Cidades

Fim de festa

Patriotas abandonam acampamento e deixam vestígios na Avenida Duque de Caxias

Clima entre manifestantes em frente ao CMO é de sentimento de derrota

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Deixados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (que abandonou  o Brasil rumo aos Estados Unidos antes do término de seu mandato), os poucos manifestantes que persistem acampados em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, se dividem para apanhar entulhos e lixo no local. 

Acompanhados pela chuva, e monitoramento da Polícia Militar, os manifestantes se aplicam em cuidar do lixo ao passo em que se protegem das pancadas de chuva desta segunda-feira (2).

A desmobilização do acampamento ganhou força com a oficialização de Luiz Inácio 'Lula' da Silva no último domingo (1º).

O presidente eleito no último trimestre do ano passado no 2º turno das eleições gerais, pleito disputado no dia 30 de outubro do último ano, os manifestantes aguardavam religiosamente o anúncio oficial de Governo acerca de uma possível intervenção militar, fato que não ocorreu.

Sem marchinhas, música e dinâmicas, os poucos que restam no espaço parecem reconhecer - enfim-, a derrota de Jair Bolsonaro. 

Ao Correio do Estado, a Solurb, concessionária responsável pela gestão da Limpeza Urbana e o Manejo de Resíduos Sólidos do Município de Campo Grande, disse que a coleta de lixo no local é diária, e que a concessionária se atém especificamente  aos resíduos ensacados. 

"A coleta do material no CMO é parte da rotina dos nossos serviços. Não há um atendimento especial aos manifestantes, e toda a demanda do local, sempre foi atendida mediante solicitações da Prefeitura", destacou a Solurb.

A empresa frisou que toda a demanda e dinâmica solicitada pelos manifestantes passa pelo aval da administração municipal da Capital. A Solurb pontuou que os serviços passam ao menos uma vez por dia na região das manifestações.

Do mesmo modo, as sinalizações de trânsito, de responsabilidade da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também permanecem presentes no local. 

A reportagem entrou em contato com a Agência Municipal a fim de identificar se a empresa irá providenciar a retirada da sinalização do local mas não obteve retorno. Cabe pontuar que algumas faixas e barracas seguem no local, entretanto, em número bastante aquém do início das manifestações.

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tempo

Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%

Nova projeção aponta que o fenômeno será o mais forte desde 1950

11/09/2026 23h00

Foto: Ilustração Nottus/Divulgação

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A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) divulgada na quinta-feira (10). 

A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950. 

O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%. Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.

Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. 

Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.

Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. 

Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

em todo o país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado

Paralisação teve início às 22h de quinta-feira (10)

11/09/2026 21h00

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve teve início às 22h dessa quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria deve decidir hoje sobre a greve.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, disse.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

“A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta.

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