Cidades

EXAGERADA

Poda errada de árvores surpreende e até afasta
clientes de taxistas

Trabalho mal feito do jardineiro prejudicou qualidade de serviço dos profissionais

Danielle Valentim

24/09/2015 - 10h16
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Depois de uma poda ''exagerada'' de duas árvores, na semana passada, taxistas de um ponto localizado na Rua Maracaju, esquina com a 14 de Julho, no centro de Campo Grande, sofrem com o calor e até perdem clientes com a falta de sombra. A empresa responsável pelo serviço de jardinagem foi contratada por uma ótica, que também ficou surpresa com o resultado, já que o trabalho foi realizado durante a noite.

O taxista Rubens Paulo de Oliveira, 34 anos, trabalha no ponto há três anos e disse ao Portal Correio do Estado que com o calor excessivo a qualidade do serviço foi prejudicada, já que antes a sombra da árvore deixava os carros frescos para a entrada dos clientes.

"Agora o ar condicionado do carro não vence e demora para gelar. O cliente entra no carro e está quente, estão reclamando e nós estamos derretendo", diz Rubens.

O Portal Correio do Estado questionou a prefeitura sobre a autorização do serviço de poda das duas árvores, mas até o fechamento da matéria, não houve retorno. No entanto, a própria gerente da ótica afirma que não havia solicitado autorização da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) porque o serviço seria de uma poda simples.

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Violência

Mulher morre após ser atingida em atentado que matou jovem em MS

Vítimas foram atingidas durante atentado em Ivinhema; mulher chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital e caso passa a ser tratado como duplo homicídio

24/06/2026 14h05

Foto: Divulgação

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Um atentado a tiros registrado no início da noite desta terça-feira (23) terminou com duas pessoas mortas em Ivinhema. O crime ocorreu na Rua Alberto Verri, no Bairro Piravevê, e mobilizou equipes das polícias Militar e Civil, além da Perícia Criminal.

A principal vítima do ataque foi Lucas Gomes dos Santos, de 27 anos, conhecido pelo apelido de "Forasteiro". Segundo as informações apuradas no local, ele estava em frente a uma residência quando foi surpreendido pelos disparos efetuados por um homem que passava de motocicleta pela via.

Testemunhas relataram que diversos tiros foram disparados em direção ao jovem. Atingido na região do tórax, Lucas não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada das equipes de socorro.

Durante a ação criminosa, uma segunda pessoa também acabou baleada. Juliane Malar, de 59 anos, estava dentro da residência e foi atingida por um dos disparos efetuados pelo atirador, embora não fosse o alvo do ataque.

Inicialmente, a suspeita era de que a mulher tivesse sofrido apenas ferimentos leves. No entanto, após ser encaminhada ao Hospital Municipal de Ivinhema, exames apontaram a gravidade da lesão. Apesar dos esforços da equipe médica, Juliane morreu poucas horas depois de dar entrada na unidade de saúde.

Com a confirmação da segunda morte, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como duplo homicídio.

Região Conhecida Por Crimes

A região onde ocorreu o crime é conhecida pelas forças de segurança por registros frequentes relacionados ao tráfico de drogas e ao consumo de entorpecentes.

Entretanto, até o momento, as autoridades não divulgaram se o atentado possui ligação com disputas criminosas ou qualquer outra motivação específica.

Após o ataque, policiais militares isolaram a área para os trabalhos da perícia. Equipes da Polícia Civil iniciaram a coleta de depoimentos e a análise de vestígios que possam auxiliar na identificação do autor dos disparos.

O suspeito fugiu logo após o crime e ainda não havia sido localizado até o fechamento desta reportagem. As investigações seguem em andamento.

Interditada

Farmácia é interditada após guardar remédios em banheiro em Campo Grande

Estabelecimento no Bairro Los Angeles funcionava sem autorização para comercializar medicamentos de controle especial; gerente foi preso em flagrante e liberado após pagamento de fiança

24/06/2026 13h32

Foto: Divulgação

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A atuação conjunta da Vigilância Sanitária Municipal, da Polícia Civil e do Conselho Regional de Farmácia (CRF-MS) resultou na interdição da Drogaria do Povo, localizada na Rua Engenheiro Paulo Frontin, no Bairro Los Angeles, região sul de Campo Grande, após a descoberta de uma série de irregularidades envolvendo a comercialização e o armazenamento de medicamentos.

A fiscalização foi desencadeada após denúncias apontarem que o estabelecimento estaria vendendo medicamentos sujeitos a controle especial sem possuir autorização legal para exercer esse tipo de atividade.

Diante das informações, equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) acompanharam a inspeção realizada no local.

Durante a vistoria, os fiscais constataram que remédios psicotrópicos, cuja dispensação exige apresentação e retenção de receita médica, estavam sendo comercializados de forma irregular.

A investigação também identificou a venda de antibióticos sem a observância das exigências previstas na legislação sanitária.

Além das irregularidades relacionadas à comercialização, os agentes encontraram problemas considerados graves no armazenamento dos produtos. Parte dos medicamentos estava guardada em um banheiro desativado, utilizado como depósito improvisado.

Segundo os fiscais, o ambiente não apresentava condições adequadas de conservação, comprometendo a qualidade e a segurança dos medicamentos destinados aos consumidores.

Medicamentos Apreendidos.

Diante das irregularidades constatadas, o gerente da drogaria foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia. Após os procedimentos legais, ele foi liberado mediante pagamento de fiança fixada em R$ 3.242.

A operação também resultou na apreensão de centenas de caixas de medicamentos. Os produtos foram recolhidos pela Vigilância Sanitária e deverão ser descartados de acordo com os protocolos sanitários. A quantidade exata de itens apreendidos não foi divulgada pelas autoridades.

Histórico de irregularidades

Esta não é a primeira vez que a drogaria se torna alvo de fiscalização. Em 2019, o estabelecimento foi interditado após uma investigação identificar um esquema de adulteração de datas de validade de medicamentos.

Na ocasião, equipes encontraram centenas de etiquetas que, segundo a apuração, seriam utilizadas para alterar os prazos de vencimento dos produtos comercializados. Também foram apreendidos carimbos de médicos, além de diversos medicamentos que estavam sob investigação.

O caso voltou a levantar preocupações sobre a fiscalização do comércio farmacêutico e os riscos à saúde pública causados pela venda irregular de medicamentos, especialmente aqueles que dependem de controle rigoroso para evitar uso indevido, intoxicações e outras complicações aos pacientes.

As circunstâncias das irregularidades encontradas nesta nova operação seguem sob investigação da Polícia Civil.

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