Cidades

CAMPO GRANDE

Pastora e policial ligados à ONG estariam incentivando invasão

Desocupação do terreno é alvo de ação na Justiça

FÁBIO ORUÊ

24/08/2019 - 09h30
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Três áreas, sendo uma de propriedade da Prefeitura de Campo Grande e duas de empreendimentos privados - Taurus e Brasil Empreendimentos - estão sendo alvo de uma invasão, às margens da BR-262, em Campo Grande. A invasão estaria sendo incentivada por uma pastora e de um policial militar da reserva, que seriam ligados à uma organização não governamental (ONG).

As áreas, de aproximadamente 40 hectares, já estão sendo demarcados e alguns barracos já foram erguidos. Cerca de oito famílias, de um grupo de 20, já estão com as habitações prontas. O mato do local foi queimado e existem pequenas áreas abertas para a construção das moradias. Um pedreiro, de 53 anos, que pediu para não ser identificado, é uma das pessoas que está com a família na área invadida, há cerca de um mês. Ele e a mulher, de 54 anos, vivem com duas filhas em um cômodo único, construído com pedaços de madeira, lona e um colchão.

Ao Correio do Estado, ele disse que há anos brigam na justiça por aquelas terras e que seriam auxiliados pela pastora, que eles afirmam não saber o nome e nem de qual igreja seria.

“O poder público não ajuda a gente. Há dois anos que a gente luta na justiça e ela [a mulher] é que vê essas coisas para a gente”, contou. Além disso, ela também fornece alguns alimentos para ajudar no sustento. “Ela ajuda uma ONG também; passa nos mercados e arruma a comida. Aí o que sobra, depois que ela dá para a ONG, trás para nós. Sempre sobra tomate, batata e outras coisas”, disse ele à nossa reportagem.

Os moradores estão transformando a área do zero. Os terrenos ficam na BR-262, exatamente ao lado do Terminal Intermodal de Cargas, conhecido como Porto Seco, e próximo do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira de Regime Semiaberto. Lá, os moradores já demarcaram os terrenos que serão ocupados e estariam montando os barracos, mas não de fato se mudando para lá, porque não energia elétrica e nem água disponível. De acordo com o apurado, a invasão está sendo gradativa e ainda conta a ajuda de um policial aposentado.

A maioria vem da área invadida da empresa Homex, como o morador citado, que teve a casa derrubada três vezes em desapropriações. Advogados das empresas proprietárias das áreas, Taurus, distribuidora de combustível, e Brasil Empreendimentos - a última faz parte do grupo Haddad empreendimentos - estão se mobilizando para entrar com liminar com objetivo de retirar as famílias do local, já que eles informaram que só vão sair mediante ordem judicial.

Conforme apurado pelo Correio do Estado, uma das empresas citadas enviou maquinário e mão de obra para fazer a limpeza da área, pois recebeu uma notificação do Executivo Municipal para tal ação. Mas, chegando lá para o serviços, os trabalhadores foram impedidos de fazer a limpeza pelos invasores. A justiça e os advogados responsáveis ainda tentam descobrir quem seriam as duas pessoas que estariam auxiliando na invasão.

Mandado de prisão

Influencer é preso por tráfico de drogas

Conhecido por criticar os buracos nas ruas de Campo Grande e a gestão da Prefeita, caso de influenciador repercute nas redes sociais após condenação de 8 anos e 2 meses

13/03/2026 12h30

Montagem / divulgação / redes sociais

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Na tarde da última quarta-feira (12), policiais civis do Grupo de Operações e Investigações (GOI) cumpriram mandado de prisão definitiva do influencer campo-grandense Alisson Benitez Grance, conhecido como DuMato.

Expedido pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Campo Grande, a condenação impôs a pena de 8 anos e 2 meses, pelo crime de tráfico de drogas.

O caso tem repercurtido nas redes sociais devido à declarações de vereadores e pronunciamentos que o influenciador fez antes do cumprimento do mandado de prisão. Anteriormente, o vereador Rafael Tavares (PL) acusou DuMato de violência doméstica, que em seguida se pronunciou em suas redes sociais negando a acusação.

Em seu vídeo, o influenciador aponta ainda que a motivação das acusações é por questões políticas e afirmou que “seus opositores distorcem informações e inventam fatos com o intuito de prejudicar a imagem perante a sociedade”.

Ele afirma que foi condenado por um crime que não cometeu, reforça que “foi absolvido de todas as acusações de primeiro grau” e relata a origem das acusações.

De acordo com o vídeo, em 2021, o influenciador teria um comércio na Rua da Divisão e foi furtado. Os bandidos então levaram dinheiro, alguns itens e fitas adesivas, que posteriormente teriam sido usadas em embalagens de entorpecentes. Com isso, a polícia apreendeu as drogas, analisou as digitais e cruzou dados no sistema até localizar e acusar o influenciador de tráfico.

Ele relata que não tinha dinheiro na época e, por isso a Defensoria Pública o acompanhou, como responsável por sua defesa.

*Saiba

O influencer tem 36,6 mil seguidores e é conhecido por gravar vídeos dentro de buracos das ruas de Campo Grande, com critícas à gestão da Prefeita Adriane Lopes.

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Investimento

Jogos Abertos de MS custarão cerca de R$ 2,8 milhões

Desse montante, R$ 2,6 milhões serão destinados para uma Organização de Sociedade Civil, e outros R$ 200 mil para camisetas, arbitragem e ambulância

13/03/2026 12h15

Com calendário de abril a setembro, JAMS já tem data para acontecer

Com calendário de abril a setembro, JAMS já tem data para acontecer Arquivo/Fundesporte

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Com seis etapas regionais e duração de abril a setembro, os Jogos Abertos de Mato Grosso do Sul (JAMS) tiveram suas cidades-sedes definidas. As cidades selecionadas foram Maracajú, Antônio João, Nova Andradina, Brasilândia, Rochedo e Jardim.

A edição de 2026 contará com um total de 49 municípios que aderiram à competição, resultando na inscrição de 215 equipes, somando atletas e comissão técnica, podendo chegar a aproximadamente 4 mil membros, distribuídos nas seguintes competições: vôlei, basquete, futsal e handebol.

Para a definição das sedes, foi feita uma vistoria e cada uma tinha que cumprir alguns requisitos para serem aceitas. O critério de avaliação foi definido em estrutura física disponibilizada pelos municípios, capacidade de apoio logístico, além do rodízio entre as cidades.

As fases já têm data para acontecer. A divisão foi feita da seguinte maneira: a cidade de Maracajú receberá a primeira fase nos dias 24, 25 e 26 de abril. A segunda fase será sediada em Antônio João e recebe a competição entre os dias 15 e 17 de maio.

Já a terceira fase está prevista para acontecer em Nova Andradina, nos dias 22, 23 e 24 de maio. A quarta etapa será em Brasilândia, entre os dias 29 e 31 de maio. A quinta fase acontecerá em Rochedo, nas datas de 26 a 28 de junho.

Por fim, recebendo a última etapa regional, tem a cidade de Jardim como sede. As disputas vão de 11 a 13 de setembro. Vale ressaltar que cada regional abrange de 13 a 14 cidades em suas sedes.

Em contato com a Fundação de Desporto e Lazer de MS (Fundesporte), foi revelado que serão investidos mais de R$ 2,8 milhões, que serão distribuídos da seguinte forma: uma Organização de Sociedade Civil (OSC) irá receber um apoio financeiro de até R$ 2,6 milhões para realização das fases regionais, finais e paralímpica.

Os outros R$ 200 mil serão custeados pela Fundesporte para compra de camisetas, contratação de arbitragem e custeio da ambulância, totalizando, assim, um investimento de R$ 2,8 milhões.
 

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