Cidades

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PF e MPF expõem ligações entre máfia italiana e traficantes brasileiros

PF e MPF expõem ligações entre máfia italiana e traficantes brasileiros

AGÊNCIA BRASIL

24/05/2014 - 16h44
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Investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) expuseram as relações de uma das mais poderosas organizações criminosas do mundo, a 'Ndragueta [Andrângueta], com grupos criminosos locais. Entre especialistas em segurança, a presença de pessoas ligadas à máfia italiana em território brasileiro já é discutida há anos, mas as menções à organização criada na Calábria ganharam as páginas policiais depois que a PF deflagrou, em março deste ano, a Operação Monte Pollino, que desarticulou um esquema de envio de cocaína sul-americana para a Europa.

Na quarta-feira (21), o Ministério Público Federal (MPF) denunciou seis pessoas investigadas por supostamente integrarem uma quadrilha que usava o Porto de Santos, o maior da América Latina, para enviar toneladas da droga para a Europa.

Convencidos de que todos os investigados na Operação Monte Pollino “integram uma ampla rede criminosa, com ramificações em diversos países e ligações com a máfia italiana Ndrangheta”, procuradores da República em Santos já anunciaram que vão denunciar pelo menos outras 14 pessoas.

Segundo o instituto italiano Demoskopika, a máfia calabresa, também conhecida como Família Montalbano, movimentou cerca de 53 milhões de euros em 2013. O instituto garante ter chegado a essa cifra a partir dos dados de documentos oficiais a que teve acesso. O montante é quase o mesmo que a rede de lanchonetes McDonald's e do Deutsche Bank movimentaram, juntos, no ano passado.

A maior fonte de renda da organização calabresa seria o tráfico de drogas, com o qual obteve 24,2 bilhões de euros. Os tentáculos da ´Ndragueta, contudo, se estendem para a reciclagem ilegal, extorsão, desvio de recursos públicos, jogos de azar, venda de armas, prostituição, falsificação de documentos e imigração clandestina. Ainda de acordo com o instituto, a ´Ndragueta conta com cerca de 60 mil associados que atuam em pelo menos 30 países. De acordo com a crônica especializada, há tempos a ´Ndragueta sobrepujou em poder econômico e capilaridade as mais conhecidas Cosa Nostra e a Camorra.

Ao deflagrar a Operação Monte Pollino, em março, o delegado federal Osvaldo Scalezi Júnior revelou que as investigações brasileiras começaram em fevereiro de 2013, a pedido da Itália, que já apurava o envio de cocaína do Peru e da Bolívia para a Europa desde 2010. No mesmo dia em que, no Brasil, cerca de 70 policiais federais saiam às ruas para cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão, na Itália a Guarda de Finança deflagrou a Operação Bongustaio. Em um grande esquema de cooperação internacional, também foram cumpridos mandados na Espanha, em Portugal, no Reino Unido, na Holanda, na Sérvia, em Montenegro e no Peru.

No total, foram detidas 12 pessoas, sendo dez no Brasil, uma na Itália e uma na Espanha. Além disso, outras seis pessoas já tinham sido presas antes no Brasil. Ao longo de um ano de investigação, foram apreendidos mais de 1,3 tonelada da droga negociada pelo grupo. Os principais destinos da cocaína apreendida eram os portos de Gioia Tauro, em Nápoles, na Itália, e de Porto de Leixões, em Portugal, onde, em outubro de 2012, foram apreendidos 330 quilos de cocaína. Grandes quantidades do entorpecente também foram apreendidas ao longo das investigações em portos da Espanha, Alemanha e da Bélgica. Segundo estimativas da polícia italiana, só o valor do volume apreendido pode chegar a 10 milhões de euros.

A cocaína era trazida ao Brasil por terra e armazenada principalmente na região de Campinas, no interior paulista. Em Santos, era embarcada em navios de carga com a colaboração de ao menos dois funcionários terceirizados corrompidos pelos suspeitos de fazer a cocaína chegar a Europa. O destinatário do produto era a ´Ndragueta. Depois que a droga chegava aos portos europeus e era recolhida, representantes do braço financeiro da máfia calabresa que vinham frequentemente ou moravam no Brasil se encarregavam de pagar os integrantes dos grupos criminosos, sobretudo brasileiros, que adquiriam a cocaína pura, transportavam até os portos brasileiros e a acondicionavam nos contêineres. O dinheiro costumava ser entregue em lugares movimentados, como praças de alimentação de shoppings e hipermercados da capital paulista.

Entre as pessoas presas em março está uma brasileira detida na Espanha. Segundo Scalezi, era ela a principal responsável por enviar ao Brasil os dólares com que a ´Ndragueta pagava os intermediários do esquema. “A brasileira presa na Espanha é a principal responsável pelo braço financeiro da organização calabresa”, disse Scalezi em março. De acordo com o delegado federal, a brasileira foi identificada e detida graças a troca de informações entre Brasil e Itália e a cooperação internacional. Ainda segundo Scalezi, após o início das diligências e das primeiras apreensões, os criminosos passaram a operar em outros portos brasileiros.

Na quinta-feira (22), ao ser questionado sobre o que o governo brasileiro vem fazendo para coibir a atuação de organizações criminosas internacionais em geral e da ´Ndragueta em particular, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse não poder comentar o assunto. “A PF tem um trabalho intenso de cooperação e troca de informações com policias do mundo inteiro. Há muitas linhas de investigação em curso, mas eu jamais poderia dizer o que está ou não está sendo investigado. Primeiro porque é sigiloso. Segundo porque seria um erro colossal, pois nunca se diz o que está investigando". 

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

22/10/2026 14h15

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

Eleições 2026

MS terá 3,3 mil agentes de segurança no segundo turno das eleições

Operação mobiliza 584 viaturas e dois helicópteros para atender 1.036 locais de votação; primeiro turno teve oito ocorrências eleitorais no Estado

22/10/2026 14h02

Reprodução/GOVMS

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Mato Grosso do Sul mobilizará 3.348 profissionais de segurança pública neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições para a Presidência da República. A operação contará com 584 viaturas e dois helicópteros para reforçar o policiamento nos 1.036 locais de votação do Estado.

A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul foi definida no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Com isso, os eleitores sul-mato-grossenses voltarão às urnas exclusivamente para escolher o presidente da República.

O efetivo mobilizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) será complementar às equipes que já atuam nos plantões e no policiamento de rotina. A operação envolverá as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Científica, com foco na prevenção de crimes eleitorais e no atendimento de ocorrências.

O Estado tem 2.024.884 eleitores aptos a votar, distribuídos em 7.272 seções eleitorais e 54 zonas eleitorais. O policiamento será reforçado nos locais de votação, cartórios eleitorais, pontos de totalização dos votos e vias públicas.

PRIMEIRO TURNO

Durante o primeiro turno, foram registradas oito ocorrências relacionadas a crimes eleitorais em Mato Grosso do Sul. Entre os casos estavam violações do sigilo do voto, compra de votos e propaganda eleitoral irregular no dia da votação.

O monitoramento será realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com participação de representantes das instituições de segurança e órgãos parceiros, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército e Agência Brasileira de Inteligência.

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