Cidades

nova Lei

Para cada carro novo vendido, uma árvore será plantada

Para cada carro novo vendido, uma árvore será plantada

Gabriel Maymone

08/01/2014 - 14h40
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O prefeito Alcides Bernal, do PP, sancionou Lei proposta pelo vereador Mário César, do PMDB, que obriga as concessionárias de veículos fornecerem mudas de árvores para o plantio, como forma de amenizar as consequências do efeito estufa.

A nova regra, que está valendo a partir de hoje, determina que, ao fim de cada mês, a concessionária deverá doar uma muda de árvore ao município para cada automóvel novo vendido.

As mudas deverão ser fornecidas para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) ou poderá ser feito pela própria concessionária, por meio de cooperativas, organizações não-governamentais ou empresas privadas com atuação na área ambiental.

O plantio deverá ser efetuado no prazo de 12 (doze) meses, contados da data da comercialização do veículo, e será feito em áreas de preservação permanente, reservas florestais, parques, jardins, corredores ecológicos, assim como em outro ambiente ecologicamente apropriado ao plantio, sempre acompanhado por biólogo e seguindo o disposto no Plano Diretor de Arborização Urbana de Campo Grande.

A punição para a concessionária que não cumprir o estabelecido em lei será 0,5% do valor de cada veículo vendido que não foi compensado com o plantio de árvore. Para um veículo popular, por exemplo, cujo valor gira em torno de R$ 30 mil, a multa seria R$ 150. O dinheiro será destinado a Semadur, responsável pela fiscalização da Lei. 

Poluição
Com 397,3 mil veículos — o correspondente a 40% da frota no Estado, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) — a Capital é atualmente responsável por 36,64% poluição atmosférica provocada por veículos em Mato Grosso do Sul, totalizando 49,4 mil toneladas de substâncias químicas como monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, metano, aldeído, hidrocarbonetos não metanos, dentre outras. 

Meio Ambiente
O chamado Efeito Estufa é causado pela derrubada das florestas e também pela liberação de monóxido de carbono, substância tóxica emitida pelos veículos.

A principal consequência do efeito estufa é a mudança climática drástica. Além disso, áreas cultiváveis férteis poderão entrar em processo de desertificação, poderão aumentar a incidência de tempestades, tornados e outras catástrofes naturais bem como derretimento das geleiras nos polos, causando aumento no nível dos oceanos.

CAMPO GRANDE

PM aposentado que tentou matar a esposa segue internado

Câmera de segurança registrou o momento em que a mulher pulou o muro e fugiu do marido

14/04/2026 10h20

A mulher foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nova Bahia

A mulher foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nova Bahia Reprodução

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Na tarde de ontem (13),  a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) atendeu uma ocorrência inicialmente registrada como possível suicídio, em residência no bairro Jardim Colúmbia, em Campo Grande. No local, a equipe encontrou um homem, identificado como Charles Mota, de 56 anos, subtenente da reserva da corporação, caído no chão com ferimento na cabeça. Próximo a ele, havia um revólver calibre .38.

De imediato, os policiais realizaram a segurança do local, afastaram a arma e acionaram equipes de socorro. Durante o atendimento, foi constatado que uma mulher, esposa do autor, havia sido atingida por disparos de arma de fogo, tendo recebido os primeiros atendimentos pelo Corpo de Bombeiros Militar e, posteriormente, encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nova Bahia. 

Em imagens capturadas por câmeras de segurança, é possível ver o momento que a mulher pula o muro da casa e foge do marido. A PMMS não possui atualização sobre o estado de saúde da vítima.

Segundo a corporação, o policial aposentado está hospitalizado. Como o caso se trata de militar da reserva e de ocorrência não caracterizada como crime militar, a investigação ficará a cargo da Polícia Civil.

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MEIO AMBIENTE

Mau cheiro leva MPMS a investigar criação de porcos em Glória de Dourados

Moradores relatam odores intensos e sintomas como náuseas; atividade é licenciada, mas pode passar por nova avaliação ambiental

14/04/2026 10h00

Criação de suínos em área rural é alvo de investigação após moradores relatarem mau cheiro constante em Glória de Dourados.

Criação de suínos em área rural é alvo de investigação após moradores relatarem mau cheiro constante em Glória de Dourados. Divulgação

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Relatos de mau cheiro intenso na zona rural de Glória de Dourados levaram o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a instaurar um inquérito civil para apurar possível poluição ambiental relacionada à atividade de suinocultura no município.

A investigação foi motivada por denúncias de moradores da região, que apontam a presença frequente de odores fortes e desagradáveis, principalmente nas primeiras horas da manhã e no início da noite. Segundo os relatos, a situação tem causado incômodos constantes e afetado diretamente a qualidade de vida da população vizinha.

De acordo com a representação encaminhada ao MPMS, o mau cheiro tem dificultado atividades cotidianas, como permanecer em áreas externas das residências, além de provocar sintomas como náuseas e dores de cabeça.

Durante a fase inicial da apuração, o órgão ministerial solicitou informações à Prefeitura de Glória de Dourados e ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Os dados encaminhados indicam que a propriedade alvo das denúncias possui licenciamento ambiental válido e opera com sistema de controle que inclui lagoas de tratamento e destinação de resíduos por fertirrigação.

Apesar da regularidade documental, a persistência das reclamações levou o Ministério Público a aprofundar a investigação. O objetivo é verificar se as medidas adotadas são suficientes para evitar impactos ambientais e garantir o bem-estar da população.

O promotor de Justiça Gilberto Carlos Altheman Júnior determinou a notificação do responsável pelo empreendimento, que deverá apresentar documentação técnica detalhada, incluindo licenças, relatórios de monitoramento e informações sobre o manejo de dejetos e controle de odores.

A análise busca identificar se há cumprimento integral das condicionantes ambientais ou necessidade de ajustes e medidas corretivas.

O MPMS ressaltou que a investigação não tem caráter punitivo imediato nem pretende inviabilizar a atividade econômica, considerada relevante para a região. A apuração, segundo o órgão, visa assegurar que a produção ocorra de forma sustentável, conciliando desenvolvimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida da população.

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