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POLÍCIA

Perseguição em Campo Grande termina com tonelada de droga apreendida

Além da apreensão feita na Capital, Polícia Rodoviária Federal interceptou caminhonetes do tráfico em Bonito e Guia Lopes da Laguna

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Em Campo Grande e no interior do Estado, a quinta-feira (08) foi marcada por apreensões, com o caso na Capital envolvendo uma perseguição a uma caminhonete Ford/Ranger em pleno perímetro urbano da região dos bairros Aero Rancho e Tarumã. 

Segundo repassado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a primeira ordem de parada ao veículo foi dada ainda durante fiscalização de trecho da rodovia BR-060, o que não foi obedecido pelo condutor que respondeu com uma fuga em alta velocidade. 

A PRF frisou - e imagens registradas por populares colaboram com a versão - que, ao entrar no perímetro urbano, a fuga em alta velocidade colocou em risco outros motoristas e a população, porém não houve relatos de feridos na operação. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Seguido pelo acompanhamento tático, o homem acabou batendo a caminhonete em um muro ao tentar entrar em uma área de vegetação, com inclusive troca de tiros entre as partes depois que os policiais ouviram disparos de arma de fogo vindos do caminho por onde o acusado empreendeu fuga. 

Mesmo com buscas feitas pela Força Tática da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) e equipes do Batalhão de Choque, o indivíduo não pôde ser localizado e os agentes apreenderam apenas a caminhonete e acharam uma carteira de identidade no veículo. 

Com a ocorrência encaminhada para a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), a grande quantidade de entorpecentes encontrada no veículo foi pesada e totalizou mais de uma tonelada (1.411 Kg) de maconha.

Demais apreensões

Além da apreensão em Campo Grande, o trabalho da PRF ontem somou quase outras três toneladas de entorpecentes do tráfico de drogas retirados de circulação, sendo dois flagrantes registrados nos municípios de Guia Lopes da Laguna e Bonito. 

Outro caso de fuga foi registrado em Bonito, após o trabalho do setor de inteligência da Polícia Militar de Goiás auxiliar policiais rodoviários federais de MS na parada de uma uma MMC/L200 Triton, em trecho da BR-267. 

Desobedecendo a ordem de parada, o homem saiu do trecho de rodovia e adentrou no perímetro urbano de Bonito, onde foi alcançado e detido com apoio da PM local. 

A PRF encontrou 1.302 Kg de maconha nessa caminhonete, que apresentava registro de roubo/furto que data de novembro de 2024, subtraída em Niterói (RJ).

Já a maior quantidade de substância entorpecente foi encontrada durante fiscalização da BR-267, quando uma Toyota/Hilux foi abordada em trecho no município de Guia Lopes da Laguna, sendo que esse motorista em questão obedeceu a ordem de parada policial. 

Ao observar os bancos da caminhonete os policiais puderam observar a grande quantidade de maconha, que após pesagem totalizou 1.504 Kg de maconha e 3,2 Kg de skunk, sendo que o próprio veículo também havia registro de furto. 

Com um veículo que teria sido furtado em novembro de 2024, em Belo Horizonte (MG), longe cerca de 1.4 mil km de Guia Lopes da Laguna, o homem disse que teria carregado os entorpecentes em Ponta Porã, com o destino sendo a capital Federal de Brasília. 

Essas apreensões feitas pela PRF nesta quinta-feira (08) totalizaram 4.217 kg de substância entorpecente que foi retirada de circulação.  

 

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Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

Justiça federal

Tribunal lança Inteligência Artificial para auxiliar juízes e desembargadores em processos

Plataforma LIA 3R será usada em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas da Justiça Federal

06/03/2026 18h00

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lançou a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

De acordo com o desembargador federal Nino Toldo, membro efetivo da Comissão Permanente de Informática do TRF3, a ferramenta integra tecnologia e prática judicial para tornar o trabalho dos magistrados mais ágil e eficiente, preservando a segurança e a qualidade das informações processuais. 

Ele explica que a ideia de inteligência artificial começou com um projeto que se chamava Sigma, pois há, na Justiça Federal, muitos processos semelhantes.

"A partir de decisões, vamos dizer assim, padronizadas, se constitui um banco de dados e aí foi sendo feito um trabalho de sugestão, o sistema analisava o processo e sugeria para o usuário essa ou aquela minuta de decisão, de despacho para utilizá-la. E depois, com o avanço dos sistemas, dos programas de inteligência artificial, isso foi sendo aprofundado e agora desenvolveu o sistema LIA", explica.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias e não irá substituir os magistrados.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor", ressaltou.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares, sendo ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada. 

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).  

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta. 

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG, técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta, e integrações que enriquecem a resposta. 

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos, segundo o TRF3.

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados e documentos fornecidos pelo usuário na conversa, como textos e anexos.

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Segundo o Tribunal, trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil. 

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência ArtificialPlataforma LIA 3R

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