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Pivô da 'demissão' de juíza de MS, advogado caçado pela Interpol tem vida de luxo

Justiça Italiana deve decidir nesta quinta-feira (5) se extradita ou não Eduardo Bottura, apontado como gospista em série

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Pré-candidato a governador em Mato Grosso do Sul em 2014 pelo PTB e pivô da 'demissão' de uma juíza que atuava em Anaurilândia, o advogado Luiz Eduardo Bottura, foragido no Brasil por suspeita de aplicar golpes em série, vive uma vida de luxo na Itália, mesmo procurado pela Interpol. 

Nesta quinta-feira (5), conforme reportagem de 18 minutos exibida na noite deste domingo (1) no Fantástico, um pedido de deportação será julgado pela Justiça da Itália. Caso seja extraditado, terá de cumprir pena num presídio brasileiro.

A reportagem mostrou que Bottura, que também se apresenta como engenheiro, apesar de ter sido preso na Itália em abril do ano passado, está solto e vivendo em um condomínio de alto padrão na cidade de Selvazzano Dentro, na região de Veneza.

Entre idas e vindas de academias e restaurantes de luxo, a reportagem mostrou que ele anda em dois carros de luxo. O advogado ostenta uma Mercedes avaliada em R$ 250 mil e um Maserati, cujo valor é estimado em R$ 1 milhão. Foi por conta da compra deste carrão que chegou a ser preso em 5 de abril do ano passado, mas recebeu autorização para responder em liberdade. 

Questionado sobre os processos que enfrenta no Brasil, Bottura disse que as denúncias foram baseadas em depoimentos falsos. "É uma mentira o que eles falam", afirmou ao repórter do Fantástico. Ele voltou a negar que tenha enganado vítimas.

Uma delas, que alega ter transferido cerca de R$ 7 milhões para Bottura, sobrevive vendendo mel em uma feira. Ela garante que foi vítima de golpe aplicado pelo advogado. 

Em sua residência na Itália, o homem está acompanhado de Natália Pascucci. Segundo o Fantástico, consta como advogada dele e da mãe em um dos processos que ele enfrenta. 

Essa advogada, de acordo com a reportagem do Fantástico, estaria impedida de manter contato com Bottura após uma decisão de janeiro. Ao Fantástico, porém, a mulher afirmou que não tem ciência sobre procedimentos em desfavor dela, tendo prestado esclarecimentos após uma representação disciplinar há três meses.

ENCRENQUEIRO PROFISSIONAL

Bottura ficou conhecido como "litigante profissional" por mover mais de 3 mil ações judiciais no Brasil. Em pelo menos 300 delas, foi condenado por litigância de má-fé.

A estratégia, segundo decisões da Justiça de São Paulo, incluía indicar endereços falsos para provocar revelias e ajuizar ações contra magistrados com o objetivo de forçá-los a se declarar impedidos.

Em agosto de 2023, a 1ª Vara de Organização Criminosa de São Paulo recebeu denúncia formal contra Bottura por liderar um grupo composto por sete pessoas, incluindo familiares e advogados. A acusação inclui associação criminosa, corrupção ativa, falsificação de documentos públicos e coação no curso do processo. O grupo  teria causado prejuízo milionário com fraudes judiciais e contratos simulados 
 

SOGROS E EX-ESPÓSA

Entre 2007 e 2009, ele ajuizou mais de 200 ações contra a ex-esposa e o sogro — e chegou a obter uma pensão de R$ 100 mil usando documentos falsificados. As decisões judiciais foram concedidas pela Justiça em Anaurilândia, cidade na divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo. 

Por conta destas decisões, a juíza Margarida Elisabeth Weiler foi punida com a aposentadoria compulsória por ter participado de um esquema de fraudes com Bottura. Bottura chegou a ser responsável por 25% das 600 ações que tramitavam em Anaurilândia. 

Segundo o Ministério Público de São Paulo, sua esposa, Raquel Fernanda de Oliveira, e os pais, Luiz Célio Bottura e Maria Alice Auricchio Bottura, também integram a organização criminosa. Raquel foi presa em Campo Grande pela Polícia Federal em dezembro de 2024, por envolvimento direto nas fraudes. Atualmente está em liberdade, mas usando tornozeleira.

Segundo denúncias do Ministério Público de São Paulo, ele praticava usurpação de função pública e falsificação de documentos para aplicar golpes com aparência de legalidade. Ele, inclusive, assinava petições como advogado, sem estar inscrito na OAB. 

Segundo reportagem do site Consultor Jurídico, em novembro de 2024, a juíza Juliana Trajano de Freitas Barão, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, decretou a prisão preventiva de Bottura e da mulher dele, Raquel Fernanda de Oliveira, que no mês seguinte foi presa. 

Os dois são réus em uma ação penal que trata da prática dos crimes de associação criminosa; inserção de dados falsos em sistema de informações; falsificação de documento público; usurpação de função pública; prevaricação; e violação de sigilo funcional.

Além de dar endereços falsos, outra técnica do arsenal do litigante é processar magistrados para forçar que eles se declarem impedidos de julgá-lo. Para inibir quem o contraria, já processou um presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis). 

Além disso, processou vários advogados das partes que o processaram e chegou a processar o então secretário de Segurança de Mato Grosso do Sul, quando ele foi preso e seu nome e foto apareceram no site do governo.

Em 2014, quando foi pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PTB, um vídeo institucional divulgado pelo partido defendia que “os ratos fossem retirados do poder”.

Porém, apesar de ter sido filiado ao PTB, ele acabou excluído da disputa, que teve como principais candidatos o senador Nelsinho Trad (MDB), Delcídio do Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB). O petista e o tucano foram para o segundo turno e Azambuja acabou vencendo. 

Em 2022, Bottura foi alvo de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, ocasião em que foram apreendidos veículos, celulares e documentos. Também havia sido expedido um mandado de prisão, mas ele não foi encontrado, pois já havia fugido para a Itália. 
 

Eleições 2026

Segundo turno: saiba como consultar local de votação para domingo

Checagem pode ser feita no-Título, Autoatendimento Eleitoral e ChatVot

23/10/2026 19h00

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa. 

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.

Aplicativo e-título

O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local. 

Autoatendimento Eleitoral

O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.

O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta. 

A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Fontes oficiais

Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.

Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.

Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.

Educação

IFMS destina R$ 22 mil para criar e fortalecer empresas juniores nos dez campi

Recursos serão distribuídos em duas linhas de fomento, com auxílios de até R$ 2,5 mil por projeto; inscrições ficam abertas até agosto de 2027

23/10/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) vai destinar R$ 22 mil para incentivar a criação e o fortalecimento de Empresas Juniores ligadas aos cursos de graduação da instituição.

O recurso será distribuído entre os dez campi por meio de um processo seletivo aberto para estudantes e professores orientadores.

Do total, R$ 12 mil serão destinados ao fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas pelo IFMS. Nessa modalidade, poderão ser selecionadas até seis propostas, com auxílio de até R$ 2 mil para cada projeto.

Os outros R$ 10 mil serão destinados à criação de novas Empresas Juniores. Poderão ser aprovadas até quatro propostas, com repasse de até R$ 2,5 mil por projeto.

Os recursos poderão ser usados na compra de materiais de consumo, pagamento de taxas e contratação de serviços de terceiros. No caso das empresas já existentes, também será permitida a aplicação do dinheiro na regularização de pendências fiscais.

As Empresas Juniores são associações civis administradas por estudantes de graduação, voltadas ao desenvolvimento de projetos e serviços que contribuam para a formação acadêmica e profissional. A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e aproximar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do setor produtivo.

Inscrições

As propostas devem ser cadastradas exclusivamente pelo Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) até 31 de agosto de 2027.

O cadastro deverá ser realizado pelo professor orientador, responsável por apresentar informações sobre o projeto, integrantes da equipe, planos de aplicação e desembolso, além da documentação exigida pelo edital.

Para o fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas, será necessário apresentar o Termo de Reconhecimento emitido pelo IFMS e o comprovante de inscrição e situação cadastral no CNPJ.

No caso de criação de novas empresas, entre os documentos exigidos estão o termo de compromisso dos estudantes, parecer da coordenação do curso autorizando a abertura e autorização para utilização de espaço físico e infraestrutura do campus.

Regras

O coordenador da proposta deve ser servidor docente do IFMS e dedicar entre cinco e oito horas semanais ao projeto. Também é necessário manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes nos seis meses anteriores à inscrição e não ter pendências junto às áreas de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Cada professor poderá apresentar apenas uma proposta.

A seleção será dividida em duas etapas. A primeira será eliminatória, com análise da documentação apresentada. Na segunda, as propostas serão classificadas de acordo com o mérito do projeto e o perfil do coordenador.

Entre os critérios de avaliação estão a organização da equipe, estratégias para garantir a sustentabilidade da Empresa Júnior, atendimento às demandas locais e regionais, formação empreendedora e utilização da infraestrutura tecnológica do campus. A nota final terá peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo do coordenador.

O resultado provisório das inscrições deferidas será divulgado 10 dias após a submissão de cada proposta. Recursos poderão ser apresentados em até dois dias úteis. O resultado final será publicado quatro dias úteis depois.

Após a divulgação do resultado final, o Termo de Outorga deverá ser assinado em até 30 dias. O recurso será pago em parcela única na conta bancária cadastrada nos assentamentos funcionais do professor orientador.

Para os projetos de criação de novas Empresas Juniores, os estudantes deverão ainda providenciar documentos como estatuto social, atas de eleição e posse, CNPJ, cadastro tributário municipal e abertura de conta bancária.

Os projetos terão duração de 365 dias a partir da publicação do resultado final. O relatório parcial deverá ser apresentado após 180 dias de execução, enquanto o relatório final deverá ser enviado em até 60 dias após o encerramento do projeto.

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