Cidades

Pedido de hospital

Parte dos servidores não recebeu
13º hoje por bloqueio de contas

Prefeitura diz que pedido de hospital fez Justiça bloquear R$ 5,7 milhões

ALINY MARY DIAS

22/12/2016 - 11h36
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O pagamento do 13º salário do funcionalismo da prefeitura de Campo Grande não foi realidade nesta quinta-feira para pelo menos 1 mil trabalhadores. A administração municipal informou que o abono não foi depositado ontem (21) para parte dos servidores em razão de bloqueio de contas da prefeitura deferido pela Justiça depois de pedido do Hospital de Câncer Alfredo Abrão.

Ontem a prefeitura informou que depositaria o 13º integral para cerca de 7 mil servidores que recebem até R$ 2 mil. A maioria, 10 mil trabalhadores, que têm salários superior a esse valor receberiam R$ 1,5 mil e não há previsão de quando o restante será pago.

Determinação judicial, no entanto, bloqueou, segundo a prefeitura, R$ 5,7 milhões das contas. O valor solicitado pelo Hospital da Câncer para bloqueio era de R$ 1,8 milhão, mas em razão da prefeitura ter várias contas distintas, acabaram sendo bloqueados R$ 1,8 milhão de cinco contas diferentes.

Com o bloqueio, cerca de 1 mil trabalhadores ficaram sem o 13º. Levantamento de quantos foram impactados com a situação ainda é feito e a prefeitura afirma que trabalha para resolver o problema.

PEDIDO

O presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), Carlos Coimbra, impetrou anteontem no Tribunal de justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) ação com pedido de bloqueio de R$ 1,8 milhão dos cofres da Prefeitura de Campo Grande. O valor corresponde ao montante não repassado pelo município desde setembro deste ano. A expectativa de Coimbra é que a decisão seja proferida hoje. Para não fechar o ano no vermelho, o HCAA recorreu a empréstimo de R$ 1,7 milhão. 

“Estamos sem receber do município desde setembro. São R$ 350 mil por mês, que somados com o valor de dezembro, totalizam R$ 1,4 milhão”, detalhou Coimbra. Além disso, há atrasos no pagamento de prestação de serviço de cirurgia ortopédica. “No total, são R$ 1,8 milhão que a prefeitura não repassou ao hospital”, resumiu. 

O HCAA realiza, em média, 16 mil procedimentos por mês e tem orçamento mensal de R$ 2,1 milhão. Parte desse dinheiro resulta de transferências das três esferas de governo. “O Estado repassa R$ 900 mil para custeio e recebemos do governo federal, valor médio líquido, de R$ 1,3 milhão, referente à tabela SUS”, informou Coimbra. “Também houve repasse do governo estadual de R$ 10 milhões para conclusão da obra no hospital”, 
acrescentou. 

 

 

Justiça

Bolsonaro pede ao STF para receber os filhos no Dia dos Pais

Ex-presidente diz que visita terá caráter humanitário

05/08/2026 19h00

Foto: Divulgação / STF

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O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber a visita de seus filhos no próximo domingo (9) para comemorar o Dia dos Pais.

Bolsonaro está em prisão domiciliar e quer autorização para receber os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro.

Em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados do ex-presidente afirmaram que a visita terá "caráter humanitário" para preservar os vínculos familiares. Bolsonaro está proibido de receber visitas na prisão domiciliar pelo prazo de 30 dias, que acaba em 17 de agosto.

No mês passado, a medida foi determinada pelo ministro após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro está proibido de usar a internet, inclusive por meio de terceiros, durante a prisão domiciliar. 

Na mesma decisão, Moraes acrescentou que Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro.

O ex-presidente também não pode divulgar manifestos eleitorais, inclusive por meio de terceiros, por qualquer meio de divulgação.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Cidades

Paraguai combate mercado ilegal de emagrecedores e fecha 11 farmácias na fronteira

Operação ocorre em meio ao aumento da procura por medicamentos à base de tirzepatida e outros fármacos utilizados para perda de peso

05/08/2026 17h30

Foto: Divulgação

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O combate ao mercado irregular de medicamentos para emagrecimento levou autoridades sanitárias do Paraguai a interditarem 11 farmácias na cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, interior do Estado.

A operação foi realizada nesta quarta-feira (5) por agentes da Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa), que vieram de Assunção, após identificarem a venda e a publicidade de produtos sem autorização do órgão regulador, além da comercialização de itens de origem irregular e sem registro sanitário.

Durante as fiscalizações, a Dinavisa constatou que os estabelecimentos comercializavam emagrecedores produzidos de forma clandestina e anunciavam medicamentos sem a devida autorização. Entre os produtos encontrados estavam itens conhecidos como "Lipoless", "TG" e "Tirzec", vendidos irregularmente ao público.

Além dos emagrecedores, os fiscais apreenderam produtos e mercadorias proibidas para comercialização em farmácias paraguaias. Entre elas estavam sucos de origem brasileira sem registro sanitário e o estimulante "Vital Honey", também considerado irregular pelas autoridades.

A operação ocorre em meio ao aumento da procura por medicamentos à base de tirzepatida e outros fármacos utilizados para perda de peso.

Segundo o Portal Amambay 570, a elevada demanda impulsionou a abertura de diversas farmácias em Pedro Juan Caballero, atraídas pela alta margem de lucro obtida com a venda desses produtos.

Ainda de acordo com as autoridades, cerca de um mês antes da operação, equipes da própria Dinavisa já haviam realizado inspeções e emitido orientações e advertências aos estabelecimentos da cidade sobre a necessidade de adequação às normas sanitárias.

Comerciantes do setor afirmaram que esta é a primeira vez que uma ação de vigilância sanitária resulta no fechamento efetivo de farmácias no município, medida que surpreendeu o segmento farmacêutico local.

A Dinavisa informou que a fiscalização continua e não descarta a interdição de novos estabelecimentos nas próximas horas, caso sejam encontradas irregularidades semelhantes.

Para que as farmácias interditadas possam retomar as atividades, os proprietários deverão apresentar toda a documentação exigida pelas autoridades sanitárias e comprovar a regularização das inconformidades apontadas durante a inspeção. Somente após a análise e aprovação da Dinavisa os estabelecimentos poderão ser reabertos.

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