Cidades

OBRIGATORIEDADE

Placa Mercosul baixa até 11% na Capital e Procon ainda quer mais desconto

Serviço chegou a ser um dos mais caros do País no começo de fevereiro

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A obrigatoriedade das placas Mercosul completou um mês nesta semana e o Procon continua lutando para equiparar os preços de Mato Grosso do Sul aos praticados em estados vizinhos. Nesse intervalo de tempo, o serviço já apresentou redução de até 9,33% para motos e 11% para veículos que usam duas identificações visuais.

No dia 3 de fevereiro, o valor do serviço era um dos mais caros do país e chegava a R$ 300. Levantamento feito pelo Correio do Estado nessa quinta-feira (5) mostra que o valor máximo cobrado atualmente é de R$ 272 pela GR Placas.

Essa empresa reduziu o preço do par de placas em 9,33% desde o início de fevereiro. Para motos, o produto despencou de R$ 150 para R$ 136, o que representa decréscimo de 9,33%.

Para os automóveis, o serviço mais barato está na Íons Placas. O local cobra R$ 258 pelas duas chapas. Em comparação com os preços iniciais, houve queda de R$ 32. A credenciada cobra R$ 140 pela unidade, desconto de 6,67% em relação à tabela inicial.

Contudo, é na Placar que os donos de motos encontram hoje o serviço mais em conta. A unidade da placa custa R$ 133 e o par sai por R$ 266, ambos valores tiveram recuo de 6,99%.

Já a MS Placas trabalha atualmente com preços de R$ 135 pela unidade e R$ 265 pelo par, reduções de 3,57% e 5,36% respectivamente.

A novata Embrasplak entrou no mercado há alguns dias cobrando R$ 260 pelo par e R$ 140 pela unidade.

DEFESA DO CONSUMIDOR

O superintendente do Procon, Marcelo Salomão, disse ao Correio do Estado que continua trabalhando para baixar os valores e tem reunião marcada com a Embrasplak para tentar um bom desconto.

Ele disse ao Correio do Estado que o departamento jurídico da Procuradoria já está com todas as informações prestadas pelas credenciadas e em breve deverá emitir um parecer na investigação que apura exagero na margem de lucro, o que levou aos altos preços.


 

EDUCAÇÃO

MS tem 60 municípios abaixo da meta do Ideb, que devem ser cobrados pelo MEC

Ministério da Educação divulgou ontem dados da Educação Básica no País; Estado evoluiu, mas continua com nota inferior

06/08/2026 08h00

Marcelo Victor/Arquivo Correio do Estado

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Pelo menos 60 municípios de Mato Grosso do Sul que estão com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio abaixo do índice nacional vão ser cobrados pelo Ministério da Educação (MEC) para que melhorem os parâmetros da aprendizagem e possibilitem que os estudantes dominem o conhecimento.

Destes, cinco são considerados críticos, por apresentarem índice inferior a 4,9 nos anos iniciais. 

Esta decisão foi anunciada pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em coletiva realizada ontem, em Brasília (DF), para divulgar os resultados do Ideb 2025.

A Pasta enfatizou os resultados e destacou a redução do número de municípios com média até 4,9 nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Em 2023, eram 1.097 e, agora, são 442.

Para o próximo ciclo, a Pasta se comprometeu a oferecer assistência técnica com ênfase nos processos de aprendizagem e no acompanhamento de ações para estes municípios, sendo cinco de Mato Grosso do Sul: Miranda, Douradina, Ladário, Juti e Sidrolândia.

Na outra ponta, entre os melhores dos anos iniciais do Ensino Fundamental no Estado, apenas 19 municípios estão com conceito superior ao índice de 6,1 nacional, em relação ao ensino público. Nos anos finais do Ensino Fundamental, foram 24 cidades que alcançaram o índice nacional e, no Ensino Médio, 22 chegaram ao patamar do País no ensino público.

O ministro enfatizou que o foco do governo para o próximo ciclo será reforçar a educação nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e também no Ensino Médio.

“Toda a estratégia do Ministério, que vamos apresentar em outubro, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Educação, tem como foco a aprendizagem nessas etapas, sem, claro, esquecer a equidade”, ressaltou, destacando que “mostramos que, após 20 anos, a escola brasileira conseguiu, ao mesmo tempo, melhorar o acesso, melhorar a trajetória desses estudantes, melhorando o fluxo, e melhorar a proficiência”.

Barchini afirmou que, com atenção adequada ao estudante, o sistema educacional “consegue recuperar de uma forma mais rápida” o estudante que reprova, ressaltando que a reprovação desestimula o aluno. 

“Cada estado tem sua estratégia. Ele que vai ter que se virar, a escola vai ter que se virar para fazer com que aquele estudante aprenda e tenha proficiência [conhecimento]”, disse.

O ministro também explicou que o MEC vai observar “se o estado está adotando as medidas corretas e concretas para que aquele estudante não fique para trás [repetência]. Se a rede aprovou oito e caiu proficiência, aí está com problema Não queremos aprovação sem proficiência. A proficiência estará no centro do novo ciclo. Depois de resolver fluxo, melhorar o acesso, vamos trabalhar juntos para que eles possam melhorar a proficiência”.

IDEB GERAL

Levando em conta os dados do Ideb geral, que soma a rede pública e a rede particular, Mato Grosso do Sul tem apenas 10 municípios com conceito superior ao índice de 6,3 nacional nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

São eles: Sonora, Tacuru, Batayporã, Bodoquena, Caracol, Costa Rica, Inocência, Ivinhema, Japorã e Nova Andradina. Essas localidades ajudaram a puxar o Ideb do Estado neste segmento para 5,9.

No Ensino Médio, 10 cidades estão com Ideb superior à média nacional geral de 4,5: Alcinópolis, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Jardim, Naviraí, Paraíso das Águas, Vicentina, Sete Quedas e São Gabriel do Oeste.

Nos anos finais do Ensino Fundamental, que tem conceito 5,3 de parâmetros gerais, apenas 9 cidades têm índice superior: Nova Andradina, Japorã, Ivinhema, Itaquiraí, Glória de Dourados, Fátima do Sul, Coxim, Costa Rica e Bataguassu.

O município de Água Clara teve o melhor Ideb municipal no Estado, com índice 7,2 em 2025, contra 6,7 em 2023.

De acordo com o MEC, de 2023 a 2025, em uma escala de zero a 10, o Ideb do Ensino Fundamental brasileiro nas redes públicas e privadas passou de 6 para 6,3 nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano) e de 5 para 5,3 nos anos finais (do 6º ao 9º ano).

Já o Ideb do Ensino Médio em ambas as redes passou de 4,3 para 4,5. Na avaliação do ministro, com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica, iniciada em 2005.

RODOVIA

Motiva não teme que tarifaço reduza ainda mais tráfego na BR-163

A concessionária anunciou que o movimento na rodovia diminuiu nos dois primeiros trimestres deste ano, em balanços publicados antes da alta no pedágio

06/08/2026 07h50

Gerson Oliveira / Correio do Estado / Arquivo

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A Motiva Pantanal, que administra a concessão da BR-163 em Mato Grosso do Sul, afirmou que não teme que o tráfego na rodovia continue reduzindo, baixa que foi observada nos dois primeiros trimestres deste ano em comparação com o igual período de 2025, mesmo com o aumento médio nas tarifas do pedágio em 40%.

Poucos dias antes de anunciar o reajuste na cobrança do pedágio, a concessionária publicou que o tráfego da rodovia recuou 3,8% no segundo trimestre, na comparação com igual período de 2025, passando de 12,855 milhões de veículos para 12,368 milhões, conforme balanço divulgado pela Motiva Pantanal.

E esta queda no tráfego, atribuída pela concessionária ao aumento dos combustíveis após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, e ao consequente encarecimento dos fretes, não é um caso isolado.

No primeiro trimestre do ano, a empresa já havia reportado queda de 2,6% no número de veículos que passaram nas praças de pedágio. Nos três primeiros meses do ano passado foram 13,416 milhões. Em igual período deste ano, o total caiu para 13,017 milhões.

Por conta disso, o faturamento com a cobrança de pedágio recuou de R$ 108 milhões para R$ 107 milhões.

No segundo trimestre ocorreu fenômeno parecido, apesar do reajuste da tarifa em junho do ano passado. A queda no faturamento, segundo a concessionária, foi de 5,7%, passando de R$ 105 milhões para R$ 99 milhões.

Na soma dos dois trimestres, a empresa reporta recuo de 3,3% na arrecadação, que caiu de R$ 213 milhões para R$ 206 milhões.

Quanto ao pedágio, entraram em vigor ontem as novas tarifas nas nove praças da BR-163 em Mato Grosso do Sul, aumento autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com base no previsto contrato.

“A atualização das tarifas decorre da 1ª revisão ordinária do Contrato de Concessão otimizado da BR-163/MS, que considera a atualização monetária prevista contratualmente e a aplicação do primeiro degrau tarifário vinculado ao cumprimento das metas de investimentos estabelecidas pela ANTT”, expôs a Motiva Pantanal, em comunicado.

Mesmo com o incremento, a Motiva Pantanal disse que “não trabalha com a expectativa de que a atualização tarifária, prevista contratualmente, provoque uma redução significativa no volume de veículos”.

Ainda, a previsão da empresa é de que o tráfego sofra uma variação positiva nos próximos anos diante dos investimentos na rodovia e no Estado.

“As variações de tráfego observadas dentro do primeiro ano de concessão estão relacionadas a diversos fatores econômicos e setoriais, especialmente à dinâmica do transporte de cargas e da atividade econômica regional. A expectativa da Motiva Pantanal é de que os investimentos previstos e a melhoria contínua dos níveis de serviço contribuam para a atratividade e competitividade da BR-163/MS no longo prazo”, disse.

Segundo matéria veiculada pelo Correio do Estado, o aumento médio será de 40%. Por exemplo, o motorista de um carro de passeio vai gastar R$ 107 para percorrer os 845 quilômetros da BR-163, o que representa R$ 30,90 a mais que os atuais R$ 76,10.

Um caminhoneiro com veículo de oito eixos vai desembolsar R$ 856, cerca de R$ 250 a mais.

Este incremento médio na tarifa definido pela ANTT é 1% superior aos 39,3% solicitados pela empresa em maio. À época, a empresa pediu reajustes entre 37,8% a 41,3% no pedágio das nove praças nos 845 km da BR-163 no Estado. 

O aumento é quase 10 vezes maior que a inflação dos últimos 12 meses, que ficou em 4,64%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

MINISTRO

Em dezembro de 2019, a Motiva Pantanal – que na época ainda se chamava CCR MSVia – chegou a pedir a extinção amigável e a relicitação da BR-163/MS após alegar desequilíbrio financeiro e suspender parte das duplicações previstas.

Ministro George Santoro esteve semana passada na Capital para acompanhar obras de duplicação - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Naquela altura, a diminuição no tráfego foi um dos principais motivos para a descompensação contratual.

Na semana passada, durante visita à obra de duplicação da BR-163, em Campo Grande, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que não tem receio de que a empresa “abandone” a concessão da BR-163 mais uma vez, já que agora os moldes do contrato garantem um reequilíbrio financeiro a depender do número de veículos trafegando pela rodovia.

“A gente mudou completamente o contrato. O contrato é a quinta etapa de uma política de concessão que o Brasil não tinha no passado, e lá nós temos uma banda de demanda, que comporta tanto o aumento quanto a queda. Então, a gente não tem mais essa preocupação, nem eles têm essa preocupação, porque o contrato atual protege eles em relação a isso”, explica o ministro.

George complementou dizendo que, mesmo que haja uma garantia que o contrato não entre em um novo desequilíbrio financeiro, acredita que o tráfego na rodovia deve aumentar nos próximos meses.

“Tem muito investimento iniciado aqui para Mato Grosso do Sul e isso vai gerar mais carga, mais volume de tráfego e vai mudar isso. Então, a gente não precisa se preocupar, tem previsão contratual, agora tem mecanismos de reequilíbrio, tem uma conta vinculada que tem dinheiro colocado nela para fazer esses ajustes de contrato como for necessário”, reforçou à reportagem.

À reportagem, a concessionária também explicou que o atual contrato “conta com mecanismos de compartilhamento de demanda, que trazem maior segurança ao contrato e mais previsibilidade para a manutenção da execução dos investimentos”. 

Ao todo, a concessão prevê mais de R$ 9,3 bilhões em investimentos ao longo dos 29 anos de vigência.

*SAIBA

Atualmente, a BR-163 passa por duplicação em três trechos: em Campo Grande (entre o km 452 e o km 460); em Jaraguari (entre o km 510 e o km 511); e em Bandeirantes (entre o km 535 e o km 546). As intervenções fazem parte do novo contrato de concessão.

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