Cidades

CIDADE MORENA

'Pitbulls à solta' fazem nova vítima e voltam a tirar a paz de moradores; vídeos

Com animais mortos pelo casal de cães de grande porte, população sofrimento vivido nas "mãos" - ou melhor, patas - de um casal de "pitbulls" soltos em Campo Grande

Continue lendo...

Menos de um ano desde o último registro, os moradores do Portal Caiobá em Campo Grande "perderam" novamente a paz recentemente graças ao retorno de um casal de pit bulls que ficam à solta pelas ruas do bairro, avançando tanto em moradores quanto em animais de menor porte que acabam vítimas na boca desses cachorros. 

Mais especificamente na região do Riviera Park, a localidade que já traz dificuldades aos moradores pela falta de infraestrutura, graças às ruas que ainda não possuem pavimentação, agora traz novamente a preocupação com dois cães de grande porte que ficam à solta pelas ruas do bairro. 

Como relata uma denunciante ao Correio do Estado, os moradores locais viveram um breve período de paz ao perceberem que, aparentemente, os possíveis donos teriam saído de mudança do local, uma vez que a residência em questão teria sido reformada, com a instalação de um novo portão fechado.  

Nota-se, pelos vídeos registrados recentemente, que os cães apresentam inclusive a mesma pelagem dos casos registrados em meados de setembro do ano passado, tratando-se de um cão preto com mancha branca ao redor do pescoço e um segundo todo marrom. 

"Pensamos que, se os pitbulls estivessem lá dentro eles estariam trancados. Mas eles haviam levado os animais embora... e agora isso, acabaram de matar outro cachorrinho e na sexta-feira (08), à tarde, já haviam matado um primeiro na rua", diz a moradora.

Segundo ela, os vídeos voltaram a circular nos grupos dos moradores locais, seguido de relatos de novas vítimas do casal de pit bulls. 

"Além do barro, porque nosso bairro não é asfaltado, então está impossível andar nessas ruas. Tem uma vizinha que só anda a pé, uma senhora, e como faz para andar assim com um cachorro solto que é agressivo", questiona. 

Relembre

Ao fim de agosto de 2025 os moradores do Portal Caiobá se uniram em denúncia, por não suportarem mais o sofrimento vivido nas "mãos" - ou melhor, patas - de um casal de "pit bulls" soltos quando os donos saíam para trabalhar. 

Com um "passeio" pelo bairro que sempre acabava com ataques a outros cães e forçando a população local a se proteger como podem, as gravações que circulavam deixavam claro o perigo constante na altura do número 107 da rua Antônio Garcia dos Santos Medeiros.

À época, ao Correio do Estado, os moradores já evidenciaram esse comportamento dos vizinhos que costumam "se mudar e reaparecer", indo e voltando da residência com certa frequência. 

Como a Antônio Garcia dos Santos Medeiros trata-se de uma rua curta, os moradores se encontram à deriva e as crianças já não podem sequer brincar no trecho, o que costumava ser rotineiro há alguns meses. 

Tendo a realidade cotidiana alterada para uma espécie de pesadelo, os locais relembram inclusive uma noite de tristeza, quando ao apagar das luzes os "pit bulls" arrastaram um cachorro menor para o mato para mais um ataque. 

Nesta noite, devido à falta de visibilidade, o resgate ao animal em questão foi inviável, restando aos moradores deitar a cabeça no travesseiro enquanto escutavam os gritos do animal que estava sendo morto pelos dois cachorros. 

Classificando a situação como "insustentável", os vizinhos que se organizam em um grupo do bairro se dizem todos "aterrorizados", esperando que uma situação para o problema apareça o quanto antes. 

Conforme denúncia, a situação desses cachorros que são muito agressivos já foi comunicada inclusive à polícia que, por sua, vez repassou aos moradores que nada poderia fazer, enquanto o próprio Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) afirma que não pode "levar os 'pit bulls'" sem um flagrante desses animais soltos. 

Como consta na legislação brasileira, tutores são responsabilizados caso não cumpram com suas obrigações de cuidado e vigilância, como previsto no artigo 32 da Lei nº 9.605/98. 

Esse texto específico trata dos crimes ambientais e tipifica como crime maus-tratos contra animais, prevendo pena de detenção que varia de 3 meses a 1 ano e multa, além de prever agravantes em caso de morte do animal.

Além disso, o artigo 936 do Código Civil também estabelece que o proprietário do animal é responsável pelos danos causados por ele, quando não tomados os cuidados necessários.

Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista, a Decat, que atende casos de maus-tratos com animais, fica localizada na rua 07 de setembro nº 2.421, atendendo pelos telefones (67) 99626-4741 / 99940-4644 / 3325-2567 / 3382-9271 

 

Assine o Correio do Estado

Conservação da Biodiversidade

Kadiwéus de MS estão entre 15 terras em projeto federal de 'plano de vida'

Com recurso de R$1.500.00 destinado ao Território Indígena Kadiwéu, essa proposta segue até 2030

10/05/2026 08h24

Em Tupi

Em Tupi "Ywy Ipuranguete" significa "terra bonita", com o intuito do projeto voltado para o reconhecimento das terras indígenas na conservação ambiental.  Reprodução/Wetlands International Brasil

Continue Lendo...

Durante esta semana houve reunião, no município de Bodoquena, envolvendo os povos originários do Território Kadiwéu em Mato Grosso do Sul, uma vez que essa população aparece entre 15 Terras Indígenas (TIs) em cinco biomas brasileiros contempladas em um projeto federal de "plano de vida" para conservação da biodiversidade. 

De abrangência nacional, essa iniciativa é desenvolvida em 15 Terras Indígenas e beneficia aproximadamente 57 mil pessoas em um alcance total de mais de seis milhões de hectares, nos biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal. 

Batizado de Ywy Ipuranguete – Conservação da Biodiversidade em Terras Indígenas, o projeto em Mato Grosso do Sul é realizado no município de Bodoquena, em encontro que reuniu representantes das comunidades e instituições parceiras envolvidas.

Com coordenação pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), essa iniciativa é implementada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com execução pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). 

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o projeto que conta com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) têm ainda ao seu lado as organizações Mulheres em Ação no Pantanal (Mupan) e Wetlands International Brasil como seus facilitadoras das iniciativas.

Entenda

Durante a primeira semana de maio os representantes reuniram-se no município distante aproximadamente 265 quilômetros da Capital, para apresentação dos novos objetivos e cronograma das oficinas realizadas nas aldeias do território, bem como as estratégias de atuação voltadas à construção participativa das ações.

Nesse ponto houve escuta das lideranças, o que permite o alinhamento com as principais demandas que surgem e são repassadas diretamente pelas comunidades.  

Com a Wetlands International Brasil e a Mupan, desde 2018 os Kadiwéus de Mato Grosso do Sul começaram a desenvolver o chamado Plano de Vida Kadiwéu, que teve sua primeira edição publicada um ano depois e já atualizada em 2022. 

Agora, por meio de um novo ciclo de oficinas participativas conduzidas pelas instituições no território, esse Plano de Vida passa a ser estruturado como Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) Ejiwajegi. 

Áurea Garcia, que é Diretora Geral da Mupan e coordenadora de políticas da Wetlands no Brasil, considera o programa como de extrema importância. 

“Este momento representa mais um passo em um processo que vem sendo construído desde o início do PGTA e agora se fortalece com o projeto Ywy Ipuranguete. A Mupan atua no território há mais de 10 anos e foi convidada para facilitar essa ação, que está em construção desde 2018 com o Programa Corredor Azul. E hoje nosso papel é facilitar os processos, fortalecer parcerias a partir das demandas das comunidades e apoiar essa construção coletiva", afirma. 

Conforme consta nas edições do PLano de Vida, esse programa Corredor Azul concentra ações em quatro grandes eixos:

  1. Geração de conhecimento;
  2. Ações de campo;
  3. Mobilização de pessoas e de conhecimento; e
  4. Atuação sobre políticas e investimentos.

Com uma área de 538.536 hectares, a Terra Indígena (TI) Kadiwéu representa cerca de 5% da maior área úmida continental do mundo, por isso a Wetlands destaca a importância do uso racional dos recursos naturais. 

Localizada quase que totalmente em Porto Murtinho, e uma pequena parte em Corumbá, a TI Kadiwéu é considerada regularizada pela Funai, contando com seis aldeias no total, sendo: 

  1. Alves de Barros, 
  2. Campina, 
  3. Córrego do Ouro, 
  4. Tomázia, 
  5. São João e 
  6. Barro Preto

Em Tupi "Ywy Ipuranguete" significa "terra bonita", com o intuito do projeto voltado para o reconhecimento das terras indígenas na conservação ambiental. 

Com recurso de R$1.500.00 destinado ao Território Indígena Kadiwéu, essa proposta segue até 2030 e busca fortalecer a gestão territorial, bem como apoiar a proteção dos recursos naturais e valorizar os conhecimentos tradicionais.

Assine o Correio do Estado

Observação

Chefe da OMS supervisionará evacuação de passageiros e tripulação do cruzeiro com hantavírus

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo

09/05/2026 22h00

Tedros Adhanom, diretor da OMS

Tedros Adhanom, diretor da OMS Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, deixou a capital da Espanha hoje para supervisionar a evacuação de mais de 140 passageiros e tripulantes de um cruzeiro afetado por hantavírus nas Ilhas Canárias, em Tenerife.

"Vamos supervisionar o desembarque seguro dos passageiros, dos membros da tripulação e dos peritos sanitários", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS.

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo. Tedros afirmou que, por enquanto, ninguém a bordo do cruzeiro apresentava sintomas do hantavírus.

"A OMS continuará monitorando ativamente a situação, coordenando o apoio e os próximos passos, e manterá informações sobre os Estados-membros e a população a respeito. Por enquanto, o risco para a população das Ilhas Canárias e o nível mundial será baixo", publicou a organização no X.

Três pessoas morreram desde o início do surto, e cinco passageiros que saíram do barco estão infectados com hantavírus. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido enviaram aviões para evacuar seus cidadãos do cruzeiro.

A responsável pelos serviços de emergência da Espanha, Virginia Barcones, explicou que os passageiros serão transferidos para uma zona completamente isolada assim que desembarcarem.

O governo holandês trabalha com as autoridades espanholas e com a navegação para organizar a repatriação dos passageiros e tripulantes do País o mais cedo possível após a chegada a Tenerife, dependendo do seu estado de saúde e das recomendações do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Enfermidades

Aqueles que não apresentam sintomas permanecerão em quarentena domiciliar durante seis semanas e serão vigiados pelos serviços sanitários locais.

Como o barco tem bandeira neerlandesa, a Holanda tem ajudado a alojar temporariamente pessoas de outras nacionalidades e vigiá-las em quarentena.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).