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Polícia Ambiental é recebida a tiros durante fiscalização em Rio Verde

Atirador conseguiu fugir nadando e companheiros foram presos

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Durante fiscalização de rotina em operação conjunta com a Polícia Civil e Militar na madrugada deste sábado (17), a Polícia Militar Ambiental (PMA) foi recebida a tiros ao abordar um grupo suspeito às margens do Rio Verde.

Por volta das 6h da manhã foi feita a abordagem a um veículo parado à margem do rio. Outros integrantes do grupo, ao perceberem a presença policial, tentaram fugir. 

Um dois homens sacou uma arma de fogo e atirou contra os policiais. A equipe policial revidou para cessar o ataque. O suspeito, ainda não identificado, jogou a arma no rio e fugiu a nado, estando foragido até o momento.

Após a troca de tiros, parte dos envolvidos retornou à margem. Quatro foram detidos: homens de 29 anos, 19 anos, 35 anos e 60 anos. Eles foram encaminhados ao hospital local para a realização de exame de corpo de delito.

Os quatro presos serão autuados pelos crimes de pesca ilegal, associação criminosa, desobediência e resistência. Quando localizado e identificado, o fugitivo responderá por tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública e porte ilegal de arma de fogo. As investigações prosseguem para identificar e localizar os demais envolvidos, especialmente o autor dos disparos.

Foram apreendidos dois veículos portando diversos apetrechos utilizados na pesca e caça ilegal, além de exemplares de peixes, incluindo espécies com captura proibida, como o dourado. No ponto de apoio do grupo, a PMA encontrou armas de fogo de calibre diversos.

Apetrechos e armas utilizadas para pesca e caça ilegal

 

 

itamaracá

Empreiteira oferece desconto de 5% e vai pavimentar bairro da Capital

Agesul concluiu nesta sexta-feira (16) a licitação para asfaltamento e recapeamento de ruas no Jardim Itamaracá, na região sul de Campo Grande

17/01/2026 11h20

Governo do Estado investirá R$ 19,9 milhões na região, mas conclusão do novo acesso às Moreninhas segue só na promessa

Governo do Estado investirá R$ 19,9 milhões na região, mas conclusão do novo acesso às Moreninhas segue só na promessa

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Prevendo investimento inicial de R$ 19.914.884,87, a Agesul concluiu nesta sexta-feira (16) a licitação para asfaltamento e recapeamento de 16 ruas no bairro Jardim Itamaracá, na região Sul de Campo Grande.

Oito empreiteiras chegaram à fase da apresentação de proposta financeira e a vencedora foi a Equipe Engenharia, antiga conhecida dos órgãos públicos de Mato Grosso do Sul, que ofereceu desconto de 5% sobre o valor máximo estipulado no edital, que era de R$ 20.981.386,66.

Este foi um dos maiores deságios em licitações realizadas pela Agesul nos últimos doze meses. Normalmente, os descontos para construção de asfalto ficam na na casa de 1% sobre o valor máximo estipulado pela administração pública.

O preço final foi definido após uma série de 20 propostas financeiras entre as concorrentes, conforme mostra a ata da licitação disponível no site da Agesul. Em segundo lugar ficou a empreiteira Northpav Pavimentação e Locação, cuja última oferta foi de R$ 19.936.000,00. 

Conforme o edital, o chamado lote 01 dos investimentos na região prevêem o recapeamento de cerca de seis quilômetros de asfalto e implantação de cerca de 5 quilômetros de asfalto novo. As obras devem se estender por pelo menos dois anos, conforme o edital.

As vias contempladas, entre elas a Padre Mussa Tuma, a principal do Itamaracá, estão no entorno da Rua Salomão Abdalla. Esta, por sua vez, está no projeto para ser ampliada e ser utilizada como novo acesso da região central de Campo Grande às Moreninhas, numa via paralela à Guri Marques.

A primeira etapa deste novo acesso às Moreninhas começou ainda em dezembro de 2022 e já está concluída há cercade um ano. Nesta etapa o Governo do Estado já investiu R$ 53,24 milhões. O problema é que sem parte, o asfalto novo da primeira etapa (Avenida Alto da Serra) está ligando as Moreninhas a uma pastagem.

Trechos do asfalto, a drenagem, a ciclovia e até boa parte do paisagismo estão sendo utilizados pelos moradores da região. Mas, a obra tem o objetivo principal desafogar o trânsito de avenidas como, Guaicurus, Costa e Silva e Guri Marques, o que será possível depois da conclusão da segunda etapa. 

DESAPROPRIAÇÕES

Uma das explicações para a demora em tirar do papel a segunda fase é o impasse sobre a desapropriação de 52 imóveis para alargar a Salomão Abdalla. O custo das indenizações, inicialmente orçado em R$ 10,5 milhões, está sendo bancado pelo Governo do Estado. 

A parte burocrática, porém, ficou a cargo da administração municipal e uma parte dos proprietários contestou os valores e por conta disso existem pendências até hoje.

Inicialmente a primeira etapa foi licitada por R$ 41,3 milhões e os trabalhos foram executados pela empreiteira Anfer, que é proprietária de parte dos imóveis que precisam ser desapropriados. Porém, depois de uma série de aditivos e acréscimos no projeto original, o custo da obra aumentou em 29%, chegando a R$ 53,24 milhões. A Anfer chegou a participar da licitação do asfaltamento de ruas no Itamacará, mas foi derrotada.

Conforme a previsão, a nova avenida servirá para desafogar o tráfego da Avenida Guri Marques, hoje a principal via de acesso da região central de Campo Grande às Moreninhas e bairros próximos. 

A continuidade do projeto foi prometida pelo governador Eduardo Riedel no dia 4 de agosto, durante anúncio da programação das festividades relativas aos 126 anos de Campo Grande. Naquela, data, Riedel previu que as obras do novo acesso começariam ainda em 2025, mas até agora nem mesmo a licitação foi anunciada.

MARCA TRISTE

MS se aproxima de mil ocorrências de violência doméstica em 17 dias

Campo Grande lidera com mais de 300 denúncias, seguido por Dourados e Três Lagoas; média diário de denúncias é de 52

17/01/2026 11h00

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) atende presencialmente no Jardim Ima, na Capital

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) atende presencialmente no Jardim Ima, na Capital Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul está próximo de bater a triste marca de mil denúncias de violência doméstica em 2026, isso com apenas 17 dias.

Segundo dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em parceria com o Poder Judiciário, 896 denúncias foram formalizadas nos órgãos este ano. 

Considerando que os números foram atualizados até a noite desta sexta-feira (16), a média diária de denúncias é de 56. Seguindo essa lógica, janeiro deve fechar com cerca de 1,6 mil violências domésticas.

Mesmo que seja um número “assustador”, ainda é menor que o registrado em 2025, quando foram catalogadas 60 denúncias por dia, em média. Como reportado pelo Correio do Estado no final do ano passado, com quase 22 mil ocorrências, 2025 se tornou o ano mais violento contra mulheres desde 2015, quando os dados começaram a ser contabilizados e divulgados publicamente.

Ainda sobre 2026, Campo Grande lidera como o município com mais denúncias, com 308, seguido por Dourados (70) e Três Lagoas (46). Até o momento, apenas as cidades de Rio Negro, Figueirão, Novo Horizonte do Sul, Taquarussu, Jateí e Aral Moreira.

Medidas protetivas

Também segundo o Monitor da Violência contra a Mulher, 758 medidas protetivas de urgência já foram solicitadas este ano, sendo que 64,38% (488) dessas foram concedidas e 11,21% (85) foram prorrogadas. O restante ainda deve estar em análise dos órgãos responsáveis.

Em 2025, Mato Grosso do Sul atingiu recorde de medidas protetivas solicitadas, com 16.027. Porém, não bateu recorde de concessões, já que “apenas” 14.408 foram autorizadas pela Justiça, o que corresponde a 89,90% do total.

Vale lembrar que as medidas protetivas são usadas para proteger mulheres em situação de violência familiar ou doméstica, sendo um dos principais instrumentos para, pelos menos, tentar proteger mulheres de qualquer tipo de violência seja qual for o âmbito.

"Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social", diz o art.2 da Lei nº 11.340 (Lei Maria da Penha).

1º de 2026

A primeira vítima de feminicídio do ano, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta na manhã desta sexta-feira (16) ao levar um tiro de espingarda de seu marido em sua casa, próxima à Capela Santo Antônio na zona rural de Bela Vista. O homem, identificado como Fernando Veiga, cometeu suicídio logo após assassinar a esposa.

Na residência do casal, a Polícia Civil encontrou sinais de luta corporal. Foram apreendidas no imóvel duas armas de fogo tipo espingarda, calibre 12, arma artesanal .22, duas longas .22 e revólver .38 que serão analisadas durante a investigação. 

Conforme o relato de testemunhas, o casal possuía histórico de brigas e violência doméstica, mas sem registro policial das agressões. Os celulares do casal também foram apreendidos para a perícia analisar a motivação do crime.

Em 2025 Mato Grosso do Sul registrou um total de 39 feminicídios ao longo do ano, quatro casos a mais que o registrado em 2024, que contabilizou 35 feminicídios. O primeiro caso do ano passado havia sido registrado apenas em fevereiro, tendo janeiro sido o único mês sem mortes do tipo registradas.

Ligue 180

A Central de Atendimento à Mulher Ligue 180 é um serviço de utilidade pública para o enfrentamento à violência contra as mulheres.

A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos:

  • orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.;
  • informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento;
  • registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes;
  • registro de reclamações e elogios sobre os atendimentos prestados pelos serviços da rede de atendimento.
  • É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.

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