Operação pente-fino nos presídios masculino; feminino e no prédio do regime semiaberto de Corumbá apreendeu drogas; telefones celulares; chips e mais R$ 3 mil em dinheiro. Tudo isso encontrado nas celas e também na rede de esgoto. Disparo de bala de borracha chegou a ser feito por um policial durante a ação.
Realizada por quase oito horas, ontem (15), a vistoria contou com emprego de 160 policiais militares do 6º Batalhão de Polícia Militar e da Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (CIGCOE), além de efetivo da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
A revista geral percorreu todo o complexo penitenciário formado pelo Estabelecimento Penal de Corumbá (EPC) e Estabelecimento Penal Feminino "Carlos Alberto Jonas Giordano". De acordo com o comandante do 6º Batalhão da PM, tenente-coronel Waldir Acosta, a ação foi "rotineira" e ocorreu de forma "tranquila", apenas com uma "pequena reação" rapidamente contornada pela força policial.
A "pequena reação" a que se referiu o comandante da PM corumbaense partiu de um detento de 34 anos. Ele se negou a obedecer as ordens policiais e teve de ser retirado da cela, em companhia de outros detentos. De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil, o detento não obedeceu a ordem de se dirigir ao pátio do Estabelecimento Penal - para que a revista na cela pudesse ser executada -, deu um soco no escudo usado por um policial militar e empurrou o soldado da PM.
Diante das atitudes do presidiário, outro policial militar "repeliu a agressão" promovendo um disparo com bala de borracha (tecnicamente chamada de elastômero). O tiro teria causado lesões no interno, que foi levado para o pronto-socorro, onde se recusou a receber atendimento médico.
Movimentação financeira
A revista geral ainda descobriu que um interno controlava a movimentação financeira da cantina do EPC. O boletim de ocorrência registrado no 1º DP informou que na revista à cela do detento, de 35 anos, foi encontrada a quantia de R$ 3.107,70. O dinheiro estava escondido em um pote e envolto em plástico. O presidiário afirmou ser dono de R$ 900 e o restante era "resultante do movimento financeiro semanal da cantina". A varredura na cela dele foi realizada em cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal de Corumbá.
Em outra cela, foram encontradas 47 trouxinhas de maconha. Um interno, de 29 anos, assumiu a propriedade do entorpecente e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foi feito o registro policial por porte de drogas, para consumo pessoal.
Já no presídio feminino, foram apreendidos telefones celulares, chips e acessórios. A varredura identificou cinco mulheres como proprietárias dos materiais apreendidos. No DP, o caso foi registrado como favorecimento real, quando ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar. A Agepen não informou o balanço completo da ação.



