisco falou sobre a luta contra a discriminação, sobre as guerras do mundo, e disse que a principal função dos bispos é a oração.

O último consistório para a criação de cardeais remonta a novembro de 2012.

O então Papa e hoje Papa Emérito Bento XVI promoveu seis prelados não europeus, para corrigir a tendência manifestada nove meses antes com a criação de 12 cardeais europeus com menos de 80 anos de um total de 18.

Leia a relação dos novos cardeais eleitores anunciados pelo Papa:
1 – Mons. Pietro Parolin, arcebispo titular de Acquapendente, Itália, secretário de Estado.
2 – Mons. Lorenzo Baldisseri, arcebispo titular de Diocleziana, Itália, secretário geral do Sínodo dos Bispos.
3 - Mons. Gerhard Ludwig Műller, arcebispo-bispo emérito de Regensburg, Alemanha, prefeito da congregação da doutrina da fé.
4 – Mons. Beniamino Stella, arcebispo titular de Midila, Itália, prefeito da Congregação para o Clero.
5 – Mons. Vincent Nichols, arcebispo de Westminster, Grã-Bretanha.
6 – Mons. Leopoldo José Brenes Solórzano, arcebispo de Manágua, na Nicarágua.
7 – Mons. Gérald Cyprien Lacroix, arcebispo de Québec, no Canadá.
8 – Mons. Jean-Pierre Kutwa, arcebispo de Abidjan, na Costa do Marfim.
9 – Mons. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, Brasil.
10 – Mons. Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia-Città della Pieve, Itália.
11 – Mons. Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires, na Argentina.
12 – Mons. Andrew Yeom Soo jung, arcebispo de Seul, na Coreia do Sul.
13 – Mons. Ricardo Ezzati Andrello, aecebispo de Santiago do Chile.
14 – Mons. Philippe Nakellentuba Ouédraogo, arcebispo de Ouagadougou, Burkina Faso.
15 – Mons. Orlando B. Quevedo, arcebispo de Cotabato, nas Filipinas.
16 – Mons. Chibly Langlois, bispo de Les Cayes, no Haiti.

Os três não-eleitores são:
1 – Mons. Loris Francesco Capovilla, arcebispo titular de Mesembria, Itália.
2 – Mons. Fernando Sebastián Aguilar, arcebispo emérito de Pamplona, Espanha.
3 – Mons. Kelvin Edward Felix, arcebispo emérito de Castries, Santa Lúcia.

Consistório
O pontífice argentino reuniu nesta quinta (20) e sexta-feira (21) cardeais do mundo inteiro em um consistório para "debater o tema da família".

Francisco pediu que eles sejam "inteligentes, corajosos e amorosos" ao discutirem temas familiares delicados, como contracepção, coabitação, divórcio e relações homossexuais.

Em sua fala ao "consistório extraordinário", como é chamada essa reunião dos cardeais, o pontífice disse que os líderes da Igreja devem "buscar aprofundar a teologia da família e discernir as práticas pastorais que a nossa atual situação exige".

122 eleitores
Considerados os "senadores" ou "príncipes" da Igreja Católica, os cardeais têm a função de auxiliar o Papa em suas decisões, assumindo por vezes cargos na Cúria Romana, a aministração da Igreja.

Eles também participam, até completarem 80 anos, do Conclave, reunião secreta cujo objetivo é escolher um novo Papa quando o pontífice que está no cargo morre ou renuncia.

Com as nomeações, o número de cardeais eleitores passará a 122, superando o máximo de 120 que participa de um Conclave, mas dez deles completarão 80 anos em 2014.

O conclave no qual Francisco foi eleito Papa, em 13 de março do ano passado, era formado por 69 cardeais da Europa, 19 das Américas, 11 da África e 10 da Ásia.

A presença de nomes de países em desenvolvimento reforça a tendência, demonstrada por Francisco, de fazer um pontificado mais voltado aos pobres.

Atualmente, o Brasil tem 9 cardeais, segundo o site do Vaticano.

São quatro eleitores (Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom João Braz de Aviz, Dom Cláudio Hummes e Dom Odilo Pedro Scherer) e cinco não-eleitores (Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Serafim Fernandes de Araújo, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom José Freire Falcão e Dom Eusébio Oscar Scheid.

Projeto Comprova

Entenda os fatos, as alegações e a situação judicial sobre o caso da menina Ana Clara

Morte de criança de cinco anos por tiro de fuzil em Niterói (RJ) aguarda júri popular

24/10/2026 20h30

Menina de apenas cinco anos foi morta por tiros de fuzil

Menina de apenas cinco anos foi morta por tiros de fuzil Arte: Projeto Comprova

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Morte de criança de cinco anos por tiro de fuzil em Niterói (RJ) aguarda júri popular; recursos da defesa foram negados pelos tribunais superiores; Flávio Bolsonaro advogou para o policial acusado de ser o autor do disparo.

Conteúdo analisado: No debate com presidenciáveis desta sexta-feira (23), o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou o caso de Ana Clara, menina de 5 anos morta por disparos de fuzil, cujo acusado é o policial militar Bruno Dias Delaroli.

Ele tem entre seus advogados o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que chamou a  mãe no debate pelo nome da filha morta. Flávio alegou que, no dia do assassinato de Ana Clara, o que ocorreu foi uma troca de tiros em uma comunidade conflagrada. Em vídeos publicados nas redes sociais, a mãe também nega que tenha havido uma troca de tiros.

Contextualizando Em 2 de fevereiro de 2021, às 10h50, a menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, foi atingida por um tiro de fuzil enquanto brincava com o irmão de 2 anos em frente à sua casa, na travessa Alvorada, bairro do Badu, em Niterói (RJ). 

A criança foi socorrida por sua mãe, Cristiane Gomes da Silva, e levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu aos ferimentos.

O acusado pelo disparo é o cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli, preso em flagrante na ocasião. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), após as investigações, denunciou o policial por homicídio qualificado com dolo eventual, sustentando que ele efetuou disparos com fuzil calibre 7,62 mm em direção a uma área residencial e de lazer, assumindo o risco de matar.

A defesa do policial alegou no processo que o disparo ocorreu durante um confronto com traficantes. No entanto, a denúncia do Ministério Público aponta que não há indícios de agressão prévia contra os agentes. Além disso, a Polícia Militar informou que não houve confronto na comunidade naquele momento. A perícia recolheu no local apenas munições de calibre 7,62 mm e a mãe da vítima declarou que o militar foi o único a atirar.

Em 2024, o senador Flávio Bolsonaro passou a integrar a equipe de defesa do policial acusado sem cobrar honorários dele, por meio do Instituto Família Policial, conforme apurado pelo UOL. A atuação do parlamentar consistiu em assinar recursos e acompanhar reuniões com magistrados em tribunais superiores para tentar anular a decisão que determinou o julgamento por júri popular.

No debate da Globo, na sexta-feira (23), Flávio disse confiar que “não foi esse policial” o autor do disparo que matou a criança, porém, sem mencionar qualquer evidência para embasar sua afirmação.

Apesar dos pedidos interpostos pela defesa, os recursos foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmaram a realização do júri popular.

O réu responde ao processo em liberdade desde novembro de 2021. A data do julgamento passou por alterações por causa de recursos da defesa interpostos ao TJRJ, ao STJ e STF, estando agendada para 5 de maio de 2027.

Segundo relatos da mãe da vítima, o reagendamento mais recente ocorreu devido a compromissos de agenda da juíza do caso, não havendo documentos nos autos que atribuam os adiamentos à atuação da defesa do policial.

À Agência Pública, Cristiane conta que nunca foi procurada por nenhum representante do Estado. “Acordo todos os dias sem minha filha e nunca ouvi um pedido de desculpas do Estado. Nunca quis tratamento psicológico, mas hoje sei como faz falta. Tem dias que eu não durmo.

Fim de ano piora, perto do Natal. Aí no começo do ano tem o aniversário dela. Eu evitava ver fotos e vídeos porque me faz mal, mas aí vem a saudade. Hoje ela teria 11 anos, fico pensando ‘como ela seria, qual seria o tamanho dela?’ Meu filho pergunta sobre ela, mas me pede para eu não ficar triste, diz que não quer mais perder ninguém”, contou a mãe de Ana Clara.

Fontes consultadas: O Comprova consultou checagens feitas por outras agências, como Aos Fatos, Lupa e AFP, reportagens publicadas pelo UOL, pela  Agência Pública e pela Rádio Tupi, além de decisões judiciais do processo junto ao STJ e ao STF. 

Por que o Comprova contextualizou este assunto: O Comprova monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e aplicativos de mensagem sobre políticas públicas, saúde, mudanças climáticas e eleições. Quando detecta nesse monitoramento um tema que está sendo descontextualizado, o Comprova coloca o assunto em contexto. Você também pode sugerir verificações pelo WhatsApp +55 11 97045-4984.

Para se aprofundar mais: Há reportagens publicadas sobre o caso Ana Clara em vários veículos de imprensa, como em O Globo; no ICL, primeiro veículo a noticiar o fato; no Metrópoles, e no canal Revelando, no YouTube.

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

24/10/2026 14h45

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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