Cidades

TIROTEIO NO BAR

PM vai se infiltrar à paisana em baladas gay para combater homofobia

Encontro nesta manhã definiu atuação especial para coibir violência

RAFAEL RIBEIRO

16/10/2018 - 17h01
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A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul vai a campo para prevenir crimes de homofobia, principalmente os que atentam contra a vida. À paisana, policiais circularão por bares e casas noturnas que atendam preferencialmente o público Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros (LGBT).

A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (16), após reunião de proprietários desse tipo de estabelecimento, lideranças da causa gay e a cúpula da Segurança Pública no Estado, no Parque dos Poderes, região leste da Capital.

O encontro foi motivado principalmente pelo crime ocorrido na madrugada do último sábado (13), quando um jovem de cerca de 20 anos, que não teve a identisdade revelada, foi baleado na porta de uma casa noturna na região da Uniderp, na Avenida Ceará, região central.

De acordo com relatos das testemunhas, dois homens chegaram ao local em um veículo Golf de cor prata, por volta das 2h27 da madrugada. Um deles vestia camiseta azul e desceu do automóvel aos gritos. Após chamar os frequentadores da festa de "viados", o homem derrubou motos que estavam estacionadas próximas ao bar e efetuou, pelo menos, dois disparos com arma de fogo.

O caso ainda é investigado pela Polícia Civil e, de acordo com informações passadas pelo comandante-geral da PM, coronel Waldir Acosta Ribeiro, as novas medidas de segurança passam a valer já no próximo final de semana.

Além da utilização de PMs do serviço secreto, que circularão à paisana, nos arredores e até no ambiente interno desses locais, estão previstos o reforço das patrulhas com uso de viaturas habituais da corporação nas cercanias. 

"O objetivo principal é identificar esses maus elementos e fazera prevenção fundamental para que esses tipo sde atentados contra a vida não se repitam", disse Acosta, na saída do prtédio da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública, onde se realizou o encontro. 

O comandante da PM também assegurou que nos primeiros finais de semana, viaturas circularão não só pelas baladas, mas como por pontos tradicionais de prostituição, principalmente de travestis, não só em Campo Grande, mas em Dourados e Três Lagoas, cidades do Estado onde são identificados movimentação acima da média desse tipo de atividade.

Presente ao encontro, o secretário Antônio Carlos Videira reforçou aos empresários a importância de se registrar os boletins de ocorrência dos fatos fora do nomral que acontecerem, além de definir parceria no sentido de fornecimento de imagens das câmeras de seguranças dos principais estabelecimentos frequentados pelo público LGBT.

O CASO

O jovem baleado em frente ao Bar Fly na madrugada de sexta para sábado já está em casa. Os dois tiros que atingiram a vítima foram de raspão. O nome e a idade não foram divulgadas. A família não quer se expor sobre o caso. A polícia investiga o crime. 

A proprietária da casa noturna, Fátima Menas, ressaltou que na noite de ontem já abriu o local com o dobro de seguranças. Ela voltou a afirmar que apesar do preconceito contra homossexuais sempre existir, eleitores do Bolsonaro estariam aproveitando a campanha eleitoral para executar a homofobia. “Eles estão com a maioria do lado. A minoria vai sofrer muito”, lamenta.

O rapaz foi baleado após ter saído para a parte externa do bar para fumar, quando foi atingido por tiros na altura da cintura. De acordo com relatos das testemunhas, dois homens chegaram ao local em um veículo Golf de cor prata, por volta das 2h27 da madrugada.

Um deles vestia camiseta azul e desceu do automóvel aos gritos. Após chamar os frequentadores da festa de "viados", o homem derrubou motos que estavam estacionadas e efetuou, pelo menos, dois disparos com arma de fogo.

A vítima, que estava próxima ao estacionamento, foi atingida e correu de volta para dentro do bar. O menino foi socorrido pelos seguranças e administradores do estabelecimento, que fizeram um curativo e o levaram para a unidade de pronto atendimento do bairro Tiradentes, na região leste.

Operação Infiltrados

Advogada é presa em quadrilha de policiais traficantes em MS

Jéssica Santos foi alvo de prisão preventiva na Operação Infiltrados, que investiga desvio de drogas apreendidas por policiais; delegado também está entre os presos

24/09/2026 18h01

Inscrição da advogada na Ordem dos Advogados do Brasil

Inscrição da advogada na Ordem dos Advogados do Brasil reprodução site OAB

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A advogada Jéssica Santos é uma das pessoas presas na Operação Infiltrados, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (24), em Campo Grande e no interior de Mato Grosso do Sul. Contra Jéssica, apurou o Correio do Estado, pesa um mandado de prisão preventiva por integrar uma quadrilha chefiada por policiais que traficavam as drogas que apreendiam.

No grupo, há até delegado de polícia, caso de Hoffman D’Ávila Cândido Souza, titular da 6ª Delegacia de Campo Grande, mas que ficou mais de cinco anos, de 2019 a fevereiro de 2026, na titularidade da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico de Campo Grande (Denar), divisão policial que, justamente, deveria combater o tráfico de entorpecentes.

A participação de Jéssica não foi detalhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O Correio do Estado apurou, contudo, que ela tem um escritório de advocacia em sociedade com o marido — que não é investigado — e que teria um familiar envolvido com o narcotráfico.

Em uma busca no banco de processos criminais, o Correio do Estado encontrou processos em que Jéssica defende acusados de tráfico presos pela Denar.

Alvo de prisão preventiva, Jéssica está reclusa no Presídio Militar de Campo Grande pelo fato de ser advogada. O cumprimento do mandado de prisão contra ela foi devidamente acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), que deve abrir processo ético-disciplinar contra a suspeita.

Por ter uma filha bebê, a expectativa é que Jéssica ingresse, nas próximas horas, com um pedido de relaxamento da prisão na Justiça.

Policiais traficantes

A Operação Infiltrados, do Gaeco, foi às ruas para cumprir 24 mandados de prisão preventiva nesta quinta-feira (24), dois mandados de prisão temporária e ainda 38 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados e Terenos.

A investigação teve início depois de as equipes do Gaeco descobrirem um grande esquema de desvio de droga apreendida, especialmente cocaína, por policiais. As informações chegaram ao conhecimento do Gaeco durante as operações Traquetos e Blindspot.

O desvio das drogas apreendidas ocorria por meio da omissão dos policiais ao realizarem os registros formais das ocorrências de parte da droga efetivamente arrecadada ou até mesmo pela subtração da cocaína do depósito da delegacia.

Os policiais civis, então, repassavam a droga a traficantes que não atuam no serviço público, como eles, dando seguimento ao comércio ilegal.

Entre os presos, há um delegado da Polícia Civil, policiais civis, policiais militares e um policial penal.
 

Trânsito

Sem solução provisória, MS-040 pode ficar até 60 dias sem caminhões

Restrição nos km 205 e 223 já chega ao 20º dia, enquanto concessionária ainda não definiu quando tráfego pesado será liberado

24/09/2026 18h00

Trecho da MS-040

Trecho da MS-040 Reprodução/PMRMS

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A MS-040 pode permanecer por até 60 dias com o tráfego de caminhões e outros veículos pesados restrito nos quilômetros 205 e 223, mas, 20 dias após o início das intervenções nas pontes, ainda não há uma solução provisória nem prazo definido para a retomada do fluxo normal. Em resposta ao Correio do Estado, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) informou as alternativas disponíveis para o transporte de cargas, mas não apontou uma data para a liberação do trecho.

As intervenções começaram no início de setembro e impedem a passagem de caminhões e outros veículos pesados pelas duas estruturas. Para os demais veículos, o tráfego permanece em sistema de Pare e Siga. A orientação para o transporte de cargas é utilizar principalmente a BR-267, enquanto outras rotas também são indicadas conforme a origem e o destino.

O problema é que o desvio já mostrou, na prática, as dificuldades provocadas pela retirada dos caminhões da rota original. Na quarta-feira (23), carretas ficaram atoladas em uma estrada de terra no km 172 da MS-040 durante uma interdição. Os veículos teriam sido orientados a seguir pelo desvio e acabaram bloqueando a passagem nos dois sentidos. A Caminhos da Celulose indicou a BR-267 como alternativa para os veículos pesados.

A situação também deixou de ser apenas uma questão de obra. Em 18 de setembro, moradores, produtores rurais e transportadores bloquearam a MS-040 em Santa Rita do Pardo para protestar contra a restrição, que já havia chegado à segunda semana.

Trecho da MS-040

Desde o início das intervenções, a concessionária informou que os serviços nas pontes poderiam durar entre 30 e 60 dias. O prazo, porém, não significa que exista uma data definida para o retorno dos caminhões, já que a previsão está relacionada à duração dos trabalhos de manutenção.

É justamente nesse intervalo que permanece a principal questão: se a obra pode avançar por até dois meses, que medida será adotada para evitar que o transporte de cargas fique submetido durante todo esse período às rotas alternativas?

A cobrança ganhou força nesta semana, quando o deputado estadual Pedro Arlei Caravina levou o caso à Assembleia Legislativa e pediu informações sobre os laudos que fundamentaram a restrição, o cronograma das intervenções e a possibilidade de instalação de uma ponte provisória para liberar os veículos pesados. O parlamentar também relatou ter recebido da concessionária a informação de que uma nova avaliação seria feita no dia 25.

A possibilidade de uma estrutura provisória é especialmente relevante porque permitiria separar duas questões: a necessidade de executar o serviço nas pontes e a necessidade de manter o corredor de cargas funcionando. Até agora, porém, não há confirmação de que uma ponte móvel ou outra alternativa temporária será instalada.

ROTAS

Questionada pelo Correio do Estado sobre a situação, a Agems informou as alternativas disponíveis para os veículos pesados e os procedimentos de acompanhamento da concessão. A agência, no entanto, não apresentou uma data para a normalização do tráfego nos dois pontos.

A cada dia de restrição, caminhões são retirados de um dos principais corredores utilizados entre Campo Grande, Santa Rita do Pardo e a região da divisa com São Paulo, enquanto produtores e transportadores precisam absorver os custos e dificuldades das rotas alternativas.

A própria Agems destaca, desde o início da concessão, que acompanha a execução do contrato e fiscaliza as obras da Rota da Celulose. A concessão reúne 870,3 quilômetros de rodovias e prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos.

Na prática, porém, a questão que permanece sem resposta é objetiva.

O Correio do Estado procurou a Caminhos da Celulose para saber quais serão os próximos passos. Até a publicação, não houve resposta.

 

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