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PF prende secretário e mais cinco

PF prende secretário e mais cinco

DA REDAÇÃO COM AGÊNCIA BRASIL

29/05/2014 - 18h00
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A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (29) dez pessoas suspeitas de envolvimento com um esquema internacional de tráfico de drogas. Entre os detidos em caráter preventivo está  o ex-secretário municipal de Governo e Comunicação e diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação de Ponta Porã, Leonardo Derzi Resende. 

Além do ex-secretário, outras cinco pessoas foram presas em Mato Grosso do Sul. Um suspeito não foi localizado e está foragido.

Embora a chamada Operação Suçuarana tenha sido deflagrada pela Superintendência da PF no Rio Grande do Sul, onde foram detidos quatro investigados, a maioria dos mandados de prisão foi cumprida em Mato Grosso do Sul, onde seis suspeitos foram presos.

Segundo o superintendente regional da PF, delegado Sandro Luciano de Moraes, onze pessoas já haviam sido presas em flagrante durante quase um ano de investigações. Durante esse período foram apreendidas 1,1 tonelada de cocaína e 3 toneladas de maconha. Com base nas apreensões, a PF está convencida de que a quadrilha movimentava um grande volume de droga e de dinheiro.

De acordo com o delegado, a pasta base de cocaína adquirida na Bolívia era transportada de avião até o Paraguai, de onde era trazida para o Brasil escondida em fundos falsos de caminhões de uma empresa transportadora a serviço da organização. O primeiro destino desses caminhões em território brasileiro era a cidade de Ponta Porã. Ali, a substância pura era misturada a outros produtos antes de ser levada a Dourados (MS), de onde era distribuída para o Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Além das dez prisões efetuadas hoje, a PF cumpriu 26 mandados de busca e apreensão. Com autorização judicial, foram apreendidos 21 imóveis e 120 veículos, entre carros e caminhões. Contas bancárias também foram bloqueadas. O laboratório de refino da droga que funcionava em Dourados já havia sido descoberto em março deste ano, graças a informações obtidas ao longo das investigações.

De acordo com o delegado, os dez investigados presos hoje ocupavam posições importantes no esquema que “inundava de cocaína as ruas dos quatro estados, além de vários outros pontos para onde a droga era enviada”.

Cento e cinquenta policiais federais participaram da operação. Conforme pontuou o delegado regional de combate ao crime organizado, Daniel Justo Madruga, durante entrevista coletiva concedida em Porto Alegre, o principal fornecedor da droga vive em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e está sendo procurado pelas autoridades do país vizinho.

“Acreditamos que, com essas medidas, esse grupo realmente pare de operar. Ou que isso pelo menos os quebre [do ponto de vista financeiro]”. Já no Brasil, o principal operador do esquema é um argentino que vivia em Gravataí (RS) e que já está no Presídio Central de Porto Alegre desde 2010, por tráfico.

Alguns integrantes da quadrilha moravam em condomínios de luxo e possuíam carros importados. Em um dos casos, um indivíduo montou uma revenda de veículos para justificar seu patrimônio. Os presos responderão pelos crimes de tráfico de drogas com agravante pela transnacionalidade; associação por tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se somadas, as penas máximas ultrapassam 33 anos de prisão. 

TRANSTORNO

Carro afunda em cratera e motorista cobra responsáveis por prejuízo em Campo Grande

Veículo foi engolido aos poucos após asfalto ceder na Vila Margarida; proprietário afirma que pavimentação havia sido refeita horas antes e aguarda providências para retirar o automóvel

16/10/2026 10h00

Volkswagen Virtus ficou preso em cratera aberta após o asfalto ceder na Vila Margarida, em Campo Grande; motorista conseguiu sair antes de o veículo afundar

Volkswagen Virtus ficou preso em cratera aberta após o asfalto ceder na Vila Margarida, em Campo Grande; motorista conseguiu sair antes de o veículo afundar Marcelo Victor

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Um motorista passou por momentos de tensão na noite desta quinta-feira (15), depois que o asfalto cedeu e seu carro afundou em uma cratera na Vila Margarida, em Campo Grande. O incidente ocorreu por volta das 19h20, quando o comerciante Antônio José da Silva estacionava em frente a um mercado da região. Apesar do susto, ele conseguiu sair do veículo antes que o buraco aumentasse.

Em entrevista ao Correio do Estado, o proprietário contou que havia chegado ao estabelecimento e aguardava a saída de outro automóvel para ocupar uma vaga, quando percebeu que o chão começou a ceder sob seu Volkswagen Virtus.

“Eu senti que o solo cedeu. Desci para ver o que era e vi que estava sendo tomado pela água por baixo”, relatou.

Ao perceber a situação, Antônio procurou ajuda de pessoas que estavam próximas para tentar empurrar o carro para trás. No entanto, a abertura no asfalto aumentou rapidamente, impossibilitando a retirada do veículo. 

Segundo ele, o automóvel levou cerca de meia hora para afundar completamente. Durante esse período,a parte dianteira ficou sustentada pelo para-choque, que acabou cedendo. 

“O para-choque ficou preso ali na frente, mas embaixo era um buraco só, não tinha mais o que fazer”, explicou.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local ainda durante a noite. Conforme o motorista, os militares amarraram o veículo para evitar novos deslocamentos, mas a retirada dependia de um guincho. 

Antônio afirmou que tentou conseguir o serviço, porém enfrentou dificuldades devido às condições do tempo. 

Um dos pontos questionados pelo motorista é a realização de serviços de pavimentação no trecho poucas horas antes do incidente.

De acordo com Antônio, comerciantes da região relataram que o asfalto havia sido refeito na manhã de quinta-feira, enquanto chovia. Ele também contou que, durante a tarde, um trabalhador esteve no local para realizar mediações da pavimentação. 

“Chegou um rapaz de moto e disse que o superior dele pediu que viesse fazer a medição do asfalto que tinha sido feito”, afirmou.

O motorista disse que chegou a retirar seu veículo do local a pedido do trabalhador, mas retornou ao comércio no início da noite, quando ocorreu o afundamento.

Embora tenha mencionado a existência de intervenções relacionadas à rede de gás na região, Antônio afirmou não saber qual empresa executou a pavimentação nem quem deverá responder pelos danos. 

Até o momento das entrevistas, não havia confirmação sobre a causa do rompimento do asfalto ou eventual relação com os serviços realizados anteriormente. 

Além dos danos ao veículo, Antônio enfrenta a incerteza sobre quem será responsável pelos custos da retirada e dos reparos. O motorista afirmou que não possui seguro e ainda não conseguiu calcular o prejuízo. 

“É triste, né? Porque quem vai arcar com esses prejuízos? Ainda vou esperar para ver o que pode ser feito”, desabafou.

Segundo ele, representantes da MSgás já haviam sido informados sobre a ocorrência e deveriam realizar uma avaliação no local. O proprietário também mencionou a necessidade de verificar a situação da tubulação de água, já que havia vazamento na cratera. 

Apesar da presença de pessoas que foram observar a situação, Antônio afirmou que ainda aguardava uma solução concreta.

“Eu estou aguardando aparecer alguém responsável pelo local”, disse.

O motorista pretende buscar esclarecimentos sobre a responsabilidade pelo ocorrido antes de decidir quais medidas adotará para solicitar o ressarcimento dos prejuízos.

CONFRONTO

Homem morre após atirar contra policiais do Choque em Maracaju

Na ficha criminal do investigado consta que ele esteve envolvido em tentativas de homicídio nos anos de 2011, 2013 e 2014

16/10/2026 09h30

Revólver calibre .38 usado pelo criminoso contra os policiais

Revólver calibre .38 usado pelo criminoso contra os policiais Divulgação: Batalhão de Choque

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Na noite desta quinta-feira (15), por volta das 22h, , Edilson Gonçalves Vilhalba, vulgo Dito, de 38 anos, foi morto durante confronto com o Batalhão de Polícia Militar de Choque, no município de Maracaju. Na operação, a equipe policial investigava uma denúncia de tráfico de drogas. A residência onde o rapaz foi visto com uma arma estava localizada na rua Rosalva Fraga Santos, no bairro Vila Prateada.

Ao perceber a presença policial, Dito efetuou disparos contra a equipe e fugiu pelos telhados das residências vizinhas. Os policiais o cercaram e localizaram o suspeito sobre um telhado, ainda com a arma de fogo em punho.

Segundo o Batalhão de Choque, o homem atirou contra os policiais durante a ordem de parada. Diante disso, os militares tiveram que atirar para conter o suspeito. Na sequência, a equipe aproximou-se do indivíduo e realizou o desarme, apreendendo um revólver.

Edilson foi socorrido e encaminhado ao hospital do município de Maracaju. Conforme informações prestadas pela equipe médica, apesar do atendimento recebido, o indivíduo não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Em buscas no interior da residência, foram encontrados tabletes de maconha, além de uma motocicleta Honda, de cor preta, que, segundo informações preliminares, seria utilizada para a prática de venda das drogas e também teria sido empregada em crimes de homicídio ocorridos no município.

Foram apreendidos um revólver calibre .38, munições, um Jet loader (carregador rápido de revólver) e quatro tabletes de maconha que totalizaram 2,685 kg.

Passagens criminais

De acordo com o Batalhão de Choque, a ficha criminal de Edilson Gonçalves Vilhalba era envolvido com práticas criminosas desde 2007, com os seguintes registros:

  • 2007: ameaça e vias de fato, constando como testemunha.
  • 2010: vias de fato, constando como autor/vítima.
  • 2011: homicídio simples; homicídio simples na forma tentada; posse irregular de arma de fogo de uso permitido e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, incluindo registros de autuação em flagrante.
  • 2012: condução de veículo automotor sem habilitação, gerando perigo de dano; embriaguez ao volante e entrega de veículo a pessoa sem condições de conduzi-lo com segurança.
  • 2013: porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, com autuação em flagrante; averiguação de suspeito e ocorrência de homicídio simples na forma tentada.
  • 2014: registros de homicídio simples na forma tentada, incluindo ocorrência com autuação em flagrante.

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