Cidades

LUTO

Pedro Spindola, jornalista e amigo pessoal de Manoel de Barros, morre aos 75 anos

Um dos idealizadores da Casa-Quintal Manoel de Barros, o jornalista lutava contra pneumonia e leucemia, segundo informou familiares em nota

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O escritor e jornalista Pedro Spindola faleceu na noite dessa sexta-feira (09) em Campo Grande. A notícia foi divulgada na manhã deste sábado nas redes sociais. Segundo informações dos filhos, Spindola vinha travando uma batalha de 50 dias contra pneumonia e leucemia.

O velório acontece neste sábado (10), das 18 horas à 1 hora da manhã, e domingo (11), das 6 horas às 10 horas da manhã no Cemitério Jardim das Palmeiras, localizado na Avenida Tamandaré, 6934 - Vila Nasser. Em sequência, a cerimônia de despedida acontece no Crematório Campo Grande, com endereço na Avenida Tamandaré, 6781.

"É com grande pesar que nós Victor, Luciana, Letícia Spindola e Ordália Almeida anunciamos o falecimento do nosso querido pai Pedro Spindola. Ele veio lutando nos últimos 50 dias com um quadro grave de pneumonia e um diagnóstico de leucemia. Nessa última noite ele não resistiu. Fica na lembrança toda sua genialidade, bom humor e sua visão sonhadora e inventiva da vida. Fica também nosso grande amor por tudo que ele sempre representou para nós. Informaremos sobre velório e homenagens assim que possível. Agradecemos a todos por todo carinho e orações.", divulgou os familiares.

Pedro Spindola nasceu em 23 de junho de 1947, em Formosa (GO). Formou-se como técnico agrícola e encontrou no jornalismo sua vocação. A pedido do primeiro governador de Mato Grosso do Sul, Harry Amorim Costa (1927-1988), Pedro foi secretário-adjunto de Cultura. Também foi diretor da Fundesporte no período do governo de Pedro Pedrossian (1928-2017).

O jornalista conheceu o poeta Manoel de Barros quando fundou o informativo semanal da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul, a Acrissul, nomeado "Boletim do Fazendeiro". Abílio, irmão de Manoel, teria dito a Pedro que o poeta almejava conhecê-lo. Em 1982, num dia de eleição na Acrissul, ambos se conheceram e ali começaram uma amizade. Spindola pediu para Barros escrever um texto para o semanário e, das 30 crônicas publicadas, surgiu o "Livro de Pré-Coisas", lançado em prosa poética no ano de 1985. Os amigos moravam a dez quadras e caminhavam cerca de 1 hora por dia, no Bairro Jardim dos Estados.

Manoel de Barros e Pedro Spindola tornaram-se amigos em 1982Manoel de Barros e Pedro Spindola tornaram-se amigos em 1982 - Letícia Spindola

Após o falecimento de Manoel de Barros, em 13 de novembro de 2014, aos 97 anos, o filho do poeta, Silvestre de Barros procurou Pedro, que sonhava em eternizar a história do amigo, e compartilhou a ideia de transformar a residência num espaço de memória e cultura. Dessa forma, com a união de administradores culturais e artistas de Mato Grosso do Sul e de outros estados do país que compõem a Sociedade dos Amigos da Casa-Quintal Manoel de Barros, o espaço cultural ganhou vida, cumprindo o último desejo de Spindola em homenagem a Barros.

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Saída

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

Loraci Flores de Lima pegou uma suspensão de 60 dias

09/08/2026 20h00

Desembargador Loraci de Lima

Desembargador Loraci de Lima Foto: Divulgação

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O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

 

Bem-estar animal

Atendimento veterinário gratuito será oferecido em bairro da Capital

Consultório Móvel da SUBEA disponibilizará consultas, vacinação e avaliação para castração

09/08/2026 17h31

Divulgação/Subea

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Moradores de Campo Grande poderão contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos entre os dias 10 e 14 de agosto. Durante o período, o Consultório Móvel da Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) estará instalado na Praça do Jardim Carioca, na Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços de saúde animal e oferecer atendimento mais próximo às famílias que possuem cães e gatos. Entre os serviços disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação clínica necessária para o agendamento de castração.

Atendimento por ordem de chegada

Para organizar o atendimento, serão distribuídas diariamente 15 senhas para consultas clínicas e outras 15 senhas destinadas exclusivamente à avaliação para castração. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Para ser atendido, o responsável pelo animal deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência em Campo Grande e CadÚnico atualizado.

Serviço

Período: 10 a 14 de agosto, de segunda a sexta-feira
Local: Praça do Jardim Carioca – Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548
Serviços: consultas clínicas, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação para castração.
 

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