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Em busca de proteção de bens, contratos de namoro batem recorde

Escritura pública em cartório de notas estabelece regras de convivência e protege patrimônio já constituído pelos envolvidos; saiba como fazer

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O Dia dos Namorados é celebrado no dia 12 de junho e, além de comemorar a data com o seu parceiro, os casais têm demonstrado uma outra preocupação nos últimos anos: formalizar o relacionamento em contrato. No ano passado, o Brasil registrou recorde de contratos deste tipo realizado entre casais.

É o que aponta levantamento realizado pelo Colégio Notorial do Brasil - Conselho Federal (CNB/CF). O contrato de namoro visa deixar claro que o casal não tem o objetivo de constituir família. 

Em Mato Grosso do Sul, foram registrados seis contratos de namoro em cartório entre 2017 e 2024, sendo:

  • um em 2017
  • três em 2019
  • dois em 2024.

Já no Brasil, entre 2016 e 2024 foram realizados 608 contratos de namoro, com aumento de 35% em 2023 e de 384% desde a instituição deste instrumento jurídico.

A maioria dos acordos jurídicos são assinado no mês de julho, com 63 atos ao longo dos últimos 9 anos, seguido por agosto e outubro.

O que é o contrato de namoro?

O presidente do CNB/MS, Elder Gomes Dutra, explica que declaração feita em cartóro é uma prova relevante para deixar consignada a ausência de intenção de constituição de família pelos namorados, que é um requisito subjetivo para a configuração de união estável.

A união estável possui os mesmos efeitos do casamento, ou seja, em caso de dissolução, há direitos a separação dos bens, pensão, direito à herança, entre outros, enquanto o contrato de namora não dá esses direitos.

"Numa sociedade complexa, de relacionamentos fugazes, em que a caracterização da união estável está sujeita a requisitos não muito bem definidos, a celebração do contrato de namoro por meio de escritura pública ocupa um lugar relevante para quem deseja se prevenir de questionamentos judiciais", explica,

Desta forma, o contrato de namoro é um ato jurídico cada vez mais aceito pelo Poder Judiciário nas ações que visam provar a inexistência de uma união estável, caracterizada como uma convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família.

O contrato de namoro pode ser feito entre duas pessoas que querem deixar claro que a relação é apenas um namoro, afastando a possibilidade de eventuais disputas judiciais em caso de témino, como pensão, herança, divisão de bens ou demandas judiciais, principalmente quando os envolvidos possuem patrimônio já estabelecido ou herdeiros de outras relações.

O tratado também pode ser utilizado para estabelecer regras para a relação e trazer regras mais claras quanto aos pertences do casal e presentes dado durante o relacionamento, guarda de animais de estimação e uso de plataformas de streaming.

Um exemplo de casal que tem este tipo de acordo registrado é o jogador Endrick, do Palmeiras, e sua namorada, a modelo Gabriely Miranda. Dentre as cláusulas acordadas está a proibição de qualquer tipo de vício, mudança drástica de comportamento e obrigatoriedade de dizer “eu te amo”.

Como fazer o contrato

O contrato de namoro pode ser feito de forma presencial ou online, por videoconferência.

Os namorados devem estar com seus documentos pessoais e de comprovação de patrimônios que queiram deixar registrados na escritura pública, assim como ajustarem as cláusulas do documento.  Todos os documentos serão conferidos pelo tabelião de notas.

O prazo sugerido para vigência do contrato é de um ano, mas pode ser prorrogado, caso seja de interesse do casal, inclusive determinando a data do início da relação.

O contrato de namoro será feito no ato, com rapidez e sem burocracia. O valor da escritura de um contrato de namoro é definido por lei estadual, e custa R$ 240,75 no Mato Grosso do Sul.

DOURADOS

Mulher é encontrada morta em cima da cama e Polícia suspeita do filho da vítima

A Polícia Civil investiga o caso e trata como homicídio, já que a perícia constatou marcas de agressão na boca e nos olhos da mulher

14/05/2026 12h15

Casa de madeira, onde Maria de Lurdes morava com o marido e o filho

Casa de madeira, onde Maria de Lurdes morava com o marido e o filho Crédito: Osvaldo Duarte / Dourados News

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Na manhã desta quinta-feira (14), uma mulher de 56 anos, identificada como Maria de Lurdes Pereira Lopes Agueiro, foi encontrada morta, no distrito de Panambi, em Dourados. Inicialmente, o caso foi tratado como morte natural, porém, após perícia, os policiais civis levantaram a possibilidade de ter sido um homicídio, pois identificaram sinais de possível agressão no corpo da vítima.

No local, os policiais algemaram e levaram o filho da mulher, suspeito de ser o autor do homicídio. A mulher foi encontrada em cima da cama, dentro do quarto da residência, onde morava com o marido e o filho, que tem problemas mentais.

Maria de Lurdes apresentava diversos problemas de saúde. No entanto, foi descartada a hipótese de morte natural, já que a perícia técnica constatou lesões na região da boca e dos olhos da mulher, compatíveis com sinais de agressão.

Ainda de acordo com a perícia, há indícios de que a vítima possivelmente não morreu sobre a cama e que o corpo foi colocado no local após o ocorrido.

A Polícia Civil e a perícia científica seguem realizando levantamentos na residência para esclarecer as circunstâncias da morte. Caso seja confirmado, este pode ser o 13º caso de feminicídio em Mato Grosso do Sul. 

MATO GROSSO DO SUL

Instituto sem fins lucrativos recebe R$ 8 milhões da Fundesporte

Termo de colaboração tem vigência até maio de 2027 e prevê apoio financeiro para ações ligadas ao edital público da área esportiva

14/05/2026 11h45

Instituto desenvolve projetos ligados ao esporte, cidadania e inclusão social

Instituto desenvolve projetos ligados ao esporte, cidadania e inclusão social Divulgação

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A Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) firmou um termo de colaboração de R$ 8.386.995,60 com o Instituto de Educação Desenvolvimento Humano e Institucional (IEDHI), organização sediada em Campo Grande. O extrato do acordo foi publicado no Diário Oficial do Estado desta semana.

Conforme o documento, a parceria tem como finalidade garantir apoio financeiro para a execução das ações previstas no projeto vinculado ao Edital de Chamamento Público nº 004/2026. O termo foi assinado no último dia 12 de maio e terá vigência até 12 de maio de 2027.

Do valor total previsto, o primeiro empenho registrado foi de R$ 2 milhões, conforme nota de empenho emitida pela Fundesporte. Os recursos são provenientes do Fundo de Investimentos Esportivos de Mato Grosso do Sul (FIE-MS).

O acordo foi celebrado entre a Fundesporte e o Instituto de Educação Desenvolvimento Humano e Institucional (IEDHI), entidade localizada na Avenida Major Gumercindo Bruno Borges, nº 269, na Vila Albuquerque, em Campo Grande.

Segundo informações institucionais divulgadas pela própria organização, o IEDHI atua como Organização da Sociedade Civil (OSC) voltada à promoção da cidadania e inclusão social, por meio de ações nas áreas de educação, esporte, cultura, assistência social e desenvolvimento humano.

Entre os projetos citados pela entidade estão iniciativas ligadas aos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) de 2024, incluindo etapas realizadas em Três Lagoas e João Pessoa (PB), além de atividades voltadas a adolescentes entre 15 e 17 anos.

O termo de colaboração tem amparo em legislações estaduais e federais que regulamentam parcerias entre o poder público e organizações da sociedade civil, incluindo a Lei Federal nº 13.019/2014, conhecida como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

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