Cidades

Campo Grande

Alvo de denúncias por 'abandono', terreno da pedreira antiga aparece limpo

O terreno pertencia ao grupo El Kadri e estava à venda desde 2023

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Alvo de denúncias e ações por abandono há mais de 50 anos, o terreno da Pedreira do São Francisco, localizado no quadrilátero das ruas ruas Pernambuco, Pedro Celestino, Amazonas e a Travessa Elias Nasser apareceu limpo nesta semana. 

O Correio do Estado esteve no local nesta sexta-feira (19) e constatou que a área do terreno que continua com vegetação é apenas no entorno, funcionando como "muros" em volta do terreno. A área central foi totalmente limpa.  

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Segundo apurado pela reportagem, a limpeza da área teria acontecido porque o terreno de 27 mil metros quadrados teria sido vendido a uma empresa com sede em São Paulo. A antiga pedreira pertencia ao grupo El Kadri Participações e Investimentos Mobiliários Ltda. e estava a venda desde 2023. 

Em maio de 2025, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com ação civil pública contra a família El Kadri por causa do abandono do terreno. 

No pedido feito pela promotora de Justiça Andreia Cristina Peres da Silva, foi determinado que o proprietário da área desse uma destinação ao local, seja comercial, seja residencial, e também algumas destinações imediatas, como, por exemplo, um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prada), requerendo o licenciamento ambiental do local, além do calçamento de todo o entorno do imóvel, execução de rampas de acessibilidade nas calçadas, construção de um muro para cercar todo o terreno e uma medida considerada de extrema urgência: a remoção de todo o lixo existente dentro e ao redor do imóvel, para evitar a proliferação de doenças.

A promotora ainda afirmou que o imóvel foi objeto de extração mineral no século passado e que a atividade de lavra cessou na década de 1970. Ela falou em descaso por parte dos proprietários.

“Entre os problemas relatados, destaca-se o acúmulo de lixo, que se torna foco de doenças, falta de segurança no entorno, já que a ausência de manutenção por parte do proprietário e o crescimento descontrolado da vegetação favorecem o esconderijo de criminosos, facilitando a ocorrência de furtos e delitos na região”, afirma a promotora de Justiça na ação civil pública.

“Constatou-se, ainda, a proliferação de animais peçonhentos, fauna sinantrópica (ratos, pássaros, entre outros), baratas e mosquitos transmissores da dengue, agravando o risco à saúde pública”, relata Andreia Cristina.

Problemas 

Na lista das reclamações mais comuns está o acúmulo de lixo, focos de dengue, infestação de insetos e animais peçonhentos, assaltos, e até mesmo ‘esconderijo’ para usuários de droga. Os acontecimentos já se tornaram parte do dia a dia de moradores e comerciantes do bairro localizado na área central de Campo Grande. 

As calçadas do entorno do terreno estão com rachaduras, raízes de árvores à mostra, um matagal enorme e em alguns trechos, pedaços do concreto já desmoronados. O local, que não tem uma boa iluminação, nem muito movimento, torna-se atrativo para usuários de droga, assaltos e roubos. 

Os problemas causados pelo terreno continuam a acontecer, e preocupam cada vez mais as pessoas que frequentam a região. Denúncias e reclamações são pautas corriqueiras dessa situação, porém ao longo da história do bairro, a situação segue sem providências efetivas. 

Por causa da falta de iluminação, o local também servia como ponto de uso de drogas, como relatado ao Correio do Estado por moradores da região. 

Acidente

Idoso fica inconsciente após acidente envolvendo quatro veículos na Capital

Imagens de câmeras de segurança flagraram o carro avançando sem frear; indícios apontam que motorista sofreu um mal súbito

06/08/2026 17h48

Acidente aconteceu na Avenida Mascarenhas de Morais

Acidente aconteceu na Avenida Mascarenhas de Morais Foto: Gerson Oliveira

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Um idoso ficou inconsciente após se envolver em um acidente que atingiu outros três veículos na tarde desta quinta-feira (6), no cruzamento das ruas Mascarenhas de Moraes e Rua do Seminário, em Campo Grande.

Imagens de câmeras de segurança mostram que o carro conduzido pelo idoso atravessou a avenida em alta velocidade, sem qualquer tentativa de frear, e atingiu veículos que aguardavam no semáforo. O momento registrado pelas câmeras indica que o motorista teria sofrido um mal súbito antes da colisão, perdendo o controle da direção.

As vítimas precisaram ser retiradas dos veículos pelas equipes de resgate. Uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e duas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para a ocorrência.

Segundo o primeiro-tenente do Corpo de Bombeiros, Wellington Pereira Gomes, três pessoas ficaram feridas, sendo o idoso a vítima em estado mais grave.

"No local nos deparamos com três vítimas. O senhor idoso é a vítima mais grave. O casal do outro veículo estava consciente e orientado, mas também precisava de atendimento", afirmou.

O militar informou que o idoso permaneceu inconsciente durante o atendimento e foi encaminhado pelo Samu para uma unidade hospitalar. As outras duas vítimas estavam conscientes e estáveis, mas também foram levadas para avaliação médica.

"A princípio, o idoso continuava inconsciente. Já as outras vítimas estavam estáveis, mas precisavam de exames para avaliar possíveis lesões", explicou.

Os condutores de outros dois veículos envolvidos não se feriram e recusaram atendimento médico.

A Polícia Militar esteve no local para registrar a ocorrência e apurar as circunstâncias do acidente.

Nova Bahia

Ministério Público vai à Justiça por regularização em centro de saúde

Sentença obriga a Prefeitura de Campo Grande a corrigir as falhas estruturais, sanitárias e de atendimento da unidade

06/08/2026 17h20

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça Foto: Divulgação / MPMS

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Diante da persistência de irregularidades no Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Nova Bahia, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pediu à Justiça o cumprimento da sentença que obriga a Prefeitura de Campo Grande a corrigir as falhas estruturais, sanitárias e de atendimento da unidade.

O órgão também requer a aplicação de multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 20 milhões, caso as determinações judiciais sigam descumpridas.

O pedido foi protocolado após o MPMS constatar que, mesmo com decisão judicial definitiva em vigor desde junho de 2022, diversos problemas permanecem sem solução.

A ação busca garantir o cumprimento integral das obrigações impostas ao município, o que inclui a adequação da estrutura física da unidade, disponibilização de equipamentos obrigatórios, a regularização das escalas médicas e a correção das irregularidades sanitárias.

A atuação do Ministério Público teve início após a instauração de procedimento para investigar deficiências no funcionamento do CRS. Em 2016, o órgão ajuizou uma Ação Civil Pública para exigir melhorias na unidade de saúde.

Após a produção de provas, a Justiça determinou que o município equipasse adequadamente o centro de saúde, mantivesse escalas regulares de profissionais e sanasse as falhas sanitárias identificadas durante as fiscalizações.

Posteriormente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) ampliou as obrigações ao dar provimento ao recurso do MPMS e determinou a realização de manutenções preventivas e corretivas nos equipamentos e a regularização das escalas de médicos clínicos gerais e pediatras. A decisão transitou em julgado em junho de 2022.

Mesmo após o encerramento da fase de conhecimento do processo, o ministério público seguiu o caso por meio de inquérito civil, diligências, reuniões técnicas, notificações e inspeções realizadas por órgãos especializados.

As fiscalizações mais recentes apontaram que diversas irregularidades persistem na unidade. Relatórios do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS), da Assessoria Técnico-Pericial do MPMS e do Conselho Municipal de Saúde registraram falta de medicamentos essenciais, insuficiência de equipamentos, déficit de profissionais, falhas na climatização dos ambientes, dificuldades para realização de exames e problemas estruturais que comprometem o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as principais falhas identificadas estão a existência de apenas um monitor multiparamétrico em funcionamento para atender três leitos de emergência, ausência de medicamentos básicos para suporte à vida, insuficiência de exames considerados essenciais, falta de comprovação da presença de pediatras em parte das escalas médicas, além de problemas em equipamentos e inadequações nas áreas de atendimento e de descanso dos profissionais.

Diante desse cenário, o Ministério Público concluiu que o município não cumpriu integralmente as determinações judiciais e ingressou com pedido de execução da sentença.

O órgão requer que a Prefeitura comprove a adoção de todas as medidas determinadas pela Justiça, o que  inclui a disponibilização dos equipamentos previstos nas normas do Ministério da Saúde, a regularização do quadro de profissionais e a adequação sanitária da unidade.

Além do cumprimento das obrigações, o MPMS pede a aplicação da multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 20 milhões, e a adoção de medidas coercitivas para assegurar a efetividade da decisão judicial.

Para o Ministério Público, a permanência das irregularidades após anos de fiscalização demonstra a necessidade de uma intervenção judicial mais rigorosa para garantir que as determinações sejam efetivamente cumpridas e que a população atendida pelo SUS tenha acesso a serviços de saúde dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.

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