Cidades

SANTA LUZIA

Parquinho construído em área pública
pode ser retirado por caracterizar invasão

Moradores limpam terreno da Prefeitura para promover lazer das crianças

Gabriela Couto

28/03/2018 - 12h23
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Um terreno da Prefeitura de Campo Grande foi transformado em um parquinho por moradores do bairro Santa Luzia. A área localizada na rua Santa Gertrudes recebeu o colorido dos brinquedos feitos com material reciclado e instalado nesta semana no local. 

Segundo o integrante do grupo “ação entre amigos”, Naldo Miranda, o local funcionava como lixão e há cinco anos os próprios vizinhos do lugar começaram a fazer a limpeza. “Unimos quem tem amor pelo bairro para manter tudo limpo. Aí plantamos gramas, árvores e começamos a usar para lazer”. 

Com doações, Naldo realizou um sonho antigo. “Desde criança que moro aqui e sempre quis ter um parquinho. Agora conseguimos construir os brinquedos. O lugar tava abandonado e invadimos para a alegria das crianças. No final da tarde tem mais de 50 pequenos brincando aqui”.

Ele afirma que entrou em contato com o município para pedir que os brinquedos, mas como não houve retorno, decidiu junto com os moradores fazer por conta própria. “Tenho todos os protocolos com as solicitações. Mas agora que fizemos querem tirar”.

O lugar já é conhecido por todos da região como “parquinho do Santa Luzia”, mas o lazer da criançada pode acabar. Por se tratar de área pública, o caso se caracteriza como invasão. A assessoria de imprensa da Prefeitura confirmou que um fiscal da Semadur foi ao local avaliar a questão após uma denúncia. 

“A vida inteira isso estava abandonado. Agora que resolvemos adotar a área ficamos triste com a vinda do fiscal. Se tirar para não fazer nada não vamos aceitar. Queremos que venham mais crianças brincar para ficar mais difícil disso acontecer”, ressaltou Naldo. 

Em nota, a Prefeitura informou que “a associação de moradores já havia feito um pedido de permissão de uso da mesma área para a instalação de um posto policial ou centro da guarda. Até a análise dessa solicitação, a área não pode ter outra destinação. Há uma outra área pública na região que, por meio da associação de moradores, pode ser realizado um pedido de uso da área - que poderá ser submetido a análise para transferência do parquinho”.

 

CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL

Detran MS dispensa licitação para outra empresa e soma mais de R$ 9 milhões em limpeza

Novo extrato publicado nesta quinta-feira (23) amplia série de contratações emergenciais para serviços de limpeza e conservação em unidades do órgão no Estado

23/04/2026 09h05

Contratos emergenciais para limpeza em unidades do Detran-MS ultrapassam R$ 8 milhões em dois dias

Contratos emergenciais para limpeza em unidades do Detran-MS ultrapassam R$ 8 milhões em dois dias Gerson Oliveira

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) firmou mais um contrato emergencial para serviços de limpeza, asseio e conservação em suas unidades, elevando para mais de R$ 8 milhões os gastos com esse tipo de serviço em apenas dois dias.

Publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (23), o novo extrato prevê o repasse de R$ 4.121.333,64 à empresa Organização Morena de Parceria e Serviços H Ltda., responsável por atender agências e postos do órgão referentes aos lotes 2 ao 11.

A contratação foi realizada sem licitação, com base no artigo 75, inciso VIII, da Lei nº 14.133/2021, que permite a dispensa em situações emergenciais. O contrato tem vigência de um ano, sem possibilidade de prorrogação, podendo ser encerrado antecipadamente caso haja conclusão de processo licitatório ou outra solução administrativa.

O acordo ocorre um dia após a publicação de outro contrato semelhante, no valor de R$ 4.940.672,88, destinado ao lote 1 e firmado com a empresa Guatos Prestadora de Serviços Ltda. Na ocasião, o Detran-MS informou que a medida foi necessária para garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais.

Somados, os dois contratos chegam a R$ 9.062.006,52 e abrangem todas as unidades do órgão no Estado.

Segundo o extrato publicado hoje, os recursos são provenientes de dotação orçamentária voltada ao custeio administrativo, com empenho emitido em 15 de abril deste ano.

Conforme já informado pelo Detran-MS ao Correio do Estado, as contratações emergenciais seguem orientação da Secretaria de Estado de Administração (SAD), que conduz um processo licitatório unificado para serviços de limpeza em órgãos estaduais. A recomendação foi para que contratos próximos do vencimento fossem substituídos temporariamente por acordos emergenciais, evitando a interrupção dos serviços.

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OPERAÇÃO ONCOJURIS

Cinco são presos por fraude em medicamentos em combate ao câncer

84 policiais civis de MS e MG, 15 auditores fiscais e 24 analistas tributários da Receita Federal estão nas ruas cumprindo 21 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária

23/04/2026 08h28

Farmácias são alvos de órgãos públicos em operação contra fraude processual e uso de medicamentos impróprios

Farmácias são alvos de órgãos públicos em operação contra fraude processual e uso de medicamentos impróprios DIVULGAÇÃO/Receita Federal e Polícia Civil

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Receita Federal, Polícia Civil, Ministério Público e Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul apuram, nesta quinta-feira (23), fraude processual, desvio de dinheiro público, enriquecimento ilícito, importação irregular de remédios oncológicos de alto custo, uso de medicamentos impróprios no combate ao câncer, falsificação de documentos e prestação de contas fraudulenta, durante a Operação Oncojuris, em Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG).

Ao todo, 21 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária, expedidos pelo Núcleo de Garantias do Poder Judiciário em Campo Grande (MS), foram cumpridos nos três estados brasileiros.

Entre os cinco presos, dois são advogados. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) confirmou a prisão por meio de nota.

"A respeito da operação Oncojuris deflagrada nessa manhã (23) pela Polícia Civil e Receita Federal envolvendo dois advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, informa que a Comissão de Defesa e Assistência das prerrogativas dos advogados se fez presente acompanhando as diligências, informando ainda que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, respeitando sempre o direito à ampla defesa e contraditório", informou a OAB por meio de nota.

Participaram da operação 84 policiais civis de MS e MG, além de 15 auditores fiscais e 24 analistas tributários da Receita Federal.

O objetivo é desmantelar uma possível organização criminosa que age de forma ilegal para fraudar processos, desviar dinheiro público e fornecer medicamentos de alto custo, o que pode causar danos à saúde de pessoas com câncer.

Conforme apurado pela reportagem, o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública de MS identificou um padrão atípico em ações judiciais: pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem capacidade financeira ou estoque, ingressavam nos processos como terceiros interessados, oferecendo medicamentos com preços muito inferiores ao Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).

Segundo a RF, servidores exonerados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) teriam direcionado orçamentos dessas empresas para subsidiar decisões judiciais. Em seguida, as próprias empresas atuariam como terceiros interessados apresentando seus orçamentos.

Com base nessas informações, o Judiciário autorizava o bloqueio de verbas públicas e o pagamento direto aos fornecedores indicados.

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada por “taxas de serviço” ou “assessoria”, chegando a percentuais superiores a 70%, restando apenas uma pequena parcela para a aquisição dos medicamentos.

Os medicamentos eram importados irregularmente, sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias necessárias, colocando em risco a saúde de pacientes com câncer.

Participaram da operação a Receita Federal, Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) – Polícia Civil (PCMS), Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) - Ministério Público (MPMS) e Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) – Defensoria Pública (DPMS).

Mais informações serão repassadas em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (23), na Delegacia da Receita Federal, localizada na rua Desembargador Leão Neto do Carmo, número 3, bairro Jardim Veraneio, Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Farmácias são alvos de órgãos públicos em operação contra fraude processual e uso de medicamentos impróprios

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